As vizinhas que a crise traz

fevereiro 24, 2010

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi

Ricardo Kelmer 2009

Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha

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Más notícias. Perdi a última coluna de jornal que me restava. Pelo jeito os caretas do MNBC conseguiram convencer mais um editor de que Diametral é um péssimo exemplo pra juventude brasileira. Que bosta. Esse tal Movimento Nacional pelos Bons Costumes nos elegeu inimigos mortais, a mim e a Ninfa Jessi, desde que começamos nossa sexualíssima campanha pela ampliação do diâmetro do mundo.

Ei, gatão, não nos abatamos! – Ninfa Jessi procurou logo me animar. – Em momentos de crise, vale a estratégia do cocô: é indo em frente que a gente encontra a saída.

O que seria de mim sem a sabedoria da minha pequena…

Rooooonc! O estômago deu o aviso: cinco da tarde e a gente nem tinha almoçado ainda. Fui na cozinha e abri a geladeira: uma garrafa dágua e um ovo. A coisa tava feia. Saímos catando dinheiro pela casa e tudo que conseguimos foi juntar quinze pratas. Me deu vontade de chorar. O que se faz numa situação dessa?

Ora, o que qualquer cara de bom senso faria: daria a grana pra namorada ir no supermercado falou Jessi, me tomando o dinheiro. – Nessas horas mulher sabe gastar melhor.

Meia hora depois Ninfa Jessi voltou do supermercado. Abri a porta do apartamento, ela me entregou a sacola e anunciou, toda solene: Hora de comemorar a crise! Na sacola havia uma garrafa de vodca vagabunda e um pacotinho de tiragosto. Sábia Jessi. Foi quando percebi, humm, que ela não viera sozinha, hummmm, havia uma garota parada atrás dela, de shortinho, camiseta e sandalinha, hummmmmmm.

Encontrei Rahbe no elevador. Ela veio comemorar a crise com a gente.

Ninfa Jessi não presta. Rahbe é a ninfeta do 702 que adora acompanhar as aventuras sexuais de Diametral e Ninfa Jessi em minha coluna no jornal. Ops, minha ex-coluna. Que bosta, nem gosto de lembrar. Maldito MNBC. Rahbe me deu dois beijinhos e entrou na sala. Belo e volumoso par de peitos Rahbe tinha. Ideal pra fazer espanhola.

Dez minutos depois estávamos no tapete da sala, ouvindo The Doors, que Jessi adooora, e mandando ver na vodca. Na segunda dose ela e Rahbe chegaram à conclusão que eu deveria criar um blog pra continuar publicando nossas aventuras e brindamos a essa ideia. Depois Jessi serviu uma dose dupla pra todos e quis saber da ninfeta qual a nossa aventura que ela mais gostava, e Rahbe disse que era a transa com as enfermeiras na festa à fantasia, que aquilo a havia excitado bastante pois ela queria ser enfermeira. Na metade da garrafa, já bem animadinha, Jessi proclamou, soleníssima, que a melhor função da roupa sempre foi ser tirada, sapientíssima Jessi. Dito isso, fez um strip-tease completo, ao som de The Spy, em homenagem à nossa peituda vizinha que, ao final, aplaudiu bastante, maravilhada com a performance de minha pequena. Tão maravilhada que, tchum, pulou sobre dela.

As cenas seguintes eu assisti de camarote, as duas enlouquecidas no sofá num festival de línguas e dedos, cena de altíssima voltagem. Como Jessi sempre diz que nenhum homem chupa uma mulher como outra mulher chupa, aproveitei que elas faziam um meia-nove e tratei de aprender um pouco mais sobre o assunto. Em outras palavras: hora das fotinhas. Câmera na mão, registrei o valioso momento, até que não me controlei mais e entrei na festa, pedindo pra Rahbe me fazer uma espanhola naqueles peitões irresistíveis, o que ela fez com muita propriedade, acho que já tava acostumada ao pedido. Depois Rahbe cochichou no ouvido de Jessi, que sorriu e me disse:

Gatão, ela quer ampliar o diâmetro. Vou buscar o gel.

Caramba, mais uma com essa fantasia de ser enrabada pelo Diametral. Fazer o quê, né? Enquanto Jessi ia no quarto pegar o gel, pus a ninfeta de quatro no sofá e, após verificar que o cu da moça era do tipo semirrosa, um tipo de valor 8,5 no mercado, fiz as preliminares com a língua até deixá-la alucinada, elas sempre ficam alucinadas com isso. Depois Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha. Generosa e escandalosa. Caramba, como aquela menina berrava! Na reunião seguinte do condomínio os espiões do MNBC teriam um prato cheio pra reclamar. Povo recalcado. Não trepa nem deixa ninguém trepar.

Pedimos pra ela dormir com a gente mas Rahbe explicou que estava de recuperação em química e tinha prova no dia seguinte, ainda precisava estudar. Ninfeta responsável, exemplo bonito de se ver. Rahbe nos beijou e voltou pra casa toda felizinha, levando seu diâmetro semirrosa 8,5 devidamente ampliado. Agora ela não seria apenas uma simples leitora das aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – seria personagem. E antes de ir ainda deixou uma curiosa sugestão pra Jessi:

Por que você não entra no ramo de strip-tease pela internet? Tem gente ganhando superbem com isso, sabia?

Mas Jessi não gostou muito da ideia. De manhã, porém, enquanto me despertava com seu tradicional boquete sabor menta, minha pequena já havia mudado de opinião:

Começo amanhã mesmo, gatão. Vou usar aquele quartinho do fundo. Vinte minutos, cinquenta pratas. Ninfa Jessi, sua amante virtual. Que tal?

Ninfa Jessi não presta.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Confira os bastidores e as imagens desta aventura de Diametral e Ninfa Jessi (exclusivo pra Leitores Vips)

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> As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada.

> As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.

> Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

> O último homem do mundoO sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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LEIA NESTE BLOG

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> A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e submissão através do sexo anal

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fevereiro 24, 2010

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A garçonete da minha vida

julho 8, 2009

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi

Ricardo Kelmer 2009

Naquela sexta de dezembro Diametral, que não era ainda Diametral, e Ninfa Jessi, que já era Ninfa Jessi, começaram oficialmente a mais bela e safada história de amor jamais contada, ele que a amava em silêncio havia um ano, ela chorando de raiva, desamparo e tesão

Ninfa Jessi e seus fetiches. Que eu adoro, por sinal. Um deles é por garçonete. Pelas garçonetes e também por ser uma garçonete. Pra ela é umas das melhores profissões que uma mulher pode ter na vida.

– Homens, mulheres e vodca toda noite, Gatão! E ainda ser paga pra isso!

Quando a conheci, pelo Orkut, Jessi tinha 19 aninhos. Idade perfeita pra uma taradinha como ela se perder no lado bom da vida. De família do interior, mal esperou fazer 18 anos: largou o namorado careta, a cidade que não entendia seu cabelo mutante e suas lentes coloridas e se picou pra capital, queria estudar cinema. Dividia um quarto com uma amiga e trampava num espaço cultural, onde via filme de graça e estava sempre conhecendo homens e mulheres interessantes – conhecendo e comendo, claro, que ela desde então já não prestava. Jessi, a pequena tarada.

Mas, como ela gosta de dizer, tinha espaço pra mais adrenalina nas veias de sua vida. Na verdade Jessi queria era ampliar o diâmetro do mundo, o mundo que ela conhecia ainda era pequeno demais pra tanto sonho e tesão que ardiam em sua alma e em seu corpo. Ela precisava de mim e não sabia. Mas antes de mim ainda haveria alguns capítulos em sua vida.

Então o Bukowski abriu vaga pra novas garçonetes. Bukowski, o bar que toda menina má sonha ter no currículo. Era um barzinho rock´n´roll que era meio inferninho, onde as garçonetes faziam uns shows performáticos bem apimentados. Cara, o público enlouquecia, choviam gorjetas. A casa pagava academia pras meninas manterem seus corpinhos em forma e elas tinham até professora de dança. Era bem organizado o negócio. E lá estava a adrenalina que minha pequena precisava.

Ela passou na entrevista, passou no teste de dança e aí ficou faltando apenas o teste final que a professora exigia. Adivinha onde era o teste final? Na cama da professora, claro, professorinha esperta.

Já perfeitamente ciente das delícias que uma xana proporciona, o tal do teste final não desmotivou minha pequena nem um pouco. E ela fez, claro. Mas a professora deve ter ficado com muita dúvida pois em vez de um só, fez um bocadão de testes finais com ela. O resultado é que as duas se apaixonaram, é mesmo difícil não se encantar pela Jessi, e assim a pequena tarada virou garçonete do Bukowski e foi morar com sua professora de dança.

– Melhor que dançar, ela me ensinou a comer direitinho uma mulher, Gatão. Isso não tem preço, tem?

Ninfa Jessi não presta.

Vem desse romance com a professora outro fetiche de Jessi, que hoje ela não dispensa com nossas namoradas: a morena adorava que ela a comesse com aqueles paus de borracha, ficava louca, gozava horrores. Jessi diz que numa dessas vezes, sua morena de quatro e ela metendo forte, por alguns instantes deixou de ser ela mesma e de repente era um homem, e quase pôde entender realmente, de corpo e alma, o que é ser homem. Foi algo meio místico, que nunca mais se repetiria com a mesma intensidade, mas que sempre volta quando ela está dentro de uma mulher, e também quando ela me vê dentro de uma mulher – nesses momentos seu olhar sempre busca o meu, como se nele pudesse reencontrar a louca sensação que ela uma noite teve. Como se através de mim e do nosso amor, trepando com nossas namoradas, ela pudesse enfim ser o homem que ela não é.

NinfaJessi-027Durante seis meses Jessi experimentou a felicidade que jamais tivera em sua vida. Tinha o emprego dos seus sonhos, ganhava bem, era querida por todos os clientes e vivia seu lindo caso de amor. Seus shows no Bukowski? Eram dos mais aguardados, principalmente quando ela atuava com Sheilinha, a Sheila Dinamite. Todas as meninas tinham nomes artísticos e vem dessa época seu nome, Ninfa Jessi, bolado pela professora. Nome perfeito, combinava demais com ela, com os modelitos de ninfeta que ela usava, os lacinhos no cabelo – e, é claro, com seu apetite sexual. Não haveria nome melhor.

Mas nesse mundo os ventos mudam, né? O primeiro grande amor da vida de Jessi durou até o dia em que um vento em forma de loirinha desempregada bateu lá no Bukowski pra fazer teste pra garçonete. Exatamente, a professora trocou Jessi por ela. Pobre Jessi, sofreu pra caramba. Deixou o apê da professora e alugou uma quitinete. Mas o pior era ter que encontrar sua paixão quase todos os dias e se morder de ciúmes sempre que chegava garçonete nova na casa.

Foi por esses dias que eu fui lá no Bukowski. Nossa amizade, que havia começado numa comunidade bluseira do Orkut – sim, foi o blues crônico da vida que fez nossos caminhos se cruzarem – estava agora no estágio MSN. Já apaixonado pela pequena tarada, como ela mesma se chamava, e sabendo que ela trabalhava no Bukowski, me piquei pra lá. Cara, paguei a maior grana pra entrar, e tudo que eu tinha no bolso só deu pra tomar duas cervas. E ela nem me viu. Mas valeu a pena. Foi a primeira vez que meus olhos pousaram diretamente em Ninfa jessi. E vê-la ali, com seu jeitinho cativante de moleca safada, dançando nua no balcão com outra menina, putamerda, foi inesquecível. Era a mulher perfeita, inacreditavelmente perfeita, assustadoramente perfeita. A Deusa-Ninfa dos meus sonhos que nem nos melhores sonhos eu havia sonhado. E sabe quando bate aquela certeza fulminante e inexplicável no destino? Bateu. No Bukowski, apertado no meio de outros caras e outras meninas que assistiam ao show, eu tive a calma certeza que ali estava a mulher da minha existência, a deusa que seguiria comigo pela vida. Ali estava o motivo de eu acordar todos os dias com aquela dilacerante saudade do que eu nunca tinha vivido.

Faltava só ela também saber disso.

(continua)

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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NinfaJessiGarconetes-01d> A continuação do conto, contendo fotos de Ninfa Jessi e de um show no Bukowski, além do Álbum das Garçonetes, está disponível aqui (somente para Leitor Vip)

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Protegido: A garçonete da minha vida (VIP)

julho 8, 2009

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A mulher livre e eu

junho 7, 2009

Ricardo Kelmer 2009

A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

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É ela quem eu quero, a dona dessa boca. A boca docemente familiar que amanhece de mansinho na minha quando desperto de mais uma madrugada de sonho e suor. Porém, bem mais que a boca, é o beijo da liberdade dessa mulher que me refresca a vida.

É ela quem eu desejo, a dona desse corpo. O corpo que me sugere as mais poéticas indecências e me convida a desvendar os segredos que eu já sei de cor e quando estou lá, puff, de repente já não sei mais e então me perco por seus montes e planícies e cavernas e ao fim de tudo me contorço e urro e explodo no mais puro prazer de me perder. Porém, bem mais que no corpo, é na liberdade dessa mulher que a vida se desnuda pra mim.

É da presença dela que eu preciso, ela que me traz a certeza que não seguirei só. É de sua voz que carecem meus ouvidos, a voz que me embala a alma de blues e me faz convidá-la: vamos dançar, meu amor? É o meu olhar no seu que vejo quando nada mais vejo no breu das incertezas. Mas, sobretudo, é a liberdade dessa mulher que me clareia o caminho.

Ela é livre porque, apesar de ter nascido imersa numa cultura, cedo entendeu que não deveria limitar-se às suas regras e assim modelou seu ser com o que de melhor ela mesma encontrou pelo mundo. Evidente que esse não limitar-se às convenções fará dela uma eterna transgressora a incomodar os que só admitem o mundo pelas lentes de sua cultura e religião. Mas esse é o preço da alma liberta, ela sabe. E eu faço questão de pagar junto dela.

Houve um tempo que ela entendia seu corpo como algo contra o qual deve lutar todos os dias – até que percebeu que sua verdadeira beleza não vem de cosméticos mas de sua alma harmonizada com os ritmos naturais da vida. Hoje ela não precisa gastar para ficar chique e bonita pois a elegância da simplicidade há muito a fez sua modelo exclusiva. Sim, a mulher livre possui vaidades mas ela não é boba, sabe que os criadores de moda não almejam a sua felicidade mas a sua escravidão. E quanto a vestir-se pra fazer inveja a outras mulheres, bem, ela não precisa disso pois sabe que mais tarde quem rasgará sua roupa sou eu.

Os mistérios de si, ela vai buscá-los pois sabe que jamais seremos livres sem nos livrarmos do que por dentro nos paralisa e nos faz sabotar a própria vida. Ser livre é ampliar a cada dia a real noção de si, isso ela há muito compreendeu, e é por esse motivo que os que se libertam não se enganam mais como antes e, por serem verdadeiros, mais verdadeiras são suas relações.

E por bem saber o que ela é e o que não é, essa mulher nada tem a provar a ninguém. Se interpretam erroneamente seu jeito espontâneo, ela ri ainda mais do que pensam dela. Se seus desejos transcendem os velhos modelos sexuais, ela festeja e os divide generosa com eles ou elas, e em nome de seu sagrado prazer ela é a cadela devassa, a santa dadivosa da luxúria, a puta mais linda e desvairada que há.

A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é. Por não estar apegada a poder e dinheiro, ela é a mais rica e poderosa de todas. E é justamente por saber que a velhice é o segredo final da sabedoria que a vida todo dia vem banhá-la de alegria e vesti-la com esse jeitinho de menina encantador.

CasalDanca-04aÉ esta a mulher que dança pela vida comigo, duas individualidades que se harmonizam mas não se anulam em estúpidas noções de controle e compromisso: amamos o outro e não a posse do outro. Estamos juntos porque finalmente encontramos a liberdade que admira, acolhe e incentiva a nossa própria e até nos permite dividir com o mundo o nosso amor. E por não sofrer temendo perder quem na verdade nunca possuímos, mais vivemos e gozamos o melhor amor que temos pra nos dar.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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RK NA TV ABCD – SENSUALIDADE FEMININA
Programa Universo Feminino, exibido em 20.06.11. Apresentadora: Luzia Saragoça. Produtora: Jocasta Palombino.

 

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Mais sobre liberdade e o feminino selvagem:

> A mulher selvagem - Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

> A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

> Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

> Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

> As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

> Medo de mulher - A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

> Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

> Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido.

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LIVROS

> Mulheres que correm com os lobos - Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés -  Editora Rocco, 1994)

> A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

> As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

> O feminino e o sagrado – Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Oi Ricardo, belo texto, lembra o livro, “As mulheres que correm com os lobos”, que é da Clarissa Estes, uma junguiana e contadora de histórias. Conhece? Muito bom (tanto olivro qt seu texto). Bj. Raquel Brasil, Fortaleza-CE – jun2009

02- Uau, acho que nunca li nada tao romantico vindo do Ricardo Kelmer, sera que meu amigo esta finalmente se entregando ao “amor” ou eh so ficcao mesmo? Ana Lúcia Castelo, Nova York-EUA – jun2009

03- Olá Kelmer, Bela crônica. Um ato apologético à criatura camaleônica da mulher, que promove digamos uma “troca de seios” à medida de nossa necessidade. Teve um momento do texto que me identifiquei com a parte boa introjetada de nossa realeza, a liberdade que vagueia pelos campos floridos do desejo saciado, sem qualquer laivo de anseio e voracidade; apenas o acalanto de um prazer purificado da necessidade de evacuar angústias e ansiedades. Gostei bastante. Aproveito para re-convidá-lo para uma entrevista em meu programa cultural na internet. Se você quiser marcar em julho, temos como. Um grande abraço e parabéns pela sensibilidade. Felipe Moreno, São Paulo-SP – jun2009

04- não sei nem como publicar isso no blog, mas se vc puder fazê-lo, faça, de qq forma eu já tinha encaminhado pra quase toda a minha lista e o pessoal está adorando…. Bj. Raquel Brasil, Fortaleza-CE – jun2009

05- Rapaz, onde é q a gente encontra uma “muié” dessas aí, mermão? Essa muié aí parece aquelas das antigas estampas Eucalol (é o novo!): erráticas, inatingíveis e, mesmo, inexistentes — sobretudo pra “rapazes velhos” como nós q já passamos dos quarenta, embora não pareça… Valeu! Wander Nunes Frota, Fortaleza-CE – jun2009

06- Oi, tio prof! Soou meio preconceituoso esse “todas as outras”, achei meio esnobe, sei lá. Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – jun2009

07- nossa…. me identifiquei! hahahaha beeijo. Dani Cecchi, Rio de janeiro-RJ – jun2009

08- “A mulher livre sou eu!” É isso mesmo, Kelmer. E são poucos os que reconhecem a essência que há por trás das que pagam o insustentável preço da liberdade! Parabéns pelo texto. Meire Viana, Fortaleza-CE – jun2009

09- mto bom! bela leitura para o dia dos namorados… Beth Vidigal, São Paulo-SP – jun2009

10- amei,sou uma mulher livre tb… bjs e obrigada . Marysol Rosso, Cocal do Sul-SC – jun2009

11- Simplesmente lindooo!!!Muita sensibililidade e conhecimento da alma feminina!!!Parabéns! Adorei! Obrigada Ricardo. Abraço. Fernanda Bessa, Fortaleza-CE – jun2009

12- nossa que linda essa crônica adoreii!!!!!!! bjs. Fernanda Quinderé, Fortaleza-CE – jun2009

13- muito lindo… é que tu escreve de um jeito muito especial… contagia a alma. beijo grande. e nosso gamão? comprei pedras novas… Gláucia Costa, Fortaleza-CE – jun2009

14- fala bixo!!! tava na amazonia, e la a net e pessima, por isso a demora! + me fala, tem outra dessa p vender?? to carecido!!! abç. César de Cesário, Campina Grande-PB – jun2009

15- Parabéns pelo texto, Ricardo. Poucos são os que leio mais de uma vez, como este. Invejo, e obviamente admiro, esta mulher, pois sou conscientemente presa aos padrões culturais/religiosos. Acho, de certa maneira, que necessito desta prisão, pois não detenho a força necessária a esta liberdade. De qualquer forma, é muito bom saber que ela é possível! Abraços. Maryvone, Fortaleza-CE – jun2009

16- Que romântico esse “a mulher livre e eu”, adorei tbm.. ainda esperando um amor assim, que encontra “a liberdade que admira, acolhe e incentiva”. Jocastra Holanda, Fortaleza-CE – set2011


Diâmetros exaltados

março 26, 2009

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi

Ricardo Kelmer 2006

Jessi é uma pequena que conheci, adivinha onde, no Orkut. Linda, louca e gostosa. Tem duas manias: uma é trocar a cor do cabelo. A outra é ampliar o diâmetro comigo. Comigo e umas namoradas que ela arruma pra gente se divertir

O júri decidiu que Diametral é culpado das acusações de incentivo ao sexo promíscuo e doentio entre os jovens brasileiros. A pena é assistir durante um ano a todos os programas religiosos do MNBC na madrugada. Faça-se cumprir.

Aaaahhh!!! Acordo de repente, sobressaltado. Olho ao redor. Estou no quarto do motel. Ninfa Jessi dorme nua ao meu lado. Ufa, foi só um sonho ruim… Levanto, afasto devagar a cortina da janela e observo. Lá fora o jipe no estacionamento, o luminoso do motel Centelha Vermelha, a estrada escura e deserta. Está tudo bem, eles não têm nossa localização.

Volto à cama. Jessi murmura algo e me abraça. Melhor dormir, amanhã cedo seguiremos. Mas a lembrança dos últimos acontecimentos insiste. Tudo começou quando conheci aquele site de relacionamentos…

Julho de 2005. Lá estou eu me cadastrando no Orkut. Esse negócio virou mania no Brasil. Tem gente que vive lá conectado e só sai pra comer e dormir, isso quando não dorme sobre o teclado. Tem mulher que conheceu o marido lá. É lá que muito marido monitora as paqueras da mulher. Tem de um tudo. Outro dia conheci uma comunidade que luta pela liberdade dos pinguins de geladeira. Claro que entrei.

Novembro de 2005. Crio em meu site pessoal uma seção chamada Submundo Orkut, pra comentar o que rola nessa tal dimensão onde milhões de brasileiros vivem parte de suas vidas. É, eu assumo, sou bisbilhoteiro do comportamento alheio. Por falar nisso, algo que sempre me chamou a atenção foi aquela frase de boas-vindas que consta na página de abertura: Participe do Orkut para ampliar o diâmetro do seu círculo social. Que frase mais esdrúxula! Comento com Jessi e ela solta sua gargalhada inconfundível. Jessi é uma pequena que conheci, adivinha onde, no Orkut. Linda, louca e gostosa. Tem duas manias: uma é trocar a cor do cabelo. A outra é ampliar o diâmetro comigo. Comigo e umas namoradas que ela arruma pra gente se divertir. Ninfa Jessi.

Junho de 2006. A crônica Ampliando o Diâmetro é publicada na Kelméricas, minha coluna semanal no site do jornal O Povo. O texto é uma gozação sobre essa tal frase do diâmetro.

Dia seguinte. Recebo as primeiras mensagens. São os leitores, a grande maioria me parabeniza pela crônica. Alguns não gostam e, entre esses, um se diz integrante de um tal MNBC, Movimento Nacional pelos Bons Costumes, e afirma que solicitará ao jornal a minha saída do quadro de cronistas. E completa ameaçando me processar por incentivo ao sexo promíscuo e doentio entre os jovens brasileiros. Não acredito… Jessi fica indignada: Esse povo devia é ter mais senso de humor, em vez de ficar se preocupando com o diâmetro dos outros!

Próximo dia. Pelo sim pelo não, lá estou eu no computador, xícara de café ao lado, buscando informações sobre esse tal de MNBC. Não encontro nada. Será que era pegadinha? Descubro porém que a direção do jornal de fato recebeu protestos de uma meia dúzia de dois ou três leitores indignados com meu texto. Hummm, talvez o MNBC seja uma entidade meio secreta, tipo Opus Dei, que reúne gente estranha em reuniões noturnas e não divulga suas atividades. Desligo o computador e vou pra janela respirar. E percebo que alguém me observa do prédio ao lado. Hummm, não estou gostando disso…

Semana seguinte. Coisas estranhas estão acontecendo. Pessoas me seguem na rua. O telefone toca e quando atendo, desligam. Talvez seja melhor ficar em casa. Pra garantir, melhor fechar todas as janelas. Melhor também não atender o telefone. Na terça entrei no elevador e reparei nas duas mulheres que entraram depois de mim: saias abaixo do joelho, blusinha comportada, cabelo preso, um livro grosso e escuro ao peito… Pregadoras do MNBC!!! Saí correndo, apavorado.

Julho de 2006. Estão batendo na porta. Não vou atender, são eles, vieram me pegar, é o meu fim… Mas reconheço a voz: é Jessi. Abro e vejo uma Jessi ruiva, até que ficou bonito. Ela me olha sério. E diz que tem algo importante pra me dizer. E diz: Entrei pro MNBC. Fico olhando pra ela, sem acreditar, não é possível… Ela então sorri, sobe a camiseta e me exibe aqueles peitos impossíveis que ela tem. E completa: Movimento das Ninfômanas Bem Comidas. E me empurra pro sofá, rindo e já desabotoando minha calça.

Vinte minutos depois, suados e abraçados no sofá, Jessi diz que não posso permitir que um bando de careta recalcado destrua minha vida. Mas fazer o quê? E ela responde: Ora, Gatão, o que a gente sabe fazer melhor… sexo e humor. Quando ela fala, tudo é óbvio. Vamos, pega a mochila, tá na hora, e não esquece o notebook. Pergunto o que planeja e ela sobe na cadeira, solene: Vamos ampliar o diâmetro do mundoooo!

Cinco dias depois. Pelo retrovisor o Centelha Vermelha vai ficando pra trás. À frente a estrada nos convida a novas aventuras. Ninfa Jessi estava certa, eu não podia continuar aceitando aquela situação. Pois bem. Não sou mais aquele cara medroso, agora eu sou… Diametral! E minha missão é horrorizar os caretas com os meus textos. Vocês pediram, caretas imbecis! Enquanto dirijo, Jessi revisa minha crônica da semana e se irrita com a forma poética com que descrevi nossa última trepada, e diz que meus leitores querem ver mais sacanagem. Meus leitores e você, corrijo. Ela solta sua gargalhada e depois faz biquinho: Então publica aquela fotinha que eu tirei no motel, vai… Oquei, pequena. O que ela não me pede sorrindo que eu não faço gemendo?

Duas horas depois. Paro o jipe na estrada pra abastecer. Desço e olho o céu, o horizonte está escuro, ameaçador. Sopra um vento gelado, papéis voam… Dias difíceis virão, digo pra mim mesmo. Entramos na lanchonete e pedimos duas cervas. Num canto uns caras feios tocam Não me Peça Pra te Amar, sempre bom ouvir um blues. Jessi me mostra a notícia no jornal: MNBC procura cronista fugitivo. Sorrio discreto por trás do óculos escuro. Hummm, perigo: a garçonete está olhando demais…

Ei, você é o Diametral!, ela exclama, alegre. Psiu, não espalha…, respondo aliviado. Eu também não gosto do MNBC, ela diz, toda cúmplice. Entrego-lhe um cartão, acessa minha coluna, boneca, e deixa tua mensagem de apoio pra nossa luta. A garçonete guarda o papel no bolso e faz sinal de positivo. Ela é a Ninfa Jessi?, pergunta, surpresa. E Jessi, que adora uma garçonete, responde, inclinando-se e expondo seu decote irresistível: Em carne, osso e hormônios. A garota parece hipnotizada.

Pedido atendido, pequena

Pedido atendido, pequena

Pago as cervejas e deixo uma boa gorjeta. Jessi pergunta se a garota quer um autógrafo. Ela gagueja que si-si-sim. Tem preferência de lugar? E a garota nã-nã-não sabe o que dizer. Ninfa Jessi então a puxa pela cintura e… tasca-lhe um beijo na boca daqueles que não acaba nunca. Depois larga a garota que fica lá, extasiada. Ai, ai, Jessi não presta.

Na mesa ao lado uma senhora está simplesmente hor-ro-ri-za-da. Vejo que ela veste saia abaixo do joelho, cabelo preso, segura uma bíblia… Pronto, logo o MNBC saberá que estivemos aqui. Levanto e caminho pra saída: Vamos, pequena, tem muita estrada pela frente. E Jessi me segue, retocando o batom: E muito diâmetro pra ampliar!

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Submundo Orkut – Ampliando o diâmetro

março 10, 2009

Ricardo Kelmer 2006

Olha, sabe como é, eu ando a fim de ampliar o diâmetro do meu círculo…

Sinceramente, o Orkut tem umas coisas… Não sei se é porque o pessoal do Gúgol é gringo e não saca muito bem as coisas ou se é porque falta alguém na filial brasileira pra supervisionar a comunicação com o usuário, os termos utilizados e coisital. Por exemplo, olha que primor esta frase que consta logo na página de abertura: “Participe do Orkut para ampliar o diâmetro do seu círculo social.”

Ampliar o diâmetro do meu círculo? Ops, comassim? Que frase esquisita. Ok, ok, entendo o que senhor quis dizer, seo Orkut, mas isso não é coisa que se diga assim, na cara do freguês. Lá na sua terra até pode ser mas aqui no Brasil o senhor jamais, em tempo algum, vai ver alguém falando: Olha, sabe como é, eu ando a fim de ampliar o diâmetro do meu círculo… Essa frase é tão infeliz, tão esdrúxula, tão sem-noção, que nenhuma situação combina com ela. Mas vamos lhe dar uma chance, seo Orkut. Vamos tentar imaginar algumas situações. Pro senhor não dizer que eu tô com má vontade. Primeiro um situação formal.

Reunião mensal dos acionistas da empresa. Acaba de ser lido o relatório e o presidente pergunta se alguém tem alguma sugestão sobre como deter a queda nas vendas. Alguém pede a palavra e diz: Senhores membros do conselho, precisamos de ações que ampliem o diâmetro do círculo social da empresa. Um dos membros, que estava um pouco desatento, pergunta: Ampliar o quê? O outro repete: O diâmetro. Silêncio. Todos se olham. Um membro não aguenta e cai na gargalhada. Os demais acompanham. Não tem mais clima pra reunião.

Tá vendo, seo Orkut? Não dá certo. Mas vamos tentar de novo. Uma situação menos formal.

Supermercado. Amigas se encontram na farmácia. Elas se cumprimentam, perguntam sobre a saúde, os filhos e coisital. Uma delas diz: O Asclépios acha que eu ando meio triste, que eu deveria ampliar o diâmetro do meu círculo. A outra pensa um pouco e diz: Olha, eu já vi muito pretexto pra isso mas dizer que deixa a mulher mais alegre é novidade… Ela pega um tubo de lubrificante e oferece: De qualquer modo, leva esse aqui que é ótimo.

Talvez numa situação bem informal…

Botequim do Mané Bofão. Amigos bebem e comemoram a vitória do time. Mane Bofão, só de bermuda, suado, aquele barrigão enorme de cerveja, chega trazendo o tiragosto de sarrabulho. Um dos amigos diz: Adorei o boteco, seo Bofão, virei mais vezes pra ampliar o meu diâmetro. Mané Bofão, palito de dente na boca, sapeca-lhe um tabefe no pé da orelha e diz: Tu vai ampliar o diâmetro na puta que te pariu, ô pederasta! Isso aqui é lugar de respeito, viu?

Tá vendo, seo Orkut? Não dá certo. Eu, particularmente, até sou chegado numa ampliação do diâmetro dos outros, ou melhor, das outras, mas… Ih, quem que perguntou isso mesmo? Ninguém. Esquece.

Estamos no Brasil, seo Orkut. Se o senhor quiser ganhar dinheiro por aqui, tem que entender bem três coisas fundamentais no espírito tupiniquim: futebol, carnaval e bunda. Futebol é tão importante que a gente usa o futebol e seus termos pra explicar a vida. Dessa forma a gente joga pra escanteio o que não presta, bota a gorduchinha pra dentro do barbante e depois corre pra galera. Entendeu? Não, né? Tudo bem, depois explico melhor. E quanto ao carnaval, pro senhor ter uma ideia, o ano oficial brasileiro só começa depois dos quatro dias de Momo. Antes nem adianta o senhor querer fazer coisa muito importante porque ninguém vai prestar atenção. E bunda é aquela coisa: quem não tem é doido pra ter – e quem tem tá doido pra dar.

O que eu quero dizer, seo Orkut, é que ampliar o tal do diâmetro é muito bom, relaxa o cidadão após um estafante dia de trabalho e coisital. Mas lá na página de abertura do portal, essa ideia poderia ser expressa de outro modo pois do jeito que tá, brasileiro pensa logo em sacanagem. Então bolei uma nova frase pro senhor. É digrátis, viu? “Participe do Orkut e engrosse o seu raio de atuação” Quital? Se o senhor gostar, pode usar as duas frases, elas combinam que nem doce de leite com goiabada. Primeiro o cidadão engrossa o raio, certo? Depois ele vai lá e, crau, amplia o diâmetro. De quem? Ah, aí vareia, né. Afinal gosto é como Orkut: cada um tem o seu.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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diametralninfajessi05b> Esta inocente crônica atraiu a ira do MNBC (Movimento Nacional pelos Bons Costumes), que exigiu a minha saída do quadro de colunistas do jornal. O episódio originou o conto Diâmetros exaltados, que se tornaria o primeiro capítulo da série As Aventuras de Diametral e Ninfa Jessi.

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Roquenrôu a três

fevereiro 27, 2009

Ricardo Kelmer 2009

Esta é uma grande vantagem das bissexuais: seus parceiros têm muito menos motivos pra pular a cerca – ou então pulam junto com elas

pitty02Como incansável amante e defensor que sempre fui das mulheres bissexuais, eu não poderia deixar de citar a recente, e muy mimosa, declaração da Pitty. Num bate-papo com Fernanda Young, pra revista Gloss, a roqueira mandou essa:

O grilo, para mim, não é o fato do meu parceiro sentir desejo por outra pessoa. É o fato de eu não saber. Eu quero me sentir incluída, estar ali, junto, saber que faço parte. Aquela mina é massa, é gostosa? Me leva junto!

Mandou bem, baianinha, mandou bem. Com essa, você provou que sabe das coisas. Aliás, esta é uma grande vantagem das bissexuais: seus parceiros têm muito menos motivos pra pular a cerca – ou então pulam junto com elas. Particularmente, comigo e minhas namoradas bibitas sempre foi assim. Pra mim é a união perfeita. Que o diga a Ninfa Jessi. Pra quem não sabe, Ninfa Jessi é a namorada maluquete do Diametral e os dois formam um casal sexy e divertido que viaja de cidade em cidade arrumando namoradas e iniciando as meninas na nobre arte do sexo a três. Correm boatos de que Diametral na verdade sou eu e Ninfa Jessi existe mesmo e seria uma leitora taradinha, bisneta de um famoso comandante da Marinha Inglesa. Não nego nem confirmo, até prova em contrário.

Mas voltando à roqueira baiana. Não sei se você realmente joga no time das bibitas, Pitty, ou se é uma bibita ocasional. Ou se falou só de brincadeirinha. Mas, em homenagem à sua declaração, segue de presente um pedacim de letra pra você se inspirar e compor seu futuro sucesso. Todas as bibitas do Brasil e seus namorados e namoradas certamente vão adorar.

A mina é massa, meu bem?
Então me leva junto
Que o assunto é meu também

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

> Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

> As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um divertido casal praticando o poliamor

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Amor em liberdade

novembro 6, 2008

Ricardo Kelmer 2008

O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

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Tânia tem 47 anos, é pedagoga e recentemente separou-se do marido, com quem teve um filho. É uma mulher ligada à espiritualidade, gosta de ler sobre filosofia e psicologia e desde a separação vem mudando sua compreensão de muitas coisas, principalmente as relações humanas. Tânia não acredita mais no tradicional modelo de relacionamentos que a sociedade impõe a homens e mulheres e busca encontrar alguém que entenda algo que para ela é fundamental: amar não significa querer a posse do outro.

Raíssa tem 22 anos, é estudante de publicidade. Solteira e bonita, ela adora sair à noite pra beber, dançar e se divertir com os amigos. Gosta de homens e também de mulheres. Apesar de não faltar pretendente, Raíssa atualmente está solteira. Pra ela, namoro é bom, sim, mas só se a outra pessoa não quiser prendê-la com ideias estúpidas e limitadas sobre sexualidade e relacionamentos. Ela quer alguém que a aceite como ela é: livre pra viver e pra amar, sem enquadramentos comportamentais e ciúmes doentios. Se não for assim, prefere seguir solteira.

Duas mulheres, duas gerações, experiências bem diferentes de vida. Ambas, porém, estão insatisfeitas com as opções que a sociedade lhes oferece quando o assunto é relacionamento. Ambas querem liberdade pra serem o que são e pra viverem o amor como acham que devem vivê-lo. Mas não tem sido fácil encontrar outras pessoas como elas. Onde estarão?

Tânia, nossa pedagoga, rompeu com o velho modelão quando entendeu que exigir fidelidade do outro pode até ser prova de amor, mas de amor possessivo, que não ama o outro mas a posse e o controle do outro. Ela sabe que fidelidade é uma invenção cultural e que as mulheres a levam mais a sério que os homens. Como não quer mais alimentar hipocrisia em suas relações, não mais exigirá fidelidade sexual de seu homem  ela apenas não quer saber caso aconteça e que ele tenha cuidado com doenças. Ela deseja um homem que seja atraído pela liberdade que ela oferece à relação, o que não quer dizer que ela deseje infidelidade e promiscuidade. No entanto, os homens que encontra não conseguem lidar bem com a ideia de uma relação franca e honesta assim. Eles parecem preferir o velho modelo, em que um engana o outro e ambos fingem não perceber. Tânia quer compromisso, sim, mas sem mentiras veladas. O amor e a liberdade não são excludentes ela diz, do alto da sabedoria de sua maturidade.

Nossa publicitária, apesar da pouca idade, parece também já ter intuído que o amor com liberdade deve ser o verdadeiro guia de seus relacionamentos. Mas Raíssa sabe também que sua liberdade pessoal assusta muita gente. Ela não disfarça a irritação quando fala das pessoas “tão normais”, essa gente que aceita pra si os moldes de relações impostos, sem sequer considerar que tais moldes podem jamais lhes servir. Raíssa quer se doar ao amor mas não quer se dar a regras que não foram feitas pra ela. Ela quer voar a dois pelos céus do amor e não dividir a dois a prisão do amor. Ela quer amar mas não quer aprisionar o amor por medo de perdê-lo. Pra Raíssa, entre amor que controla e amor que liberta, ela prefere o segundo, mesmo com seus riscos. Mas o primeiro tem os seus riscos também, porra!  ela exclama, do alto de seu jeito rebelde.

Tânia e Raíssa não se conhecem mas fazem parte da mesma tribo, o das pessoas que não aceitam velhos modelos de relacionamento baseados na propriedade e no controle e procuram viver de acordo com seu próprio entendimento de amor e felicidade. Elas estão fartas de moralismos, preconceitos e hipocrisias que levam as pessoas a mentir pra quem amam e pra si mesmas, a viver relacionamentos falsos, a aprisionar e se aprisionar em regras estúpidas e a deixar de viver a vida verdadeira em troca de aprovação social. Pessoas como Tânia e Raíssa também desejam compromisso  mas com o outro e não com a posse do outro. Não tem sido fácil pra elas encontrar parceiros mas, aos poucos, como sempre aconteceu na história da humanidade, os revolucionários acabam se atraindo e se encontrando.

Não é fácil mudar velhos conceitos. Porque as pessoas sempre esquecem que a verdade em que creem é uma verdade pra elas e não necessariamente pra todos. Os modelos tradicionais de relacionamento associam o amor à posse do outro e, por isso, ser livre ou deixar o outro livre é algo que soa logo como brincadeira, descompromisso, promiscuidade… Esse velho modelo não entende que um casal é feito de duas individualidades, que casais possam ser harmoniosos e felizes vivendo separados e que as pessoas possam ter outras relações e continuar se amando. Esse modelo só aceita o amor se no pacote vier junto posse e exclusividade. Até mesmo mulheres que desejam relacionamentos mais verdadeiros sentem dificuldade em considerar outros modelos de viver o amor. Elas deveriam parar um pouquinho e pensar: como podemos viver relações verdadeiras se queremos antes ser donos do outro?

O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua? Quem só sabe amar de modo possessivo não consegue conceber que o amor possa existir de outras formas. É esse velho e intransigente modelo que não serve pra pessoas como Tânia e Raíssa, que querem amar e ser amadas, como qualquer um de nós, mas querem ser amadas por serem livres e querem amar pessoas livres. Os outros, que vivam eles o seu amor de posse, esse que exige antes de tudo possuir o outro. O que elas querem é outro amor, aquele que exige antes de tudo… amar.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Mais sobre liberdade e o feminino selvagem:

EmBuscaDaMulherSelvagem-02base4c

> A mulher selvagem - Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

> A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

> Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

> Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

> As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

> Medo de mulher - A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

> Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

> Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido.

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LIVROS

> Mulheres que correm com os lobos - Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés -  Editora Rocco, 1994)

> A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

> As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

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CABARÉ SOÇAITE

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01 – Queridíssimo Ricardo, você parece que lê a alma das pessoas! Obrigada, muito obrigada pelo trecho do seu texto sobre Raísa (“AMOR EM LIBERDADE”), que você postou em meu scrapbook. Falou direto ao meu coração. Obrigada mesmo, foi um presentão de aniversário! Beijos, que você continue sempre tão abençoado. Branduir, Rio de Janeiro-RJ – dez2008


Amar duas mulheres

setembro 15, 2008

Ricardo Kelmer 2008

Não se preocupe, eu te entendo, bode velho, eu também sempre tive essa fantasia de comer a Hello Kitty

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05/08/2008 - Viciado em sexo, guitarrista dos Rolling Stones é internadoRonnie Wood, 61, guitarrista dos Rolling Stones, está atualmente internado em uma clínica de reabilitação no sul da Inglaterra, informou hoje (5) o tablóide britânico “The Sun”. Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones, deixou mulher por uma russa de 18 anos. Wood está internado por uma tripla dependência: ao álcool, às drogas e, segundo o jornal, também ao sexo.

Fazer sucesso, perder o prumo, enfiar o pé na jaca, queimar o filme e se internar em clínica de reabilitação. Esse roteiro das celebridades tá ficando tão previsível… Quem será a próxima?

Mas agora inventaram também esse negócio de dependência de sexo. O cara é pego pulando a cerca e, sem ter mais como justificar, explica pra mulher: Ok, querida, eu assumo, eu assumo. Assume o quê, seo calhorda, que gosta dela, que tem um filho com a ordinária? Não, querida, assumo que preciso me tratar, sou um sexo-dependente.

Muito bem bolado, como diria Silvio Santos. De bandido passa a ser vítima, muito bem bolado. O chato é se a mulher perguntar: E por que você só não é sexo-dependente comigo, seo fuleragem?

Mas eu tô do seu lado, viu, Ronnie? Melhor você se tratar numa clínica do que numa dessas igrejas especialistas em lavagem cerebral que ficam catando famosos na lama pra botar em suas vitrines da salvação. Você não precisa de lavagem cerebral, Ronnie. Até porque você talvez nem tenha mais cérebro – sabe lá o que é passar quarenta anos tocando Satisfaction… E essa camisetinha da russinha, heim, Ronnie, heim, heim, falaí. Eheheheh… Não se preocupe, eu te entendo, bode velho, eu também sempre tive essa fantasia de comer a Hello Kitty. A diferença é que te pegaram e eu continuo solto…

Sua mulher há 23 anos, Jo se nega a visitá-lo no centro onde está internado, na localidade de Old Woking, no condado de Surrey, por causa de um relacionamento extraconjugal do músico. Segundo o jornal, Ronnie Wood iniciou um relacionamento com a jovem russa Ekaterina Ivanova, 18, com a qual esteve no mês passado na Irlanda e que agora está hospedada em um hotel próximo à clínica. No fim de julho, Wood disse em entrevista que ama “duas mulheres”, referindo-se a sua mulher Jo e à garçonete russa Ivanova. O guitarrista afirmou pretender salvar o seu casamento, mas que, ao mesmo tempo, gostaria de continuar a ver a jovem russa.

Você amar duas mulheres não me surpreende, meu chapa. Eu também faço parte dessa gente evoluída que sabe que é perfeitamente possível e viável e honroso amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. O que me surpreende é você afirmar isso assim em público, pro mundo inteiro ouvir, inclusive suas duas mulheres. Putz! Você ganhou 10 pontos por sua franqueza. A russinha talvez até tope te dividir com outra mulher, sacomué, desse povo que bebe vodca no gargalo a gente espera tudo. Mas a Jo, humm, sei não. Ela não quer nem te visitar na clínica! Seja compreensivo com a Jo, cumpade Ronnie. Imagine se fosse você quem tivesse de dividi-la com um surfista de 18 anos… argentino. Já pensou?

Hummm… Sei que isso não é hora de te confundir a cuca, coitado, você aí internado. Mas e se isso rolasse mesmo, a Jo te propor direitos iguais: Tudo bem, Ron, você fica com nós duas mas eu também fico com você e outro cara, combinado? E aí, parceiro, você toparia? Calma, eu já disse que tô do teu lado. É que as leitoras do Kelmer Para Mulheres são muito, como dizer, opinativas, e elas certamente devem estar doidinhas pra te fazer essa pergunta. Então eu fiz por elas. Mas não precisa responder agora, meu chapa. Primeiro toma teus remédios e volta pra casa. Pra casa da russinha, claro, pois a Jo é capaz de te mandar imediatamente de volta, não pra clínica mas pro pronto-socorro.

O “The Sun” também flagrou Ekaterina concentrada na leitura de uma carta enviada por Wood, que escreveu frases como “Sabe que eu sempre penso em você com carinho”. O guitarrista também desenhou, na mesma carta, um rosto sorridente na forma de coração. “A garota sorria, como todas as jovens quando estão com as cartas de amor dos seus namorados. É estranho pensar que tenha sido escrita por um homem 40 anos mais velho que ela”, disse o jornal, citando uma fonte.

Quarenta anos de diferença… Ronnie, e quando você tiver 90 e ela 50, já pensou nisso? Ela estará com a idade aproximada da Jo. Como? Ah, tá, você vai trocá-la por outra garçonete Hello Kitty. Entendi. Sim, claro que sei que com o Viagra a coisa agora é diferente (ler O primeiro Viagra a gente não esquece). Mas será algo interessante de se ver: você aos 120 trocando de mulher e elas trocando tua fralda.

Ronnie, meu chapa, eu sou um gozador, você sabe. Não posso perder a oportunidade de chafurdar encima dessa história. Mas, brincadeiras à parte, sabe o que eu acho de verdade dessa coisa toda, cara? Eu acho que você, assim como todos os outros Stones, já fizeram tanto pela música, pelo roquenrôu e por nós todos, que vocês estão noutro patamar, vocês são semideuses, é sério, e nem sempre devem ser julgados pela mesma lógica dos simples mortais. Você merece tudibom, meu cumpade, até mesmo duas mulheres. Aliás, duas é pouco, a Jo que me perdoe, você merece quantas puder aguentar.

Mas manera na birita, véi. Senão as mulheres que você ama não terão satisfaction e, você sabe, não tem quem aguente uma mulher sem satisfaction, argh!

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> Menu de homem – Na onda da mulher-melancia, mulher-jaca, mulher-filé e outras classificações femininas hortifrutigranjeiras, nada mais justo que nós, homens do sexo masculino, sermos também classificados.

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