Elas estão entre nós

maio 30, 2012

Ricardo Kelmer 2002

Existiria uma espécie de buraco negro invisível, feito um dragão insaciável a devorar lindas e inocentes (e às vezes virgens) canetinhas?

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Por que diabos as canetas somem? É um grande mistério que me aflige desde a infância. Num momento estão aqui, bem ao lado… e no momento seguinte, inexplicavelmente, não estão mais, sumiram. E aí ficamos feito idiotas, fuçando os papéis e apalpando os bolsos sem entender. Mistério. Existiria uma espécie de buraco negro invisível, feito um dragão insaciável a devorar lindas e inocentes (e às vezes virgens) canetinhas?

E isso não acontece apenas com gente desligada como eu. Pergunte pra qualquer pessoa e verá que com ela as canetas também somem. Já cogitei que talvez um estilista tenha contratado milhares de pessoas no mundo inteiro pra roubar canetas: na véspera do desfile, calada da noite, ele invade os camarins e despeja toda a tinta sobre os modelitos do estilista rival.

Tá bom, é uma hipótese meio dramática, admito. Mas também já testei outras mais simples, como esta: as canetas não somem mas são passadas adiante. Você acha que perdeu a caneta mas não, você a emprestou pra que fulano anotasse algo e ele simplesmente esqueceu de devolver. Isso acontece, eu sei, mas se fosse só isso todas fábricas de caneta já teriam falido pois em vez de comprar, as pessoas apenas trocariam canetas entre si.

Outra hipótese é que as canetas, na verdade, saem pra dar uma voltinha, respirar ar puro, talvez um encontro romântico com aquela bonitona de ponta porosa. Tudo bem, elas têm esse direito. Entretanto as ingratas nunca voltam desse passeio, já percebeu? E aí, onde vão parar? Haveria um esquema secreto nos motéis pra sequestrar canetas amantes? Mas com qual objetivo? Ora, pra operar a fusão do tungstênio e construir armas que equiparão milícias ultradireitistas nos Estados Unidos. Hummm… Ok, exagerei outra vez. O que você me diz então de organizadores de abaixo-assinado, eles sempre precisam de canetas, não?

Outro aspecto desse enigma é que as canetas nunca estão à mão quando mais precisamos, já notou? De repente, parado no sinal vermelho, você lembra que sonhou com a milhar do jogo do bicho. Caneta urgente! Você procura no bolso da camisa, no porta-luva, embaixo do banco. Nada. O sinal esverdeia, você tem que seguir e perde a chance de ficar rico. Dia seguinte a caneta surge, com a maior cara de pau, onde deveria estar. Mistério.

Você amarra a caneta ao telefone: ela se solta feito um Houdini e some. Você escreve seu nome num papelzinho e mete no interior da caneta: ela se vinga dessa intimidade forçada e nunca mais aparece. Você apela e compra uma caixa com cem canetas: em um mês só restará metade, como pode? Já cheguei a imaginar que as fábricas instalam nas canetas um potente micro-imã e assim, quando estamos desatentos, elas são atraídas de volta à fábrica, pra serem recarregadas e revendidas, gerando lucros fabulosos. Parece absurdo? Então me responda: quando foi a última vez que você usou uma caneta até a última gota de tinta, heim?

Noite dessas despertei com a solução do enigma: as canetas são uma espécie extraterrestre, muito brincalhona, que em seu planeta natal costumavam brincar a vida inteira de esconde-esconde. Um dia a brincadeira perdeu a graça pois ninguém queria mais procurar, só se esconder. Foi aí que souberam de um inacreditável planeta Terra onde as pessoas chegam a fixar nas paredes das cidades cartazes de “Procura-se”. É o paraíso, elas pensaram. E assim vieram todas, aos bilhões, brincar de esconde-esconde com os terráqueos.

Mas claro!, entusiasmei-me com a súbita revelação. Extraterrestres, é isso mesmo! E, como sou desses otimistas bobos que creem em equilíbrio cósmico, logo imaginei que existe, em algum planeta por aí, seres especializados em encontrar… canetas sumideiras. É só questão de tempo até chegarem aqui. E nossos problemas estarão resolvidos. Lógico! Agora tudo se encaixava perfeitamente.

Respirei aliviado. Eu podia voltar a dormir, estava finalmente resolvida a questão. Então, satisfeito, liguei o abajur pra anotar a ideia. Mas não encontrei a caneta.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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Galinha ao molho conjugal

maio 3, 2012

Ricardo Kelmer 2002

Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?

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O ano era 1988 e o bar era o Badauê, na Praia de Iracema. Lá estou eu e meus sócios, Paulo Marcio e Nelsinho, dividindo o lucro da noite e brindando ao estrondoso sucesso de nosso negócio. Rindo à toa pois realizávamos o velho sonho de ter o próprio bar. O dinheiro era bem vindo, claro, afinal aqueles papeizinhos retangulares facilitavam muita coisa, porém bom mesmo era um tipo de dividendo mais curvilíneo que o Badauê nos proporcionava: mulheres. Muitas, de toda cor e sabor, jeito e qualidade. Mulheres anônimas, famosas, loucas, deliciosas… Não tínhamos dúvida: o Paraíso ficava ali na rua Potiguaras.

Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento? É claro que, legítimos representantes da mais fina galinhagem, entusiasmados em nossos vinte e poucos anos, cada um votou em si. E agora? Resolvemos assim a questão: os dois que casassem primeiro dariam, cada um, um Jack Daniel’s para o vencedor, um justo troféu para o último resistente dos três mosqueteiros, derradeiro baluarte do sagrado cocoricó.

Pausa para reflexão sociológica. A galinhagem é um fenômeno que geralmente se manifesta cedo na vida do homem quando, na volta do recreio, ele descobre escrito em seu caderno que fulana é galinha, sendo fulana a sua digníssima irmã. Nesse momento crucial da vida o peso da verdade desce sem dó sobre os ombros do homem. Não porque a irmã seja realmente galinha, vai ver até é mesmo, mas porque agora ele sabe que existe a galinhagem. É um instante decisivo que norteará o comportamento masculino. Há os que assumem o papel de guardião das virtudes morais da irmã, coitados, mas há quem parta empolgado para saber o que diabo tem de tão bom nesse negócio que a irmã dele pelo jeito já descobriu. Fim da pausa para reflexão.

Eu, particularmente, descobri a galinhagem na pré-adolescência, estudante do colégio militar. Um colega apostou um sabacu como eu não tinha coragem de segui-lo numa aventura com as alunas do colégio Imaculada Conceição, ninfas que povoavam nossas púberes fantasias. Eu apostei, claro, e lá fui eu. Os colegas mais velhos compraram um saquinho de milho na bodega e rumaram para o Imaculada. Algumas salas de aula ficavam abaixo do nível da rua, de modo que suas janelinhas gradeadas surgiam aos passantes à altura da canela. Pois os malvados enchemos a mão de milho e passamos jogando os caroços pelas janelas enquanto emitíamos aquele som de quem alimenta galinha no terreiro: “Ti-tiii-tiiiiiii…” Depois saímos na disparada, excitados e felizes. E meu colega levou um tremendo sabacu, claro, aposta é aposta.

Foi a primeira e última vez que joguei milho para galinhas desse tipo  achei muito perigoso. Mais tarde, já crescidinho, entendi que a verdadeira galinhagem não era nada daquela molecagem de estudante mas sim um modo eficiente de experimentar todos os salgadinhos e docinhos da festa. E há aqueles que se especializam e se tornam galinhas profissionais. A esses não basta provar de todos os quitutes: é preciso ser discreto, paciente, estratégico e, principalmente, ficar até o fim da festa… para deixar a garçonete em casa.

Depois daquela primeira experiência com as imaculadas, a galinhagem ainda me proporcionaria boas festas por muitos anos, disso jamais poderei me queixar. Mas docinho engorda, sabe como é, e com o tempo não se tem mais estômago para tanto salgadinho. Sem falar que garçonete larga o serviço muito tarde e foi-se o tempo em que dava para dormir até meio-dia.

Por essas e outras é que este ano meu amigo Paulo Marcio jogou a toalha e… casou. Incrível mas verdadeiro. E no fim do ano será a vez do Nelsinho. A cultura galinácea perde dois estupendos profissionais. Em compensação suas belas mulheres ganham invejáveis maridos.

E eu? Bem, eu ganhei a aposta. Sempre fui bom jogador, pergunte lá no pôquer. Quanto ao Jack Daniel’s, espero que eles honrem a palavra pois é meu uísque preferido. E aproveito para avisar aos amigos que em breve será minha vez. Isso mesmo, já faz um tempo que ando pensando em jogar a toalha. Poderia ter sido um pouco antes, é verdade, mas sabe como é: aposta é aposta.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Uhuu!!! Como se alguem tivesse tido alguma duvida! Bons tempos andar “encangada! c os três. Todos com cabelo!!!! Andrea Reis, Fortaleza-CE – mai2012

02- Kelmo ganhou !!!! E o bar … BADAUÊ … dispensa comentários … Saudades !!! Isabela Cantal, Fortaleza-CE – mai2012

03- vamos reativar o badauê. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – mai2012

04- Tudo certo!mas sem banho na caixa D`água OK Ricardinho! Germana Mourão, Fortaleza-CE – mai2012

05- meu Deus….. Tete Vieira, Fortaleza-CE – mai2012

06- Não tenho nada, não sei de nada, não me lembro de nada…….só ficava trabalhando no caixa a noite toda!! Como vocês tinham coragem?!! Luce Galvão, Fortaleza-CE – mai2012

07- nossa quantas saudades dessa época!!! Karla Zeidan, Fortaleza-CE – mai2012

08- Badauê ??!!! Onde era mesmo ? Crisostomo Frota, Fortaleza-CE – mai2012

09- que pena que não sou dessa época… esse rapaz do lado direito era conhecido como ‘a máquina’? Ihvna Chacon, Fortaleza-CE – mai2012

10- Só bons meninos… Representantes do Movimento Uga! Sandra Freire, Fortaleza-CE – mai2012

11- eu ainda sou frango nessa galinhagem. Israel Salsicha Campos Souza, Fortaleza-CE – mai2012

12- Muito, muito bom o texto. Paolo Rogers Tabosa, Fortaleza-CE – mai2012

13- Querido Ricardo Kelmer, Por que não reabrir o Badauê??? A vida te deu muitas novas experiências que irão contribuir para teu sucesso. Como dizem : o universo está conspirando a teu favor! A Orla de Iracema já está sendo revitalizada, o Aquário já está vindo por aí. A Lupus Beer da Rossicléia é um sucesso, tá sempre lotada de turista de toda parte, foi ela mesma quem disse num programa do Falcão ( um tal de Programa Leruaite). Revitalizar a praia de Iracema é discurso de palanque de todos os candidatos à prefeitura. Sem contar com o vazio que ficou com a morte do dono do Pirata. Tá faltando um novo pirata ou “novo pirado” na praia de Iracema!!! Engravide-se desta idéia.Pense, planeje, rumine…. Mas volta, fazendo favor!!!Volta para a alegria das mulheres ex-frequentadoras da Praia de Iracema!! O que tem de mulher solteira em Fortaleza sem saber para onde ir no fim de semana, dá na canela!! O mulheril agradece!!! bjosss, suas fãs. Mimi desesperada, Fortaleza-CE – mai2012


Cabaré Soçaite mar2012 – Vídeo

abril 21, 2012

Ricardo Kelmer 2012

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Tá no ar o vídeo oficial do Cabaré Soçaite de mar2012 (11a edição em Fortaleza), que aconteceu no Órbita Bar. As imagens foram captadas por Levy Mota e Davi Lázaro e eu fiz a edição (Pinnacle Studio 12). A próxima edição em Fortaleza será em out2012, novamente no Órbita.

Músicas do vídeo: Por que brigamos (int: Diamante Cor de Rosa), Mercy (int: Duffy), cancan (int: ?), Voulez vous coucher avec moi (int: La Belle), Melô do piripiri (int: Grtechen), Tema da vitória (int: Eduardo Souto Maior e Roupa Nova), Moça (int: Wando), Tenho (int: Sidney Magal), Ai se eu te pego (int: Michel Teló), Siga seu rumo (int: Diamante Cor de Rosa).

Foi a 3a. parceria da festa mais sensual e divertida do Brasil com o Órbita. E foi bom demais – casa lotada, clima alegre, figurinos e performances incríveis…

O VJ foi Spin e o DJ foi Guga de Castro – e os caras mandaram bem demais. A banda foi a Diamante Cor de Rosa, que sacudiu a plateia com seu tradicional pop-trash. As meninas do grupo Sued encantaram a todos com seu número de cancan. E o concurso Musa e Muso do Cabaré premiou os vencedores com um fim de semana em Jericoacoara-CE (Pousada Casa do Ângelo), vale-compra na sex shop Via Libido e o livro kelmérico Um Ano na Seca. A Via Libido, por sinal, montou um estúdio de fotos e as melhores concorreram a uma cesta erótica no valor de R$ 400, além de crédito de R$ 100 no bar Butiquim.

A dançarina Fadinha abalou novamente o Cabaré com duas sensualíssimas performances, uma delas com um casal escolhido diretamente da plateia. O Comandante Kelmer, junto com as Cabaretes Dadivosas, interpretaram “Ai se eu te pego”, com direito a coreografia e tudo. O telão exibiu cenas de filmes, vídeos de edições anteriores da festa e literatura erótica. E rolou tequila grátis pras mulheres com figurino sensual. Na lojinha da festa estavam à venda livros, DVDs da festa e camisetas – quem comprava a camiseta, ganhava automaticamente ingresso pro próximo Cabaré e concorria a um fim de semana com acompanhante na Praia das Fontes (Hotel das Falésias).

Denise Borges e Íris de Oliveira fizeram as fotos oficiais da festa. Maya Lessa foi a assistente de palco e Flavia Talita comandou a lojinha.

> Fotos desta edição

> Trilha sonora do Cabaré Soçaite

E a 2a edição paulistana ainda não tem data pra acontecer. Se você deseja sugerir um local, entre em contato: rkelmer(arroba)gmail.com.

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PARCEIROS DESTA EDIÇÃO:

- Pousada Casa do Ângelo (Jericoacoara-CE)
Via Libido Sex Shop (Fortaleza-CE)
Bar Butiquim (Fortaleza-CE)
Hotel das Falésias (Praia das Fontes-CE)

FACEBOOK – Grupo Cabaré Soçaite
– Arte erótica, sorteio de livros, CDs e DVDs e ingressos

NO TWITTER
– @cabaresocaite

MAIS FOTOS E VÍDEOS E A HISTÓRIA DA FESTA

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 COMENTÁRIOS
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01- nossa, super lotadoooooooooo, animadoo! todo mundo entrou no clima, super gostei! na proxima com certeza estarei, com a minha performance, ainda mais kkk. Ysabelle Paes, Fortaleza-CE – abr2012

02- MUITO BOM. DELICIAAAAAA SRRSRSRSRSR. Ângelo Jorge, Jericoacoara-CE – abr2012

03- Quando vai ter o próximo??Ricardo Kelmer vc sabe que adoro!!! e a sua pessoa tbm curto D++! obrigado pelo o lembrete amei! um super beijão! Flávia Souza, Fortaleza-CE – abr2012

04- ‎Ricardo Kelmer, muito obrigada pelo convite! Foi um prazer conhecer o Comandante Kelmer, sua adorável assistente Bat-Girl, os jurados do concurso e todas as figuraças que fizeram essa festa linda! Nos sentimos em casa: Sensualidade, energia, gente bonita e alegre… Do jeitinho que a gente gosta! Olha, no palco ou na pista… NÃO PERCO MAIS NENHUMA EDIÇÃO! Davi Lázaro, arrasaste, meu bem! Obrigada pelas lindas imagens! Só você pra arrumar o “melhor ângulo” desses 5! Afinal, os demais cabaretes(como diz o Kelmer), são todos umas belezuras! Beijos enormes e até a próxima festa no Cabaré! #Aguardando ansiosa! ;) Claudine Albuquerque (Banda Diamante Cor de Rosa), Fortaleza-CE – abr2012

04- Como sempre: pura maldade! A festa troando e eu chupando dedo em casa… hahaha Parabéns meu comandante, a festa foi um arraso!!! Beijão. Lolita kelmérica, Fortaleza-CE – mai2012

05- Delícia, delícia. DELÍCIA DIONISÍACA. Pat Maria Lobo, Salvador-BA – mai2012



Canalha Kelmer

março 23, 2012

Por: Rômero Barbosa, 2012

Cara, essa tal de Cibele queria era te dar. Queria ler sacanagens escritas por você pra depois tu comer ela todinha

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Escrevia Contos, contos sobre minha vida interiorana; andar de bicicleta no final do dia, pescar com papai de canoa a remo, etc. Porém os conteúdos predominantes nessas curtas estórias vinham recheados de dilemas éticos, repúdio às injustiças humanas e falta de respeito ao meio ambiente.

Após escrevê-los, compartilhava via e-mail com meus amigos. Cibele, colega de curso, encostou em mim quando criava um desses contos. Fitou-me sensualmente:

 Tá escrevendo o quê?

 Só mais um conto enquanto a aula não acaba  respondi.

Ela permaneceu me olhando diferente, sorrindo maliciosa. Eu, ingênuo (ou idiota mesmo), levei na esportiva. Cibele continuou, direta:

 Você não escreve nada erótico?

Espontaneamente sorri, refutei espantado:

 Não. Meus Contos geralmente falam de conceitos morais, éticos. Sobre como viver bem em sociedade.

A moça fechou o viso, se encolheu no canto. Antes soltou um murmúrio:

 Vou voltar a assistir aula.

Sentido culpado, buscando me redimir, toquei no ombro dela e salientei (provavelmente o maior erro que cometi):

 Eu sei de um cara que escreve sacanagem de maneira legal, até…

 É, e quem é?  Perguntou ela ansiosa.

 Um tal de Ricardo Kelmer, ele tem um blog, mora em São Paulo eu acho. Entre lá e dê uma olhada.

Anotei num papel o endereço eletrônico pra ela.

Semanas depois conversando com amigos na mesa de bar, relatei o ocorrido. Os filhos da puta riram da minha cara, e pior, com razão. Ainda falaram “cara, essa tal de Cibele queria era te dar. Queria ler sacanagens escritas por você pra depois tu comer ela todinha.” Desesperado, corri ao telefone e liguei para Cibele. O celular deu fora de área. Lembrei do número residencial, liguei. Logo sua mãe atendeu e me relatou sua ausência, havia saído de férias para São Paulo. Foi o fim. Tenho certeza, Cibele foi dar ao tal Ricardo Kelmer. Que merda!

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> Rômero Barbosa mora em Porto Nacional, Tocantins

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> Cristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

> Desconstruindo Kelmer (por Wanessa, inspirado no conto Cristal) – Totalmente metida e curiosa, eu me debrucei sobre o conto e fiz minha própria interpretação. Bem, a presença da Mestra, a vida, a Deusa, o Tao, o fluxo irrevogável de tudo, não me espanta que seja uma figura feminina…

> Inculta e bela, dengosa e cruel – Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

> Maior que meu horizonte (por Wanessa, inspirado na crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel)E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

> Confissões de uma leitorinha nua (Por Leitorinha) – Fiquei tão à vontade pra ler a página dele na net que agora o fazia completamente nua

> Canalha Kelmer (Por Rômero Barbosa) – Cara, essa tal de Cibele queria era te dar. Queria ler sacanagens escritas por você pra depois tu comer ela todinha

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Nosso Bar – Existe birita após a morte

fevereiro 9, 2012

Ricardo Kelmer 2011

Quando você chega na colônia extrafísica Nosso Bar, a primeira coisa que recebe é uma camiseta da sua birita predileta

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Após ver o filme Nosso Lar, fiquei imaginando… E se eu fosse parar num lugar daquele? Já imaginou eu vestido com aqueles modelitos esvoaçantes, sem poder usar minha surrada camiseta Cabaré Soçaite, eu levitando em passeios matinais à beira do lago enquanto toca música celestial… Já imaginou? Também não consegui imaginar. Então bolei um outro filme. Com vocês: Nosso Bar.

Pra começar, quando você chega na colônia extrafísica Nosso Bar, a primeira coisa que recebe é uma camiseta da sua birita predileta. Eu, por exemplo, vou ganhar aquela preta clássica do Jack Daniel´s. E a segunda coisa que você recebe é um fígado novinho em folha, sem prazo de validade.

Bar no Nosso Bar é que nem hospital: não fecha nunca. Nem em dia de finados. E ninguém precisa se preocupar com a conta: basta assinar e pronto. E quem paga? O Mistério. Como assim, o Mistério? Ah, isso eu não sei explicar, sempre foi assim, o Mistério paga tudo. Inclusive o engov.

A que horas os bares têm que fechar pra não dar problema com a vizinhança? Vizinhança? A vizinhança é toda de bares, boates e inferninhos. Música ao vivo? Infelizmente não tem – mas tem música ao morto de primeira qualidade. Você gosta de barzinho de rock? Tem mil pra você escolher. Bar de blues? Tem a perder de vista. Bar de sertanejo? Desculpa, isso não tem, é melhor você procurar em outro Além. Tá, tudo bem, podemos solicitar um bar de sertanejo. Mas com isolamento acústico cem por cento.

O atendimento é uma coisa do outro mundo: garçonetes lindas e simpáticas, sempre atenciosas. Admiravelmente generosas. E eternamente solteiras. Como, garçons sarados? Não, assim você quer acabar com meu filme. Tá, tudo bem, vamos solicitar garçom sarado também. Putz, o Nosso Bar já foi melhor…

Só maiores de idade podem ir a essa colônia. É lei. Por isso relaxe, meu amigo, pois você nunca será enganado por aquela linda ninfetinha safada que jurou pra você que tinha 18 anos. E as crianças que nascem lá, elas não crescem e viram ninfetas tentadoras? Arrá! Lá não nasce ninguém, o sexo não é procriativo. Por isso você nunca será denunciado como pai do bebê de nenhuma linda ninfetinha safada. É o lado bom da lei.

Dirigir bêbado? Isso é coisa da Terra. No Nosso Bar basta você pensar “quero ir pro Chope Astral” que no segundo seguinte você já está lá, no melhor lugar do balcão. Brigas? Lá não tem pois quem briga perde o crédito com o Mistério e ainda tem que pagar tudo o que bebeu. E quando reencarnar, nascerá com total intolerância ao álcool. Ou seja, é desgraça muita. E como todos estão de passagem por lá, ninguém tem que procurar apartamento pra alugar: seu quarto já tá reservado num hotel bacaninha. Por conta do Mistério, claro.

E o enredo do filme? Tenho uma sugestão. O Bar Nosso que Está no Céu realizará uma superfesta que contará com canjas especiais de Janis Joplin, Jim Morrison, Cazuza, Cassia Eller, Jimi Hendrix, Raul Seixas, Amy Winehouse e Intocáveis Putz Band. A notícia da festa chega ao mundo dos vivos e milhões de pessoas decidem que vão morrer pra não perder a festa. E agora? Agora em breve num bar, ops, num cinema perto de você.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Mordida na última sessão- A maioria dos vampiros são ilustres desconhecidos, gente como você que rala no dia a dia para pagar as contas e assiste ao Sexy Time antes de dormir.

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> Loiras, celulite e futebol – A mulher se sairá melhor se passar uma noite inteira numa mesa ao lado de duas Ex e três Loiras Burras e Gostosas do que se tentar derrotar o Futebol

 

> O charme da vidalheia – Programas sensacionalistas, ligações rastreadas, câmeras por todo canto… A vidalheia parece ser mesmo irresistível

 

> Estão abduzindo nossas mulheres – Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui

 

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COMENTÁRIOS
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01- Tsc, tsc, tsc, acho que você anda bebendo demais! Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – fev2012

02- eu acho que é de menos… :P. Susana X Mota, Leiria-Portugal – fev2012



Loiras, celulite e futebol

janeiro 30, 2012

Ricardo Kelmer 2002

A mulher se sairá melhor se passar uma noite inteira numa mesa ao lado de duas Ex e três Loiras Burras e Gostosas do que se tentar derrotar o Futebol

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Foi lendo essas revistas femininas na espera pra cortar o cabelo que descobri, impressionado, os terríveis inimigos com os quais a mulher moderna tem de lidar no dia a dia. Bem, na verdade só ela vê esses inimigos. Mas o médico disse que é melhor não contrariar. Então levemos o assunto a sério.

Veja o caso da Ruga e da Celulite. Inimigos clássicos. Homem geralmente nem percebe mas a mulher está lá, sempre na maior luta, gastando tempo, dinheiro e energia. É por isso que vez em quando elas vêm com aquela perguntinha aparentemente despretensiosa: “Você acha que estou gorda?” Hoje, gato escaldado, sei que isso é uma sutil armadilha. Se o homem é sincero ou desatento e cai na besteira de responder sim, ela terá raiva dele e não da gordura, brigará e desistirá de sair. Sugiro ir ganhando tempo: “Comparado com o quê, amor?”

Outro velho inimigo é a Ex. Entidade cruel, mais ainda quando se conserva bonita. A mulher passeia com seu homem e, súbito, aparece a Ex. Pronto, estragou o dia. A Ex legítima é meio metida e dissimulada, tanto que seu nome é pronunciado de duas maneiras: “eis” e “équis”. Ela se acha a tal e sempre assume aquele arzinho de vaga cumplicidade como quem diz “Eu já aproveitei, fofa, agora você cuida dele pra mim, tá?” O homem nem liga mas a mulher está diante de um monstro sádico a zombar dela. Cruzar com duas Ex no mesmo dia então, é enxaqueca na certa.

São mesmo inimigos poderosos. Por isso é que todo mês, nas bancas, é descarregado um verdadeiro arsenal, sempre anunciado com destaque na capa das revistas: xampu antirresíduo (que diabo será isso?), bumbum durinho em trinta dias, roupa ideal pra toda ocasião, técnicas de revitalização do casamento e teste pra saber se está envelhecendo mais rápido que deveria. Há também dez dicas pra curtir o carnaval sem engordar. E, é claro, as incríveis bolsas mágicas: pequenas, bonitas e cabe tudo.

Contra o Futebol, porém, não tem revista que dê jeito. Pra se ter ideia da força deste inimigo na vida masculina, a mulher se sairá melhor se passar uma noite inteira numa mesa ao lado de duas Ex e três Loiras Burras e Gostosas do que se tentar derrotar o Futebol. Eu nem deveria citar essa parte mas ele é mais forte até que A Outra, inimigo cujo nome é um verdadeiro tabu, o qual não se pode nem pronunciar. Mas pulemos essa parte.

Pior é que, além do jogo em si, que transforma o homem num zumbi imprestável, o Futebol abrange ainda a concentração pro jogo, boteco depois do jogo, pagode depois do boteco, sabe-se-lá-o-quê depois do pagode, camisas suadas penduradas no armário, aquele pôster ridículo na porta do banheiro, caderno de esporte, gols da rodada e, martírio supremo, aquelas intermináveis mesas-redondas. Ufa! E ouse passar na frente da TV no instante do gol. É discussão pra um mês.

Outro dia uma revista ensinava às mulheres como convencer o homem a não assistir às mesas redondas. Não caia nessa, minha amiga. É perda de tempo. O melhor é torcer muito e se agarrar até com seus santos pro time dele ser campeão. Mas torça muito mesmo pois com tantos inimigos por aí azucrinando sua vida, você não vai querer ainda um homem derrotado e mal humorado em casa, né, santa?

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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> Kelmer Para Mulheres – Nesta seção do blog, homem fica de fora

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> Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia…

> Insights e calcinhas – Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

> O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

> Cabaré Soçaite – Se você tem medo do desejo feminino, é melhor não ir a essa festa

Loiras, celulite e futebol – A mulher se sairá melhor se passar uma noite inteira numa mesa ao lado de duas Ex e três Loiras Burras e Gostosas do que se tentar derrotar o Futebol

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O charme da vidalheia

dezembro 3, 2011

Ricardo Kelmer 2001

Programas sensacionalistas, ligações rastreadas, câmeras por todo canto… A vidalheia parece ser mesmo irresistível

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Você entra no elevador, aperta o botão, a porta se fecha. Dá aquela olhadinha no espelho, arruma o cabelo, tira uma melequinha… Só então percebe o aviso na parede: Sorria, você está sendo filmado. Você automaticamente se recompõe e faz uma cara assim de natural. Mas quanto mais tenta, mais fica com cara de ridículo. Como ficar natural num elevador sendo filmado?

Se por um lado, as pessoas não gostam de ser observadas no elevador, por outro lado elas adoram aqueles programas de lavar roupa suja em público. A mulher que traiu o marido com a cunhada e o entregador de pizza que engravidou três irmãs… São ilustres desconhecidos mas a gente não resiste e assiste a baixaria. Talvez o interesse pela vida alheia seja mesmo algo inerente à espécie. Quem nunca teve vontade de ler um diário secreto? Você não? Ah, você é uma pessoa séria, desculpe.

E aquelas câmeras transmitindo pela internet, 24 horas por dia, imagens do cotidiano de uma fulana qualquer lá no interior da Letônia? Não tem nada demais: é a pessoa lendo, passando daqui pra lá, arrumando a gaveta… Mas o que não falta é gente pra ficar olhando.

Uma vez uma amiga me revelou algo que não acreditei: é possível rastrear ligações telefônicas usando um simples celular. Você digita a sequência tal e capta as ligações daquela marca de celular num raio de tantos quilômetros. Fiquei passado. Quer dizer que nem uma traiçãozinha ao telefone se pode mais? Minha amiga me passou o celular pra eu comprovar mas eu recusei. Toma, experimenta, é o maior barato – ela insistiu.

– Não, obrigado – respondi convicto. – Isso não é ético.

Minhas convicções duraram vinte segundos. Pensando bem, vou dar só uma experimentadinha… Peguei o aparelho, digitei o código, esperei um pouco e… Putz, era mesmo verdade! Fui captando as ligações como no dial de um rádio. Subitamente todas aquelas pessoas estavam ali, à minha disposição, conversando, sem imaginar que eram ouvidas. Se o tema não interessava, era só procurar outra conversa. Assuntos familiares, negócios, confidências – tinha de um tudo!

Simplesmente não consegui largar o celular, eu, o cruel auscultador de intimidades. O coração batia forte enquanto as conversas se sucediam. Lembrei de quando era adolescente e brechava as amigas de minha irmã tomando banho lá em casa, fascinado, o coração saindo pela boca. Pois lá estava eu de novo brechando os outros, tomado de um estranho frenesi. Dr. Jekyl, o senhor está com uma cara estranha…

Eu queria escutar tudo. Sim, eu sabia que praticava algo nada ético, claro que sabia. Mas foi impossível resistir àquele voyeurismo auditivo.

– Ei, já chega! Essa ligação vai sair cara…

Era minha amiga atrapalhando a festa, que chata. Mas aquela estranha luxúria já havia me fisgado e afastei-a com o braço: Eu pago, eu pago!

Programas sensacionalistas, ligações rastreadas, câmeras por todo canto… A vidalheia parece ser mesmo irresistível. E o tal código do celular, você não quer saber qual é? Claro que não, você é uma pessoa séria, não tem interesse nenhum na vida dos outros. Né?

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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> Estão abduzindo nossas mulheres – Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui

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01- Ouvi dizer que o código de rastreamento não funciona em linhas digitais … :-) Abraço! Júlio César Martins de Menezes, Fortaleza-CE – dez2011



O brega não tem cura

novembro 26, 2011

Ricardo Kelmer 2001

Porque o senhor sabe, né, o brega sempre puxa uma dose, que puxa outra, que puxa a lembrança daquela ingrata, que puxa outra dose…

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Pois é, doutor… essa coisa do brega. Não sei explicar. Sou chegado sim, assumo. Já tentei largar várias vezes e nada. Até na igreja fui. O pastor disse que tinha um demônio dentro de mim, se eu fosse lá no culto ele tirava. Mas não fui muito com a cara daquele pastor não. Foi aí que me falaram desse negócio de terapia. Tem cura pro brega, doutor?

Se lembro de algo na infância? Hummm, deixa eu ver… Bem, lá em casa tinha uma empregada. Marluce o nome dela. Eu na sala fazendo o dever de casa e lá na cozinha a Marluce pendurava o radinho no armário e mandava ver no brega. E tome Lindomar Castilho, Bartô Galeno, Núbia Lafayette, Roberto Muller, Diana, a tarde inteira. Eu estudando OSPB e pensando na menina da cadeira de rodas, tudo eu faria pra ver novamente feliz…

Depois eu cresci e a coisa só piorou. Porque o senhor sabe, né, o brega sempre puxa uma dose, que puxa outra, que puxa a lembrança daquela ingrata, que puxa outra dose… Quando a gente vê, já está lá no Roque Santeiro se esgulepando na cachaça, sábado seis da manhã, virado da noite, escutando os Pholhas e ligando praquela ex que casou, botando o celular pra ela ouvir She Made me Cry, ô desgraceira. Tem cura pra isso, doutor?

Pois foi exatamente por conta desses desmantelos que larguei o brega. Larguei. Dei meus discos tudinho, deixei de cantar Secretária da Beira do Cais debaixo do chuveiro, não quis mais saber. Arreneguei aquela vida pregressa, virei outro homem, me regenerei.

Mas semana passada, doutor… tive uma recaída. Foi terrível. Genival Santos no BNB Clube. Com Fernando Mendes e Raimundo Soldado, olha a tentação. E sabe quem mais? Ele, o homem da pílula: Odair José. Me deu logo uma coceira no juízo. Quando vi já estava lá dentro tomando montilla, todo empolgado. Tinha muita gente sim, aquele cheiro de conturrê no meio do mundo. Moça velha? Vixe, tinha de puxar de rodo. “Não tem jeito que dê jeito, pra você ficar comigo…” É, Raimundo Soldado. Trinta anos de peleja e o homem ainda não foi promovido, injustiça.

E o Fernando Mendes? “Numa tarde tão linda de sol, ela me apareceu…” Esta o senhor conhece, né? Linda. Marluce caía no chão por esta música. Cadeira de Rodas? Cantou também, claro. Nessa hora me deu até saudade de estudar OSPB, pro senhor ver o que o brega não faz… E a cabeleira do Fernando, rapaz! Essas técnicas modernas de alongamento são uma coisa…

E o Genival, homem de Deus! “Sendo assim, vou acabar ficando louco…” Clássica, né? “Meu coração está em greve…” Ai, meu Jesus Cristino! “Se errar uma vez dou castigo pra não se acostumar, se errar outra vez mando embora pra saber me respeitar…” Isso é que é bonito, doutor: melhor mandar embora que dar um tiro na desgraçada, né?

E o Odair… Ah, doutor, o homem tem aquela cara de bandido de velho-oeste mas é o puro cavalheiro do brega, sempre distinto, gestos elegantes, precisa ver. Eu era um olho no palco e outro no chão pra não escorregar nas latas de cerveja. Da próxima vez eu mesmo pago um servente pra limpar aquela sujeira. Mas o Odair bem ali na frente compensava tudo. Pare de Tomar a Pílula, Cadê Você?, A Noite Mais Linda do Mundo… Cantou tudo. Qual? Eu, Você e a Praça? Cantou sim. O senhor parece que é chegado também, né? Vou Tirar Você Desse Lugar… Também cantou, claro.

Aliás, esta música só me lembra a Mardônia, lá do Crateús. Menina boa, educada, tinha ginásio. Muito mimosa. Mas o pai bulinava muito ela, o senhor sabe, e a mãe vivia por aí embriagada, nem ligava pra menina. Não deu outra: ela fugiu de casa, se mandou pro rumo de cá. Menor de idade. Acabou lá no Farol, no Hamburg Bar, o senhor chegou a frequentar? Não? Pois não sabe o que perdeu. Foi lá que eu conheci ela. Novinha, bonitinha, cheirosa que era uma beleza. Me apaixonei, né? Como é que não se apaixona? Vixe, deixei muito dinheiro naquele cabaré, o senhor nem imagina. Até chamei ela pra morar comigo mas ela não quis não. Até emprego de balconista na Lobrás eu arrumei pra ela. Quem disse que quis? Quis nada. Preferiu se juntar com um fuleragem lá, mais liso que eu. Depois sumiu. Nunca mais que vi.

Pois sabe quem eu encontrei lá no show? Justamente: a Mardônia. Dez anos depois. De shortinho jeans e batinha frente-única, pense… Um pouco mais gordinha mas ainda bem aprumada. Ah, eu não me aguentei. Fui lá onde ela tava e… ahn? Acabou o tempo? Já? Puxa, passou rápido. Mas diga ao menos se tem cura, doutor, diga. Eu preciso saber. Tem não, né? Tem nada. Eu sabia.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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Na Wikipedia

Genival SantosFernando Mendes
Raimundo SoldadoOdair José

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LEIA NESTE BLOG

> A celebração da putchéuris - A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

> A volta da Intocáveis – Oh não! – Um show com os restos mortais da Intocáveis Putz Band

> Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

> Ser mulher não é pra qualquer umÉ dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

> Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

> A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?

> O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários

> A sociedade feladaputa de Geraldo Luz – Crítica social, literatura, filosofia, anarquismo, sacrilégios explícitos e sodomismos irreparáveis

> Odair José, primeiro e único - Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo brega pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair

> Maluquice beleza – Já que a formiga só trabalha porque não sabe cantar, Raulzito pegou a linha 743 e foi ser cigarra

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01- Adorei! Kelmer, voce é o cara! bjs de fã. Sandra Ribella, Limeira-SP – nov2011

02- quero me curar não, ó doutor… Flávia Castelo Batista Magalhães, Fortaleza-CE – nov2011

03- eu sou brega!!!!!!!!! Magna Mastroianni, São Paulo-SP – nov2011

04- Eu escuto brega desde que me entendo por gente !!!! Adoro. Monalisa Serafim, Fortaleza-CE – nov2011

05- Maravilha Kelme!!! Só tu pra escreve dessa forma! Adoro! Lendo a crônica, parecia que tu tava falando o repertório de ontem do Roque Santeiro, inclusive, vamos em você na hora da “cadeira de rodas”… Vania Vieira, Fortaleza-CE – nov2011

06- E se tivesse eu ficava doente pra sempre. Eduardo Lima, Fortaleza-CE – nov2011

07- Adorei! Bjs. Carmem Távora, Brasília-DF – nov2011


Todo mundo tem um lado cabaré

outubro 24, 2011

Ricardo Kelmer 2011

Toda vez eu tremo quando penso no desafio que é dirigir algo que, na verdade, é impossível de se controlar. Mas no fim sempre dá certo
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Escrever e publicar livros é um grande desafio, que exige de mim muita entrega e dedicação. Também é algo muito desafiante me apresentar num palco pra homenagear meu guru Vinicius de Moraes – além de agradar ao público, é preciso que tudo seja digno de Vinicius, como se ele também estivesse assistindo.

No entanto, o Cabaré Soçaite é o meu desafio profissional mais delicado e complexo. Produzir essa festa é coordenar um evento onde centenas de pessoas não apenas dançam, bebem e se divertem – elas também se vestem e encenam suas fantasias sensuais, cada uma a seu modo, sem ensaio, e todas ao mesmo tempo. É um grande teatro ao vivo, espontâneo e dionisíaco, e que sempre traz surpresas.

Toda vez eu tremo quando penso no desafio que é dirigir algo que, na verdade, é impossível de se controlar. Mas no fim dá certo pois o clima de leveza e alegria sempre prevalece e todos se unem harmoniosamente na celebração do erotismo e da sensualidade. No fim o frio na barriga passou, ufa, e foi realmente uma experiência maravilhosa.

O evento possui um roteiro, claro, pois há atrações pré-acertadas, como shows musicais e números teatrais e de strip-tease, e há o concurso Musa e Muso do Cabaré, o ponto alto da festa. A trilha musical é selecionada com cuidado pra não fugir do clima de alegria, sensualidade e romantismo. O palco é ambientado no estilo salinha-de-cabaré e todos podem subir pra tirar fotos e serem filmados. No telão, cenas de filmes no tema cabaret contribuem pra formar o clima. Tudo que acontece no palco é registrado em foto e vídeo e, depois, um clipe com os melhores momentos da festa é disponibilizado na internet. Porém, apesar do roteiro, as surpresas sempre vêm pois é o público a grande atração, com suas vestimentas e suas performances, e a qualquer momento algo incrível pode acontecer. E sempre acontece.

Como mestre de cerimônias, preciso saber apresentar as atrações e deixar todos à vontade, e, como diretor geral do evento, tenho que conduzir da melhor forma os acontecimentos. Preciso saber equilibrar tudo isso, seguindo o roteiro mas, ao mesmo tempo, valorizando o inesperado. Como estamos lidando com sexualidade, qualquer descuido pode comprometer a harmonia da festa. Felizmente isso não acontece pois o clima geral de leveza e alegria contagia a todos e o que poderia ser tenso e arriscado acaba sendo belo e divertido.

Acho que o sucesso da festa se deve principalmente a dois aspectos. O primeiro é que todo mundo tem um lado cabaré. E o segundo é o cuidado com o público feminino: no Cabaré Soçaite são elas as clientes principais. As músicas e as imagens no telão são pensadas pra elas e lá elas se sentem seguras e à vontade pra viver suas fantasias de diva, colegial ou cortesã. Se elas se reprimem, preocupadas com o que os outros vão pensar, a festa fica travada, mas se elas se soltam e se divertem, então os homens as acompanham, encantados, e tudo vira uma brincadeira deliciosa. Como deveria ser sempre o erotismo.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Próxima edição em Fortaleza: 29.10.11, Órbita
(clique pra ampliar)

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NO TELÃO DO CABARÉ

> Fotos e vídeos das edições do Cabaré Soçaite – Será que você aparece em algum?
> Marylin Monroe – Um arquétipo da sensualidade
> Dita Von Teese – A dançarina que reavivou o erotismo burlesco
> Chicago – O musical com Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger e Richard Gere
> Burlesque – O musical com Cher e Christina Aguillera
> Lua de Fel – Cenas do incrível filme de Roman Polasnki
> De Olhos Bem Fechados – Cenas do misterioso e sensual filme de Stanley Kubrick

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> Vídeos, fotos e história da festa

> Discoteca do Cabaré Soçaite – conheça a trilha sonora da festa

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Pelas coxias de Guaramiranga

setembro 26, 2011

Ricardo Kelmer 2000

Entre uma peça e outra sempre dá tempo de cruzar uns olhares, nativos e forasteiros, e exercitar o roteiro das abordagens
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Desde pequeno, confesso, que me sacodem uns arroubos de artista. Quando criança queria ser ator. Sabe aquela boneca Amiguinha, tamanho G? Você é desse tempo? Bem, minha irmã tinha uma que era do meu tamanho e eu treinava beijo com a boneca, escondido. Treinando beijo pra ser ator da novela Locomotivas. Um dia minha irmã nos flagrou e findou aí meu intensivo oscular. Fiz-me ator? Não pude, Amiguinha. Sou escritor menor, perdoai.

Tudo isso pra dizer que estou aqui em Guaramiranga, 7ª edição do Festival Nordestino de Teatro. É ator pra todo lado, de puxar de rodo. Ar puro, verde exuberante, friozinho gostoso, uma semana longe da poluição política de Fortaleza… Maravilha de cenário. Imagine uma grande quermesse. Pois é por aí. Gente circulando na rua, nos bares, pousadas, violão aqui, roda de flautas ali, cerveja acolá… Sabe cidadezinha do interior, né? Tem a rua principal, a pracinha, a matriz prum lado, a zona pro outro e acabou. Todo mundo se conhece.

Num festival desse não seria diferente. Entre uma peça e outra sempre dá tempo de cruzar uns olhares, nativos e forasteiros, e exercitar o roteiro das abordagens assobiando Luiz Gonzaga: “A todo mundo eu dou psiu, perguntando por meu bem…” Paralela à pontuação oficial das peças, corre outra pontuação onde ficar com alguém local, por exemplo, vale 50 pontos mais que com alguém de Fortaleza. Mais um motivo pra ir ali na mesa da morena. E depois das peças, os shows musicais, a feirinha alternativa, uma batucada na Ilha de Caras (só dá artista…), Pink Floyd no som do trêiler. De dia visitar o Pico Alto, um banho na cachoeira, a sinuca do hotel. Guaramiranga é uma festa que dura nove dias. Uma grande celebração da arte. Da vida, por que não dizer?

Dito assim, parece que a coisa toda é mero pretexto pra festa. Não é. A proposta é séria e a organização se supera pra fazer do evento uma referência nacional. Aqui respira-se, bebe-se e vomita-se teatro. Além das peças, há debates, exposições e oficinas. O povo da cidade e arredores vê espetáculos que de outra forma não veria e a preços populares. E aproveita pra travar contato com esse povo diferente das cidades grandes, o figurino esquisito, a performance assim meio assim. Dona Leninha do trêiler de sanduíche é quem me confidencia, rindo: “O cara chega aqui, pede uma cerveja, todo homem… Uma hora depois parece uma moça! Mas a gente já acostumou. Sete anos, né?”

Quatro da madruga. Forro o estômago com um sandubão. Não tem gosto de nada mas é ótimo. Vejo lá em cima, no meio do nevoeiro, a torre da igreja do mosteiro, pairando iluminada no meio da serração. Que nem uma visagem. Aliás, o mosteiro é uma atração à parte. O que atrapalha são aqueles degraus todos pra subir. São tantos que quando a gente chega lá, a língua já tá toda de fora, pronta pra receber a hóstia da absolvição, os pecados perdoados. Mas vale a pena.

E as lindas pinturas das paredes do mosteiro? Quem as teria feito? Bisbilhotei e descobri a história de Marcio. Chegou adolescente, vindo de Limoeiro, fazer o noviciado. O frei diretor concluiu que ele, com aquela delicadeza toda… bem, concluiu que ele não tinha vocação pra frade capuchinho. Então foi pra Fortaleza. Depois viajou, conheceu o mundo. Muitos anos depois voltou a Guaramiranga. Aí Marcio já havia virado Marcia, de alma e corpo também – cirurgia muito bem feita, atesta quem viu. Uma mulher culta, viajada, fluente em vários idiomas. Um tanto excêntrica e transbordante de dons artísticos. Foi ela quem fez as pinturas do mosteiro, inclusive o teto da capela. Também cantou e atuou como a beata Mocinha no filme Milagre em Juazeiro e ainda contribuiu pros textos em latim. Marcia faleceu recentemente, ainda nova, purpurina que o vento soprou pelo maciço afora. Mas deixou sua marca. Uma bela marca.

O festival está no fim. Logo descerão as cortinas. O clima já é de saudade. Eu boto o blusão, dou um gole na vodca e encaro o frio de 16 graus. Moletons e cachecóis caminhando pela rua, de um lado pro outro. Na esquina um carro com o porta-mala aberto mandando um pagode nas alturas. Irgh, nem aqui esses poluidores sonoros nos dão sossego. Jogo uma praga no desgraçado e sigo, mãos no bolso, assobiando Luiz Gonzaga. Ainda dá tempo ver uma peça. Ou, quem sabe, pontuar um pouco mais, ando precisando. Não virei ator, Amiguinha. Requer mais que saber beijar. Mas sou chegado numas coxias…

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

> Viver como Vinicius viveu – Viver outra vez aquele frio na barriga que antecede cada subida ao palco, recitar seus poemas por aí e mostrar a grandeza do Vinicius homem e artista – putz, tem sido tão gratificante fazer isso!

> A celebração da putchéuris (Intocáveis Putz Band) – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

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> Vingativas – Duas mulheres que raptam um ator famoso e, como vingança por ele tê-las desprezado, levam-no a um hotel, amarram-no e…

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> Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite.

> Textos sobre “arte” neste blog

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01- É sempre um prazer ler Ricardo Kelmer! Adorei a referência à boneca Amiguinha :) Bjs. Alzira Aymoré, Fortaleza-CE – ago2011

02- É… Ricardo Kelmer…! Muita coisa mudou em Guaramiranga, a Ilha de Caras não existe mais, por exemplo! Mas muita coisa boa permanece, como o próprio FNT! São 18 anos de Festival, com muita gente boa das artes cênicas do Nordeste e de outras regiões se encontrando, fazendo, discutindo e trocando conhecimentos de TEATRO! É de um riqueza sem tamanho…! E esse ano é tudo de graça, mas ruas, praças… Essa edição vai ser histórica! Sonia Lage, Fortaleza-CE – ago2011


O dia em que morri no Rock in Rio

setembro 18, 2011

Ricardo Kelmer 2000

O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários
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Janeiro de 1985. Cidade do Rio de Janeiro. Missão Rock in Rio 1. Plano: burlar a segurança e entrar com uma garrafa de Tonel 21, cachaça da boa. Ok, plano bem sucedido. Agora eu e meu amigo Paulo podemos relaxar um pouco: um gole na bicha, um olho no palco, outro nas garotas. Cem mil pessoas em celebração. Outro gole. É um sonho pra mim. Vinte anos, estudante de comunicação, cabelão no ombro e oclinhos redondos à John Lennon. Todo pronto pra ver Rod Stewart, o ex-coveiro da voz rouca. Mais um gole. Putz, a vida é mesmo um filme emocionante!

Paralamas, Moraes Moreira, Rita Lee – no palco o time doméstico dava seu recado. No gramado eu e Paulo vivíamos intensamente o primeiro ano do resto de nossas vidas. E tentávamos prosseguir no plano: conseguir um baseado. Dizem que é pecado mas não perderíamos a chance de começar a pecar em pleno Rock in Rio. Conseguimos um enorme e, aventureiros inexperientes, mandamos tudo de uma vez. Logo a mente e o corpo adentravam outro nível de realidade e tudo ficou diferente. Mas havia algo estranho: todos estavam olhando pra mim com aquelas máscaras das crianças em The Wall. Cem mil olhares inquisidores me perseguindo onde quer que eu fosse, inútil se esconder. Como todos podiam saber que eu estava doidão? Um real e amargo pesadelo.

Pouco depois comecei a me sentir enjoado e o enjoo foi piorando até que não aguentei mais caminhar. Revelei ao meu amigo: “Paulo, eu tô morrendo”… e ele caiu na gargalhada, calma, Bete, calma. Bem, já que eu era um cabra marcado pra morrer, pelo menos morresse decentemente. Fraco e inteiramente chapado me dirigi às bilheterias, desertas. Arrumei uns papelões e deitei debaixo duma catraca. Meio litro de cana no sangue mais um torpedo canábico na mente tinha que dar nisso: todo o meu eu era uma rebelião em alto mar. “Paulo, deixo pra você meu livro do Pessoa… Se encontrar a moça do ônibus, diga que eu a amo…” Então fechei os olhos e saudei Nick Beal, o agente do Inferno que chegava pra me levar à ilha das almas perdidas…

Mas Beal não veio. Preferiu curtir Ozzy Osbourne berrando lá no palco. Salvo pelo Ozzy, que ironia. Abri os olhos e percebi que estava vivo. E Paulo ao lado, vigiando minha morte. Dois perdidos numa noite suja. Das profundezas de minhalma uma voz ordenou que eu levantasse e fosse pra enfermaria. Meu amigo desaprovou: “Tá louco? Vão descobrir que você fumou! Vão te prender!!!” Amizade em conflito. Concordei e disse que então iria comprar algo pra comer. Saí… mas desviei pra enfermaria. Estava realmente decidido em minha tragédia de homem ridículo. Não me pergunte como mas cheguei lá. Aí olhei a fila e desanimei: duzentas pessoas aguardavam atendimento.

Mas os lobos não choram. Furei a fila e balbuciei ao moço: eu tô morrendo. Acho que ele concordou pois ato contínuo me botou pra dentro. Fui levado a uma saleta toda branca onde uma fria médica nazista me atendeu. Quis saber nome, endereço, idade, o tamanho do bagulho, ia anotando tudo. Era o terror kafkiano: eu morrendo e ainda tendo que passar pela burocracia de um inquérito absurdo. Ah, mas aquela médica partidária do Grande Irmão não me pegaria tão fácil. Então menti em todas as respostas, eh, eh, eh. Depois estiquei o braço e puff!, injeção de glicose na veia. Deitei na maca e apaguei.

Súbito percebi uns acordes… eram familiares… vinham de muito longe… foram se agrupando… até que os reconheci. Rod Stwart! Começando a cantar You’re in My Heart! Despertei de um salto. Sentia-me bem, inteiramente revigorado. Quanto tempo se passara? Uma hora? A médica nazista não estava mais na sala. Na maca ao lado um rapaz se contorcia numa viagem pior que a minha. Eu podia escutar os gritos do seu silêncio. Era preciso fugir daquele terrível asilo. A música estava acabando, o destino batia à minha porta e não havia muito tempo.

Boto meus oclinhos. A porta da saleta está aberta. Meto a cabeça no corredor e de lá avisto a saída do asilo. Brad Davis escapando daquela penitenciária turca. Deixo meu dublê de corpo lá na maca e pego carreira: saio em disparada pelo corredor, empurrando os enfermeiros. Corra, Lola, corra! Ah, não, me empolguei, desculpe, Lola é mais recente. Na saída salto a corda e, nas asas da liberdade, me infiltro na multidão. Estou salvo. Já não precisam me mandar flores. Posiciono-me num lugar razoável e enfim concretizo meu sonho de ver o velho Rod. Missão cumprida.

Depois desse sufoco até o compadre 007 diria nunca mais outra vez. Mas Sua Majestade entenda: tenho apenas vinte anos e todo o pique do mundo. E sou eterno. Assim como os diamantes.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Esta crônica está cheinha de referências a filmes de 1985 ou de anos anteriores. Quais você encontrou?

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LEIA NESTE BLOG

> A celebração da putchéuris - A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

> A volta da Intocáveis – Oh não! – Um show com os restos mortais da Intocáveis Putz Band

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> Ser mulher não é pra qualquer umÉ dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

> Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

> A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?

> O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Cada história, hein, seo Kelmer. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – set2011

02- É uma figura!! Carmem Mouzo, Rio de Janeiro-RJ – set2011

03- kkkkkkkkk… E que figura!! Elioneide Batalha, Fortaleza-CE – set2011

04- Peguei todas as referências cinéfilas dos anos 80, nesse Expresso da Meia-Noite no Rock-n-Rio entre dois Daunbailó! Divertido… Téo Lorent, São Paulo-SP – set2011

RK: Expresso da Meia-Noite (dir: Alan Parker, 1978). Ponto para Téo Lorent! Mas Daunbailó (Jim Jarmusch) eu não citei não, até porque não havia visto. :-)

05- Não ligue para o seu passado, vai que ele atende!!! Nonato Freire, Salvador-BA – set2011

06- Adorei, ri de montão por aqui, vc a cada dia me surpreende mais. Bjokinhas. Mariucha Madureira, Brasília-DF – set2011

07- Ricardo, Valeu pela cronica meu velho ! Adorei … nesta época de Rock in Rio vale demais relembrar aonde e como cada um de nós estava no priemrio. Eu, por exemplo, estava em Quixeramobim assistindo tudo pela TV com uma sensaçao muito estranha de estar no lugar errado na hora certa ! um abraço forte. Tibico Brasil, Fortaleza-CE – set2011

08- muito boa, kelmer! adorei essa. lembrei quando fui ao meu primeiro hollywood rock ver bob dylan… e quando tomei todas na abertura do roger waters… quase perdi essa apresentação por causa de uma garrafa de roseira, uma pinga feita pela minha família lá no sul de MG… adorei a crônica! abç. Rodrigo Oliveira, Fortaleza-CE – set2011

09- hehehe, jóia! Giovanni Iemini, Brasília-DF – set2011

10- ‎”O dia em que morri no Rock in Rio” me deu espasmos de risos. Só tu mesmo, visse. Excelente! Rafaela Silva, Campina Grande-PB – set2011

11- Adorei! Ana Maria van Erven de Figueiredo, São Paulo-SP – set2011

12- Ótimo, Rico. Marta Crisóstomo Rosário, Brasília-DF – set2011

13- Se eu não tivesse nascido em meados dos anos 80, certamente teria pulado “o muro” com vocês “dois, perdidos numa noite suja”, e seria mais uma dando uma de “james bond”, nessa “ilha das almas perdidas” que descreveu… De fato, Kelmer, estaria também “marcada para morrer”. mas “os diamantes são eternos”, et voilà, aqui estamos nós! prontos para qualquer Rock in Rio que porventura possa acontecer… vou indo sr. dos labirintos descritivos, não fique triste. afinal, “lobos não choram”. Érika Zaituni, Fortaleza-CE – out2011


Quantas pessoas Deus já matou?

agosto 23, 2011

Ricardo Kelmer 2011

Certamente a maioria dos cristãos jamais se perguntou isso
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Calcular o número de pessoas que morreram em nome do Deus cristão é impossível pois isso acontece desde o início dos tempos e continua acontecendo. Foram alguns milhões nas perseguições e guerras santas antigas e atuais e durante a Inquisição Católica e Protestante. Mais uns milhões no extermínio de povos ameríndios e africanos que não toparam se converter. Por questão de justiça, é bom incluir também os três milheiros do Onze de Setembro.

É muita gente. E, pelo jeito, a matança vai continuar. Mas afastemos os amadores e vamos logo direto ao chefão. Quantas pessoas o próprio Deus matou ou ajudou a matar?

À primeira vista, a pergunta soa muito estranha. Certamente a maioria dos cristãos jamais se perguntou isso. Evidentemente, alguém pode vir com a argumentação teológica: foi o Diabo quem introduziu a morte no mundo e, por isso, Deus nunca matou ninguém. Bem, mas se o Diabo foi criado por Deus, então em último caso, Deus ainda é o responsável.

Quantas pessoas o próprio Deus matou ou ajudou a matar? O número exato só perguntando diretamente a ele. A Bíblia, porém, que é a sua palavra oficial, pode nos dar uma pista. Veremos que no Antigo Testamento Deus matava gente como se fosse formiga e por qualquer bobagem, era uma carnificina só. O que aconteceu depois? A humanidade melhorou? Ou ele entendeu que estava se cansando à toa e deixou que nós mesmos nos matássemos?

A psicologia do inconsciente oferece uma resposta interessante pra essa questão. Mas por enquanto, vamos aos números de pessoas assassinadas por Deus, segundo ele próprio:

* Milhares de primogênitos do Egito – Êxodo 7 a 12
* Milhares durante as dez pragas do Egito – Êxodo 7 a 12
* Toda a humanidade no dilúvio, menos Noé e seus chegados – Gênesis 6:5
* A mulher de Ló por olhar para trás – Gênesis 19:26
* Er, por ser mau aos olhos do Senhor – Gênesis 38:7
* Onan, por se masturbar – Gênesis 38:10
* 3.000 por adorarem um bezerro de ouro – Êxodo 32:27
* Por blasfemar – Levítico 24:10-23
* Por recolher lenha no sábado – Números 15:32-36
* Corá, Datá e Abrirão e suas famílias – Números 16:27-32
* Os dois filhos de Arão – Levitico 10:2
* 250 queimados vivos por oferecerem incenso – Números 16:35
* 14.700 mortos por reclamação – Números 16:41-49
* 24.000 por se prostituírem – Números 25:4-9
* Massacre dos Medianitas (32.000 virgens escravizadas) – Números 31:1-35
* Acá, seus filhos e filhas apedrejados – Josué 7:24-26
* Destruição da cidade de Ai – Josué 8:1-25
* Guerra a cananeus e ferezeus – Juízes 1:4
* Eúde mata em nome de Deus – Juízes 315-22
* Reis enforcados ao Senhor – Josué 10:22-25
* Destruição dos moabitas – Juízes 3:28-29
* Deus faz 120.000 midianitas matarem-se uns aos outros – Juízes 7:2-22
* Espírito do senhor faz Sansão matar 30 – Juízes 14:19
* Deus ajuda Sansão a matar 3.000 – Juízes 16:27-30
* Deus ajuda Israel a matar 25.100 benjamitas – Juízes 20:35-37
* Mais 25.000 benjamitas mortos – Juízes 20:44-46
* 50.070 por olharem dentro de um baú inútil – Samuel 6:19
* Deus ajuda Jonatas a matar 20 filisteus – Samuel 14:12-14
* Samuel esquarteja Apague em nome de Deus – Samuel 15:32-34
* Deus mata Nabal – Samuel 25:38
* Uzá, por não deixar o baú inutil cair no chão – Samuel 6:6-7
* Deus mata o bebê recém-nascido de Davi – Samuel 12:14-18
* 7 filhos de Saul enforcados ao Senhor – Samuel 21:6-9
* 70.000 mortos por Davi ter feito um censo – Samuel 25:15
* Por acreditar na mentira de um profeta – Reis 13:1-26
* 100.000 sírios em um só dia – Reis 20:28-29
* Deus faz um muro matar 27.000 pessoas – Reis 20:30
* Por não querer bater num profeta – Reis 20: 35-36
* Acazias, por adorar o deus errado – Reis 1:4
* 102 queimados vivos por Deus – Reis 1:9-12
* 42 crianças por caçoarem de um profeta – Reis 2:23-24
* Pisoteado por não crer em Elias – Reis 7:20
* Jezabel devorada por cães – Reis 9:3-27
* Deus mata alguns estrangeiros – Reis 17:25-26
* 185.000 soldados enquanto dormiam – Reis 19:35
* Saul – Crônicas 10:14
* 500.000 israelitas – Crônicas 13:15-17
* Jeroboão – Crônicas 13:20
* 1.000.000 de etíopes – Crônicas 14:9-14
* Jeorão, morto por tripas amaldiçoadas – Crônicas 21:14-19
* A mulher de Ezequiel – Ezequiel 24:15-18
* Ananias e sua mulher por não darem todo o seu dinheiro à igreja – Atos 5:1-10
* Herodes morto por bichos – Atos 12:23
* População de Sodoma, Gomorra e cidades vizinhas, por fornicação – Judas 1:7

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

> Bem vindo ao clube dos excomungados – Pra Igreja o pecado de estuprar ou assassinar alguém é menor que o de praticar um aborto

> Memórias de um excomungado – Eu jamais havia cogitado a ideia de que era possível não ter religião ou não acreditar em Deus

> A menina, a exorcista e a cantora – Primeiro a menina é usada como laboratório de novas técnicas de exorcismo. Agora é usada como objeto de promoção de igreja evangélica. ATENÇÃO: CONTÉM COMENTÁRIOS VIRULENTOS DE FANÁTICOS RELIGIOSOS

> Religião certa e sexualidade errada – Com exceção daquelas mais ligadas à Natureza, as religiões atuais foram criadas por homens e refletem a mentalidade patriarcal dominadora

> Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses. ATENÇÃO: CONTÉM COMENTÁRIOS VIRULENTOS DE FANÁTICOS RELIGIOSOS

> Santa Luana, livrai-nos dos fanáticos – Crer que o ser supremo do Universo tá do meu lado e castigará quem discorda de mim e que o meu deus é real e os outros são mentira – isso não é fanatismo? ATENÇÃO: CONTÉM COMENTÁRIOS VIRULENTOS DE FANÁTICOS RELIGIOSOS

> Meu futuro de popistar cristão – Meus shows seriam superanimados, sempre acompanhados de meu time de ruivinhas cristãs de minissaia, as Noviças Viçosas

> O mundo é uma mentira – Este filme mostra o quanto a história é manipulada pelas elites religiosas e econômicas, que “criam” os fatos e nos fazem todos acreditarmos neles, lutarmos por eles, matarmos por eles

> Religião no poder é fogo – A primeira vítima da promiscuidade entre poder e religião é justamente o maior dos sustentáculos da democracia: a liberdade

> Mais textos sobre religião

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MAIS SOBRE ATEÍSMO

> ATEA – Assoc. Bras. de Ateus e Agnósticos – Vale a pena conhecer. Ou você tem medo de mudar de ideia?

> Ateus.net – O site conta também com uma comunidade para debates, encontros, bate-papos etc.

> Ateus do Brasil – Ateus sem papas na língua, uni-vos aqui

> Neurocientista e escritora Suzana Herculano sai do armário – Bem vinda ao clube, Suzana!

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COMENTÁRIOS
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01- Hoje li “Quantas pessoas Deus já matou” e me lembrei de um texto do Saramago, “O Fator Deus”. Ambos fazem refletir e nos deixam pensando ainda muito tempo depois de lê-los. Boa literatura, sejam romances, contos, artigos, poesias nos provoca, instiga, excita e permanece. Amplexos…. ;-) Rosângela Aguiar, Fortaleza-CE – ago2011


Livros e odaliscas

agosto 16, 2011

Ricardo Kelmer 2000

Meia-noite. Volto do banho. Elas estão todas deitadas em minha cama, lânguidas odaliscas a me aguardar

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Putz, que perdição essas feiras de livros! Pra um leitor compulsivo como eu são verdadeira tortura. Tantos livros se oferecendo e tão pouco dinheiro pra gastar… Mas sabe quando o diabo tenta, né? É aquela coceira que não deixa o cidadão em paz. E eu resisto a tudo, menos às tentações. Ai, a luxúria literária… Então lá vou eu. Respiro fundo e repito pra mim mesmo: só tenho isso, só posso gastar isso, só vou gastar isso. Neurolinguística, pensamento positivo, autocontrole. E seja o que o diabo quiser.

Das estantes as tentações acenam e sorriem. Algumas finjo que não é comigo. Outras arrisco uma olhadinha de canto de olho e passo reto. Mas tem umas ousadas: elas simplesmente me puxam pelo braço e quando dou conta lá estou eu a acariciar sua celulose macia… E cheirar também, sim, adoro cheirar essas coisinhas. Será que ainda inventarão livro eletrônico com cheiro? Certamente. Leremos então O Perfume e sentiremos todos aqueles cheiros da Paris antiga. As páginas do Brasil Nunca Mais trarão cheiro de carne eletrocutada. Uau.

Saio da feira em êxtase, sete sacolas em cada braço, sacoleiro literário do Paraguai. Uma delas rasga próximo ao carro, livros se machucam no asfalto. A capa de um deles amassa, eu quase choro. Sigo equilibrando dois Jung e um Campbell na cabeça, uma súbita admiração pelas lavadeiras. Chego em casa sultão em seu harém: com qual odalisca começar? Esta. Não, aquela. Não, esta aqui que já está de páginas abertas. Bem, melhor tomar um banho antes. Ela não, eu.

Mas essas feiras não mexem apenas com minha porção leitor. Há também o escritor. E ele caminha silencioso, olhando os filhos dos outros nas vitrines. Termina comparando com os seus, não tem jeito. Então acontece! De repente ele surge na vitrine e, puf! somem todos os outros, só ele no mundo. O escritor passa em frente a seu livro, faz que não vê, para adiante, finge que esqueceu algo, volta e passa de novo. A criatura está ali e é claro que sabe que seu criador a observa. Se pudesse, desceria e iria dar-lhe um bicudo na canela, protestar: “Muito engraçado! Eu te sustento e ainda sou obrigada a ficar aqui nessa posição ridícula o dia inteiro…” Mas livro não dá bicudo. Sua vingança é botar mau olhado em si mesmo e não vender. Irgh!

O escritor então se afasta um pouco, quem sabe flagrará o momento exato em que o anônimo leitor se aproximará? Ah, o leitor, essa entidade mágica… O escritor o observa: ele se detém ante a vitrine, olha, estende o braço, toca sua criação, folheia seus primeiros segredos e, instante sublime!, chama o vendedor. Os dois conversam, não dá pra ouvir o que dizem. Suspense. Rufam os tambores. Segundos depois o leitor agradece e vai embora. Sem o livro. São cruéis, os leitores. Mas talvez não o fossem se o preço nas capas não desestimulasse tanto.

Filho não gosta que os pais o observem demais, analisem o tempo todo como se comporta. Então deixo o rebento lá, exposto em sua trágica solidão de quem não sabe o sentido da própria existência. E eu, por acaso, sei? Não sei se sei. Talvez não passe disso mesmo a minha sina: ser mensageiro das minhas profundezas, Mercúrio de mim mesmo. Seja o que for, não há mais retorno possível. Escrever pra mim é mais que prazer ou trabalho: é precisão. Se não botar pra fora o que penso e sinto, enlouqueço de vez. E eu bem sei como tratam os loucos. Não quero ser mal tratado. Por isso sigo fingindo normalidade num mundo de reis nus e insanos.

Meia-noite. Volto do banho. Elas estão todas deitadas em minha cama, lânguidas odaliscas a me aguardar. Brinco de fechar os olhos e tentar adivinhá-las pelo cheiro, a textura da pele. Puxo uma delas e deslizo a língua em sua orelha, apoio o queixo no osso da lombada, deixo-me assim ficar, gozando as preliminares. Do inferno me ameaçam os ecos de uma vaga preocupação com o cartão de crédito… Ela, porém, sussurra meu nome e é a visão de seu corpo seminu em minhas mãos que me salva. Sorrio agradecido e abro sua capa, devagar. Agora ela tem suas verdades escancaradas e suspira. Agora sabe, finalmente, porque existe. Ela fecha os olhos e se delicia de tanto saber que foi pra esse sublime momento de entrega que foi criada, foi sim.

Quanto a mim, daqui a pouco tombarei pro lado e adormecerei, sua cabeça pousada em meu peito. E sonharei um mundo lindo onde as sacolas não rasgam e nem preciso me endividar pra ter os livros que nas vitrines sussurram meu nome.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Meu fantasma prediletoDiziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

> O encontrão marcado – Fechei o livro, fui até a janela e olhei pro mundo lá fora. E disse baixinho, com a leveza que só as grandes revelações permitem: tenho que ser escritor

> Kelmer no Toma Lá Dá Cá - Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro

> Pesadelos do além - O pior pesadelo prum escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado.

> O escritor grávido - Será um lindo bebê, digo, um lindo livrinho, sobre o mais belo de todos os temas

> O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

> Piratearam meu livro novo. Eu rio ou choro? – Já que tem cópia pirata solta por aí, prefiro que você, que é leitor do meu blog, leia a pirata certa

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01- Adorei esta crônica. Parece que vc leu meus sentimentos e emoções acerca das feiras de livros e livrarias em geral. Fico assim tb, qual viciada diante do vício. Não consigo ir a uma livraria só para olhar. Preciso possuir o livro! Nem emprestado tem o mesmo sabor. Eu quero o livro pra mim. Assim mesmo, egoísticamente. Gosto de tê-los à minha volta, em todos os cantos. E gosto de relê-los depois de tempos. Livros me emocionam… mas preciso tocá-los. pois é… sou tarada por livros. Adorei a sua crônica. De verdade. Mesmo! beijosssssss cá da Ilha da magia. Odete, Florianópolis-SC – abr2007

02- nossaaaaaaaa, Ricardo Kelmer eu amei =P. Rosana Pereira Marinho, Juazeiro do Norte-CE – ago2011

03- meu amigo kelmer.. sua imaginação domina sua criatividade. ou seria o inverso (rs_rs). Roberto Paiva, Fortaleza-CE – ago2011

04- seu olhar odalisca/diz no fundo/ah! deixa estar… Jules Laforgue. Alberto Marsicano, São Paulo-SP – ago2011

05- Gostei como gosto de várias coisas q vc escreve, começando pelo “Mulher Selvagem”, passando pelo livro e os textos frequentes. Nathalie Sterblitch, Resende-RJ – ago2011


Estão abduzindo nossas mulheres

julho 22, 2011

Ricardo Kelmer 2006

Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui
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Beleza? Sensualidade? O jeitinho de andar? Não sei exatamente o que a mulher brasileira tem mas algo deve ter. Senão não tinha tanto ET cobiçando. Já reparou, meu amigo, que os ETs estão levando nossas mulheres? É um escândalo! Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui.

Rumino sobre isso desde que parei pra fazer as contas e descobri, alarmado, que quinze amigas minhas já estavam vivendo com ETs. Quinze! É mais que um time inteiro! Elas levavam suas vidas normais e tinham profissões comuns quando um dia… foram abduzidas. Num momento estavam ali, ao nosso lado, e no instante seguinte, puff, lá se iam na nave, pra sempre, viver em Modena, Boston, Munique…

Ah, não é nada agradável ver nossas meninas, tão lindas, tão poéticas, cultivadas com tanto carinho na estufa aconchegante da amizade tropical, de repente trocarem tudo pelo frio e por um branquelo gosmento que nem de futebol gosta. Que injustiça! Elas são alimentadas desde pequeninas com uma cultura alegre e morena, onde elas aprendem a ondular o corpo no ritmo natural das palmeiras ao vento, sabem deixar aquele cabelinho mimoso sobrando na nuca, têm aquele jeitinho brejeiro de chupar picolé de cajá enquanto falam no orelhão… e aí desce uma nave, sai lá de dentro uma criatura desengonçada com umas roupas estranhas e leva as meninas embora? Não, isso não tá certo. Tudo bem que fulana sempre teve fama de Maria Passaporte, só namorava ET. Mas a maioria não é assim.

Só pra piorar, um dia busquei quantos amigos homens foram abduzidos por ETeias. Só encontrei um. Quinze pra um? Tá desproporcional. As ETeias nada veem de interessante em nós homens brasileiros? Buáááá!!!

Imagino que sempre houve uniões entre pessoas de mundos diferentes, desde que, milhões de anos atrás, a bisavó da Chita viu aquele pitecanthropus pintosus da outra tribo se aproximando pra perguntar se ela tinha fogo. Mas a internet, a rapidez dos transportes e o aumento do turismo aproximaram mais as culturas e, com isso, as uniões interculturais aumentaram. Principalmente envolvendo as nossas chitas.

Lana, Fabiana, Isabella, Silvana, Michele, Andrea, Cris, Aninha… As abduções prosseguem, cada vez mais, mostrando que as brasileiras são altamente valorizadas no mercado abdutório. Antigamente os ETs diziam: Leve-me ao seu líder. Eles eram meio gays. Hoje eles endureceram a munheca e elas é que são levadas.

Estive pensando… Cá pra nós, meu amigo, será que não estamos dando conta do recado? Será que a exuberância da fauna local é tanta que nossos olhos já não a percebem como os de fora que aqui chegam? Estaremos sendo desatenciosos com nossas orquídeas?

Infelizmente a situação tá crítica, companheiro. Devemos reunir o alto comando e discutir o tema, urgente. Que tal sábado? Ah, é, não vai dar, tem a pelada. Hummm… Essas peladas, por exemplo. Todo sábado tem, são cinquenta e duas peladas por ano. Que tal abdicarmos de uma pelada por um jantar romântico? Não, pra nós dois não, imbecil. Um jantar romântico com nossas mulheres. Vamos tentar, companheiros. Uma pelada é muito? Você sugere meia pelada? Ah, entendi, a gente joga o primeiro tempo e sai no intervalo pro jantar. Claro, jantar romântico suado é o máximo.

Rudes… Será que somos brucutus demais? Mas rudeza é biológico, faz parte da natureza do macho. Menos dos ETs, claro, eles têm outra biologia. Então derrotemo-los biologicamente! Hoje à noite, companheiro, você vai chegar batendo o pé na porta, pega ela pelos cabelos e arrasta pro jantar romântico. Aí, no motel, após o nheco-nheco, naquele doce momento do depois, você libera o cavalheiro que existe em você e diz assim: Amor, perdi a peladinha mas ganhei a peladona… Ahahah! Hummm, esquece, essa foi péssima. Mas o importante é a bola dentro. Hummm, piorou.

Ah, quer saber? Elas gostam de ETs? Então fiquem com eles. Nós ficaremos com as ETeias. Vamos atraí-las pro nosso país. Com subsídios e isenção de impostos. Isso mesmo! Vamos ensiná-las a ser como as brasileiras. Elas aprenderão a chupar picolé de cajá daquele jeitinho mimoso e a tirar piolho da nossa cabeça vendo a novela das seis. Saberão chegar na praia naquela poética alegria meio blasé, o andar deixando um rastro de bossa nova no ar, e depois estenderão jeitosamente a canga na areia e ajustarão o biquininho, mesmo o biquininho já estando no ponto, é só charme mesmo, e depois, e depois… Hummm, esquece. Jeitinho de brasileira não se aprende por decreto. Suspende os subsídios. Estamos fudidos.

Só nos resta partir pra ignorância: vamos junto com nossas meninas. É isso aí! A gente se esconde na bagagem. Lá a gente faz faxina, lava prato pro ET, dá-se um jeito. Longe delas é que não dá pra ficar…

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Este texto integra o livro Vocês Terráqueas - Seduções e perdições do Feminino

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LEIA NESTE BLOG

- Kelmer Para Mulheres – Nesta seção do blog, homem fica de fora

- Mulher marrenta e homem vaidoso – Estamos tentando equilibrar os princípios yin e yang na psique – mas aqui e ali erramos na dosagem

- Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher. O que pode haver de mais recompensador na vida?

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- Insights e calcinhas – Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

- O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

- Gisele, a espiã nua que eliminou o Brasil – Gisele, aquele rostinho lindo, aquele sorriso meigo, na verdade era uma fria e sedutora agente secreta a serviço da seleção francesa

- Queremos mulher carnuda – Infelizmente muitas de vocês estão tão paranóicas que se excitam mais com dieta que com sexo

- Cerejas ao meio-diaLinda e poética, ela dá a volta no carro e todas as buzinas se calam. Claro, um poema de cereja em plena avenida, não é todo dia

- Cabaré Soçaite – Se você tem medo do desejo feminino, é melhor não ir a essa festa

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01- Taí, não concordo com vc não. Os gringos têm mais é que levar a mulherada mesmo. Tem muita mulher nessa terra. Assim pelo menos diminui a concorrência rss. Agora falando sério, gostei do texto, assim como gosto de todos os seus textos. bjão. Sandi Nunes, Salvador-BA – jun2006

02- Gostei de “Estão abduzindo nossas mulheres”,mas isso é muito previsível,né?Achei o tema interessante e o questionamento do texto bem inteligente.Os marmanjos precisam ler isso. Sidiany Colares, Fortaleza-CE – jun2006

03- meu amor, vc foi brilhante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! devo dizer que exprimiu perfeitamente a situação ! concordo com tudo o que vc falou, e na condição de menina com ET , devo dizer que o lance da pelada com os amigos me encheu muito o saco, mas por uma estranha sacanagem do destino encontrei um fanatico por futebol. o cara olha até o campeonato de futebol de botão da groelandia, pode? e eu volto a chupar o dedo ( não ria dessa expressão ! ) então devo dizer que se vc homen não uer ser trocado por qualquer outra raça ou não, domingo a tarde é bom pra ficar na cama ! mulher brasileira é tarada e todo mundo sabe ! quando estava com brasileiro, os caras ou eram doces demais ou selvagens demais…por que não um meio termo ? será pedir demais ? e quanto as femeas ETeias, posso dizer que são muito diferentes de nós tupiniquins. estão sempre preocupadas com a decoraçao da cama e etc. e nós só pensando e como arrancar a roupa dele , a nossa e os lençois ao mesmo tempo ! deu pra sacar a diferença? Michele Diamanti, Taranto-Itália – jul2006

04- O texto esta divino! Uma senhora homenagem a mulher brasileira. Adorei. Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – jul2006

05- Amigo, ficou maravilhoso! Sério mesmo. Suspeito que em muitas das suas leitoras – que por venturam já foram abduzidas – vai bater uma nostalgia do planeta natal… (Afinal, pegando carona nas associações tipo “troquei uma pelada mas ganhei uma pelada”, ou a da “bola dentro”, acrescentaria que é sempre bom levar na bagagem um ricardão) (Por acaso estava, Valéria ao meu lado quando abri seu e-mail. Daí foi só comentar com ela que era uma crônica sua que ela parou pra ouvir minha leitura – só foi interrompida pra darmos umas boas risadas e recuperarmos o fôlego, degustando cada linha até o desfecho de “macho derretido”. Valéria, que – ufa! -por pouco escapou de uma abdução no passado, mandou dizer que adorou.) Abração. Marcelo Pinto, Rio de Janeiro-RJ – jul2006

06- Li a crônica das abduzidas novamente e gostei, eu ja tinha gostado bastante do primeiro, mas ele era mais serio entao o final estava um pouco decepcionante porque acho que – ao menos nos mulheres – estavamos esperando uma solucao… agora ele esta mais leve e divertido de ler e o final acompanha o texto. Tantos causos no mundo sem solucao, por que eh que esse tem que ter uma, ne ? Mas seu questionamento foi muito valido, a ideia to texto eh original, e esqueci de comentar da outra vez o quanto adoro as surpresinhas nos seus escritos como a da bisavo da Chita pedindo fogo – hahaha! Eh tao inesperado no meio do texto, uma graca so, como a menina chupando picole de caja no orelhao… acho que para ver isso hoje em dia so no interior do Ceara, hein? Continue escrevendo e fazendo graca, ah, eu tenho visitado seu site mas nao tenho visto muitos apideiti… viciada no site do RK!!!!!!! KKKKKKKKKKK. Ana Claudia Domene, San Diego-EUA – jul2006

07- Olá! Olha, recebi seu artigo através de uma amiga e, sinceramente, tá show! Brilhante mesmo, interessante e super inteligente e olha q não perco tempo na net lendo coisas, rsrsrsrs Vc soube captar algo q é uma realidade em nosso país, o triste é a fama q se formou lá fora o q me deixou mt triste pq n sabia d nada disso, mas é isso aí, cada um escolhe seu destino.. De outra banda, falando como esposa d ET (rsrsrsr) s ele ver isso me mata (rsrsrs), olha nem todos são gosmentos e desengonçados, mt pelo contrário (toda regra tem excessão né) mas nós brasileiros somos especiais em todos os pontos pq somos uma perfeita miscigenação e disto se originou esse mix d qualidads q possuímos… quanto às Etéias (rsrsrs) n aconselho (rsrsrsr) são mesmo Etéias, algumas até mt belas, mas o q vale é o presente e não a embalagem (rsrsrs), são desengonçadas e nada femininas, não se iludam, nós brasileiras somos o q há d melhor neste mundo (ai caramba!!!!)! Mais uma vez Parabéns!!!! Anddy Sampaio – set006

08- POR FAVOR ETS: ABDUZAM MINHA SOGRA!!! Alberto Marsicano, São Paulo-SP – set2006

09- estava aqui me alegrando ao ler o delicioso texto de Ricardo Kelmer (é, seus textos são sempre deliciosos, a gente lê saboreando) desta vez de forma especial pelo fato de saber que já existe uma preocupação por parte do representante masculino brasileiro com relação às abduções de suas fêmeas. E enquanto indivíduo do sexo feminino posso atestar: O homem brasileiro é que nem o gordo iludido. Explico: Enquanto o magro saboreia lenta e atenciosamente seu prato favorito, ele (o gordo), falsamente reconhecido como expert gourmet, abocanha feroz e velozmente várias guloseimas, engolindo-as inteiras sem prestar atenção na quantidade, textura, tempero, temperatura e outras tantas nuances…todas apropriadas às suas papilas gustativas. Sem falar nos estímulos: visual, tátil, olfativo… Estão nos engolindo sem nos saborearem, enquanto os magros autênticos se deliciam com todas as nossas qualidades. O Homo Sapiens brasileiro perdeu sua conexão com seus instintos básicos e desenvolveu outra lógica e razão para sua existência. Vejam que sábio: Cerveja, futebol e rodinhas de outros homens. Desse jeito acabam mesmo “fodidos com u”. E nós, fêmeas com nossa peculiar malemolência brasileira, sabiamente, continuaremos a perpetuar a espécie preservando a miscigenação com os E.T’s “Uber Sexuais”. Refleti, homens brasileiros de boa vontade, antes que vós também sejais abduzidos!!!!!!! Karla Karenina, Fortaleza-CE – set2006

10- eu te adorei! adorei ler adorei que me mandou mail :) obrigada querido! boa noite bom saber que existem pessoas maravilhosas como vc que da valor as mulheres brasileiras nem q seja…escrevendo heuheuh bju. Gisele Tavares, Porto Alegre-RS – set2006

11- Mto legal, eu mesma vou acabar indo para a Turquia…já estou com um pé lá. bjo. Christina Alecrim, Rio de Janeiro-RJ – set2006

12- Hahaha……adorei, e acho que você tem toda razão! Vou contar um segredo, eu a tempos atras, quase, quase fui abduzida, mas abri meus olhos a tempo. E agora tenho certeza, desta terra aqui, que chamamos Brasil, só saio pra fazer turismo. bjcas. Edna Mello, Fortaleza-CE – set2006

13- Maravihoso! Que texto leve , bem humoradíssimo e ao mesmo tempo sério , pque é a pura verdade . Nós somos mesmo tudo isso , mas , os brasileiros , cearenses principalmente esquecem de ser cavalheiros , romanticos e aí acabam dançando legal. Acho q. em qualquer lugar do mundo , nós gostamos de atenção , elogios , percepção aguçada … ser cortejadas , conquistadas a cada dia . Acho q. vc. vai namorar sempre brasileiras brejeiras . Pque vc. sabe bem do q. gostamos. Isabela Pinto, Fortaleza-CE – set2006

14- É… Estão abduzindo nossas mulheres e deixando a Heloísa Helena. Roberto Maciel, Fortaleza-CE – set2006

15- Caro Ricardo,Sensacionais seus textos !! Você está se superando. Eduardo Macedo, Recife-PE – set2006

16- É Kelmer, estou precisando ser abduzida mas não pra fazer trabalhos braçais, pesados sem graça. Queria sim se fosse para fazer algo em prol da humanidade; apesar de ter quase certeza que estamos chegando ao final e que as pessoas não estão muito preocupadas com isso! Mas eu ainda acredito na felicidade, na humanidade, na perseverança, na alegria e principalmente no altruismo. Estas pessoas que pensam que ir resolve problemas ou amenizam estão enganadas. Acho que são pessoas egoístas, preguiçosas e que passam por esta vida sem saber as suas missões, deveres e obrigações. Eu tento fazer da minha vida um paraíso! Beijosssssss! Paula Rabello, Rio de Janeiro-RJ – set2006

17- oi meu querido adorei, muito engraçado aliás eu adoro os tudo que vc faz vc sabe. como esta o meu escritor? olha eu não sei se foi só impressão mais acho que pelo ou menos 1% de ” estão abduzindo nossas mulheres” tem um pouco a ver comigo não???? rsrs kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk bjsssssssssss. Bell Rodrigues, Rio de Janeiro-RJ – set2006

18- ESSA SUA CRÔNICA SE É QUE EU POSSO CHAMAR ASSIM SOBRE MULHERES SENDO ABDUZIDAS POR ETS. SE DEVE AO FATO DE NOSSOS HOMENS NÃO ESTAR SABENDO COMO CUIDAR E TRATAR BEM DE UMA MULHER ACHO QUE NÃO É O SEU CASO MAS VAMOS COMBINAR QUE ESSE PAPO QUE ELES DIZEM DE PEGAR A MULHER NÃO ESTÁ COM NADA ENTÃO FAÇA UMA CAMPANHA PRA SERMOS MAIS VALORIZADAS COMO VC FAZ CONOSCO E NÃO SEREMOSA MAIS LEVADAS DAQUIIII BJOS. Silvia Helena Souza, Sta. Bárbara do Oeste-SP – set2006

19- Fui abduzida e com orgulho!!!!! Fui seduzida, não pelo gringo maravilhoso, alto, loiro de olho azul, educado, com grana, falando 5 línguas, viajado e inteligente, mas sim por um país, cultura, oportunidade de trabalho, valorizacão pessoal, direitos humanos e civilizacão adiantada. Acho que as mulheres que fizeram opcão por serem abduzidas são as mulheres desbravadoras, que nao querem pertencer a um só espaço. Fomos abduzidas não só pelo amor do homem que amamos, mas pelo amor a nós próprias, pela procura de respostas para todas as perguntas em todas as línguas que pudermos falar e se expressar, para que sejamos ouvidas nos quatro cantos do mundo. Amo meu país, e muito mais a minha cidade, sempre disse (engracado pensar nisso agora) que só sairia de Fortaleza se fosse para o mundo, como fiz… Quanto aos homens… A vantagem de ser abduzida por outro país é que além do descobrimento próprio, tem ainda a vantagem de encontrarmos o tal homem, maravilhoso, loiro de olho azul, educado, com grana, falando 5 linguas, viajado e inteligente. E como estamos morando na nave-mãe, tem muito mais alien interessante aqui do que aí. Nao é nada pessoal homem brasileiro, é só uma questao de aventura. Ivna, abdicada de Fortaleza – CE, no ano de 1997. Ivna Ramos, Boston-EUA – set2006

20 – Ricardo, adorei seus textos. Gostaria de saber se vc permite que eu publique aqui no Jornal de Hoje. Abs. Ailton Medeiros, Natal-RN – set2006

21- ei kelmer, o pobrema é a falta do material testoterônico brasileurooooo quem nao é viado é podi di feio barrigudo ou entao casado e tem a desproporcao das contas do ibge o negocio tá feio pras nossas muié inda bem q eu tenho meu macho e nao vendo nem troco bjs adoro receber teus escrito, leio sempre tudim e dou risada. Clarisse Ingelfritz, Fortaleza-CE – set2006

22- Porra! Se eu chamar um negro de negro, vão olhar torto pra mim. Se eu chamar de neguinho, vão dizer que é preconceito. Se eu chamar de neguinho catinguento … vou preso por racismo. E você, candidamente, chama os meus de “branquelo gosmento” E acha que vai ficar impune? Vai uma ova. Vou meter processo. Vou à TV. Vou me queixar pro Mainardi. E chega! Scaico, o ancião branquelo e revoltado. Marcos Scaico, Serra Negra-SP – set2006

23- Kelmer, adorei! Ana Lúcia Castelo, Newark-EUA – set2006

24- Olá, Adorei seu texto sobre abdução,hehehe, simplesmente ótimo. Patrícia Costa Pinto, Barbacena-MG – set2006

25- Acredito que estejam abduzindo a delicadeza dos brasileiros, que acabo por entender o porquê de nossas meninas estarem se encantando com os ETS que encontram pela frente . Afinal, muitas delas são ou foram mal tratadas pela vida e pela ilusão do amor. Minha constatação deve-se ao fato d?eu ser uma pessoa madura, independente, criando filho sozinha, esperando outro, inteligente, bonita, mas que vez por outra passa por situações muito esquisitas junto ao ?macharal?- Olha que fico atenta!- e vez por outra testemunho outras, inacreditáveis. Uma vez estava num salão de belezas daqui, em Fortaleza. Um local freqüentado pelas peruas mais endinheiradas da capital alencarina. ( O que não é o meu caso). Havia uma mulher de meia idade, bonita, escovando os cabelos. Quando ela se dirigiu para o balcão de pagamento, depois do cabelo arrumado e da maquiagem discreta, entra um homem, rude, mal educado e feio fazendo o seguinte comentário em sua direção: _ Esta demora todinha para ficar com esta cara! A senhora quedou-se tão constrangida que esqueceu de efetuar o pagamento, para voltar em seguida, mais constrangida ainda, pelo o que passou e pelo pagamento que esquecera de efetuar diante da sensibilidade rinocerontica do marido. (Suponho que seja!) Diante desses fatos Kelmer, viva os ETs! É bem verdade que muitas vezes essas meninas-jovens-senhoras se estrepam junto aos alienígenas, mas saiba que qualquer mulher, independente da idade, corre o risco que for para se saber amada, mesmo que ela uma dia perceba que fora só ilusão. Já valeu a tentativa! Daniele Bezerra, Prof/ Escritora/Gente/ Mãe/ Mulher/ Ser pensante/Carente/Forte/ Eu mesma/Alegre/Triste. Daniele Bezerra, Fortaleza-CE – set2006

26- gostei pra te ser franca,s nao entendi de que lado vc estar..mas pensando bem achoq ue vc nao estar de lado nenhum……mas gostei bem escrito bem pensado carol(cearensce-estudante de Iternacoinal Business ,levada pelo um ET com as mais pura e perigosas da doencas AMOR)rsrsrssrsr….. Carolina Holanda, Munster-Alemanha – set2006

27- Adorei…hehe muito engraçadinho…tambm não vejo sentido mulheres quererem “ets” rsrs…sou muito mais os brasileiros,belos,animados e com um toq de safadesa… e não acho que homens brasileiros não sejam romanticos,só falta se entregarem ao amor,quando isso acontece, vcs homens esquecem até a pelada… Amei sua crônica….beijos. Fernanda Dias de Castro, Ponta Grossa-PR – set2006

28- Bastante interessante o seu artigo !!!! Irei prestar mais atenção para ver se ao meu redor tem algum ET. rsrsrs……. Afinal…eles não curtem o futebol,né??? beijos. Fabiana Santos, Campo Grande-MS – set2006

29- Adorei o texto, muito bom, parabéns, tbm fui abduzida por vontade propria, mas detalhe: meu ET adora futebol, nao larga por nada sao duas vezes por semana, mas enfim tô satisfeita. Nao posso mentir que os Ets aqui olham mais pras mulheres que abduzem afinal as tiraram de seu planeta, e as valorizam por isso, nao sei se todos, mas nos casos em que conheco. Uma crítica inteligente, mas nao acho que os homens brasileiros estao nem aí pra isso, afinal o que nao falta é mulher no Brasil, quando se olha apenas pra embalagem sem se preocupar com o conteúdo, e há sempre uma embalagem mais bonita,especialmente se a que tinha antes já estava gasta…ai…ai…ai… a troca é constante, acho que isso as brasileiras coitadinhas bem conhecem. Um forte abraco e parabéns pela valorizacao da populacao feminina do Brasil. Risa, Augsburg-Alemanha – set2006

30- Amei o texto do comeco ao fim. Fui abduzida mas sou eu que tenho o nome “Alien” nos documentos. Os homens brasileiros nao estao piores ou estao se esquecendo de gostar e cuidar mais das mulheres. Eles nunca foram de fazer isso. Sao as mulheres que estao mais seletivas. Nao somos mais tao passivas e vamos em busca de um amor verdadeiro. Vamos a luta. E procuramos antes de tudo alguem que alem de ser bom amante seja bom marido e bom pai. No melhor sentido da frase “perpetuacao da especie”. E as diferencas culturais??? Dividimos curiosidades e adaptacoes culturais com outras “abduzidas” pelo orkut (comunidade “Meu Marido e Gringo). E Viva o novo planeta!! Etiene Sayger, Chicago-EUA – set2006

31- Li a sua crônica, achei sua visão analítica, poética, porém, real, proveitosa, eternizada no ponto de vista masculino.srsr Se Isaac Newton ainda estive entre nós , diria que , a gravidade da “Pelada” é o resultado que faz alguns homens “NUS” e nos deixam à busca dos “ET’s”, que crescem e nos acompanham na evolução humana! Ah! Se todos fossem “Ricardos” não iríamos na nave..srsr Beijão, estou na comunidade “Meu namorado é italiano” no orkut.srsr. Conceição Henrique Santos, Campinas-SP – set2006

32- rsrsrs quando entrei no site dele foi a primeira crônica que li… realmente esse cara sabe das coisas… e dá-lhe valor à essa mulherada de fibra e cheia de graça. Andréa, Orkut, Comunidade Mulheres Repensando Conceitos – set2006

33- Putz,adorei este texto.Recebi-o no meu email e fiquei feliz em vê-lo aqui. Eu fui abduzida meninas ahahaha que delícia. Só ele mesmo. Acho que o Ricardo deveria estar nesta comunidade,porque ele fala a mesma linguagem das mulheres apesar de ser homem.Eu adoraria! Celinha, Orkut, Comunidade Mulheres Repensando Conceitos – set2006

34- kkkkkkkkkk Agora li o texto completo..Adorei.Muito bem escrito. Os homens que se cuidem. Silene, Orkut, Comunidade Ich Liebe einen Deutschen – set2006

35- O rapaz fez uma cronica bem humorada e ao mesmo tempo crítica sobre a atitude de muitos homens brasileiros, que costumam serem exigentes com as mulheres sem no entanto oferecerem nada em troca.Estou generalizando, claro, mas posso dizer isso por experiencia própria e por experiencia de amigas, algumas esperando ja ha muitos anos por uma definicao do „namoro eterno“. Inês, Orkut, Comunidade Ich Liebe einen Deutschen – set2006

36- isto é realmente interessante! Deve-se mesmo refletir sobre o fato. Rejane, Orkut, Comunidade Meu amor é Alemão – set2006

37- eu nao troco meu E.T. por brasileiro nenhum nesse mundo! Gostei da abducao! Lígia, Orkut, Comunidade Meu amor é Alemão – set2006

38- Achei o texto machista, mas o cara escreve bem, em um tom jocoso sem ser ofensivo e uma coisa ele tem razão, é impressionante como há brasileiras casadas com estrangeiros. Érica, Orkut, Comunidade Meu amor é Alemão – set2006

39- aABDUZIDA??? è uma mistura de ABDICAR + SEDUZIDA???? Ana Flávia, Orkut, Comunidade Divã – set2006

40- rsrsrs quando entrei no site dele foi a primeira crônica que li… realmente esse cara sabe das coisas… e dá-lhe valor à essa mulherada de fibra e cheia de graça. Andréa Magnoni, São Paulo-SP – Comun. Orkut Mulheres Repensando Conceitos – set2006

41- Amei receber um texto seu! Quem sabe, com tantas abduções vcs aprendem a nos tratar um pouco melhor. Nada pessoal!!!! rsrsrs Manda sempre, assim eu mato as saudades. Qdo vc vem à São Paulo? bj no coração. Iara Cristina Costa Pinto, São Paulo-SP – out2006

42- Calma, amigo Kelmer. Isso acontece. É uma… polinização natural das espécies. Pois eu conheço quatro mulheres que abduziram, isto é, trouxeram seus ETs para vir morar aqui. E conheci dois homens que foram abduzidos. Talvez eu conheça mais casos, só estou lembrando estes poucos agora. Acho que mulher se desloca mais porque faz parte daquele velho paradigma do príncipe encantado, aquela definição paternalista de “homem”, que pega a mulher e meio que “adota”, e ela vai viver mais a vida dele que a vida própria. Acho que isso acontece mais com mulheres e, vejamos… já faz uns séculos. Sempre foi assim. Mas seu texto é maravilhoso como sempre! “meninas, tão lindas, tão poéticas, cultivadas com tanto carinho na estufa aconchegante da amizade tropical, de repente trocarem tudo pelo frio e por um branquelo gosmento que nem de futebol gosta” Quá quá qua! Tu tens a manha, companheiro. Luciano Es, São Paulo-SP – jul2011


Crônica de um romance não fumante

abril 13, 2011

Ricardo Kelmer 2004

Se vejo o cigarro entre os dedos, já sei: mesmo que haja interesse mútuo, jamais seríamos felizes juntos
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Nada contra os vícios, por favor, também cultuo os meus. E não me interessa o que os outros fazem ao próprio corpo e espírito, a gente é livre pra viver e morrer. Mas comigo não dá. Não dá mesmo. Tô falando de mulheres fumantes. Me desculpe se você fuma mas, sabe como é, essa nossa convivência, tantas crônicas, acho que posso ser franco.

Dizem que homem, quando conhece uma mulher, sempre pensa em sexo: transaria ou não com ela. Mas sempre pensa. Bem, admito que tal hábito não me é estranho. Mas vou além. Como sou um cara meio romântico, às vezes penso em romance: será que eu e ela, um dia, nós dois… Poizé, eu penso. No entanto, se ela fuma, ah, que pena… Desanimo no terceiro segundo do primeiro encontro, antes do quarto. Se vejo o cigarro entre os dedos, já sei: mesmo que haja interesse mútuo, jamais seríamos felizes juntos, a vida não é perfeita, beibe. Dividir algumas noites, talvez, anda mesmo fazendo frio. Mas compartilhar o dia a dia? Impossível. No máximo um romance de mentirinha. Porque sei que não vai dar certo nunca, melhor não nos iludirmos.

E não me acuse de radical pois eu já tentei, bem sei do que falo. Honestamente tentei, ela tá de prova. Quando a conheci, ela estava fumando – ainda assim me apaixonei pela moça. Felizmente a paixão é cega, senão ninguém se apaixonaria. Acontece que depois a visão volta e a gente tem que lidar com a realidade. O que aconteceu com a moça e eu? Não deu certo, é óbvio. Como que dá certo se não aguento a fumaça, me sinto sufocado, espirro, arde o olho… Por favor, não preciso de mais um risco de câncer. E ela responde: e eu não preciso de mais um chato. E você tá comigo por quê? Pronto, começou, a velha discussão.

Já reparou? Fumante sempre acha que controla a direção da fumaça: estica o braço, abana o ar, bafora pra cima, vai pra a janela… E o fedor horroroso que fica na roupa dela, na pele, no cabelo – quem gosta de mulher fedorenta? E no outro dia até eu tenho que pendurar minhas roupas ao sol, que merda. Exagero seu, não tô sentindo nenhum fedor, ela diz, magoada. Claro que não sente, com esse olfato comprometido. Ah é, e essa sua mania ridícula de arrotar, heim? Ridículas são as guimbas que você deixa por aí. Tô jogando no vaso sanitário, seo idiota! Mas não dá descarga, sua burra!

Tá vendo? Não dá, minha linda, melhor não insistir. Por mais que você evite fumar quando comigo ou que fume escondido e depois passe o bom-ar, uma hora bate a secura. Aí eu já sei o roteiro da tragicomédia: saio de perto pra você fumar tranquila, vou dar uma volta, você se chateia e pronto, estragou a noite. Isso tudo sem falar no maldito hálito. Beijo com gosto de cinzeiro, francamente… Pra encarar, só misturando muito desejo com cinco doses pra anestesiar a língua. Sem falar que você vai acabar se chateando de tanto que vou lhe oferecer ráus extra-forte. Enfim, não dá, não dá.

Há mulheres que se irritam com não-fumantes, chegam a insultar nossa masculinidade, que coisa feia. E há amigos que dizem que isso é frescura: pô, mermão, botou no sol e fez sombra, a gente traça. No meio dos extremos só me resta dar de ombros: fazer o quê se com a idade a gente se valoriza mais e fica mais seletivo? Bem, é verdade que, biologicamente falando, não sou nenhum representante exemplar da raça pra botar tanta banca. Sem falar que sou viciado em futebol, desses que colam a tabela de classificação na parede – coisa que a maioria das mulheres jamais entenderá. Mas mesmo com todos os meus defeitos, acho que também tenho direito a uma exigenciazinha, né?

Semana passada conheci uma fumante. Ela é tão linda… O olhinho, o jeitinho… Ai, ai. Pena que a vida não é perfeita. Durante um tempão fiquei olhando, admirando… Até que tomei coragem e fui lá. Oi, você já ouviu falar das realidades paralelas? Não? Ah, então deixa eu explicar, posso sentar aqui do teu lado? Obrigado. Garçom, uma vodca, por favor. Tripla. Onde a gente tava mesmo? Isso, os deuses. Poisbem, os deuses que criaram essa realidade também criaram outras. E numa delas você deixou de fumar, sabia? É, definitivamente. Sério que você anda pensando em largar? Que bom. Então. A gente invade o prédio dos deuses, acessa o arquivo e faz a substituição da realidade. Eles nem vão perceber, andam muito preocupados com o Oriente Médio. Tem que ser à noite, claro. Hoje? É, hoje é um dia bom. Você tem compromisso?

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

- Mulher marrenta e homem vaidoso – Estamos tentando equilibrar os princípios yin e yang na psique – mas aqui e ali erramos na dosagem

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- Crônica de um romance não fumante – Se vejo o cigarro entre os dedos, já sei: mesmo que haja interesse mútuo, jamais seríamos felizes juntos

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 COMENTÁRIOS
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01- Oi, Ricardo, gosto muito do jeito como vc escreve! Em especial, este trecho de crônica sua mexe muito diretamente comigo pq sou fumante. Já deixei várias vezes e volto sempre qdo alguma coisa me aperreia. Fazer o quê? Esquecer de beijar e esperar deixar de fumar. Vich, tá parecendo o filme “Confidências Muito Íntimas”! Só que aqui, peguei foi um desavisado escritor para analista. Me perdoe. Abraço. Maria Juraci, Fortaleza-CE – ago2005

02- Concordo em gênero, número e grau: perderia facilmente o grande amor da minha vida no terceiro segundo do encontro, bastaria que ele acendesse o cigarro. Poderia ser o Brad Pitt. E Free Light. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – ago2005

03- Olá Ricardo! Já li todos os seu livros, sou sua admiradora. Amo o seu jeito inteligente e leve de escrever. Adorei a crônica de um romance não fumante, só ficou faltando especificar que o gosto do beijo é de cinzeiro é sujo. Quem já beijou sabe disso hahahahahahaha… Atualmente não tenho este problema, tb não agüentaria. Bj p/ vc genial escritor, Jussara Santana, Salvador – BA – ago2005

04- Kelmer, Gostei muito da crônica e, inclusive, me identifiquei. É osso mesmo agüentar, por mais que haja a própria mulher, é claro, + chiclete, pastilhas, whysky, incenso, bom-ar etc e tal… Um dia a fumaça entra, e onde há fumaça…., no caso, apaga o fogo! Abraço. Ronald de Paula , Fortaleza-CE – ago2005

05- Olá Rk, Bom dia. Somos um pouco parecidos em relação aos fumantes, mas se for só fumante de Cannabis não me incomoda… Você já sabe que adoro seus artigos, crônicas, textos, etc e tal, sempre que quiser me escreve tá? Se cuida e que o Universo te proteja! Com carinho e paz. Marúsia, Fortaleza-CE – ago2005


Shopping das vidas passadas

abril 6, 2011

Ricardo Kelmer 2005

Quer dizer que mil anos depois eis-me aqui fazendo a mesma coisa que eu fazia naquelas noites frias das estepes russas, conjeturando sobre o tempo?
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Descobri uma vida passada minha. Foi por volta do ano 875 da era cristã, numa região central da Rússia. Fui uma sacerdotisa pagã, que fazia uso da magia pra curar. Eu tinha uma visão da vida voltada pra procura da verdade e da sabedoria. Através do conhecimento atingi a certeza de uma vida futura. Embora fosse vista como uma sonhadora, nunca perdi a fé.

Esta era eu. Pelo menos foi o que o Mago disse. Conheci o Mago quando passeava pelo shopping, tentando esquecer o aluguel atrasado. Deparei-me com ele à entrada de uma loja de produtos místicos e religiosos. Olhei pra ele, ele olhou pra mim e aí vi o pequeno cartaz pregado nele: “Conheça sua vida passada”.

Não resisti. Entrei na loja e comprei uma ficha, que enfiei na barriga do Mago. Na pequena tela de computador surgiram as orientações, digite seu nome, sexo e data de nascimento. Digitei, aguardei e saiu um papel. O Mago me dizia que eu estava viajando no tempo através dos segredos contidos nas tabelas de Rama-Mu, elaboradas pelos antigos sacerdotes da Ilha de Páscoa, e que era possível que, ao final, eu obtivesse respostas pra muitos de meus por quês, assim mesmo, por quês separado. Vamos relevar, talvez os sacerdotes pascoais não dominassem muito bem o português.

Li a descrição da minha vida passada, guardei o papel no bolso e saí, eu e os meus velhos porquês de sempre, que os sacerdotes não conseguiram explicar. Pelo contrário, agora eu tinha mais uma dúvida me coçando a orelha: como aquela bruxa que eu fui conseguiu a tal da certeza da vida futura? Então ela sabia que, mil anos depois, renasceria como homem?

Bruxa poderosa. Sentada diante da fogueira, ela viajou no tempo e se viu homem, vivendo num país que se chamaria Brasil, escrevendo crônicas sobre… sobre o tempo. Hummm, quer dizer que mil anos depois eis-me aqui fazendo a mesma coisa que eu fazia naquelas noites frias das estepes russas, conjeturando sobre o tempo, exercitando as possibilidades, buscando atalhos nas conexões temporais?

Se é assim, então talvez eu esteja agora fechando o círculo. A bruxa que fui acessou sua vida futura e agora eu acesso a dela. Círculo fechado. Mas e agora? Era pra acontecer algo, não? Um clarão, um raio a iluminar tudo em volta…

Hummm, talvez não seja um círculo… Talvez seja uma espiral… Isso mesmo, uma espiral que me faz passar pelo mesmo ponto de compreensão mas num nível acima, onde mudarei minha percepção da realidade e despertarei fora da Matrix…

Uau! Captei! Meu aluguel atrasado não existe. Era tão-somente criação da minha mente. Uau, uau! É isso mesmo! Agora tudo faz sentido!

Obrigado, sacerdotes da Ilha de Páscoa. Vocês não imaginam como aquele aluguel atrasado estava me tirando o sono. Ufa. Agora só preciso convencer a proprietária do apartamento a dar uma voltinha no shopping. Ela precisa bater um papo com o Mago.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> O redemoinho do fim do mundo - É provável que estejamos à beira de um grandioso marco evolutivo, onde a humanidade alcançará o clímax dessa aceleração das transformações

> Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

> Alma una (clipe musical) - Na doce magia da noite, minha alma é noiva desse ritual

> Quando os homens não voltam pra casa – Javier Viegas é tarólogo e resolve problemas do Além. Dessa vez uma moça deseja reencontrar o namorado que foi supostamente atraído por uma bela princesa para dentro de um quadro de parede.

> O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

> O presente de Mariana – A cabocla Mariana, entidade da umbanda, propõe noivado ao moço Dedé. Noivar com ela significa conseguir estabilidade financeira mas em troca ela exige fidelidade absoluta

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Você vem sempre aqui? (1)

março 30, 2011

Ricardo Kelmer 2011

Os termos que trazem as pessoas ao Blog do Kelmer

Pesquisando os termos pelos quais os internautas chegam até meu blog, que em jun2011 completa três anos, dá pra ter uma ideia dos temas que mais atraem os leitores: sexualidade, misticismo e cor do cabelo em primeiro lugar. Em breve mostrarei os termos mais curiosos, esdrúxulos e bizarros.

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taras – É o termo campeão, com a média de dois por dia. Bem, o que poderia se esperar de um blog escrito por um tarado véi seboso como eu? Hoje, se você digita “taras” nas buscas do Google, minha querida Lara aparece na primeira página, em 5o lugar. Lara é a protagonista da série erótica As Taras de Lara.

ricardo kelmer / blog do kelmer – Depois de “taras”, são os termos mais usados. Média de uma vez por dia.

cabocla mariana – O Blog do Kelmer surge em 4o lugar no Google. O motivo é o conto O Presente de Mariana, sobre uma entidade da umbanda que noiva com os homens e, em troca de fidelidade absoluta, lhes confere sucesso profissional.

loiras ou morenas – A crônica Loiras ou Morenas que caiu no gosto tanto das loiras quanto das morenas. Elas leem e depois deixam seus comentários, puxando a brasa pra suas sardinhas.

transexuais / travesti – A sexualidade é um tema muito presente em meu trabalho, seja através do humor (A Travesti Anã e sua Irmã Sapata) ou em reflexões mais sérias (As Crianças Transexuais).

natalie dylan – É a americana que em 2008 leiloou sua virgindade. Na crônica O Ataque das Virgens Estudiosas mostro o caso dela, da italiana Raffaella Fico e da inglesa Rosie Reid.

mulher selvagem – Meu interesse pelo arquétipo do feminino livre guia grande parte de meu trabalho. Um marco dessa minha relação com o tema é a crônica A Mulher Selvagem, de 2004, que é o meu texto mais conhecido, reproduzido e comentado.

as brumas de avalon – A saga arturiana contada sob uma ótica feminina, escrita pela inglesa Marion Zimmer Bradley, é uma das leituras marcantes de minha vida. Escrevi sobre o livro em Livros – As Brumas de Avalon.

como publicar um livro independente – Meu livro Guia do Escritor Independente, disponiblizado na íntegra aqui no blog, atrai constantemente novos autores interessados em publicar livros. Espero que minha experiência esteja sendo útil a eles.

ter um amante – Deve ter muita mulher interessado nisso. Elas acabam batendo no texto As Vantagens de Ter um Amante. Se continuar assim, corro seriamente o risco de ser condecorado com a medalha Amigo dos Motéis.

íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres pra copular com elas – uma difundida crença medieval. Isso inspirou o conto O Íncubo. Há algo nele que atrai as mulheres que nem abelha pro mel.

ilha – Meu conto A Ilha é uma fábula sobre o autoconhecimento. Talvez eu tenha encontrado um modo interessante de mostrar o processo de autodescoberta psicológica. Será que Jung ficaria orgulhoso de mim?

o diario de marise – Este termo se refere ao meu texto sobre o livro de Vanessa de Oliveira,  O Diário de Marise – A Vida Real de uma Garota de Programa. A prostituição continua fascinando.

amar duas mulheres – Sou um poliamorista, ou seja, alguém que sabe que o amor é algo que pode existir entre mais de duas pessoas ao mesmo tempo. Escrevi vários textos sobre amor e posse , entre eles Amar Duas Mulheres, Amor em Liberdade e A Mulher Livre e Eu.

baseado nisso - Como este termo é mais frequente nas buscas que “maconha” ou “droga”, quem o digita tá buscando mesmo meu livro Baseado Nisso – Liberando o Bom Humor da Maconha.

escrava sexual - Linda, culta e escrava sexual. Ela é Graziela, do conto A Professora de Literatura do meu Marido. Bote fetiche nisso!

sexo anal – Todo jundo sabe que sou tarado em bunda. Pelo jeito, não apenas eu: a série Por Trás do Sexo Anal é uma campeã de acessos.

sitcom – Como roteirista, especializei-me em sitcom. Em 2007 criei a Oficina Online de Sitcom.

cabaré soçaite – Escritor e dono de cabaré. Nunca existiu um? Bem, não me incomodo de inaugurar a linhagem. A festa Cabaré Soçaite teve nove edições desde 2003, em Fortaleza e São Paulo.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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taras 2.038
ricardo kelmer 991
blog do kelmer 707
cabocla mariana 691
blog masculino 547
loiras ou morenas 404
transexuais 396
travesti 391
natalie dylan 374
mulher selvagem 307
as brumas de avalon livro 288
como publicar um livro independente 271
kelmer 221
ter um amante 208
pitty 201
não saia com ele 186
incubo 173
ilha 159
as brumas de avalon 159
mulheres selvagens 157
o diario de marise 146
brumas de avalon 144
amar duas mulheres 127
baseado nisso 126
ricardo kelmer escritor 119
íncubo 119
rosie reid 113
homens infieis 110
crianças transexuais 106
travesti anão 105
razão e sentimento 104
escrava sexual 104
loira ou morena 103
sexo anal 99
morenas 96
bar de ontem 85
travesti anao 84
sitcom 81
cabaré soçaite 80
brumas de avalon livro 79
sexo 76
loiras ou louras 75
selvagem 75
nao saia com ele 72
escritor independente 72

Cabaré Soçaite dez2010 – Fotos

março 20, 2011

Ricardo Kelmer 2011

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Mais imagens do Cabaré Soçaite de 03dez2010, em Fortaleza, no Acervo Imaginário. Fotos: Henrique Kardozo.

PARCEIROS:

- Pousada Casa do Ângelo (Jericoacoara-CE)
- Pousada Roane (Praia da Taíba-CE)
- Barong Sushi Bar e Café (Praia da Taíba-CE)
- Acervo Imaginário (Fortaleza-CE)
- Via Libido Sex Shop (Fortaleza-CE)
- Degusti Bar e Restaurante (Fortaleza-CE)
- Confraria São Tomé (Fortaleza-CE)

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VÍDEOS
Veja os vídeos
das edições do Cabaré Soçaite em Fortaleza e São Paulo

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PRÓXIMA EDIÇÃO
Fortaleza, 25.03.11, no Acervo Imaginário

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FOTOS
clique pra ampliar

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Menina nova na casa sempre faz sucesso

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Essa vida de dono de cabaré me mata…

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As caberetes-tigresas começam a se animar

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Rapaz guloso…

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Moça tarada, cliente acabado e segurança meigo

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Cabarete vendendo seu peixe

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Quanto custa meia hora desses bíceps, bonitão?

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O sagrado e o profano no cabaré

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Concurso Casal Sexsação

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Esse trenzinho prometememete…

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E aí, dona Maria, vai levar ou não vai?

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Dançarina Fadinha machucando corações

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Quem quer sentar nessa cadeirinha?

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Machuca, Fadinha, machuca

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Big Mac Soçaite Duplo Feliz

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Posso me melar no seu brigadeiro, moço?

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Candidatos do concurso Muso do Cabaré

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Todo o  charme e a poesia dos candidatos a Muso do Cabaré

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Vale tirar a calça do candidato?

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A cueca também

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Degustando o Muso do Cabaré

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Candidatas do concurso Musa do Cabaré

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Candidata arrebentando as coronárias

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Candidatas brigando por seu voto

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Palmas pra Musa do Cabaré

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Musa do Cabaré agradecendo à torcida

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Tô com sede, Musa, tô com sede…

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MAIS FOTOS
FaceBook do fotógrafo Henrique Kardozo

VÍDEOS
Veja os vídeos
das edições do Cabaré Soçaite em Fortaleza e São Paulo

PRÓXIMA EDIÇÃO
Fortaleza, 25.03.11, no Acervo Imaginário

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Mulheres que adoram

fevereiro 18, 2011

Ricardo Kelmer 2010

Dar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia…
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Elas agora estão com uma mania que eu, particularmente, acho saborosa. É o tal do “Adoro”. Quando querem dizer que gostam de algo, elas dizem simplesmente: adoro. Às vezes marcam bem as sílabas, pra serem enfáticas, a-do-ro. E quando gostam mesmo, puxam na sílaba tônica, adoooooooooro, o que ocasiona um ligeiro e lindo biquinho. Algumas preferem adorar de um jeitinho diferente, deslocando a tônica pro final, adorooooo. E se gostam muito mesmo, alucinadamente, capricham nas duas, adoooooroooooo!!! E as mais exageradas, aquelas que não querem deixar qualquer dúvida, descarregam a adoração na palavra inteira, aaaaadooooorooooo!!!

Já flagrei algumas a dizer adoro enquanto balançam a cabeça e reviram os olhinhos, como se estivessem em transe. Ou será que estão mesmo em transe e nós homens, tão limitados em nossa capacidade de entendê-las, achamos que estão fazendo tipo? E elas não apenas falam mas também escrevem adoro em seus recadinhos pelo celular e na internet, perfumando a comunicação mundial com suas mimosas expressões de prazer. Dá vontade de agarrar a criatura, eu também te adoooroooooo!!!

Dar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia… O que pode haver de mais recompensador na vida? Fazê-la rir, gargalhar, deixá-la toda molinha de tanto dar risada – isso é uma diliça. Talvez eu tenha alma de palhaço, é bem provável. Mas o fato é que uma mulher rindo é uma coisa maravilhosa de se ver, você não acha? Ouso dizer que uma mulher rindo é tão bonito e poético quanto uma mulher gozando. Bem, há gozos e gozos, eu sei, e há até os que vêm misturado com choro. Aliás, que louco isso, há mulheres que choram tanto quando gozam… Que prazer louco será esse que leva alguém às lágrimas? E por que só elas têm direito a esse nível de prazer? No começo, quando eu via uma mulher chorando no gozo, não sabia o que fazer e achava que estava machucando a moça ou que, sei lá, vai ver ela é louca. Mas ela dizia que não, tá machucando não, continua. Tem certeza?, eu perguntava, desconfiado. E ela, enfática: Continua!!!

E eu continuava, claro, doido é quem não obedece a uma mulher nesse momento.

Putz, desviei demais do assunto. Comecei falando da mania do adoro e terminei em orgasmos chorosos. Pensando bem, as duas coisas até que têm um pouco a ver. Só não pode é querer entender, aí já é pedir demais.

– Sninf…

– Tô te machucando, Jéssica Priscila?

– Sninf… sninf…

– O que foi, meu amor?

– Adoro.

– Ahn?

– Sninf…

– Não tô entendendo.

– Buááááá!!!

– O que foi agora?

– Aaaaadoooooorooooo!!!

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

> Kelmer Para Mulheres - Nesta seção do blog, homem fica de fora

> Mulher marrenta e homem vaidoso – Estamos tentando equilibrar os princípios yin e yang na psique – mas aqui e ali erramos na dosagem

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> Insights e calcinhas - Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

> O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

> Cabaré Soçaite - Se você tem medo do desejo feminino, é melhor não ir a essa festa

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 COMENTÁRIOS
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01- simmmm, muito bom é assim mesmo. adoroooo! existem homens como vc, chico buarque, que observam muito o universo feminino e acabam sabendo mais de nós, do que nós mesmas. Arlene Amorim, Rio de Janeiro-RJ – fev2011

02- Ah, Ricardo Kelmer, se todos fossem no mundo iguais a você…Que maravilha viver! :)))) Parabéns pelo texto, pela leveza (liberdade) e pela sensibilidade. Adooooooooooooooro! :D. Márcia Oliveira, Fortaleza-CE – jul2011

03- Kelmer, eu adooooooooro essa sua crônicas!!!!!! Bjssssssssss. Ana Luiza Cappellano, Juandiaí-SP – jul2011

04- Ai, Kelmer, até você já percebeu isso? Pois eu ADORO, a-do-ro, adorooooooooooooo !!! rsrsr. Meire Viana, Fortaleza-CE – jul2011

05- A-DOOOO-ROOOOOO. Luciana Pessoa, São Paulo-SP – jul2011

06- Só agora, depois de “curiar” o seu blog é que entendi a história de mulheres que adoram….rs…pois é, aaaaddddoooooorrrrooooo seus textos. Rosângela Aguiar, Fortaleza-CE – ago2011


Cabaré Soçaite paulistano nov2010 – vídeo e fotos

janeiro 7, 2011

Ricardo Kelmer 2011

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Em 06nov2010, após seis edições em Fortaleza, o Cabaré Soçaite estreou em São Paulo. A festa aconteceu no Espaço Atelier, Vila Madalena. A dançarina Najla executou um número de dança árabe e os concursos Musa e Muso do Cabaré divertiram bastante o público. Marcio March fez as fotos e Gilberto Vieira a filmagem. A data da próxima edição paulistana do Cabaré será divulgada em breve. Em Fortaleza, a próxima edição será em 25mar, no Acervo Imaginário, Praia de Iracema.

APOIADORES DO CABARÉ PAULISTANO

- Doc.Sex sex shop - rua Fco. Leitão, 502 – Pinheiros – SP-SP
- Rio Quente Resort (Rio Quente-GO)
- Pousada Casa do Ângelo (Jericoacoara-CE)

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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MAIS SOBRE O CABARÉ SOÇAITE

> Essa vida de dono de cabaré – História da festa, vídeos

> Grupo Cabaré Soçaite no FaceBook – Arte erótica, sorteio de livros, CDs e DVDs e ingressos pras festas

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Clique na foto pra ampliar

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vai degustar agora ou quer que embrulhe?

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os encantos da dançarina Najla

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ô povo gozado

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cabaretes poderosas

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cabaretes abalando na salinha

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momento de empolgação na salinha

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cabaretes classe A

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casal que bebe unido

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casquinha no dono do cabaré

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01- Que bonita a festa, Ricardo!!!!!!!!!!! Adorei o video. São Paulo festeja a importação de pau d… muito feliz. Feliz 2011!! Bração! Emiliano Castro, São Paulo-SP – jan2011

02- Obrigada amore….ta muito lindoooooooooooo. Nana Bruxa, Poá-SP – jan2011


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