Baseado Nisso
Liberando o bom humor da maconha
(Contos + glossário)
Ilustrações: Hemetério
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Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos.
O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado…
(Publicado pela primeira vez em 1998, em edição independente. Republicado em 2005 pela Miragem Editorial em edição de bolso. Atualmente em negociação com editoras.)
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OPÇÕES
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O LIVRO PELO AUTOR
Um dia, em 1997, um amigo me falou que estava coletando termos ligados ao universo dos usuários de maconha e que queria me mostrar. A ideia dele era fazer uma espécie de dicionário. Li o que ele já havia escrito e gostei, e pensei em criar não apenas um dicionário mas um livro, que teria também alguns contos bem humorados sobre o tema.
O resultado é este livro. Meu amigo preferiu manter-se no anonimato, de forma que, atendendo a seu pedido, não o citei no livro.
A primeira edição, com mil exemplares, é de 1998, e foi custeada por nós dois. O livro tinha formato padrão (14×21), com capa e ilustrações do genial desenhista Hemetério, e o subtítulo era diferente: “Viagem pelo universo folclórico da maconha”. A primeira edição foi vendida de forma alternativa, com poucos exemplares disponíveis em livrarias de Fortaleza, e esgotou-se sete anos depois.
Em 2005 republiquei o livro, em formato de bolso, acrescentando 4 novos contos e ampliando o glossário de termos e expressões. As ilustrações do interior foram retiradas mas mantive uma ilustração do Hemetério na capa e outra na contracapa. E o subtítulo passou a ser “Liberando o bom humor da maconha”. Esta edição de bolso não chegou às livrarias e vendeu aproximadamente 200 exemplares.
Muitas coisas curiosas e engraçadas envolvem a história deste livro. Uma delas é que recebi críticas desfavoráveis de maconheiros por estar entregando o ouro, ou seja, divulgando coisas que deveriam ficar restritas ao círculo dos usuários. Houve também quem me julgasse não autorizado a escrever tal livro pois eu não seria maconheiro o suficiente. De modo geral, a receptividade foi boa e já me sugeriram um segundo volume de histórias. Quem sabe. Há outros causos que valem a pena o registro mas depois eu conto, prometo.
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CONTOS DO LIVRO
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O dia em que papai e mamãe ficaram muito doidos
Juninho está preocupado. Seus pais decidiram experimentar um baseado para saber o que o filho via de tão bom nisso.
A profecia
A melhor maconha da galáxia, a da Terra, está faltando no mercado. Os culpados são os mulgélicos, fanáticos religiosos que tomaram o poder no planeta. O Conselho Intergalático se reúne para decidir o que fazer.
Os revolta
Pais maconheiros e filhos caretas. Isso pode dar certo?
Questão de dias
A mãe de Luís Carlos encontrou maconha no armário do filho. Ele prometeu que pararia de fumar e agora o pai quer que ele marque o dia.
Plutão sai de férias
O baseado acontecedor é aquele que provoca acontecimentos inusitados. Alfredo fumou um desses e reencontrou um amigo que acha que sua mulher o está traindo.
O último homem do mundo
Agenor só queria ser desejado pelas mulheres. Então lhe indicaram um fumo muito bom e ele fez um pacto com um demônio.
A verdadeira história do resgate do soldado Rian
O soldado Rian foi capturado pelos inimigos. Seu sargento acredita que pode salvá-lo. Mas é uma missão quase impossível.
Minhoca na cabeça
Quando o jovem escritor fuma, minhocas saem de sua cabeça. É mais um caso do além para Javier Viegas resolver.
Animação no jantar
Os pais de Mária Amélia estão impressionados com o namorado da filha, um profundo conhecedor da psicologia dos super-heróis.
A fantástica loja de ideias
Projetor 3D, supositório para disfarçar peido, máquina de sexo virtual com personalidades… Todas aquelas ideias geniais que se têm quando se está doidão são vendidas nessa loja.
GLOSSÁRIO DE TERMOS E EXPRESSÕES
A linguagem dos usuários, de A a Z. Mais de 400 verbetes.
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TEXTOS AFINS
- Quem tem a droga, tem o poder - As quadrilhas do narcotráfico e a nova ordem no Rio de Janeiro (Série Rio Droga de Janeiro)
- Os discretos sócios do narcotráfico – Muitos lucram na longa cadeia do narcotráfico (Série Rio Droga de Janeiro)
- Guerra às drogas não, antiproibicionismo sim - Descriminalizar o uso das drogas é a saída (Série Rio Droga de Janeiro)
- Minha noite com a Jurema – Uma experiência xamânica para mudar toda uma vida
LEIA TAMBÉM
> Programas a favor da maconha se espalham pelas TVs dos EUA
(The New York Times, 20.09.09)
> Ciência e fraude no debate da maconha (Folha de São Paulo, 30.07.10)
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01- Oi Ricardo Cara, eu ri demais “No Dia em que papai e mamãe ficaram muito doidos” hahahaha… isso já valeu o meu domingo. Beijos Ana Cristina Souto, Fortaleza-CE – jan2006
02- Adorei o Mingo! Ele só destruiu todos os meus ídolos de infância, mas…tudo bem!Beijos Kelmérico. Cinthia Azevedo, Fortaleza-CE – mar2006
04- bom pra começar o livro é da minha irmã e eu por mta curiosidade por conta do título não resisti… confesso que as histórias são fascinantes de modo que não se consegue parar de ler… bom eu acho q ela comprou na net… não sei bem Parabéns pelo sucesso…. Nycka, São Paulo-SP – mai2006
05- passei para lhe dizer que adorei ter lido um de seus livros foi a minha cunhada que me deu esta ai da sua lista de amigos a Rildete, ela virou fã mesmo e consequentemente eu também… (rsrs) abraços. Nanda Vasconcelos, Fortaleza-CE – mai2006
06- Terminei de ler “O Último Homem do Mundo” e confesso que eu me senti agradavelmente surpresa com o final. Na verdade, eu me encantei com toda esta estória que me parece tocar em sentimentos profundos de uma maneira simples e bem humorada. Acho que neste conto vc descreveu muito bem o horror e a solidão que podem acompanhar o prazer sem limites. Interessante que “ao acordar” o Agenor sentiu necessidade de pedir desculpas para a Dorinha. Muito meigo e belo…, sabia?! Bj_. Kátia Regis Albuquerque, João Pessoa-PB – out2006
07- beleza, muito bom o baseado! Cesar de Cesário, Campina Grande-PB – out2006
08- Essa história é genial (O último homem do mundo). Recomendo. Vale muito a pena ler. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – jun2010
09- Esse livro que conheço há anos é muito engraçado. Um verdadeiro manual do mac moderno. As gírias já mudaram, claro, mas continua super atual. Fernando Veras, Camocim-CE – ago2010
10- Livro bom mesmo, gostei demais e ri a valer. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – ago2011
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Gostei do desespero do Agenor, quem não sonha em quero tudo e se esqueça que nem tudo está ao seu dispor. O que fará para excluir sua mãe de todas as mulheres do mundo apaixonadas por ele (risos). Quero ver o resto.
Bjinhos
> Poizé, Mariucha, tem a mãe, né? Quando mete a mãe no meio, aí complica. E se mete no meio da mãe, xiii…
Eu gostaria de fazer uma transferencia urgente você pode me ajudar?
achei seu livro jogado numa estante da Biblioteca de Humanidades da UFC, quase por acaso. Li e gostei muito. De cara vierei seu fã. A sua capacidade de lidar com fatos fantásticos com a mesma sutileza que lidar com fatos do dia a dia é impressionante.
> Legal q vc sacou esse lance da abordagem do fantástico como se fosse algo prosaico. É um desafio, André. Seja bem-vindo!