Don Juan DeMarco baixa em Pinheiros

Setembro 16, 2009

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Cinema, Tela da Alma é uma série de palestras que faço usando filmes pra mostrar como a força e o encantamento do cinema são capazes de nos tocar profundamente a alma e nos instigar a viver a vida de modo mais verdadeiro. Sempre em linguagem acessível e de forma descontraída, essas palestras nos fazem ver os filmes por um olhar mitológico e psicológico, refletindo na tela as nossas próprias vidas, os nossos sonhos, os medos e anseios e a velha busca pela nossa essência mais legítima, que o corre-corre do cotidiano tão bem nos faz esquecer.

A primeira palestra deste ciclo atual será Razão e Sentimento em Conflito. Trata-se de uma abordagem bem humorada do filme Don JuanDeMarco, mostrando como os personagens principais, o jovem Don Juan e seu psiquiatra, representam o velho conflito entre intelecto (a visão fria e racional da vida) e coração (a poesia e o romantismo). Outros aspectos analisados: estrutura do roteiro e fotografia.

Outros filmes que integram o ciclo de palestras Cinema Tela da Alma: Matrix, Caçador de Andróides (Blade Runner), Piaf, Uma Mente Brilhante, Encontro Marcado e Alucinações do Passado.

Horários
18h30: exibição do filme
20h: intervalo para o café
20h15: palestra
21h30: encerramento

Local:  Espaço Cultural Alberico Rodrigues
Praça Benedito Calixto, 159 – Pinheiros (estacionamento na praça)
Inf.: 3064.3920 e 3064.9737
Investimento: R$ 10

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.wordpress.com

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> Crônica Razão e sentimento em conflito
> Palestras de RK


Kelmer no Toma Lá Dá Cá

Setembro 12, 2009

Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro

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KelmerMorcegoLivro-20Você alguma vez já se sentiu como se o mundo estivesse de cabeça pra baixo?

Foi pensando nisso que um dia decidi estudar os morcegos, que, como todo mundo sabe, veem o mundo de cabeça pra baixo e nunca ficam tontos. Os morcegos estão neste planeta há 50 milhões de anos e são os únicos mamíferos que voam – além da Mulher Maravilha, é claro. Passei anos morando em cavernas, observando os morcegos e extraindo deles importantes aprendizados pra nossa vida, inclusive, sim!, pra vida sexual.

Mas o que tudo isso tem a ver com você no Toma Lá Dá Cá da Globo, Kelmer? Calma, vou chegar lá.

O resultado dessas pesquisas tá em meu livro Socorro! Eu sou um morcego e o mundo está de cabeça para baixo! Ele mostra que podemos aprender muito com os morcegos e seu superdesenvolvido senso de equilíbrio e programação espacial. Uma obra que não pode faltar em sua estante, desde que ela seja bem resistente pois o livro tem 1710 páginas e acompanha um lindo e mimoso morcego empalhado de brinde. Uma editora húngara teve a coragem de publicá-lo em 1993 e assinei com o nome de Kelmer Cönka (pronuncia-se concá). Isso tudo bem antes do Chico Buarque escrever Budapeste, viu?

Praticando a reprogramação no metrô

Praticando a reprogramação no metrô

Morcegos dormem de ponta-cabeça. E também copulam e parem filhotes e veem os gols da rodada assim porque essa posição mostrou ser uma boa vantagem adaptativa, principalmente pra voar: basta soltar-se da pedra ou do galho, bater as asas e aproveitar a força da gravidade pra obter rapidamente boa velocidade. Isso pode nos ensinar, a nós humanos, sobre como superar crises: se nos pendurarmos de cabeça pra baixo, as ideias se soltarão mais facilmente rumo à saída do problema. Funciona. O chato é que nessa posição as moedas caem do bolso mais facilmente também.

Em relação a parir filhos de cabeça pra baixo, no interior da China esse método é aplicado há séculos. O sangue das mamães chinesas desce pra cabeça e elas ficam bem coradinhas, podendo tirar foto logo após o parto com aquela cara de quem acabou de voltar das férias em Jericoacoara. E a vantagem dessa posição pros bebês é que eles já nascem campeões de ping-pong. Não sei o que uma coisa tem a ver com a outra mas se você olhar a classificação dos mundiais de ping-pong, só dá chinês, é um horror.

E quanto a transar de cabeça pra baixo, essa prática proporciona grandes benefícios pra circulação sanguínea, além de permitir que o casal discuta a relação numa nova perspectiva. Homens detestam discutir a relação de cabeça pra baixo, eu sei, mas assim pelo menos os desgraçados não dormem.

Invertendo a ótica do problema

Invertendo a ótica do problema - exercícios pra fazer em casa

O livro foi um fiasco, vendeu apenas dois exemplares, ambos comprados por um bofe americano chamado Bruce Wayne, que pediu dedicatória no segundo exemplar pra seu amigo Dick. Não sei mas algo me diz que o motivo do fracasso foi porque o livro ficava de cabeça pra baixo nas livrarias. E eu? Eu doei os direitos do livro pra Sociedade Protetora dos Morcegos Sem Pernas (tadinhos, eles dormem deitados) e no ano seguinte montei uma banda de rock, que tinha uma tiete chamada Beatriz que me pirou o cabeção e, aí sim, meu mundo ficou de ponta-cabeça. Mas isso é outra história.

Eis, porém, que no episódio de 08.09.09 do sitcom da Globo Toma Lá Dá Cá, aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro. Putz, fiquei muito surpreso. Arnaldo leu (ele sabe húngaro?) e virou um novo homem, seguindo as lições de reprogramação dos morcegos pra organizar melhor sua vida. Rita também gostou. E Copélia… Ai, Copélia… Bem, eu não pretendia tornar público o nosso passado caliente mas, agora que todo mundo já sabe, resta-me agradecer-lhe mais uma vez pela paciência de aguentar minhas pesquisas e meus morcegos. Aliás, cá pra nós, Copélia pode até ser extravagante e sem juízo mas uma coisa eu garanto: ela é o tipo de mulher que dá certo até de cabeça pra baixo. E como dá.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.wordpress.com

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> Veja o vídeo Kelmer no Toma Lá Dá Cá
Busque o episódio “Álvara é um show” e veja o vídeo 3
(Dona Álvara faz lançamento de seu DVD no Jambalaya)

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Carma de mãe pra filha

Julho 7, 2009

familiapinguim09“Quanto menos os pais aceitem seus próprios problemas, tanto mais os filhos sofrerão pela vida não vivida de seus pais e tanto mais serão forçados a realizar tudo quanto os pais reprimiram no inconsciente.”

Foi o sábio Jung (1875-1961), sempre ligado nas sutilezas dos processos psicológicos, quem afirmou isso aí. Em outras palavras, o psiquiatra-pensador suíço quis dizer que os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas.

Lembrei disso ao assistir a comédia romântica Mamãe quer que eu case (Because i said so, EUA 2007, direção Michael Lehmann). A história é sobre uma garota desajeitada (Mandy Moore) que sofre um bocado pela mania da mãe (Diane Keaton) de querer controlar sua vida, principalmente na questão dos relacionamentos amorosos. A mãe, no passado, havia errado em suas escolhas e tinha medo que a filha seguisse pelo mesmo caminho.

Meu lado mulherzinha até que riu com aquelas besteiras que somente o universo feminino, com suas deliciosas neuras, pode proporcionar. O tema da história é bom mas os personagens não me convenceram e o roteiro tem obviedades demais, desses que te fazem sacar o final no começo do filme. E a personagem da mãe exagera nos faniquitos, ficou caricato.

Mas pelo menos o filme me inspirou a falar de Jung, esse notável médico de almas. Essa coisa dos pais não viverem suas vidas verdadeiras e isso influenciar no comportamento dos filhos é algo muitíssimo sério – mas que infelizmente não é levado em consideração nem é discutido como deveria. O que Jung quer mesmo é nos alertar, a nós todos, pra extrema importância que tem a realização pessoal, não apenas pras nossas vidas individuais como também pra vida de todos os que estão próximos a nós.

Em sua compreensão abrangente da vida humana, Jung logo percebeu que estamos todos inapelavelmente ligados uns aos outros, que nossas mentes estão interconectadas através do inconsciente e, por isso, tudo o que fazemos reverbera nos outros, como espelhos que se refletem e a todo instante acusam, em si próprios, os movimentos dos outros espelhos. Se os pais não resolvem seus conflitos internos, estes não apenas afetarão a relação familiar como poderão influenciar negativamente a vida individual de seus filhos. Se os pais vivem falsamente suas vidas, o peso dessa mentira sufocará seus filhos, que poderão se sentir pressionados, sem perceber, a viver o que seus pais não realizaram em vez de seguir seu próprio caminho de autorrealização. Às vezes é possível desfazer essas falsas expectativas mas isso é um processo que requer alto grau de conscientização das partes envolvidas, que inclui o perdoar e também o perdoar-se – e ainda assim se terá perdido um tempo precioso que jamais será recuperado.

Vendo a coisa desse modo, torna-se óbvia a necessidade de vivermos bem nossas vidas, não apenas por interesse próprio mas porque a nossa bem-aventurança, de algum modo, também tocará nossos amigos e familiares. Foram vários os sábios da história que insistiram nessa curiosa verdade: pra mudar o mundo, mude a si mesmo. Jung, falando sobre o processo de individuação, disse o mesmo, que o futuro da humanidade depende da quantidade de pessoas que conseguirem se autorrealizar.

Entretanto, não existe autorrealização sem autoconhecimento. Como realizaremos o nosso potencial sem antes sabermos verdadeiramente quem somos, o que de fato precisamos e queremos, o que realmente nos atrapalha a caminhada? Como nos libertarmos sem saber o que nos aprisiona? É libertando-se que podemos também libertar os outros das nossas expectativas limitantes em relação a eles.

Conhecermo-nos, sem auto-enganações, e vivermos nossa melhor vida – é o que temos de fazer. E um dia nossos filhos e netos nos agradecerão bastante por isso.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.wordpress.com

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> Carl Gustav Jung (26.07.1875 – 06.06.1961)
Psiquiatra e pensador suíço. Fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana.
> Jung na Wikipedia

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Filme-01a

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> Mais filmes neste blog


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Comentarios01

COMENTÁRIOS

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01- Ricardo querido: sábias palavras. Friso esta frase aqui, que resume tudo: Como nos libertarmos sem saber o que nos aprisiona? Esta é, de fato, a grande questão. Passarei esta deliciosa crônica adiante. Um abraço meu! Jana Lauxen, Passo Fundo-RS – nov2009

02- Querido Rico, Sempre aprecio a simplicidade com que consegue falar de assuntos complexos – simples mas nunca superficial – os laços invisíveis que nos ligam com nossos ancestrais (pais, avós, tios etc) em grande parte nos determinam; o tal autoconhecimento fruto, ou não, de uma boa terapia sem dúvidas nos ajuda a desistir de pagar “contas” ou pagar conscientemente e por escolha, débitos que na verdade não contraímos…. Parabéns! bjs. Danielle Alves, Fortaleza-Ce – nov2009

03- Karaca Ricardo, cada vez me surpreendo mais com vc. Vc é o homem ideal. Vc pensa muiiiiiiiiiiiito legal, e escreve muito legal as coisas que pensa. Marcia Alves, Belo Horizonte-MG – nov2009

04- Li agora “Carma de mãe pra filha”….Vou assistir ao filme… Você realmente mexeu na questão…..e vejo o quanto é sério e importante esse debate.!! Acho que todos nós sem exceção….teve esse impacto na educação e atualmente esse reflexo é visível, já que antigamente era mais velado…não tão aparente. O que difere éque tudo está na nossa frente e não fazemos muito pra mudar isso. Pergunto: se mesmo nos autoconhecendo….o que fazemos depois disso? prá onde iremos e qual alternativas temos? A resposta está lá frente…no futuro…. Mas hoje o que fazer pra mexer nesse universo e provocar essa mudança principalmente na família.? Inêz Dias, Campinas-SP – nov2009

05- Tenho que te parabenizar, Ricardo! Além de escritor, vc se torna intermediador de temas como esses, que algumas vezes acabam ficando um tanto complexo para nós, simples curiosas e curiosos sobre o comportamento humano, e nos facilita a compreensão. Vc une qualidade e simplicidade e fica ótimo te ler! A coisa flui… adoro! Sua maneira de se comunicar é muito ímpar e boa demais! Estou lendo -Mulheres que correm com os lobos- e… putz! Estou fascinada!! Infinitamente enriquecedor… Toda mulher deveria ler! Foi referência sua. Obrigadíssima pela dica! E quando acabar Clarissa, estarei mergulhando no universo Junguiano. Já estava com essa idéia e depois de ter lido a crônica, mais ainda! Obrigada por me enviar! Bjs. Karine Rangel, Rio de Janeiro – nov2009

06- Muito bendito…muito bem dito, Ric!!!! Gosto muito quando fala do querido Carl! Beijos sortidos!!!! Chris Godoy, São Paulo-SP – nov2009

07- Olha Kelmer, vc é demais mesmo, apesar de não ter filhos, na teoria és 1000. Verdade, às vezes precisamos repensar nas atitudes, nas nossas relações como um todo. bjão. Gizela Symanski, Porto Alegre-RS – nov2009

08- Adorei , Rica ! Estou entendendo e entrando cada vez mais à fundo nessa compreensão e querendo me libertar das crenças ancestrais e da história de meus pais. Isabela Pinto, Fortaleza-CE – nov2009

09- Amei!!! Concordo plenamente… Beijos e Parabéns!!!! Cynthia Silveira, São Paulo-SP

10- Adorei!!! Beijos de luz! Sandra Neves, Belo Horizonte-MG – nov2009

11- “Os pais fazem dos filhos, involuntariamente, algo semelhante a eles – a isso denominam ‘educação’ -; nenhuma mãe duvida, no fundo do coração, que ao ter seu filho pariu uma propriedade; nenhum pai discute o direito de submeter o filho aos seus conceitos e valorações.” Assim dizia Nietzsche … Márcia Costa, São Paulo-SP – nov2009

12- Adorei!!!!! Repassei para várias pessoas. Gosto muito do jeito que você enxerga as coisas. Seu jeito de escrever… amei ler…to começando a semana a milhão com está frase na minha cabeça pra mudar o mundo, mude a si mesmo. Jung. Jamile Abdallah, São Paulo-SP – nov2009

 


Sonhos urbanos

Abril 27, 2009

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SONHOS URBANOS
ricardo kelmer

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O sonho nasce na esquina
Sob a sina do sobreviver
O nome do sonho é desafio
Ele tem frio e quer comer

O sonho cresce no concreto
É discreto e ninguém vê
O nome do sonho é paciência
É ardência, é tesão, é viver

Sonhos urbanos
Escreve-se com dor neon
Leva cano mas não perde o tom
Sonhos urbanos
Suba no palco e diga sim
Mas não baixe o pano antes do fim

O sonho vive no futuro
No escuro do que vai haver
Ele só quer seu direito
Só um jeito de acontecer

O sonho morre de madrugada
Na estrada que não pôde ser
Mas de manhã acorda com fome
Porque seu nome é renascer

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.wordpress.com

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Esta é a letra da música Sonhos Urbanos, que compus com Flávia Cavaca pro seriado Sonhos Urbanos, que começou a ser produzido no Rio de Janeiro em 2005 mas não chegou a ser exibido. Quem sabe em São Paulo os Sonhos Urbanos se tornem realidade…  Clique pra escutar.


Sitcom Mano a Mano

Agosto 2, 2008

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INFORMAÇÕES SOBRE O SITCOM MANO A MANO,
DO QUAL RICARDO KELMER FOI UM DOS ROTEIRISTAS

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O primeiro sitcom brasileiro em formato clássico foi Mano a Mano, exibido e reprisado pela RedeTV em 2005 e produzido pela produtora americana Picante Pictures, com roteiristas brasileiros.

Mano a Mano conta a história de dois jovens irmãos que não se conhecem até o dia em que um deles, Marcos, o milionário aristocrático, vai à falência e é obrigado a ir morar com o meio-irmão Robinho, que é pobre e vive na favela. Marcos leva consigo Boris, seu fiel mordomo, e os dois tentarão se adaptar à difícil realidade dos morros cariocas. De um lado o orgulhoso e pedante ex-milionário, do outro lado o garoto humilde do morro, ligado em hip-hop.

Unindo o mundo dos ricos com o mundo dos pobres, juntando negros e brancos, morro e asfalto, Mano a Mano faz do choque cultural sua isca para atrair os espectadores. A história aborda a realidade cotidiana da favela e seus problemas básicos de forma leve e bem-humorada, deixando a violência de lado para mostrar o lado alegre e lúdico do morro.

Os doze episódios da primeira temporada de Mano a Mano foram dirigidos por Vicente Barcellos e João Camargo. Os roteiristas são: Ana Paul, Fábio Danesi Rossi, Gustavo Melo, Luciana Bezerra, Macarrão (Alexandre Magalhães), Ricardo Kelmer e Ricardo Tiezzi. Participaram também os roteiristas: Claudio Yosida, Nixxon Alves e Silva, Rinaldo Teixeira, Ricardo Barretto e Nina Crintzs.

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PERSONAGENS DE MANO A MANO

Confira os personagens do sitcom e os atores que os representam

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Marcos (Rafael Maia) – Ex-milionário, meio-irmão de Robinho. Falido, vai morar na favela com o irmão. É orgulhoso e pedante e fará de tudo para sair de lá.

Robinho (Silvio Guindane) – Meio-irmão de Marcos. Mora com sua tia Rita na favela e namora Rose. Tem um programa na rádio comunitária com o amigo Jonas.

Jonas (Leandro Firmino) – Amigo de Robinho, dono de uma rádio comunitária. Está sempre revoltado com o sistema.

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Dona Rita (Kenya Costta) – Costureira. Criou Robinho após a morte de sua mãe (mãe de Marcos) e trabalhou numa das empresas da família de Marcos.

Lucyennes (Marcelo Sandryni) – Homossexual, é a secretária brincalhona e espalhafatosa de dona Rita, amiga de infância de Robinho e Jonas.

Rose
(Juliana Alves) – Namorada de Robinho. É ciumenta e sonha em casar e ter filhos.
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Carmem (Ana Karine) – Amiga rica de Marcos. Acha excitante a realidade da favela.

Boris (Henrique César) – Mordomo de Marcos, ajudou a criá-lo. É inteiramente fiel ao patrão.

Maria Joana (Jackie Brown) – Trabalha na rádio e apresenta um programa de reggae. Vive chapada.

DJ Menor
(Luiz Antonio do Nascimento) – Trabalha na rádio. Menor de idade, quer ser como Jonas.

Chulé (Babu Santana) – Chefe do tráfico no morro. Sempre dá seu jeitinho para conseguir o que deseja.

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