Galinha ao molho conjugal

maio 3, 2012

Ricardo Kelmer 2002

Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?

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O ano era 1988 e o bar era o Badauê, na Praia de Iracema. Lá estou eu e meus sócios, Paulo Marcio e Nelsinho, dividindo o lucro da noite e brindando ao estrondoso sucesso de nosso negócio. Rindo à toa pois realizávamos o velho sonho de ter o próprio bar. O dinheiro era bem vindo, claro, afinal aqueles papeizinhos retangulares facilitavam muita coisa, porém bom mesmo era um tipo de dividendo mais curvilíneo que o Badauê nos proporcionava: mulheres. Muitas, de toda cor e sabor, jeito e qualidade. Mulheres anônimas, famosas, loucas, deliciosas… Não tínhamos dúvida: o Paraíso ficava ali na rua Potiguaras.

Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento? É claro que, legítimos representantes da mais fina galinhagem, entusiasmados em nossos vinte e poucos anos, cada um votou em si. E agora? Resolvemos assim a questão: os dois que casassem primeiro dariam, cada um, um Jack Daniel’s para o vencedor, um justo troféu para o último resistente dos três mosqueteiros, derradeiro baluarte do sagrado cocoricó.

Pausa para reflexão sociológica. A galinhagem é um fenômeno que geralmente se manifesta cedo na vida do homem quando, na volta do recreio, ele descobre escrito em seu caderno que fulana é galinha, sendo fulana a sua digníssima irmã. Nesse momento crucial da vida o peso da verdade desce sem dó sobre os ombros do homem. Não porque a irmã seja realmente galinha, vai ver até é mesmo, mas porque agora ele sabe que existe a galinhagem. É um instante decisivo que norteará o comportamento masculino. Há os que assumem o papel de guardião das virtudes morais da irmã, coitados, mas há quem parta empolgado para saber o que diabo tem de tão bom nesse negócio que a irmã dele pelo jeito já descobriu. Fim da pausa para reflexão.

Eu, particularmente, descobri a galinhagem na pré-adolescência, estudante do colégio militar. Um colega apostou um sabacu como eu não tinha coragem de segui-lo numa aventura com as alunas do colégio Imaculada Conceição, ninfas que povoavam nossas púberes fantasias. Eu apostei, claro, e lá fui eu. Os colegas mais velhos compraram um saquinho de milho na bodega e rumaram para o Imaculada. Algumas salas de aula ficavam abaixo do nível da rua, de modo que suas janelinhas gradeadas surgiam aos passantes à altura da canela. Pois os malvados enchemos a mão de milho e passamos jogando os caroços pelas janelas enquanto emitíamos aquele som de quem alimenta galinha no terreiro: “Ti-tiii-tiiiiiii…” Depois saímos na disparada, excitados e felizes. E meu colega levou um tremendo sabacu, claro, aposta é aposta.

Foi a primeira e última vez que joguei milho para galinhas desse tipo  achei muito perigoso. Mais tarde, já crescidinho, entendi que a verdadeira galinhagem não era nada daquela molecagem de estudante mas sim um modo eficiente de experimentar todos os salgadinhos e docinhos da festa. E há aqueles que se especializam e se tornam galinhas profissionais. A esses não basta provar de todos os quitutes: é preciso ser discreto, paciente, estratégico e, principalmente, ficar até o fim da festa… para deixar a garçonete em casa.

Depois daquela primeira experiência com as imaculadas, a galinhagem ainda me proporcionaria boas festas por muitos anos, disso jamais poderei me queixar. Mas docinho engorda, sabe como é, e com o tempo não se tem mais estômago para tanto salgadinho. Sem falar que garçonete larga o serviço muito tarde e foi-se o tempo em que dava para dormir até meio-dia.

Por essas e outras é que este ano meu amigo Paulo Marcio jogou a toalha e… casou. Incrível mas verdadeiro. E no fim do ano será a vez do Nelsinho. A cultura galinácea perde dois estupendos profissionais. Em compensação suas belas mulheres ganham invejáveis maridos.

E eu? Bem, eu ganhei a aposta. Sempre fui bom jogador, pergunte lá no pôquer. Quanto ao Jack Daniel’s, espero que eles honrem a palavra pois é meu uísque preferido. E aproveito para avisar aos amigos que em breve será minha vez. Isso mesmo, já faz um tempo que ando pensando em jogar a toalha. Poderia ter sido um pouco antes, é verdade, mas sabe como é: aposta é aposta.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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LEIA NESTE BLOG

> A celebração da putchéuris - A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

> A volta da Intocáveis – Oh não! – Um show com os restos mortais da Intocáveis Putz Band

> Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

> Ser mulher não é pra qualquer umÉ dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

> Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

> A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?

> O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários

> Galinha ao molho conjugal – Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Uhuu!!! Como se alguem tivesse tido alguma duvida! Bons tempos andar “encangada! c os três. Todos com cabelo!!!! Andrea Reis, Fortaleza-CE – mai2012

02- Kelmo ganhou !!!! E o bar … BADAUÊ … dispensa comentários … Saudades !!! Isabela Cantal, Fortaleza-CE – mai2012

03- vamos reativar o badauê. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – mai2012

04- Tudo certo!mas sem banho na caixa D`água OK Ricardinho! Germana Mourão, Fortaleza-CE – mai2012

05- meu Deus….. Tete Vieira, Fortaleza-CE – mai2012

06- Não tenho nada, não sei de nada, não me lembro de nada…….só ficava trabalhando no caixa a noite toda!! Como vocês tinham coragem?!! Luce Galvão, Fortaleza-CE – mai2012

07- nossa quantas saudades dessa época!!! Karla Zeidan, Fortaleza-CE – mai2012

08- Badauê ??!!! Onde era mesmo ? Crisostomo Frota, Fortaleza-CE – mai2012

09- que pena que não sou dessa época… esse rapaz do lado direito era conhecido como ‘a máquina’? Ihvna Chacon, Fortaleza-CE – mai2012

10- Só bons meninos… Representantes do Movimento Uga! Sandra Freire, Fortaleza-CE – mai2012

11- eu ainda sou frango nessa galinhagem. Israel Salsicha Campos Souza, Fortaleza-CE – mai2012

12- Muito, muito bom o texto. Paolo Rogers Tabosa, Fortaleza-CE – mai2012

13- Querido Ricardo Kelmer, Por que não reabrir o Badauê??? A vida te deu muitas novas experiências que irão contribuir para teu sucesso. Como dizem : o universo está conspirando a teu favor! A Orla de Iracema já está sendo revitalizada, o Aquário já está vindo por aí. A Lupus Beer da Rossicléia é um sucesso, tá sempre lotada de turista de toda parte, foi ela mesma quem disse num programa do Falcão ( um tal de Programa Leruaite). Revitalizar a praia de Iracema é discurso de palanque de todos os candidatos à prefeitura. Sem contar com o vazio que ficou com a morte do dono do Pirata. Tá faltando um novo pirata ou “novo pirado” na praia de Iracema!!! Engravide-se desta idéia.Pense, planeje, rumine…. Mas volta, fazendo favor!!!Volta para a alegria das mulheres ex-frequentadoras da Praia de Iracema!! O que tem de mulher solteira em Fortaleza sem saber para onde ir no fim de semana, dá na canela!! O mulheril agradece!!! bjosss, suas fãs. Mimi desesperada, Fortaleza-CE – mai2012


Vingativas

abril 4, 2012

Ricardo Kelmer 2006

Duas mulheres que raptam um ator famoso e, como vingança por ele tê-las desprezado, levam-no a um hotel, amarram-no e…

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Wuhmmm… Wuhmmmppfff… Foi o som abafado de sua própria voz que o despertou… aos poucos… como se voltasse de um lugar longe… muito longe… Ele abriu os olhos. E tudo que viu foi escuridão. Onde estava? Sentia-se zonzo. Tentou se mover mas não pôde, tinha os braços e pernas presos. Então percebeu que estava deitado numa cama, amarrado com cordas. E nu. Estava nu! E uma mordaça na boca. Mas… que diabos de pesadelo era aquele? O que estava acontecendo?

Imediatamente tentou lembrar dos últimos acontecimentos. A festa de lançamento de seu filme Vingativas, as tevês entrevistando-o, as fãs gritando e pedindo autógrafos… Depois a boate, as garotas da cidade brigando por uma foto ao lado do ator principal… Ele até tentou atender a todas mas era impossível. E depois… depois… nada. Não lembrava de mais nada.

Lentamente a escuridão se dissipou. Apesar da confusão mental, percebeu que estava num quarto de hotel. Mas não era o seu quarto. Pela janela aberta podia ver o céu, as luzes da cidade… E ele amarrado na cama, nu. Mas que diabos, quem teria feito… Nesse momento uma forte luz o atingiu em cheio, cegando-o. Demorou alguns segundos até entender que a luz vinha do banheiro. E na porta a silhueta de uma… mulher.

Linda noite para uma vingança, não? – ela falou, e caminhou calmamente em direção à cama. Por um instante ele teve a sensação que já vivera aquele momento, aquela frase… A mulher ajoelhou-se ao seu lado na cama e só então pôde vê-la melhor… Era uma garota morena e tudo que vestia era uma… máscara preta. E segurava uma taça. Na taça um líquido vermelho. Não, não a conhecia. Mas havia algo familiar em tudo aquilo…

Imagem, ação! A voz veio do lado oposto do quarto. Havia outra mulher! E ela aproximou-se devagar. Era uma garota loira, também estava nua e usava máscara preta. E segurava algo… uma pequena câmera. Ela estava filmando! Ele tentou se soltar mais uma vez mas não conseguiu. De repente sentiu um líquido frio sobre seu pênis… A morena pingava vinho sobre ele. Lembrou da boate, teriam posto algo em sua bebida? Mas o pensamento não prosseguiu pois a morena reclinou a cabeça, afastando os cabelos, e passou a lambê-lo. O contato da língua morna contrastou com o frio do vinho e ele fechou os olhos, sentindo o arrepio lhe percorrer o corpo inteiro, sentindo-se ser engolido pela boca ágil e macia. Tentou manter-se atento mas no centro de seu ser pequenas ondas de prazer se formavam e vinham dar na praia dos seus sentidos, inundando o pensamento.

A luz que vinha do banheiro enquadrava certeiramente a cama, iluminando seu corpo nu. Sentia-se exposto como uma tela de cinema. A loira posicionou-se com a câmera de forma a aproveitar o máximo da luz. A morena então virou-se de frente para ele e passou uma perna sobre seu corpo. Ele duvidou que fosse acontecer o que imaginava. Mas foi o que aconteceu. Devagar ela desceu sobre o pênis duro, devagar, enterrando tudo dentro dela. Em rápidos movimentos ela subiu e desceu, desceu e subiu, e o vai e vem de seu corpo acionou novamente as ondas de prazer. E foi assim, no balanço das ondas cada vez mais fortes, que ele viu a garota fechar os olhos, estremecer e cravar as unhas em seu peito. E urrar feito bicho.

Nem bem a morena se recuperou, a outra rapidamente posicionou a câmera sobre a mesa, ajustou o enquadramento e foi para a cama. As duas mascaradas agora brincavam com seu pênis, uma oferecendo à outra, como se fosse um sorvete irresistível, as duas saboreando-o de uma só vez, ele nas duas bocas ao mesmo tempo, entrando e saindo, saindo e entrando… Então ele finalmente lembrou: a cena do seu filme! A mesma cena! Duas mulheres que raptam um ator famoso e, como vingança por ele tê-las desprezado, levam-no a um hotel, amarram-no, aproveitam-se bastante dele e no fim… o castram. Elas o castram! A ficção de Vingativas se tornava real! E foi assim, dividido entre o terror e o êxtase, que ele sentiu as ondas se transformando num tsunami que rapidamente percorreu o interior de seu corpo, afunilou abaixo da cintura, comprimiu-se e, finalmente, lançou-se num forte jato sobre as duas bocas. E ele viu as bocas sorverem todo o líquido que jorrava, com avidez, urgente, como se fosse a última água do deserto. Seus olhos teimavam em se fechar mas ele viu quando a fonte secou e então as bocas se uniram num longo beijo, dividindo o líquido entre elas.

Enquanto ele arfava, sentindo as ondas se acalmarem dentro de si, elas se vestiram em silêncio e saíram. Ele pensou em chamá-las mas não teve forças, ainda estava zonzo. Que loucura, que loucura…, pensou, fechando os olhos e engolindo a saliva seca, o coração ainda batendo forte, tum-tum-tum… Não, os amigos jamais acreditariam naquilo, nem que jurasse de pé junto. Ele vivera a cena de seu próprio filme, a mesmíssima cena, que coisa… Bem, só o final mudara. Felizmente para melhor. Ele sorriu e somente então abriu os olhos. E ficou sério. A morena estava de volta. Em pé, ao lado da cama. Olhando para ele com um sorriso estranho. E algo reluzia em sua mão… Uma faca! Foi tudo bem rápido. Num movimento certeiro ela aproximou-se, encostou a faca e… zapt!, cortou a corda de um dos braços. E foi embora. Para sempre.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Este e outros textos você encontra no livro
Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino

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LEIA NESTE BLOG

> A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…..

> As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

> Quem tem medo do desejo feminino? – Você consegue imaginar Nossa Senhora tendo desejos sexuais? Alguma vez na vida você a imaginou fodendo?

> O íncubo – Demônios que invadem o sono das mulheres para copular com elas

>Lolita, Lolita – Ela é uma garotinha encantadora. E eu poderia ser seu pai. Mas não sou…

> Amor em fuga – Que mundo idiota. Pra poder viver o amor, a gente tem que fugir de casa

> A entrega – Memórias eróticas – A ex-bailarina filosofa sobre amor e sexo anal enquanto narra sua intensa experiência com a prática-tabu

> Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

> Vingativas – Duas mulheres que raptam um ator famoso e, como vingança por ele tê-las desprezado, levam-no a um hotel, amarram-no e…

> Postagens no tema “erótico”

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

> As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada.

> As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.

> Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

> O último homem do mundoO sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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Canalha Kelmer

março 23, 2012

Por: Rômero Barbosa, 2012

Cara, essa tal de Cibele queria era te dar. Queria ler sacanagens escritas por você pra depois tu comer ela todinha

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Escrevia Contos, contos sobre minha vida interiorana; andar de bicicleta no final do dia, pescar com papai de canoa a remo, etc. Porém os conteúdos predominantes nessas curtas estórias vinham recheados de dilemas éticos, repúdio às injustiças humanas e falta de respeito ao meio ambiente.

Após escrevê-los, compartilhava via e-mail com meus amigos. Cibele, colega de curso, encostou em mim quando criava um desses contos. Fitou-me sensualmente:

 Tá escrevendo o quê?

 Só mais um conto enquanto a aula não acaba  respondi.

Ela permaneceu me olhando diferente, sorrindo maliciosa. Eu, ingênuo (ou idiota mesmo), levei na esportiva. Cibele continuou, direta:

 Você não escreve nada erótico?

Espontaneamente sorri, refutei espantado:

 Não. Meus Contos geralmente falam de conceitos morais, éticos. Sobre como viver bem em sociedade.

A moça fechou o viso, se encolheu no canto. Antes soltou um murmúrio:

 Vou voltar a assistir aula.

Sentido culpado, buscando me redimir, toquei no ombro dela e salientei (provavelmente o maior erro que cometi):

 Eu sei de um cara que escreve sacanagem de maneira legal, até…

 É, e quem é?  Perguntou ela ansiosa.

 Um tal de Ricardo Kelmer, ele tem um blog, mora em São Paulo eu acho. Entre lá e dê uma olhada.

Anotei num papel o endereço eletrônico pra ela.

Semanas depois conversando com amigos na mesa de bar, relatei o ocorrido. Os filhos da puta riram da minha cara, e pior, com razão. Ainda falaram “cara, essa tal de Cibele queria era te dar. Queria ler sacanagens escritas por você pra depois tu comer ela todinha.” Desesperado, corri ao telefone e liguei para Cibele. O celular deu fora de área. Lembrei do número residencial, liguei. Logo sua mãe atendeu e me relatou sua ausência, havia saído de férias para São Paulo. Foi o fim. Tenho certeza, Cibele foi dar ao tal Ricardo Kelmer. Que merda!

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> Rômero Barbosa mora em Porto Nacional, Tocantins

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LEIA NESTE BLOG

> Cristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

> Desconstruindo Kelmer (por Wanessa, inspirado no conto Cristal) – Totalmente metida e curiosa, eu me debrucei sobre o conto e fiz minha própria interpretação. Bem, a presença da Mestra, a vida, a Deusa, o Tao, o fluxo irrevogável de tudo, não me espanta que seja uma figura feminina…

> Inculta e bela, dengosa e cruel – Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

> Maior que meu horizonte (por Wanessa, inspirado na crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel)E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

> Confissões de uma leitorinha nua (Por Leitorinha) – Fiquei tão à vontade pra ler a página dele na net que agora o fazia completamente nua

> Canalha Kelmer (Por Rômero Barbosa) – Cara, essa tal de Cibele queria era te dar. Queria ler sacanagens escritas por você pra depois tu comer ela todinha

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Dez segundos para ser feliz

março 14, 2012

Ricardo Kelmer 2004

Seus olhos continuam sorrindo mesmo quando ela conta, sem pudor, das imensas bobagens que fez em nome de sua busca por felicidade

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Ele puxa a cadeira e ela senta de frente para ele, na mesa da cantina. Ela está atrasada para a aula mas diz que faz questão de deixar seu depoimento. Ele agradece, observando-a enquanto ela põe a mochila sobre a cadeira. Está linda e radiante, a roupa descontraída, um brinco meia-lua que é a inicial de seu nome. Ele percebe rugas no rosto dela mas elas simplesmente somem à presença de seus olhos, dois lindos e grandes sorrisos castanhos. Depois dela pedir um café ele explica que a pesquisa preserva o anonimato dos entrevistados e liga o gravador.

Ela então conta do tempo em que andou perdida, vagando pelo caos de desentendimentos de sua vida confusa. Sabe quando você está tão perdida que nem isso percebe?, ela lhe pergunta e ele faz que sim com a cabeça sem saber se sabe mesmo. Seus olhos continuam sorrindo mesmo quando ela conta, sem pudor, das imensas bobagens que fez em nome de sua busca por felicidade. Onde estava essa tal de felicidade? Em algum bar, certamente, ou na festa de sábado. Ou no homem seguinte que cruzaria seu caminho. Mas não estava, nunca esteve. Em certas mulheres não estaria?, não custava tentar. Tentou mas lá também não estava. Quem sabe então o curso no exterior, o apartamento com varanda, o crediário de dez vezes para renovar o guarda-roupa, a igreja que a prima frequentava…

Os anos se passaram e a angústia, que antes batia ponto na ressaca do dia seguinte, agora chegava sem hora marcada, qualquer lugar, feito uma entidade mal-vinda que quando a gente vê, já sentou à mesa. Ela recorreu às drogas, legais e ilegais. Não faziam bem, ela sabia, mas eram eficientes e era isso que importava: impedir seus olhares de se encontrarem, os dela e os da angústia, cada vez mais insistente.

Até que um dia a levaram às pressas ao hospital. No auge do desespero ela se ferira seriamente e precisou ser internada. No hospital ainda tentou se livrar daquele sofrimento de uma vez por todas mas o enfermeiro chegou a tempo e impediu. Foram meses de muita luta, dela para querer voltar a viver e dos familiares e amigos para não desanimar.

Hoje está recuperada. Ainda luta contra algumas tendências perigosas mas sua força de viver agora está no comando e os belos olhos não mentem sobre seu maravilhoso estado de espírito. Ela conta que, de onde está agora, vê tudo com mais clareza. Olha para o passado e vê que enquanto buscava a felicidade, tanto mais a felicidade lhe fugia, feito dois imãs que se repelem.

– Lamento pelas pessoas que procuram a felicidade – ela diz e pela primeira vez ele percebe uma nuvenzinha de tristeza sobre seus olhos. – Jamais vão encontrar. Sabe por quê? Porque felicidade não é algo que se encontra como um objeto que estava perdido. Felicidade é uma questão de percepção. Um dia você se dá conta que é feliz, que sempre foi, apenas não sabia.

Ele pensa em pedir outro café mas desiste, não quer perder nenhuma palavra do que ela diz.

– Não precisa droga nem religião. Um dia algo acontece e você entende a vida de outra forma. É como despertar de um sono profundo. É só uma questão de mudar o ponto de vista, entende?

Mudar o ponto de vista, ele repete mentalmente. Não tem certeza se captou o sentido exato. Talvez se não houvesse aqueles olhos a lhe ofuscar o raciocínio… Mas não, ele sente que algum detalhe importante lhe escapa. Ela pega um guardanapo e somente então é que percebe as cicatrizes no pulso, camufladas sob os braceletes coloridos. Desvia o olhar, constrangido. Mudar o ponto de vista…, ele sussurra.

– Não, não pense! Pensar é um ímã que repele a felicidade. A gente não pensa, a gente vive a felicidade.

Ela termina seu café e levanta, diz que precisa ir, está adorando a faculdade. Ela o abraça carinhosamente e ele tem vontade de pedir que fique só mais um minutinho, sente que está bem próximo de uma revelação, algo muito importante… Ela sai e ele senta novamente, seguindo-a com o olhar. Ok, não é para pensar… mas como se faz para não pensar? Ele pede outro café. As outras entrevistas foram tranquilas, nada de especial, mas aquela… Será por isso que não era feliz, porque não parava de pensar nisso?, ele se pergunta. Não devia ter aceito aquele tema, felicidade era um assunto perigoso. E nos últimos tempos deu para pensar demais nos rumos que tomou sua vida, quando se dava conta já estava pensando novamente, parecia um maldito soluço que não passava.

– Só não somos felizes, de fato, porque não sabemos que somos – falou para si mesmo, os olhos fechados, que nem criança que pensa num desejo. – Então muito bem: eu sei que sou feliz. Sou feliz. Sempre fui. Pronto.

Em dez segundos abriria os olhos. E tudo de repente estaria mudado, estaria fora da Matrix. Uma outra realidade, um outro eu. Feliz. Só precisava ficar dez segundos sem pensar em nada. Vamos lá, dez segundos. Não devia ser tão difícil. Era só não pensar. Mais oito segundos. Principalmente nela, na felicidade, não pensar. Apenas mais sete segundos e puff!, despertaria em outro lugar, outro tempo, outra pessoa. Cinco segundos. Uma pessoa feliz. Porque na verdade sempre foi feliz. Quatro. Apenas não sabia. Três. Deixar de pensar, só isso. Dois. Dois ímãs… Um… que repele o outro.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Este texto integra o livro Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino

> Kelmer Para Mulheres – Nesta seção do blog, homem fica de fora

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LEIA NESTE BLOG

> Livros: He, She, WeOs rios de nossas vidas na verdade correm por leitos muito, muito antigos – os mesmos leitos que outras águas, ou outras pessoas, percorreram do mesmo modo

> Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

> A ilha – Uma fábula sobre o autoconhecimento

> Mariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

> Carma de mãe pra filha - Os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas

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Comentarios01

COMENTÁRIOS
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01- “Pensar é um ímã que repele a felicidade… Só não somos felizes, de fato, porque não sabemos que somos…” Adorei isso! Quantos de nós já não se feriu de alguma forma buscando a “felicidade”. Quantos de nós já não usou algum tipo de “droga” ou procurou a suposta felicidade em alguma filosofia. Você, hein, Ricardo Kelmer, sempre contando minhas histórias com um grande requinte de criações e ilustrações! Adorei! (como sempre, afinal, sou sua fã eterna. E faça o favor de republicar logo esse livro que quero lê-lo na íntegra!!!) Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – mar2012


As quarenta raposas

fevereiro 27, 2012

Ricardo Kelmer 1996

E tão rápido quanto surgiu, ela desapareceria, deixando para trás seu rastro de sangue, terror e mistério

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O desfile chegara ao final. A última modelo concluíra sua performance e a plateia ainda aplaudia quando de repente cessaram a música e as luzes. Os aplausos pararam e ficaram todos em expectativa. Foi nesse exato instante, no vácuo dos pensamentos, que o anjo da morte surgiu e sua presença arrepiou a todos. Surgiu no início da passarela. Parecia ser apenas mais uma modelo num casaco de pele da coleção de inverno. Mas não era. Mais tarde a produção não saberia explicar quem poderia ser aquela mulher. A equipe de modelos também não a reconheceu e os seguranças balbuciaram desculpas. E tão rápido quanto surgiu, ela desapareceria, deixando para trás seu rastro de sangue, terror e mistério.

Ela postou-se à entrada, séria, e cravou seus olhos negros por sobre a plateia. Um frisson correu pelo ambiente. Um vento frio cruzou o salão. Mas não se ouviu nenhum rumor, absolutamente nada, e flash nenhum foi disparado. A vida ficou suspensa e nada mais existiu. Um silêncio vindo de fora do tempo caiu sobre sua figura altiva e naquele eterno segundo ela foi o anjo vingador: belo, justo e implacável.

E, no entanto, era linda, irresistivelmente linda… E sua figura atraía os olhos feito ímã. O casaco de pele de cor castanho deixava à mostra seus joelhos e os pés tocavam descalços a passarela. O rosto tinha traços indígenas sul-americanos e o cabelo negro descia numa trança pelas costas. E era rude e imperturbável seu olhar.

Pôs-se então a caminhar. Seu andar lento e seguro seguiu pelo silêncio frio da passarela, como se pisasse o interior de cada um. E em cada um o negrume dos seus olhos cravou-se sem dó, como um justiceiro que desnuda os pensares e nada escapa de seu julgamento. De repente todos sentiram-se indignos e era como se sua presença os enchesse a todos de uma dolorosa vergonha, vinda de algum lugar dentro deles mesmos.

Completado o percurso, ela parou e levou as mãos às costas. De um gesto libertou os longos cabelos que espalharam-se pelo ar e assentaram-se sobre os ombros, pousando macios nas costas. Nesse momento a música disparou e as luzes coloridas voltaram a piscar. E o angustiante silêncio foi finalmente preenchido.

Agora era o ritmo frenético da música em alto volume. Agora eram as cores dos holofotes, piscando alucinadas. Seu passo tornou-se mais rápido. Ela percorreu o segundo corredor, perpendicular ao primeiro. E desabotoou o pesado casaco. Após o derradeiro botão começou a girar, a girar, e seu casaco, acompanhando o movimento, pareceu uma hélice. Aos olhos pasmos de todos surgiu o seu corpo nu, inteiramente nu. E ninguém conseguiu desviar o olhar daquele exótico bailado.

As primeiras gotas de sangue salpicaram os fotógrafos à beira da passarela, eles que depois perceberiam não terem feito foto alguma, que mancada. O sangue bateu-lhes no rosto, no peito e atingiu os equipamentos. Surpresos, contorceram-se agoniados e cheios de nojo enquanto os primeiros gritos explodiam na plateia. Nas mesas mais atrás aquelas pessoas finamente vestidas viram, de um segundo para outro, suas roupas respingadas de sangue e também seus rostos e as taças de champanhe.

Enquanto ela girava e girava na passarela, o terror explodiu num grande rumor abafado pela música estrondosa. Rostos ensanguentados, semblantes apavorados. Roupas salpicadas de vermelho e gritos de pavor. Uns choravam descontrolados, sem compreender de onde vinha tanto sangue. Outros corriam pela multidão sem saber para onde ir. Era de repente um imenso pesadelo, absurdo e real.

Então ela parou de girar. Livrou-se do casaco. Seu corpo nu surgiu inteiro e vigoroso sob o pisca-pisca das luzes. E ela caminhou serena para o lugar por onde entrara. O corpo nu avançou em passos decididos enquanto o braço arrastava atrás de si o pesado casaco, feito uma longa cauda castanha, deixando pelo chão um largo rastro de sangue.

Ela chegou ao início da passarela e foi recebida pelo estilista idealizador da coleção, que tentou falar mas nada conseguiu dizer. Seu olho negro o atingiu em cheio, imobilizando-o, e por um momento ele viu não uma mulher mas um bicho. Ela depositou pesadamente em seus braços o casaco ensopado de sangue e, antes de sumir para sempre, disse, bem perto de seu ouvido, para que a música não o impedisse de compreender o mais importante:

– É preciso matar quarenta raposas para fazer um casaco desses.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Este texto integra o livro Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do Feminino

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> Cristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

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> As fogueiras de Beltane – A filha da deusa está pronta. O ritual do casamento sagrado vai começar

> Minha noite com a Jurema – Nessa noite memorável fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas

> Xamanismo de vida fácil – A tradição xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos

> O desejo da Deusa -

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Loiras, celulite e futebol

janeiro 30, 2012

Ricardo Kelmer 2002

A mulher se sairá melhor se passar uma noite inteira numa mesa ao lado de duas Ex e três Loiras Burras e Gostosas do que se tentar derrotar o Futebol

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Foi lendo essas revistas femininas na espera pra cortar o cabelo que descobri, impressionado, os terríveis inimigos com os quais a mulher moderna tem de lidar no dia a dia. Bem, na verdade só ela vê esses inimigos. Mas o médico disse que é melhor não contrariar. Então levemos o assunto a sério.

Veja o caso da Ruga e da Celulite. Inimigos clássicos. Homem geralmente nem percebe mas a mulher está lá, sempre na maior luta, gastando tempo, dinheiro e energia. É por isso que vez em quando elas vêm com aquela perguntinha aparentemente despretensiosa: “Você acha que estou gorda?” Hoje, gato escaldado, sei que isso é uma sutil armadilha. Se o homem é sincero ou desatento e cai na besteira de responder sim, ela terá raiva dele e não da gordura, brigará e desistirá de sair. Sugiro ir ganhando tempo: “Comparado com o quê, amor?”

Outro velho inimigo é a Ex. Entidade cruel, mais ainda quando se conserva bonita. A mulher passeia com seu homem e, súbito, aparece a Ex. Pronto, estragou o dia. A Ex legítima é meio metida e dissimulada, tanto que seu nome é pronunciado de duas maneiras: “eis” e “équis”. Ela se acha a tal e sempre assume aquele arzinho de vaga cumplicidade como quem diz “Eu já aproveitei, fofa, agora você cuida dele pra mim, tá?” O homem nem liga mas a mulher está diante de um monstro sádico a zombar dela. Cruzar com duas Ex no mesmo dia então, é enxaqueca na certa.

São mesmo inimigos poderosos. Por isso é que todo mês, nas bancas, é descarregado um verdadeiro arsenal, sempre anunciado com destaque na capa das revistas: xampu antirresíduo (que diabo será isso?), bumbum durinho em trinta dias, roupa ideal pra toda ocasião, técnicas de revitalização do casamento e teste pra saber se está envelhecendo mais rápido que deveria. Há também dez dicas pra curtir o carnaval sem engordar. E, é claro, as incríveis bolsas mágicas: pequenas, bonitas e cabe tudo.

Contra o Futebol, porém, não tem revista que dê jeito. Pra se ter ideia da força deste inimigo na vida masculina, a mulher se sairá melhor se passar uma noite inteira numa mesa ao lado de duas Ex e três Loiras Burras e Gostosas do que se tentar derrotar o Futebol. Eu nem deveria citar essa parte mas ele é mais forte até que A Outra, inimigo cujo nome é um verdadeiro tabu, o qual não se pode nem pronunciar. Mas pulemos essa parte.

Pior é que, além do jogo em si, que transforma o homem num zumbi imprestável, o Futebol abrange ainda a concentração pro jogo, boteco depois do jogo, pagode depois do boteco, sabe-se-lá-o-quê depois do pagode, camisas suadas penduradas no armário, aquele pôster ridículo na porta do banheiro, caderno de esporte, gols da rodada e, martírio supremo, aquelas intermináveis mesas-redondas. Ufa! E ouse passar na frente da TV no instante do gol. É discussão pra um mês.

Outro dia uma revista ensinava às mulheres como convencer o homem a não assistir às mesas redondas. Não caia nessa, minha amiga. É perda de tempo. O melhor é torcer muito e se agarrar até com seus santos pro time dele ser campeão. Mas torça muito mesmo pois com tantos inimigos por aí azucrinando sua vida, você não vai querer ainda um homem derrotado e mal humorado em casa, né, santa?

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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LEIA NESTE BLOG

> Kelmer Para Mulheres – Nesta seção do blog, homem fica de fora

> Mulher marrenta e homem vaidoso – Estamos tentando equilibrar os princípios yin e yang na psique – mas aqui e ali erramos na dosagem

> Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia…

> Insights e calcinhas – Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

> O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

> Cabaré Soçaite – Se você tem medo do desejo feminino, é melhor não ir a essa festa

Loiras, celulite e futebol – A mulher se sairá melhor se passar uma noite inteira numa mesa ao lado de duas Ex e três Loiras Burras e Gostosas do que se tentar derrotar o Futebol

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Cio das Letras – Ensaio erótico 2

agosto 10, 2011

Ricardo Kelmer 2011

Tá no ar a segunda parte do Cio das Letras, um ensaio erótico que fiz sobre amor, paixão e desejo. Utilizei poemas meus e letras de músicas que fiz com parceiros, além de montagens com imagens de mulheres muuuito especiais.

Como o ensaio faz parte dos Arquivos Secretos, somente Leitores Vips têm acesso. Então, você que é Leitor Vip pode conferir o ensaio acessando a postagem anterior. Ou clicando no link logo abaixo. Depois é só digitar a senha, que está nos e-mails mensais que você recebe com novidades do blog.

> Cio das Letras – Ensaio erótico 2 (VIP)

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

> Cio das Letras – Ensaio erótico 1 (VIP) – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo

> Cio das Letras – Ensaio erótico 2 (VIP) – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo

> Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

> Cabaré Soçaite – Uma festa de sensualidade – Se você medo do desejo feminino, é melhor não ir…

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

> As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada.

> As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.

> Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

> O último homem do mundoO sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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DICA DE LIVRO

> A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A ex-bailarina filosofa sobre sua experiência de salvação através do amor e da submissão no sexo anal

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Protegido: Cio das Letras – ensaio erótico 2 (VIP)

agosto 10, 2011

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O Mestre e a Cigana

julho 30, 2011

Ricardo Kelmer 1998

Jaqueline tem um jeito sedutor, ela e sua alma de cigana, altiva e escorregadia. Mas até os Mestres amam o perigo, por que não?
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Cesar é Mestre em Reiki e mês passado veio ministrar um curso por aqui. Tem seus trinta e tantos, é um sujeito tranquilo, equilibrado e faz uma excelente massagem. Após a última noite do curso, levei-o para conhecer uns bares, o que ele aceitou de pronto, afinal por que um Mestre de Reiki não poderia curtir também certos burburinhos da noite?

Lá pelas tantas nos aparece a bela Jaqueline, ela e seus olhos escuros, cabelos negros pelos ombros, os lábios vermelhos, o decote mal intencionado. Olhei de canto de olho para o Mestre e lembrei naquele momento que os Mestres também são homens, claro. Jaqueline sentou, pediu uma Cuba Loca e convidou Cesar para tomar com ela. O Mestre, coitado, não come açúcar mas aceitou o sacrifício. Minutos depois já estavam sintonizados, um papo animado, interesses em comum, essas coisas, você sabe como é. Jaqueline tem um jeito sedutor, ela e sua alma de cigana, altiva e escorregadia. Mas até os Mestres amam o perigo, por que não?

De lá esticamos até o Alambique onde mostrei a ele, nas prateleiras do bar, as duzentas marcas de cachaça à nossa disposição. O Mestre olhou impressionado e me perguntou se eu conhecia todas. Só algumas, Mestre, respondi, mas experimente esta daqui que é muito boa. Brindamos à nossa saúde naqueles copinhos pequeninos e, enquanto eu e Jaqueline provávamos um pouquinho de nossas doses, o Mestre virou a dele de uma talagada só: crau! E pediu outra. Olhei surpreso, sem saber o que pensar. O Mestre tomando cachaça. E daquele jeito. Bem, talvez ele não estivesse familiarizado com certos procedimentos da etiqueta etílica. Agora me animei! – ele exclamou, rindo. – Dá-me o prazer de uma dança, senhorita?

E lá se foram os dois para o dancing, divertir-se com as músicas do Abba. No primeiro intervalo ele pediu outra dose. Temi pela sorte do Mestre. Que nada. Ele pressentiu o que eu pensava, olhou em meus olhos e falou que a hora era de diversão, que eu não me preocupasse pois sabia de seus limites. Disse e me aprontou outra: inclinou a cabeça, o queixo à altura do peito, pegou meu copo com a boca, prendeu-o entre os lábios e, para minha surpresa, virou minha dose de Capão Grosso, vupt!, numa rápida inclinada de pescoço. Depois botou o copo no balcão e voltou ao dancing, feliz da vida. A mim me restou sorrir daquela peripécia corporal – quem diria que o Mestre possuísse tais habilidades?

– Que amigo interessante… – confidenciou-me Jaqueline. O Mestre havia ido ao banheiro. – Será que ele topa me fazer uma massagem?

Olhei praqueles olhos dissimulados que já desnortearam muita gente boa nessa vida, inclusive eu, e sorri. Aproveitei para dizer que eu estava cansado, que ela ficasse com meu amigo e depois o deixasse no hotel. Passei no banheiro e avisei Cesar que seus serviços de terapeuta corporal provavelmente seriam requisitados aquela noite.

Enquanto dirigia de volta para casa, ia pensando no inusitado daquele encontro: um Mestre e uma cigana. Ele com seu equilíbrio, sua ponderação. Ela e seu destempero, a imprevisibilidade, o signo da urgência… Dois extremos. Bem, ambos eram maiores, vacinados, que se entendessem. Só as fofoqueiras dos plantões das janelas é que na verdade sabem o que é bom ou ruim para os outros, eu não sei. E afinal ali estava um homem. Onde está escrito que ciganas não podem fazer parte do caminho de um Mestre?

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

> Religião certa e sexualidade errada – Com exceção daquelas mais ligadas à Natureza, as religiões atuais foram criadas por homens e refletem a mentalidade patriarcal dominadora

> A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

> O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

> Cabaré Soçaite – Uma festa de sensualidade – Se você tem medo do desejo feminino, é melhor não ir…

> O desejo da Deusa – Ela, ele, o desejo e um deus repressor

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01- adorei o da cigana e o mestre rs…conheço uma história parecida!kkkkk obrigada! Silmara Oliveira, São Paulo-SP – ago2011



Estão abduzindo nossas mulheres

julho 22, 2011

Ricardo Kelmer 2006

Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui
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Beleza? Sensualidade? O jeitinho de andar? Não sei exatamente o que a mulher brasileira tem mas algo deve ter. Senão não tinha tanto ET cobiçando. Já reparou, meu amigo, que os ETs estão levando nossas mulheres? É um escândalo! Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui.

Rumino sobre isso desde que parei pra fazer as contas e descobri, alarmado, que quinze amigas minhas já estavam vivendo com ETs. Quinze! É mais que um time inteiro! Elas levavam suas vidas normais e tinham profissões comuns quando um dia… foram abduzidas. Num momento estavam ali, ao nosso lado, e no instante seguinte, puff, lá se iam na nave, pra sempre, viver em Modena, Boston, Munique…

Ah, não é nada agradável ver nossas meninas, tão lindas, tão poéticas, cultivadas com tanto carinho na estufa aconchegante da amizade tropical, de repente trocarem tudo pelo frio e por um branquelo gosmento que nem de futebol gosta. Que injustiça! Elas são alimentadas desde pequeninas com uma cultura alegre e morena, onde elas aprendem a ondular o corpo no ritmo natural das palmeiras ao vento, sabem deixar aquele cabelinho mimoso sobrando na nuca, têm aquele jeitinho brejeiro de chupar picolé de cajá enquanto falam no orelhão… e aí desce uma nave, sai lá de dentro uma criatura desengonçada com umas roupas estranhas e leva as meninas embora? Não, isso não tá certo. Tudo bem que fulana sempre teve fama de Maria Passaporte, só namorava ET. Mas a maioria não é assim.

Só pra piorar, um dia busquei quantos amigos homens foram abduzidos por ETeias. Só encontrei um. Quinze pra um? Tá desproporcional. As ETeias nada veem de interessante em nós homens brasileiros? Buáááá!!!

Imagino que sempre houve uniões entre pessoas de mundos diferentes, desde que, milhões de anos atrás, a bisavó da Chita viu aquele pitecanthropus pintosus da outra tribo se aproximando pra perguntar se ela tinha fogo. Mas a internet, a rapidez dos transportes e o aumento do turismo aproximaram mais as culturas e, com isso, as uniões interculturais aumentaram. Principalmente envolvendo as nossas chitas.

Lana, Fabiana, Isabella, Silvana, Michele, Andrea, Cris, Aninha… As abduções prosseguem, cada vez mais, mostrando que as brasileiras são altamente valorizadas no mercado abdutório. Antigamente os ETs diziam: Leve-me ao seu líder. Eles eram meio gays. Hoje eles endureceram a munheca e elas é que são levadas.

Estive pensando… Cá pra nós, meu amigo, será que não estamos dando conta do recado? Será que a exuberância da fauna local é tanta que nossos olhos já não a percebem como os de fora que aqui chegam? Estaremos sendo desatenciosos com nossas orquídeas?

Infelizmente a situação tá crítica, companheiro. Devemos reunir o alto comando e discutir o tema, urgente. Que tal sábado? Ah, é, não vai dar, tem a pelada. Hummm… Essas peladas, por exemplo. Todo sábado tem, são cinquenta e duas peladas por ano. Que tal abdicarmos de uma pelada por um jantar romântico? Não, pra nós dois não, imbecil. Um jantar romântico com nossas mulheres. Vamos tentar, companheiros. Uma pelada é muito? Você sugere meia pelada? Ah, entendi, a gente joga o primeiro tempo e sai no intervalo pro jantar. Claro, jantar romântico suado é o máximo.

Rudes… Será que somos brucutus demais? Mas rudeza é biológico, faz parte da natureza do macho. Menos dos ETs, claro, eles têm outra biologia. Então derrotemo-los biologicamente! Hoje à noite, companheiro, você vai chegar batendo o pé na porta, pega ela pelos cabelos e arrasta pro jantar romântico. Aí, no motel, após o nheco-nheco, naquele doce momento do depois, você libera o cavalheiro que existe em você e diz assim: Amor, perdi a peladinha mas ganhei a peladona… Ahahah! Hummm, esquece, essa foi péssima. Mas o importante é a bola dentro. Hummm, piorou.

Ah, quer saber? Elas gostam de ETs? Então fiquem com eles. Nós ficaremos com as ETeias. Vamos atraí-las pro nosso país. Com subsídios e isenção de impostos. Isso mesmo! Vamos ensiná-las a ser como as brasileiras. Elas aprenderão a chupar picolé de cajá daquele jeitinho mimoso e a tirar piolho da nossa cabeça vendo a novela das seis. Saberão chegar na praia naquela poética alegria meio blasé, o andar deixando um rastro de bossa nova no ar, e depois estenderão jeitosamente a canga na areia e ajustarão o biquininho, mesmo o biquininho já estando no ponto, é só charme mesmo, e depois, e depois… Hummm, esquece. Jeitinho de brasileira não se aprende por decreto. Suspende os subsídios. Estamos fudidos.

Só nos resta partir pra ignorância: vamos junto com nossas meninas. É isso aí! A gente se esconde na bagagem. Lá a gente faz faxina, lava prato pro ET, dá-se um jeito. Longe delas é que não dá pra ficar…

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Este texto integra o livro Vocês Terráqueas - Seduções e perdições do Feminino

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01- Taí, não concordo com vc não. Os gringos têm mais é que levar a mulherada mesmo. Tem muita mulher nessa terra. Assim pelo menos diminui a concorrência rss. Agora falando sério, gostei do texto, assim como gosto de todos os seus textos. bjão. Sandi Nunes, Salvador-BA – jun2006

02- Gostei de “Estão abduzindo nossas mulheres”,mas isso é muito previsível,né?Achei o tema interessante e o questionamento do texto bem inteligente.Os marmanjos precisam ler isso. Sidiany Colares, Fortaleza-CE – jun2006

03- meu amor, vc foi brilhante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! devo dizer que exprimiu perfeitamente a situação ! concordo com tudo o que vc falou, e na condição de menina com ET , devo dizer que o lance da pelada com os amigos me encheu muito o saco, mas por uma estranha sacanagem do destino encontrei um fanatico por futebol. o cara olha até o campeonato de futebol de botão da groelandia, pode? e eu volto a chupar o dedo ( não ria dessa expressão ! ) então devo dizer que se vc homen não uer ser trocado por qualquer outra raça ou não, domingo a tarde é bom pra ficar na cama ! mulher brasileira é tarada e todo mundo sabe ! quando estava com brasileiro, os caras ou eram doces demais ou selvagens demais…por que não um meio termo ? será pedir demais ? e quanto as femeas ETeias, posso dizer que são muito diferentes de nós tupiniquins. estão sempre preocupadas com a decoraçao da cama e etc. e nós só pensando e como arrancar a roupa dele , a nossa e os lençois ao mesmo tempo ! deu pra sacar a diferença? Michele Diamanti, Taranto-Itália – jul2006

04- O texto esta divino! Uma senhora homenagem a mulher brasileira. Adorei. Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – jul2006

05- Amigo, ficou maravilhoso! Sério mesmo. Suspeito que em muitas das suas leitoras – que por venturam já foram abduzidas – vai bater uma nostalgia do planeta natal… (Afinal, pegando carona nas associações tipo “troquei uma pelada mas ganhei uma pelada”, ou a da “bola dentro”, acrescentaria que é sempre bom levar na bagagem um ricardão) (Por acaso estava, Valéria ao meu lado quando abri seu e-mail. Daí foi só comentar com ela que era uma crônica sua que ela parou pra ouvir minha leitura – só foi interrompida pra darmos umas boas risadas e recuperarmos o fôlego, degustando cada linha até o desfecho de “macho derretido”. Valéria, que – ufa! -por pouco escapou de uma abdução no passado, mandou dizer que adorou.) Abração. Marcelo Pinto, Rio de Janeiro-RJ – jul2006

06- Li a crônica das abduzidas novamente e gostei, eu ja tinha gostado bastante do primeiro, mas ele era mais serio entao o final estava um pouco decepcionante porque acho que – ao menos nos mulheres – estavamos esperando uma solucao… agora ele esta mais leve e divertido de ler e o final acompanha o texto. Tantos causos no mundo sem solucao, por que eh que esse tem que ter uma, ne ? Mas seu questionamento foi muito valido, a ideia to texto eh original, e esqueci de comentar da outra vez o quanto adoro as surpresinhas nos seus escritos como a da bisavo da Chita pedindo fogo – hahaha! Eh tao inesperado no meio do texto, uma graca so, como a menina chupando picole de caja no orelhao… acho que para ver isso hoje em dia so no interior do Ceara, hein? Continue escrevendo e fazendo graca, ah, eu tenho visitado seu site mas nao tenho visto muitos apideiti… viciada no site do RK!!!!!!! KKKKKKKKKKK. Ana Claudia Domene, San Diego-EUA – jul2006

07- Olá! Olha, recebi seu artigo através de uma amiga e, sinceramente, tá show! Brilhante mesmo, interessante e super inteligente e olha q não perco tempo na net lendo coisas, rsrsrsrs Vc soube captar algo q é uma realidade em nosso país, o triste é a fama q se formou lá fora o q me deixou mt triste pq n sabia d nada disso, mas é isso aí, cada um escolhe seu destino.. De outra banda, falando como esposa d ET (rsrsrsr) s ele ver isso me mata (rsrsrs), olha nem todos são gosmentos e desengonçados, mt pelo contrário (toda regra tem excessão né) mas nós brasileiros somos especiais em todos os pontos pq somos uma perfeita miscigenação e disto se originou esse mix d qualidads q possuímos… quanto às Etéias (rsrsrs) n aconselho (rsrsrsr) são mesmo Etéias, algumas até mt belas, mas o q vale é o presente e não a embalagem (rsrsrs), são desengonçadas e nada femininas, não se iludam, nós brasileiras somos o q há d melhor neste mundo (ai caramba!!!!)! Mais uma vez Parabéns!!!! Anddy Sampaio – set006

08- POR FAVOR ETS: ABDUZAM MINHA SOGRA!!! Alberto Marsicano, São Paulo-SP – set2006

09- estava aqui me alegrando ao ler o delicioso texto de Ricardo Kelmer (é, seus textos são sempre deliciosos, a gente lê saboreando) desta vez de forma especial pelo fato de saber que já existe uma preocupação por parte do representante masculino brasileiro com relação às abduções de suas fêmeas. E enquanto indivíduo do sexo feminino posso atestar: O homem brasileiro é que nem o gordo iludido. Explico: Enquanto o magro saboreia lenta e atenciosamente seu prato favorito, ele (o gordo), falsamente reconhecido como expert gourmet, abocanha feroz e velozmente várias guloseimas, engolindo-as inteiras sem prestar atenção na quantidade, textura, tempero, temperatura e outras tantas nuances…todas apropriadas às suas papilas gustativas. Sem falar nos estímulos: visual, tátil, olfativo… Estão nos engolindo sem nos saborearem, enquanto os magros autênticos se deliciam com todas as nossas qualidades. O Homo Sapiens brasileiro perdeu sua conexão com seus instintos básicos e desenvolveu outra lógica e razão para sua existência. Vejam que sábio: Cerveja, futebol e rodinhas de outros homens. Desse jeito acabam mesmo “fodidos com u”. E nós, fêmeas com nossa peculiar malemolência brasileira, sabiamente, continuaremos a perpetuar a espécie preservando a miscigenação com os E.T’s “Uber Sexuais”. Refleti, homens brasileiros de boa vontade, antes que vós também sejais abduzidos!!!!!!! Karla Karenina, Fortaleza-CE – set2006

10- eu te adorei! adorei ler adorei que me mandou mail :) obrigada querido! boa noite bom saber que existem pessoas maravilhosas como vc que da valor as mulheres brasileiras nem q seja…escrevendo heuheuh bju. Gisele Tavares, Porto Alegre-RS – set2006

11- Mto legal, eu mesma vou acabar indo para a Turquia…já estou com um pé lá. bjo. Christina Alecrim, Rio de Janeiro-RJ – set2006

12- Hahaha……adorei, e acho que você tem toda razão! Vou contar um segredo, eu a tempos atras, quase, quase fui abduzida, mas abri meus olhos a tempo. E agora tenho certeza, desta terra aqui, que chamamos Brasil, só saio pra fazer turismo. bjcas. Edna Mello, Fortaleza-CE – set2006

13- Maravihoso! Que texto leve , bem humoradíssimo e ao mesmo tempo sério , pque é a pura verdade . Nós somos mesmo tudo isso , mas , os brasileiros , cearenses principalmente esquecem de ser cavalheiros , romanticos e aí acabam dançando legal. Acho q. em qualquer lugar do mundo , nós gostamos de atenção , elogios , percepção aguçada … ser cortejadas , conquistadas a cada dia . Acho q. vc. vai namorar sempre brasileiras brejeiras . Pque vc. sabe bem do q. gostamos. Isabela Pinto, Fortaleza-CE – set2006

14- É… Estão abduzindo nossas mulheres e deixando a Heloísa Helena. Roberto Maciel, Fortaleza-CE – set2006

15- Caro Ricardo,Sensacionais seus textos !! Você está se superando. Eduardo Macedo, Recife-PE – set2006

16- É Kelmer, estou precisando ser abduzida mas não pra fazer trabalhos braçais, pesados sem graça. Queria sim se fosse para fazer algo em prol da humanidade; apesar de ter quase certeza que estamos chegando ao final e que as pessoas não estão muito preocupadas com isso! Mas eu ainda acredito na felicidade, na humanidade, na perseverança, na alegria e principalmente no altruismo. Estas pessoas que pensam que ir resolve problemas ou amenizam estão enganadas. Acho que são pessoas egoístas, preguiçosas e que passam por esta vida sem saber as suas missões, deveres e obrigações. Eu tento fazer da minha vida um paraíso! Beijosssssss! Paula Rabello, Rio de Janeiro-RJ – set2006

17- oi meu querido adorei, muito engraçado aliás eu adoro os tudo que vc faz vc sabe. como esta o meu escritor? olha eu não sei se foi só impressão mais acho que pelo ou menos 1% de ” estão abduzindo nossas mulheres” tem um pouco a ver comigo não???? rsrs kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk bjsssssssssss. Bell Rodrigues, Rio de Janeiro-RJ – set2006

18- ESSA SUA CRÔNICA SE É QUE EU POSSO CHAMAR ASSIM SOBRE MULHERES SENDO ABDUZIDAS POR ETS. SE DEVE AO FATO DE NOSSOS HOMENS NÃO ESTAR SABENDO COMO CUIDAR E TRATAR BEM DE UMA MULHER ACHO QUE NÃO É O SEU CASO MAS VAMOS COMBINAR QUE ESSE PAPO QUE ELES DIZEM DE PEGAR A MULHER NÃO ESTÁ COM NADA ENTÃO FAÇA UMA CAMPANHA PRA SERMOS MAIS VALORIZADAS COMO VC FAZ CONOSCO E NÃO SEREMOSA MAIS LEVADAS DAQUIIII BJOS. Silvia Helena Souza, Sta. Bárbara do Oeste-SP – set2006

19- Fui abduzida e com orgulho!!!!! Fui seduzida, não pelo gringo maravilhoso, alto, loiro de olho azul, educado, com grana, falando 5 línguas, viajado e inteligente, mas sim por um país, cultura, oportunidade de trabalho, valorizacão pessoal, direitos humanos e civilizacão adiantada. Acho que as mulheres que fizeram opcão por serem abduzidas são as mulheres desbravadoras, que nao querem pertencer a um só espaço. Fomos abduzidas não só pelo amor do homem que amamos, mas pelo amor a nós próprias, pela procura de respostas para todas as perguntas em todas as línguas que pudermos falar e se expressar, para que sejamos ouvidas nos quatro cantos do mundo. Amo meu país, e muito mais a minha cidade, sempre disse (engracado pensar nisso agora) que só sairia de Fortaleza se fosse para o mundo, como fiz… Quanto aos homens… A vantagem de ser abduzida por outro país é que além do descobrimento próprio, tem ainda a vantagem de encontrarmos o tal homem, maravilhoso, loiro de olho azul, educado, com grana, falando 5 linguas, viajado e inteligente. E como estamos morando na nave-mãe, tem muito mais alien interessante aqui do que aí. Nao é nada pessoal homem brasileiro, é só uma questao de aventura. Ivna, abdicada de Fortaleza – CE, no ano de 1997. Ivna Ramos, Boston-EUA – set2006

20 – Ricardo, adorei seus textos. Gostaria de saber se vc permite que eu publique aqui no Jornal de Hoje. Abs. Ailton Medeiros, Natal-RN – set2006

21- ei kelmer, o pobrema é a falta do material testoterônico brasileurooooo quem nao é viado é podi di feio barrigudo ou entao casado e tem a desproporcao das contas do ibge o negocio tá feio pras nossas muié inda bem q eu tenho meu macho e nao vendo nem troco bjs adoro receber teus escrito, leio sempre tudim e dou risada. Clarisse Ingelfritz, Fortaleza-CE – set2006

22- Porra! Se eu chamar um negro de negro, vão olhar torto pra mim. Se eu chamar de neguinho, vão dizer que é preconceito. Se eu chamar de neguinho catinguento … vou preso por racismo. E você, candidamente, chama os meus de “branquelo gosmento” E acha que vai ficar impune? Vai uma ova. Vou meter processo. Vou à TV. Vou me queixar pro Mainardi. E chega! Scaico, o ancião branquelo e revoltado. Marcos Scaico, Serra Negra-SP – set2006

23- Kelmer, adorei! Ana Lúcia Castelo, Newark-EUA – set2006

24- Olá, Adorei seu texto sobre abdução,hehehe, simplesmente ótimo. Patrícia Costa Pinto, Barbacena-MG – set2006

25- Acredito que estejam abduzindo a delicadeza dos brasileiros, que acabo por entender o porquê de nossas meninas estarem se encantando com os ETS que encontram pela frente . Afinal, muitas delas são ou foram mal tratadas pela vida e pela ilusão do amor. Minha constatação deve-se ao fato d?eu ser uma pessoa madura, independente, criando filho sozinha, esperando outro, inteligente, bonita, mas que vez por outra passa por situações muito esquisitas junto ao ?macharal?- Olha que fico atenta!- e vez por outra testemunho outras, inacreditáveis. Uma vez estava num salão de belezas daqui, em Fortaleza. Um local freqüentado pelas peruas mais endinheiradas da capital alencarina. ( O que não é o meu caso). Havia uma mulher de meia idade, bonita, escovando os cabelos. Quando ela se dirigiu para o balcão de pagamento, depois do cabelo arrumado e da maquiagem discreta, entra um homem, rude, mal educado e feio fazendo o seguinte comentário em sua direção: _ Esta demora todinha para ficar com esta cara! A senhora quedou-se tão constrangida que esqueceu de efetuar o pagamento, para voltar em seguida, mais constrangida ainda, pelo o que passou e pelo pagamento que esquecera de efetuar diante da sensibilidade rinocerontica do marido. (Suponho que seja!) Diante desses fatos Kelmer, viva os ETs! É bem verdade que muitas vezes essas meninas-jovens-senhoras se estrepam junto aos alienígenas, mas saiba que qualquer mulher, independente da idade, corre o risco que for para se saber amada, mesmo que ela uma dia perceba que fora só ilusão. Já valeu a tentativa! Daniele Bezerra, Prof/ Escritora/Gente/ Mãe/ Mulher/ Ser pensante/Carente/Forte/ Eu mesma/Alegre/Triste. Daniele Bezerra, Fortaleza-CE – set2006

26- gostei pra te ser franca,s nao entendi de que lado vc estar..mas pensando bem achoq ue vc nao estar de lado nenhum……mas gostei bem escrito bem pensado carol(cearensce-estudante de Iternacoinal Business ,levada pelo um ET com as mais pura e perigosas da doencas AMOR)rsrsrssrsr….. Carolina Holanda, Munster-Alemanha – set2006

27- Adorei…hehe muito engraçadinho…tambm não vejo sentido mulheres quererem “ets” rsrs…sou muito mais os brasileiros,belos,animados e com um toq de safadesa… e não acho que homens brasileiros não sejam romanticos,só falta se entregarem ao amor,quando isso acontece, vcs homens esquecem até a pelada… Amei sua crônica….beijos. Fernanda Dias de Castro, Ponta Grossa-PR – set2006

28- Bastante interessante o seu artigo !!!! Irei prestar mais atenção para ver se ao meu redor tem algum ET. rsrsrs……. Afinal…eles não curtem o futebol,né??? beijos. Fabiana Santos, Campo Grande-MS – set2006

29- Adorei o texto, muito bom, parabéns, tbm fui abduzida por vontade propria, mas detalhe: meu ET adora futebol, nao larga por nada sao duas vezes por semana, mas enfim tô satisfeita. Nao posso mentir que os Ets aqui olham mais pras mulheres que abduzem afinal as tiraram de seu planeta, e as valorizam por isso, nao sei se todos, mas nos casos em que conheco. Uma crítica inteligente, mas nao acho que os homens brasileiros estao nem aí pra isso, afinal o que nao falta é mulher no Brasil, quando se olha apenas pra embalagem sem se preocupar com o conteúdo, e há sempre uma embalagem mais bonita,especialmente se a que tinha antes já estava gasta…ai…ai…ai… a troca é constante, acho que isso as brasileiras coitadinhas bem conhecem. Um forte abraco e parabéns pela valorizacao da populacao feminina do Brasil. Risa, Augsburg-Alemanha – set2006

30- Amei o texto do comeco ao fim. Fui abduzida mas sou eu que tenho o nome “Alien” nos documentos. Os homens brasileiros nao estao piores ou estao se esquecendo de gostar e cuidar mais das mulheres. Eles nunca foram de fazer isso. Sao as mulheres que estao mais seletivas. Nao somos mais tao passivas e vamos em busca de um amor verdadeiro. Vamos a luta. E procuramos antes de tudo alguem que alem de ser bom amante seja bom marido e bom pai. No melhor sentido da frase “perpetuacao da especie”. E as diferencas culturais??? Dividimos curiosidades e adaptacoes culturais com outras “abduzidas” pelo orkut (comunidade “Meu Marido e Gringo). E Viva o novo planeta!! Etiene Sayger, Chicago-EUA – set2006

31- Li a sua crônica, achei sua visão analítica, poética, porém, real, proveitosa, eternizada no ponto de vista masculino.srsr Se Isaac Newton ainda estive entre nós , diria que , a gravidade da “Pelada” é o resultado que faz alguns homens “NUS” e nos deixam à busca dos “ET’s”, que crescem e nos acompanham na evolução humana! Ah! Se todos fossem “Ricardos” não iríamos na nave..srsr Beijão, estou na comunidade “Meu namorado é italiano” no orkut.srsr. Conceição Henrique Santos, Campinas-SP – set2006

32- rsrsrs quando entrei no site dele foi a primeira crônica que li… realmente esse cara sabe das coisas… e dá-lhe valor à essa mulherada de fibra e cheia de graça. Andréa, Orkut, Comunidade Mulheres Repensando Conceitos – set2006

33- Putz,adorei este texto.Recebi-o no meu email e fiquei feliz em vê-lo aqui. Eu fui abduzida meninas ahahaha que delícia. Só ele mesmo. Acho que o Ricardo deveria estar nesta comunidade,porque ele fala a mesma linguagem das mulheres apesar de ser homem.Eu adoraria! Celinha, Orkut, Comunidade Mulheres Repensando Conceitos – set2006

34- kkkkkkkkkk Agora li o texto completo..Adorei.Muito bem escrito. Os homens que se cuidem. Silene, Orkut, Comunidade Ich Liebe einen Deutschen – set2006

35- O rapaz fez uma cronica bem humorada e ao mesmo tempo crítica sobre a atitude de muitos homens brasileiros, que costumam serem exigentes com as mulheres sem no entanto oferecerem nada em troca.Estou generalizando, claro, mas posso dizer isso por experiencia própria e por experiencia de amigas, algumas esperando ja ha muitos anos por uma definicao do „namoro eterno“. Inês, Orkut, Comunidade Ich Liebe einen Deutschen – set2006

36- isto é realmente interessante! Deve-se mesmo refletir sobre o fato. Rejane, Orkut, Comunidade Meu amor é Alemão – set2006

37- eu nao troco meu E.T. por brasileiro nenhum nesse mundo! Gostei da abducao! Lígia, Orkut, Comunidade Meu amor é Alemão – set2006

38- Achei o texto machista, mas o cara escreve bem, em um tom jocoso sem ser ofensivo e uma coisa ele tem razão, é impressionante como há brasileiras casadas com estrangeiros. Érica, Orkut, Comunidade Meu amor é Alemão – set2006

39- aABDUZIDA??? è uma mistura de ABDICAR + SEDUZIDA???? Ana Flávia, Orkut, Comunidade Divã – set2006

40- rsrsrs quando entrei no site dele foi a primeira crônica que li… realmente esse cara sabe das coisas… e dá-lhe valor à essa mulherada de fibra e cheia de graça. Andréa Magnoni, São Paulo-SP – Comun. Orkut Mulheres Repensando Conceitos – set2006

41- Amei receber um texto seu! Quem sabe, com tantas abduções vcs aprendem a nos tratar um pouco melhor. Nada pessoal!!!! rsrsrs Manda sempre, assim eu mato as saudades. Qdo vc vem à São Paulo? bj no coração. Iara Cristina Costa Pinto, São Paulo-SP – out2006

42- Calma, amigo Kelmer. Isso acontece. É uma… polinização natural das espécies. Pois eu conheço quatro mulheres que abduziram, isto é, trouxeram seus ETs para vir morar aqui. E conheci dois homens que foram abduzidos. Talvez eu conheça mais casos, só estou lembrando estes poucos agora. Acho que mulher se desloca mais porque faz parte daquele velho paradigma do príncipe encantado, aquela definição paternalista de “homem”, que pega a mulher e meio que “adota”, e ela vai viver mais a vida dele que a vida própria. Acho que isso acontece mais com mulheres e, vejamos… já faz uns séculos. Sempre foi assim. Mas seu texto é maravilhoso como sempre! “meninas, tão lindas, tão poéticas, cultivadas com tanto carinho na estufa aconchegante da amizade tropical, de repente trocarem tudo pelo frio e por um branquelo gosmento que nem de futebol gosta” Quá quá qua! Tu tens a manha, companheiro. Luciano Es, São Paulo-SP – jul2011


O punhal

junho 5, 2011

Ricardo Kelmer 2004

Mulheres que amam, arriscam, sofrem, morrem… E sobrevivem
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Faca, lâmina, estilete. Fora a saudade cortante que as mensagens trazem, ela não tem do que se queixar. Aliás, também não gosta de reclamar da saudade pois ainda que traga sempre consigo a melancolia, a saudade de sua terra e seus amigos é uma companhia, uma espécie de presença que no fim das contas faz com que não se sinta tão só.

A distância e a solidão, que no início pesavam cruéis sobre todo seu ser, acabaram ensinando-a a extrair forças de si mesmo, a arrancar de dentro de sua alma aquilo que hoje a fortalece nos momentos em que a vontade é de largar tudo e pegar o primeiro voo de volta. Ela então para e respira fundo. Depois vai à janela olhar a rua, o movimento das pessoas. Lá fora o mundo segue seu caminho, tudo está como sempre esteve e como deve estar. É somente dentro dela que os ventos sopram fortes, agitando sua alma feito roupa no varal.

Banir de si o medo de arriscar o novo. Despir-se das armaduras que a protegem dos perigos do mundo. Mas que perigos? Haverá perigo maior no mundo que a recusa de viver o que é preciso viver? Ela compreendeu isso saltando no abismo de seu próprio medo de arriscar. Aprendeu saltando, arriscando, pagando para ver até onde era capaz. E ainda hoje se surpreende ao perceber que sempre é capaz de mais um pouco, sempre um pouquinho mais. É, para a alma imensa tudo vale a pena.

Intuitivamente ela sabe que nasceu para ser feliz, sempre soube, mas… ah, esse diabinho tagarela! Sempre tentando convencê-la a boicotar a própria felicidade. Tantas vezes ela lhe deu ouvidos, a boba. E estragou tudo. E depois olhava o estrago e não conseguia acreditar que ela mesmo fez aquilo, um gol contra no último minuto. Mas agora é diferente. O diabinho ainda está lá, sim, mas ela não o escuta ou, se escuta, ri das artimanhas do danado. A maior tentação hoje é seguir as pistas de sua sagrada felicidade.

Aprendeu também que o amor é uma chama que ilumina e dá sentido à vida, chama a aquecer corpo e espírito nas noites frias. Mas a chama um dia se apagou e ela demorou um pouquinho mais para entender que não adianta tentar reacendê-la. Para quê? Para iluminar o que ela já conhece? Para aquecer o que não mais sente frio? Foi o amor que a levou para longe, foi por amor que ela fez tudo que fez, sim, mas agora ele não tem mais forças para conduzi-la pois ela mudou, já não é a mesma, a vida mudou, tudo mudou. Haverá outros amores? Esbarrará em outra paixão irresistível na próxima esquina? Perguntas, perguntas…

Nas tardes de outono gosta de olhar as árvores, as folhas em tons de laranja, vermelho e amarelo caindo em rodopios. Ela também rodopia mas em pensamento, girando pelas memórias, lembrando das verdades que antes tão bem sabiam movê-la. As verdades que a levaram ao lugar onde agora está, onde ficaram? Ficaram pelo caminho, como as folhas que caem das árvores quando não são mais úteis. Caem e voltam à terra, para se decompor e depois retornar à arvore em forma de nutrientes e ser folha novamente, outra folha, outra utilidade. A vida como passagem para algo maior. As verdades como trampolins para outras verdades mais abrangentes. O amor como portal para outros níveis de si mesma. O si-mesmo como guia maior de toda uma vida.

A rua lá fora, as pessoas caminhando, as árvores do outono… Ela dá por si, enxuga uma lágrima e volta o olhar à tela do computador, as mensagens dos amigos, notícias frescas da terrinha, as palavras lhe trazendo os cheiros dengosos de um tempo antigo e tão presente, o calor dos abraços, a urgência dos desejos, velhas paixões que não morrem, um aperto no coração. Ai, a saudade é mesmo um punhal encravado, impossível de retirar… Nesses momentos, mais que nunca, ela se sente longe, muito longe de tudo… Mas então fecha os olhos e respira fundo, uma vez, depois outra… Ela abre os olhos e pela janela vê que o mundo continua o mesmo mundo. Tudo normal, tudo seguindo seu caminho, tudo bem. Fora esse punhal enterrado no fundo da alma está tudo bem, nada a reclamar.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Este texto integra o livro
Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino

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en español

EL PUÑAL
Ricardo Kelmer 2004

Cuchillo, lámina, estilete. Afuera la añoranza cortante que los mensajes traen, ella no tiene de lo que quejarse. Por el contrario, también no le gusta reclamar de añoranza pues aunque traiga siempre consigo la melancolía, la añoranza de su tierra y de sus amigos es una compañía, una especie de presencia que a fines de cuentas hace con que no se sienta tan sola.

La distancia y la soledad, que en principio pesaban crueles sobre todo su ser, acabaron enseñádola a extraer fuerzas de sí misma, a arrancar de dentro de su alma aquello que hoy la fortalece en los momentos en que la voluntad es de largar todo y coger el primer vuelo de vuelta. Ella entonces se para y respira hondo. Después va a la ventana mirar la calle, el movimiento de las personas. Allá fuera el mundo sigue su camino, todo está como siempre estuvo y como debe estar. Es solamente dentro de ella que los vientos soplan fuertes, agitando su alma como ropa en el colgador.

Expulsar de sí el miedo de arriesgar el nuevo. Desnudarse de las armaduras que la protegen de los peligros del mundo. ¿Pero qué peligros? ¿Habrá mayor peligro en el mundo que la repulsa en vivir lo que es necesario vivir? Ella comprendió eso saltando en el abismo de su propio miedo de arriesgar. Aprendió saltando, arriesgando, pagando para ver hasta donde era capaz. Y todavía hoy se sorprende al darse cuenta que siempre es capaz de un poco más, siempre un poquito más. Es eso, para el alma inmenso todo vale la pena.

Intuitivamente ella sabe que nació para ser feliz, siempre supo, pero ¡ah, ese diablito parlanchín! Siempre intentando convencerla a boicotear la propia felicidad. Tantas veces ella le dió oídos, la tonta. Y estropeó todo. Y después miraba el estrago y no conseguía creer que ella misma había hecho aquello, un gol contra en el último minuto. Pero ahora es diferente. El diablito todavía está allá, sí, pero ella no lo escucha o, si lo hace, se ríe de sus artimañas y sigue las pistas de su felicidad.

Aprendió también que el amor es una llama que ilumina y da sentido a la vida, llama a calentar cuerpo y espíritu en las noches frías. Pero la llama un día se apagó y ella tardó un poquito más en entender que de nada adelanta intentar reencenderla. ¿Para qué? ¿Para iluminar lo que ella ya conoce? ¿Para calentar lo que no más siente frío? Fue el amor que la llevó para lejos, fue por amor que hizo todo lo que hizo, sí, pero ahora él no tiene más fuerzas para conducirla pues ella ha cambiado, ya no es la misma, la vida cambió, todo ha cambiado. ¿Habrá otros amores? ¿Desbarrará en otra pasión irresistible en la próxima esquina? Preguntas, preguntas…

En las tardes de otoño le gusta mirar los árboles, las hojas en tonos de naranja, rojo y amarillo cayendo en volteos. Ella también voltea pero en pensamiento, girando por las memorias, acordándose de las verdades que antes tan bien sabían moverla. Las verdades que la llevaron al lugar donde ahora está, ¿dónde quedaron? Se quedaron por el camino, como las hojas que caen de los árboles cuando no son más útiles. Caen y vuelven a la tierra, para descomponerse y después retornar al árbol en forma de nutrientes y ser hoja nuevamente, otra hoja, otra utilidad. La vida como pasaje para algo mayor. Las verdades como trampolines para otras verdades más encerradas. El amor como portal para otros niveles de sí misma. El sí-mismo como guía mayor de toda una vida.

La calle allá fuera, las personas caminando, los árboles del otoño… Ella se da cuenta de sí misma, seca una lágrima y vuelve la mirada a la pantalla del ordenador, los mensajes de los amigos, notícias frescas de la tierra querida, las palabras traéndole los olores mañosos de un tiempo añejo y tan presente, el calor de los abrazos, la urgencia de los deseos, viejas pasiones que no mueren, un aprieto en el corazón. Ay, la añoranza sí es un puñal enclavado, imposible de retirar… En esos momentos, más que nunca, ella se siente lejos, muy lejos de todo… Y entonces cierra los ojos y respira hondo, una vez, después otra… Ella abre los ojos y por la ventana ve que el mundo continúa el mismo mundo. Todo normal, todo bien. Afuera ese puñal enterrado en el fondo del alma está todo bien, nada a reclamar.

TRADUÇÃO: Candice Graziani (candicegraziani@ig.com.br)

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- Kelmer Para Mulheres – Nesta seção do blog, homem fica de fora

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- O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

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Comentarios01COMENTÁRIOS

001- Eu te conto. Ela está lá, sozinha e tem certeza de ter aprendido. E aprendeu. Mas as vezes ela faz questão de esquecer que aprendeu, pra não se privar… De sentir falta, de sentir tristezinha…. A vida muda diante de seus olhos. De fato, a vida é a mesma, ela so não conhecia assim, tão aberta à sua frente. /// Eu me mudei pra outro pais ha quase 8 meses. E parecia que vc descrevia alguns dos meus momentos.. Até deu pra pensar que vc me espionou. Gostei do texto. E ja que tava lá, tão facil de te escrever, e já que são 3h da manhã e minha cabeça se recusa a repousar (não me pergunte porquê), lá me venho eu, escrever mais uma a um desconhecido. Sem nem saber se terei ouvidos. Enfim, gostei do seu texto e é isso. Boa sorte! Fernanda, França – fev2005

002- Uma pergunta: poderia v. me explicar como vs (compositores, escritores…) falam de mim como se fosse eu mesma? V. naum estava pensando em mim qdo escreveu este ‘punhal’ ? Estava? Teté Bastos, California-EUA – fev2005

003- Ricardinho Te amo, com todo respeito e admiração! Fiquei encantada com esta crônica, você é fera em matéria de mulher, sabe unir a razão e a sensibilidade como ninguém, sorte de sua digníssima, parabéns!!!! beijões. Roberta Passos, Fortaleza-CE – mar2005

004- Valeu Kelma! André Rola, Rio de Janeiro-RJ – mai2005

005- Rika, Torno a dizer: amei o seu texto, lindo!!! Você é um homem com a alma feminina. Por isso, nos encanta e nos faz tanto bem. Por favor, não deixe nunca de escrever pra gente,tá? Obrigada e mais uma vez, parabéns! Beijos… Anabela Alcântara Pinto, Fortaleza-CE – mai2005

006- Ricardo, Conheci seu site é muito legal, adorei o texto o Punhal que por coinscidência ou não parece um pouco com minha vida, vivo bastante algumas passagens dele e a vida é assim mesmo, lá fora as pessoas vivem e nós é que teremos que lidar com os nossos punhais do dia-a-dia. Abraços. Vânia Cavalcante, Fortaleza-CE – mai2005

007- Oi Ricardo, amei O Punhal. Fala de você. Beijos e saudades. Valeska, Fortaleza-CE – mai2005

008- ah, sacanagem…agora li outra crônica…Punhal..ah q linda… parabéns! Muito bem, me explique como conseguiu tirar uma idéia tão feminina e atual??? putz, agora vou virar baba ovo…rs beijos de novo. Débora Pissarra, São Paulo-SP – jun2005

009- Óptimo texto, Ricardo. Bom lembrar, no entanto, que é importante que o punhal esteja enterrado dentro, bem fundo, a carne cicatrizando em volta, o gume calcificando. Mas a ponta saida, impedindo de nos acomodarmos, espetando na pele e fazendo sangrar ao primeiro sinal de resignação. Beijos de além-mar. Susana X. Mota, Leiria-Portugal – jun2005

010- estou mandando o link para duas amigas brasileiras que moram aqui em Pittsburgh e vieram casadas com maridos americanos que já ficaram no passado – vão se assustar e achar que vc as conhece secretamente e escreveu diretamente para elas :-). E sob uma ótica perfeitamente feminina, o que é um feito e tanto para um escritor do sexo masculino! AB, Pittsburgh-EUA – ago2005


Crônica de um romance não fumante

abril 13, 2011

Ricardo Kelmer 2004

Se vejo o cigarro entre os dedos, já sei: mesmo que haja interesse mútuo, jamais seríamos felizes juntos
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Nada contra os vícios, por favor, também cultuo os meus. E não me interessa o que os outros fazem ao próprio corpo e espírito, a gente é livre pra viver e morrer. Mas comigo não dá. Não dá mesmo. Tô falando de mulheres fumantes. Me desculpe se você fuma mas, sabe como é, essa nossa convivência, tantas crônicas, acho que posso ser franco.

Dizem que homem, quando conhece uma mulher, sempre pensa em sexo: transaria ou não com ela. Mas sempre pensa. Bem, admito que tal hábito não me é estranho. Mas vou além. Como sou um cara meio romântico, às vezes penso em romance: será que eu e ela, um dia, nós dois… Poizé, eu penso. No entanto, se ela fuma, ah, que pena… Desanimo no terceiro segundo do primeiro encontro, antes do quarto. Se vejo o cigarro entre os dedos, já sei: mesmo que haja interesse mútuo, jamais seríamos felizes juntos, a vida não é perfeita, beibe. Dividir algumas noites, talvez, anda mesmo fazendo frio. Mas compartilhar o dia a dia? Impossível. No máximo um romance de mentirinha. Porque sei que não vai dar certo nunca, melhor não nos iludirmos.

E não me acuse de radical pois eu já tentei, bem sei do que falo. Honestamente tentei, ela tá de prova. Quando a conheci, ela estava fumando – ainda assim me apaixonei pela moça. Felizmente a paixão é cega, senão ninguém se apaixonaria. Acontece que depois a visão volta e a gente tem que lidar com a realidade. O que aconteceu com a moça e eu? Não deu certo, é óbvio. Como que dá certo se não aguento a fumaça, me sinto sufocado, espirro, arde o olho… Por favor, não preciso de mais um risco de câncer. E ela responde: e eu não preciso de mais um chato. E você tá comigo por quê? Pronto, começou, a velha discussão.

Já reparou? Fumante sempre acha que controla a direção da fumaça: estica o braço, abana o ar, bafora pra cima, vai pra a janela… E o fedor horroroso que fica na roupa dela, na pele, no cabelo – quem gosta de mulher fedorenta? E no outro dia até eu tenho que pendurar minhas roupas ao sol, que merda. Exagero seu, não tô sentindo nenhum fedor, ela diz, magoada. Claro que não sente, com esse olfato comprometido. Ah é, e essa sua mania ridícula de arrotar, heim? Ridículas são as guimbas que você deixa por aí. Tô jogando no vaso sanitário, seo idiota! Mas não dá descarga, sua burra!

Tá vendo? Não dá, minha linda, melhor não insistir. Por mais que você evite fumar quando comigo ou que fume escondido e depois passe o bom-ar, uma hora bate a secura. Aí eu já sei o roteiro da tragicomédia: saio de perto pra você fumar tranquila, vou dar uma volta, você se chateia e pronto, estragou a noite. Isso tudo sem falar no maldito hálito. Beijo com gosto de cinzeiro, francamente… Pra encarar, só misturando muito desejo com cinco doses pra anestesiar a língua. Sem falar que você vai acabar se chateando de tanto que vou lhe oferecer ráus extra-forte. Enfim, não dá, não dá.

Há mulheres que se irritam com não-fumantes, chegam a insultar nossa masculinidade, que coisa feia. E há amigos que dizem que isso é frescura: pô, mermão, botou no sol e fez sombra, a gente traça. No meio dos extremos só me resta dar de ombros: fazer o quê se com a idade a gente se valoriza mais e fica mais seletivo? Bem, é verdade que, biologicamente falando, não sou nenhum representante exemplar da raça pra botar tanta banca. Sem falar que sou viciado em futebol, desses que colam a tabela de classificação na parede – coisa que a maioria das mulheres jamais entenderá. Mas mesmo com todos os meus defeitos, acho que também tenho direito a uma exigenciazinha, né?

Semana passada conheci uma fumante. Ela é tão linda… O olhinho, o jeitinho… Ai, ai. Pena que a vida não é perfeita. Durante um tempão fiquei olhando, admirando… Até que tomei coragem e fui lá. Oi, você já ouviu falar das realidades paralelas? Não? Ah, então deixa eu explicar, posso sentar aqui do teu lado? Obrigado. Garçom, uma vodca, por favor. Tripla. Onde a gente tava mesmo? Isso, os deuses. Poisbem, os deuses que criaram essa realidade também criaram outras. E numa delas você deixou de fumar, sabia? É, definitivamente. Sério que você anda pensando em largar? Que bom. Então. A gente invade o prédio dos deuses, acessa o arquivo e faz a substituição da realidade. Eles nem vão perceber, andam muito preocupados com o Oriente Médio. Tem que ser à noite, claro. Hoje? É, hoje é um dia bom. Você tem compromisso?

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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 COMENTÁRIOS
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01- Oi, Ricardo, gosto muito do jeito como vc escreve! Em especial, este trecho de crônica sua mexe muito diretamente comigo pq sou fumante. Já deixei várias vezes e volto sempre qdo alguma coisa me aperreia. Fazer o quê? Esquecer de beijar e esperar deixar de fumar. Vich, tá parecendo o filme “Confidências Muito Íntimas”! Só que aqui, peguei foi um desavisado escritor para analista. Me perdoe. Abraço. Maria Juraci, Fortaleza-CE – ago2005

02- Concordo em gênero, número e grau: perderia facilmente o grande amor da minha vida no terceiro segundo do encontro, bastaria que ele acendesse o cigarro. Poderia ser o Brad Pitt. E Free Light. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – ago2005

03- Olá Ricardo! Já li todos os seu livros, sou sua admiradora. Amo o seu jeito inteligente e leve de escrever. Adorei a crônica de um romance não fumante, só ficou faltando especificar que o gosto do beijo é de cinzeiro é sujo. Quem já beijou sabe disso hahahahahahaha… Atualmente não tenho este problema, tb não agüentaria. Bj p/ vc genial escritor, Jussara Santana, Salvador – BA – ago2005

04- Kelmer, Gostei muito da crônica e, inclusive, me identifiquei. É osso mesmo agüentar, por mais que haja a própria mulher, é claro, + chiclete, pastilhas, whysky, incenso, bom-ar etc e tal… Um dia a fumaça entra, e onde há fumaça…., no caso, apaga o fogo! Abraço. Ronald de Paula , Fortaleza-CE – ago2005

05- Olá Rk, Bom dia. Somos um pouco parecidos em relação aos fumantes, mas se for só fumante de Cannabis não me incomoda… Você já sabe que adoro seus artigos, crônicas, textos, etc e tal, sempre que quiser me escreve tá? Se cuida e que o Universo te proteja! Com carinho e paz. Marúsia, Fortaleza-CE – ago2005


Cabaré Soçaite dez2010 – Fotos

março 20, 2011

Ricardo Kelmer 2011

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Mais imagens do Cabaré Soçaite de 03dez2010, em Fortaleza, no Acervo Imaginário. Fotos: Henrique Kardozo.

PARCEIROS:

- Pousada Casa do Ângelo (Jericoacoara-CE)
- Pousada Roane (Praia da Taíba-CE)
- Barong Sushi Bar e Café (Praia da Taíba-CE)
- Acervo Imaginário (Fortaleza-CE)
- Via Libido Sex Shop (Fortaleza-CE)
- Degusti Bar e Restaurante (Fortaleza-CE)
- Confraria São Tomé (Fortaleza-CE)

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VÍDEOS
Veja os vídeos
das edições do Cabaré Soçaite em Fortaleza e São Paulo

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PRÓXIMA EDIÇÃO
Fortaleza, 25.03.11, no Acervo Imaginário

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FOTOS
clique pra ampliar

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Menina nova na casa sempre faz sucesso

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Essa vida de dono de cabaré me mata…

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As caberetes-tigresas começam a se animar

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Rapaz guloso…

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Moça tarada, cliente acabado e segurança meigo

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Cabarete vendendo seu peixe

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Quanto custa meia hora desses bíceps, bonitão?

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O sagrado e o profano no cabaré

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Concurso Casal Sexsação

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Esse trenzinho prometememete…

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E aí, dona Maria, vai levar ou não vai?

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Dançarina Fadinha machucando corações

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Quem quer sentar nessa cadeirinha?

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Machuca, Fadinha, machuca

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Big Mac Soçaite Duplo Feliz

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Posso me melar no seu brigadeiro, moço?

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Candidatos do concurso Muso do Cabaré

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Todo o  charme e a poesia dos candidatos a Muso do Cabaré

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Vale tirar a calça do candidato?

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A cueca também

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Degustando o Muso do Cabaré

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Candidatas do concurso Musa do Cabaré

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Candidata arrebentando as coronárias

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Candidatas brigando por seu voto

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Palmas pra Musa do Cabaré

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Musa do Cabaré agradecendo à torcida

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Tô com sede, Musa, tô com sede…

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MAIS FOTOS
FaceBook do fotógrafo Henrique Kardozo

VÍDEOS
Veja os vídeos
das edições do Cabaré Soçaite em Fortaleza e São Paulo

PRÓXIMA EDIÇÃO
Fortaleza, 25.03.11, no Acervo Imaginário

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Demais

março 19, 2011

Ricardo Kelmer 1997

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DEMAIS
Ricardo Kelmer, 1997
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E nós que acordamos tarde
E rimos das manchetes matinais
O mundo é tão sério
O mundo lá fora tanto faz
E nós nos gozamos demais
Gozamos demais

E nós que não sabemos
O preço das salas comerciais
Mas alugamos nossos corpos
Pro amor que a tarde traz
E nós que lucramos demais
Lucramos demais

E nós que gargalhamos
Dessas pessoas tão normais
E corremos nus pelos telhados
Das crises internacionais
E nós nos amamos demais
Amamos demais

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> Mais poemas e músicas de RK

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A prostituição na sala de estar

fevereiro 24, 2011

Ricardo Kelmer 2009

Quem resiste ao fetiche de acompanhar o cotidiano de uma lolita que vende sexo?
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Sua história é mesmo sedutora. Uma menina de 17 anos, paulistana de classe média, briga com os pais, sai de casa e se prostitui por três anos enquanto narra seu dia a dia num blog, cativando milhares de leitores homens e mulheres, adultos e adolescentes. Ela atua num filme pornô, lança um livro sobre sua vida que vende horrores, atrai a atenção da mídia internacional, supera problemas com drogas, casa com um ex-cliente que deixa a mulher pra viver com ela e, por fim, larga a prostituição. Mas o mundo não larga dela. A apaixonante história de Raquel Pacheco, nome verdadeiro da garota de programa Bruna Surfistinha, agora está no cinema. E, ainda que você não goste, está também em sua casa.

Internet, esse é o segredo do fenômeno cultural Bruna Surfistinha. Se não fosse a ideia de narrar sua vida num blog como nos diários íntimos das adolescentes, ela seria apenas mais uma entre as prostitutas deste país. Quem resiste ao fetiche de acompanhar o cotidiano de uma lolita que vende sexo? Ninguém. Eu também não resisti. Acrescente a isso o eterno fascínio que causa o arquétipo da prostituição e, hummm, temos uma receita de sabor irresistível.

Foi feliz a escolha do nome: “Bruna” é moderno e “Surfistinha” evoca algo de safadice misturado com meiguice e inocência e ainda tem um quê de esportivo e saudável. Aí a gente acessava o blog e via que a menina era gatinha e não tinha aquele jeitão de malaca espertalhona comum às que são do ramo. Ela parecia ser tão verdadeira e espontânea no que fazia que, não, aquilo não podia ser uma pegadinha. Só mesmo ligando pra ela pra conferir.

O fato de Raquel gostar do que fazia e assumir isso em seu blog era mais um tempero na sedução. Ela preferia a prostituição pois adorava fazer sexo com homens e mulheres e curtia os clubes de swing. Ela tinha orgasmos com seus clientes e os respeitava e atendia às suas fantasias. E mesmo depois de famosa, Raquel não achou justo cobrar mais caro pois sabia que, pra muitos de seus clientes, uma hora com ela custava alguns dias de trabalho. Uma menina bonita, de boa família, que é puta porque quer e não tá nem aí pras leis do mercado – você achava que isso só existia nos filmes, né? Eu também.

Raquel destruiu uma velha imagem da prostituta, a da moça pobre-coitada que é obrigada a alugar o corpo por não ter outra opção. Raquel não. Ela estudava em colégio bom e possuía bom nível cultural. Poderia ter arrumado outro trabalho mas, não, ela quis ser puta. Planejava juntar grana e largar a prostituição, sim, mas enquanto isso não ocorria, ela vivia com alegria e não se arrependia de sua escolha. Depois de Raquel Pacheco as teses sociológicas terão de ser refeitas pra falar dessas mulheres que agora a sociedade sabe que existem: meninas de classe média que, em busca de vida melhor e de custear os estudos mais rapidamente, recusam os salários e condições oferecidos pelos empregos tradicionais e encontram na prostituição um ofício honesto, com seus prós e contras mas com vantagens financeiras incomparáveis e que a cada dia é visto com menos preconceito.

E agora a história ganha as telas. Editoras lançam livros, profissionais do sexo saem do armário e a TV põe o assunto dentro dos lares. A sociedade descobre que ama e odeia e rejeita e quer o sexo pago e que, mesmo em tempos de liberação sexual, ele resiste e já não tem vergonha de mostrar o rosto. No século 21 a prostituição ainda polemiza mas continua fascinante e sedutora. E agora tem um certo charme pop. Como a história de Raquel.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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O FILME

Bruna Surfistinha

Drama, Brasil, 2011,  109 minutos
Direção: Marcus Baldini
Roteiro: José Carvalho, Homero Olivetto e Antonia Pellegrino
Elenco: Deborah Secco, Drica Moraes, Cássio Gabus Mendes, Guta Ruiz
Censura: 16 anos

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CARTAZES DO FILME

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SAIBA MAIS

> Blog de Raquel Pacheco
> Entrevista com Raquel Pacheco (TV Estadão, 17.11.09)
> Bruna Surfistinha na Wikipedia
> Bruna Surfistinha no New York Times
(27.04.06)

> O que aprendi com Bruna Surfistinha – Lições de uma vida nada fácil (Raquel Pacheco, Panda Books, ). Livro digital para baixar.
> O doce veneno do pecado – Crônica de Arnaldo Jabor no estadão, 15.03.11

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Treiler oficial do filme

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

> As fogueiras de Beltane – A sexualidade sem culpa de uma sacerdotisa pagã

> A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

> Cabaré Soçaite – Uma festa de sensualidade – Se você tem medo do desejo feminino, é melhor não ir…

> O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

> Lolita, Lolita – Ela é uma garotinha encantadora. E eu poderia ser seu pai. Mas não sou…

> A gota dágua – A tarde chuvosa e a força urgente do desejo. Ela deveria resistir mas-

> A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

> O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

> A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e submissão através do sexo anal

> Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

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COMENTÁRIOS
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01- A história dela é fascinante? Ou a sociedade se impressiona com pouco? Luciano Es, São Paulo-SP – fev2011

RK: A história da Raquel é fascinante sim. Pra começar, que menina no Brasil, de classe média, com bom nível cultural, saiu de casa aos 17 anos pra se prostituir e ficou famosa no Brasil e no exterior? Quantos escritores venderam 250 mil exemplares de um único livro neste país? Quantas histórias pessoais no Brasil viraram filme?

02- Não há nada de impressionante nisso, é a profissão mais antiga do mundo…dá pena ver uma mulher se degradar a este ponto, vender o corpo, ser usada e usar…somos muito mais do apenas corpo e grana, é viver de forma limitada, é enxergar apenas uma parte da vida, há muito mais nas entrelinhas…ela no fundo tem fome de amor e familia, foi isso que compreendi nesta historia. Adriana Alves, São Paulo-SP – fev2011

RK: Não há nada de degradante em sexo pago, Adriana. Cantores alugam a voz, modelos alugam o corpo. Prostituição é um negócio como qualquer outro, onde há um prestador de serviço e alguém interessado nesse serviço. Por que o serviço “sexo” seria sujo ou imoral? Ah, eu conheço muita mulher com fome de amor e família e não é puta, viu?

03- Vai fazer o seu programa mas depois volte para mim.Beijos Bruninha. Ps, Odair José e Zeca Baleiro. Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – fev2011

RK: Eheheh… Esta música do Odair é demais!

04- Lamentável a vida desta vadia. Lamentável pessoas de nível dedicarem tempo e trabalho para idolatrar uma saga de degradação. Lamentável pagar ingresso de cinema ou comprar livro desta sujeira toda. Deus e a educação protejam as famíliuas. Rodrigo, Coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

RK: CD Lamentos Rodrigais. À venda na lojinha da igreja.

05- Eu até tento, uma vez por ano eu leio esta coluna ridícula desse rapaz, e é incrível a capacidade humana de não evoluir, que lixo, mais uma vez perdi meu tempo numa leitura pobre e tosca. Levi Nepomuceno, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

RK: Até o ano que vem, Levi.

06- O impressionante neste filme, é que, ele é além de um simples filme; É um guia à prostituição, onde uma menina de 17 anos [...] termina como uma vencedora que conquistou a sociedade através da venda de seu corpo. No mínimo deplorável para os adolescentes que vê tal pessoa conseguindo sucesso através desses meios; Lamentável que exista uma educação tão fútil, que a grande parte das pessoas que estão vendo este filme é composta de ignorantes, que não se importa com %u201Cvalores morais%u201D que estão sendo destruídos na mente de meninas por todo o país. Simplesmente uma situação lamentável aos jovens, que estão sendo conduzidos para um caminho terrível de fornicação e maus tratos, onde a mídia manipuladora pretende destruir a base familiar e fomentar a degradação moral. Misaell, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

RK: Oi, Rodrigo, Levi Nepomuceno e Misaell! Obrigado por comentarem. Fico feliz de ter leitores tão participativos. Vou sair agora com minha namorada pro swing e quando voltar eu respondo com calma, tá?

07- “Tornamo-nos morais quando somos infelizes” Marcel Proust. Junior, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

08- Ainda bem que percebi o teor de imbecilidade deste artigo antes de terminar de ler e escapei de ter que ler tanta besteira. João Marcelo Rocha Ramalho, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

09- VIVA A LIBERDADE!! FORA A HIPOCRISIA. ABAIXO O PRECONCEITO!!!! Ari, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

10- Dias desses lá vou eu conhecer um trabalho social ali no Benfica, a Associação de Solidariedade aos Meninos e Meninas de Fortaleza que com apoio de Malaga na Espanha e da Prefeitura de Fortaleza desenvolvem um belo trabalho com jovens na tentativa de “dar-lhes outros olhares”. A prostituição é uma fábula, um devir e porque não algo envolvente? Dai me despido de preceitos e minha formação cristã. Será no minimo falso moral dizermos que o dinheiro, o glamour e a sensação de ser desejado(a) não é algo. bom. O filme não evoca ou diz: faça isso ou aquilo. A Associação que visitei tenta acolher. Quem tem a dócil missão ou tarefa são os pais em trabalharem principios, valores e amor. Aos adultos o direito por seus proprios corpos! Erivaldo Teixeira, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

11- degradação total,jamais gastarei nenhum centavo com tal filme q dizem ser de superação,a mudança de valores é notoria e ilária,mas espero q não tenha força,só posso lamentar por toda essa podridão q afeta tantas mentes inocentes e em formação. Silvia Helena, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

RK: Putz, Silvia, como você é muquirana!

12- MUITO BOM O COMENTÁRIO DO SR. ERIVALDO TEIXEIRA.SENSATO E HUMANO; ELE NÃO TENTA JULGAR OU ATIRAR PEDRAS COMO FAZEM ALGUMAS PESSOAS SEMPRE EM NOME DA FÉ! SINTO MUITO PELAS PESSOAS QUE CRUCIFICAM E CONDENAM AOS OUTROS. ACHO SIM, QUE NÃO TEMOS NENHUM DIREITO DE JULGAR E CONDENAR ALGUÉM PELOS SEUS ATOS. Arimatéa de Andrade, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

13- PERCEBA QUE O AUTOR, diz ser SEDUTORA uma história de uma adolescente de 17 anos (Menor de Idade), que por não conseguir evoluir no relacionamento com os pais, prefere sair de casa e se prostituir. É de se imaginar que o autor, considere muitas outras histórias bem sedutoras. Mas o que se esperar de um rapaz que é escritor, roteirista e DONO DE CABARÉ, se tivesse oportunidade talvez até contratasse a tal garota para seu estabelecimento comercial, como atração principal. Levi Nepomuceno, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

RK: Sua sugestão para a atração principal foi aceita, Levi. Pode passar na recepção pra pegar sua cortesia.

14- Que a prostituição é um fato, todos nós sabemos. Porém a história e o filme vêm alimentar a ilusão de muitas meninas que acrdeditarao que ser prostituta é uma boa opção de vida. Enquanto a Raquel “se deu bem”, pelo menos aparentemente, milhares de prostituotas estão sem ver uma luz no fim do túnel. Cheias de decepção, traumas infelizes e sós. O filme pode até ser bom para bilheterias, porém como modelo de vida está longe da verdadeira realidade. Antonio José da Silva, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011

15- O que faz um vencedor? Nos dias atuais o vencedor é aquele que de alguma forma, não importa qual, faz um milhão. Achava que era só coisa de americano…mas já empestou o Brasil. A Bruna é heroína pq no lugar de ter um trabalho convencional, preferiu se prostituir pra manter um alto padrão de vida. Por ter enricado, se encheu de fã. A Maria é heroína pq ganhou um milhão no BBB e agora os fãs juram de pé junto que a moça nao fez video pornográfico. Elá é uma vencedora! É BBB!!! Talvez eu esteja velha…sou do tempo que heroína era Maria Bonita, que largou a vida tranquila para lutar por um ideal…tinha um propósito acima de uma bolsa Louis Viton e um Givenchi. Ou Maria Bonita toparia ser mais uma prostituta para mostrar que venceu e pode comprar um apartamento no Leblon? Sonia, coluna Kelméricas, O Povo OnLine – abr2011


Mulheres que adoram

fevereiro 18, 2011

Ricardo Kelmer 2010

Dar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia…
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Elas agora estão com uma mania que eu, particularmente, acho saborosa. É o tal do “Adoro”. Quando querem dizer que gostam de algo, elas dizem simplesmente: adoro. Às vezes marcam bem as sílabas, pra serem enfáticas, a-do-ro. E quando gostam mesmo, puxam na sílaba tônica, adoooooooooro, o que ocasiona um ligeiro e lindo biquinho. Algumas preferem adorar de um jeitinho diferente, deslocando a tônica pro final, adorooooo. E se gostam muito mesmo, alucinadamente, capricham nas duas, adoooooroooooo!!! E as mais exageradas, aquelas que não querem deixar qualquer dúvida, descarregam a adoração na palavra inteira, aaaaadooooorooooo!!!

Já flagrei algumas a dizer adoro enquanto balançam a cabeça e reviram os olhinhos, como se estivessem em transe. Ou será que estão mesmo em transe e nós homens, tão limitados em nossa capacidade de entendê-las, achamos que estão fazendo tipo? E elas não apenas falam mas também escrevem adoro em seus recadinhos pelo celular e na internet, perfumando a comunicação mundial com suas mimosas expressões de prazer. Dá vontade de agarrar a criatura, eu também te adoooroooooo!!!

Dar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia… O que pode haver de mais recompensador na vida? Fazê-la rir, gargalhar, deixá-la toda molinha de tanto dar risada – isso é uma diliça. Talvez eu tenha alma de palhaço, é bem provável. Mas o fato é que uma mulher rindo é uma coisa maravilhosa de se ver, você não acha? Ouso dizer que uma mulher rindo é tão bonito e poético quanto uma mulher gozando. Bem, há gozos e gozos, eu sei, e há até os que vêm misturado com choro. Aliás, que louco isso, há mulheres que choram tanto quando gozam… Que prazer louco será esse que leva alguém às lágrimas? E por que só elas têm direito a esse nível de prazer? No começo, quando eu via uma mulher chorando no gozo, não sabia o que fazer e achava que estava machucando a moça ou que, sei lá, vai ver ela é louca. Mas ela dizia que não, tá machucando não, continua. Tem certeza?, eu perguntava, desconfiado. E ela, enfática: Continua!!!

E eu continuava, claro, doido é quem não obedece a uma mulher nesse momento.

Putz, desviei demais do assunto. Comecei falando da mania do adoro e terminei em orgasmos chorosos. Pensando bem, as duas coisas até que têm um pouco a ver. Só não pode é querer entender, aí já é pedir demais.

– Sninf…

– Tô te machucando, Jéssica Priscila?

– Sninf… sninf…

– O que foi, meu amor?

– Adoro.

– Ahn?

– Sninf…

– Não tô entendendo.

– Buááááá!!!

– O que foi agora?

– Aaaaadoooooorooooo!!!

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Meu livro novo tá nascendo. Quer participar?

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LEIA NESTE BLOG

> Kelmer Para Mulheres - Nesta seção do blog, homem fica de fora

> Mulher marrenta e homem vaidoso – Estamos tentando equilibrar os princípios yin e yang na psique – mas aqui e ali erramos na dosagem

> Mulheres que adoramDar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia…

> Insights e calcinhas - Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

> O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

> Cabaré Soçaite - Se você tem medo do desejo feminino, é melhor não ir a essa festa

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 COMENTÁRIOS
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01- simmmm, muito bom é assim mesmo. adoroooo! existem homens como vc, chico buarque, que observam muito o universo feminino e acabam sabendo mais de nós, do que nós mesmas. Arlene Amorim, Rio de Janeiro-RJ – fev2011

02- Ah, Ricardo Kelmer, se todos fossem no mundo iguais a você…Que maravilha viver! :)))) Parabéns pelo texto, pela leveza (liberdade) e pela sensibilidade. Adooooooooooooooro! :D. Márcia Oliveira, Fortaleza-CE – jul2011

03- Kelmer, eu adooooooooro essa sua crônicas!!!!!! Bjssssssssss. Ana Luiza Cappellano, Juandiaí-SP – jul2011

04- Ai, Kelmer, até você já percebeu isso? Pois eu ADORO, a-do-ro, adorooooooooooooo !!! rsrsr. Meire Viana, Fortaleza-CE – jul2011

05- A-DOOOO-ROOOOOO. Luciana Pessoa, São Paulo-SP – jul2011

06- Só agora, depois de “curiar” o seu blog é que entendi a história de mulheres que adoram….rs…pois é, aaaaddddoooooorrrrooooo seus textos. Rosângela Aguiar, Fortaleza-CE – ago2011


Cio das Letras – ensaio erótico 1

fevereiro 11, 2011

Ricardo Kelmer 2011

Tá no ar a primeira parte do Cio das Letras, um ensaio erótico que fiz sobre amor, paixão e desejo. Utilizei poemas meus e letras de músicas que fiz com parceiros, além de montagens com imagens de mulheres muuuito especiais.

Como o ensaio faz parte dos Arquivos Secretos, somente Leitores Vips têm acesso. Então, você que é Leitor Vip pode conferir o ensaio acessando a postagem anterior. Ou clicando no link logo abaixo. Depois é só digitar a senha, que está nos e-mails mensais que você recebe com novidades do blog.

A segunda parte do ensaio será publicada em breve. Se alguma leitorinha se animar, por favor, não faça cerimônia, pode enviar uma foto sua pra participar também. Pra mim será uma grande honra!

> Cio das Letras – Ensaio erótico 1 (VIP)

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

> Cio das letras – Ensaio erótico 2 – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo. Acesso livre.

> Cio das Letras – Ensaio erótico 1 (VIP) – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo. Exclusivo para Leitor Vip.

> Cio das Letras – Ensaio erótico 2 (VIP) – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo. Exclusivo para Leitor Vip.

> Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

> Cabaré Soçaite – Uma festa de sensualidade – Se você medo do desejo feminino, é melhor não ir…

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

> As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada.

> As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.

> Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

> O último homem do mundoO sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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DICA DE LIVRO

> A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A ex-bailarina filosofa sobre sua experiência de salvação através do amor e da submissão no sexo anal

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Protegido: Cio das Letras – ensaio erótico 1 (VIP)

fevereiro 11, 2011

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Cabaré Soçaite 03.12.10 – Vídeo

janeiro 19, 2011

Ricardo Kelmer 2011

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Em 03dez2010 aconteceu a 7a edição do Cabaré Soçaite em Fortaleza, no Acervo Imaginário Bar Cultural (Praia de Iracema). A dançarina Fada encantou o público dançando ao som de Joe Cocker e Brian Ferry. Os concursos Musa e Muso do Cabaré divertiram bastante o público. Dessa vez rolou também o concurso Casal Sensação, que foi um sucesso. Henrique Kardozo fez as fotos e Levy Mota a filmagem. A data da próxima edição fortalezense do Cabaré será em 25mar, no Acervo Imaginário. E ainda em 2011 o Cabaré Soçaite estreia em Natal-RN.

Os vencedores dos concursos ganharam:

- Fim de semana c/ acomp. em Jericoacoara-CE
- Fim de semana c/ acomp. na praia da Taíba-CE
- Crédito de R$ 69 na Via Libido Sex Shop
- Jantar no Degusti Bar e Restaurante
- Jantar no Barong Sushi Bar & Café
- Crédito de R$ 50 na Confraria São Tomé
- Camiseta, CD e DVD do Cabaré Soçaite

PARCEIROS DESTA EDIÇÃO:

- Pousada Casa do Ângelo (Jericoacoara-CE)
- Pousada Roane (Praia da Taíba-CE)
- Barong Sushi Bar e Café (Praia da Taíba-CE) – 85-8675.0505
- Acervo Imaginário (Fortaleza-CE)
- Via Libido Sex Shop (Fortaleza-CE)
- Degusti Bar e Restaurante (Fortaleza-CE)
- Confraria São Tomé (Fortaleza-CE)

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> Vídeos do Cabaré Soçaite e história da festa

> Grupo Cabaré Soçaite no FaceBook – Arte erótica, sorteio de livros, CDs e DVDs e ingressos

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PARTICIPE

Você tem um número interessante pra apresentar no Cabaré Soçaite? Fale com a gente: cabaresocaite(arroba)gmail.com. Pode ser uma performance de dança, poesia, teatro, música… Mas tem que haver algo de erotismo ou humor, ok?

PARCERIAS

Fazemos parcerias com empresas, divulgando suas marcas na festa e nas peças publicitárias, inclusive nos vídeos. Gostaria de participar? Fale com a gente: cabaresocaite(arroba)gmail.com.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Bettie Page, nós te amamos

janeiro 14, 2011

Ricardo Kelmer 2011

Ela é um ícone da moda, da arte erótica e também do universo BDSM, inspirando artistas e fetichistas
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Você a conhece. E gosta dela que eu sei. Já a viu muito por aí, em cartazes, revistas, bottons e camisetas. Já topou com ela em sites e até em tatuagens. Talvez você apenas não saiba seu nome. Pois bem, ela se chama Bettie. É a mais famosa de todas as pin-ups. Não, ela é mais que isso: ela é “a” pin-up. Na verdade, a moça é um incrível fenômeno cultural. Ela é Bettie Page.

Nascida em Nashville, no Tennessee, EUA, em 1923, Bettie teve infância pobre. Sua família era religiosa e ela sofreu abusos sexuais por parte do pai. Estudou moda, formou-se em Artes, atuou em teatro e trabalhou como secretária. A partir de 1950, morando em Nova York, ficou famosa posando para fotos sensuais onde exibia seu lindo rosto, seu corpo perfeito e o cabelão negro de franjinha, que se tornaria marca registrada.

Mas Bettie não era só beleza. Além de ser graciosa e encantadora, ela possuía um imenso talento para posar, conseguindo transmitir ao mesmo tempo malícia e inocência, ousadia e espontaneidade. Para Bettie, exibir seu corpo nu era algo tão natural que o trabalho se tornava brincadeira e esse clima de naturalidade e alegria é visível em suas fotos.

Foi com o fotógrafo Irving Klaw, porém, que a carreira de Bettie seguiu um rumo mais ousado. Vendo que o mercado queria novidades, ele apostou na pornografia, inserindo nas fotos elementos de fetiche sadomasoquista, e Bettie achou aquilo ainda mais divertido. Roupas de couro preto, chicotes, mulheres amordaçadas, simulação de dominação – as novas fotos fizeram tanto sucesso que ajudaram a criar uma tendência artística, o que incomodou a mentalidade careta da época que, visando combater a pornografia, forçou a criação de uma comissão de investigação no Senado. A paranoia puritana felizmente esbarrou no direito constitucional à liberdade de expressão e, não obstante a arte pornográfica ter seguido livremente seu caminho, a carreira de Bettie infelizmente minguou a partir daí.

Em 1958 Bettie sumiu da cena artística. Casou-se novamente, separou-se, tentou sem sucesso a carreira de atriz, tornou-se religiosa fervorosa e decidiu envelhecer longe da mídia, sendo raras fotos e entrevistas suas desse período posterior. Acometida de depressão e surtos esquizofrênicos, envolveu-se em episódios de violência e internou-se em hospitais psiquiátricos. E morreu em 2009, aos 85 anos.

Hoje, meio século após o fim de sua carreira e mesmo com a popularização da pornografia, que faz as fotos daquela época parecerem coisa de criança, a imagem da rainha das pin-ups continua a se espalhar pelo mundo e seu estilo é insistentemente copiado. Ela é um ícone da moda, da arte erótica e também do universo BDSM (bondage, dominação e sadomasoquismo), inspirando artistas e fetichistas. Quadrinhos, documentários e biografias não autorizadas foram feitos sobre ela. O filme Bettie Page (The Notorius Bettie Page, 2005) mostra sua vida da infância ao fim da carreira de modelo e um dos atrativos é a perfeita caracterização da atriz Gretchen Mol, que interpreta Bettie.

Da próxima vez fique atento: é Bettie quem te sorri na fila da boate, no ímã de geladeira, naquele quadro no motel. Porque somos todos pornográficos. E é por isso que amamos Bettie Page.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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O FILME

Bettie Page/The Notorious Bettie Page
Direção: Mary Harron, EUA/2005
Elenco: Gretchen Mol, Chris Bauer, David Straithairn, Jared Harris, Lili Taylor e Sarah Paulson
Roteiro: Mary Harron e Guinevere Turner
Produção: HBO Films, Killer Films, John Wells Productions
P&B e Cor, 91 min.

> Veja o treiler do filme

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SORTEIO DO DVD “BETTIE PAGE”
> No grupo Cabaré Soçaite (FaceBook)

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VÍDEO BDSM COM BETTIE PAGE

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FOTOS
clique pra ampliar

.Não lembra as fotos amadoras que fazemos
com a namorada no motel?

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Bons tempos aqueles em que as mulheres não
queriam ser esqueletos…

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Queremos mulher carnuda!

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Escrava sexual. Quem nunca sonhou ter uma?

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Bettie, o anjo pornográfico

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Bettie aos 81 anos, com Anna Nicole Smith e
Pamela Anderson em festa da Playboy (2003)

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Cena do filme Bettie Page (2005)

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DICA DE LIVROS

> A entrega – memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre amor e sexo anal enquanto narra sua intensa experiência com a prática-tabu.

> O diário de Marise – A vida real de uma garota de programa (Vanessa de Oliveira, Matrix Editora/2006) – Em casa, uma mãe dedicada. Na faculdade de enfermagem, uma aluna esforçada. Nos hotéis e motéis onde atende, uma garota de programa muito requisitada.

> A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbett, Editora Paulus/1990) – Este livro mostra como nossa vitalidade e alegria de viver dependem de restaurarmos a alma da prostituta sagrada, a fim de nos proporcionar uma nova compreensão da vida.

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

> Cabaré Soçaite – Uma festa de sensualidade – Se você tem medo do desejo feminino, é melhor não ir…

> O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

> As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada.

> As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.

> Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

> O último homem do mundoO sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

> Por trás do sexo anal (1) – Se esotérico significa a parte mais oculta de uma tradição ou ensinamento, aquilo que somente iniciados alcançam após muito estudo e dedicação, então o sexo anal é o lado esotérico do sexo

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