Na verdade os fumantes, com sua deselegância, acabaram criando uma severa lei contra eles próprios. Não deixa de ser irônico
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Jurei a mim mesmo que no primeiro minuto do dia 7 de agosto de 2009 eu publicaria uma crônica sobre uma das leis mais gritantemente óbvias que podem existir. Promessa cumprida.
A lei número 13.541/09, sancionada pelo governador José Serra, proíbe a partir de 07.08.09, em todo o Estado de São Paulo, fumar em locais fechados de uso coletivo, públicos ou privados. A fiscalização, que ficará a cargo dos agentes sanitários, não será feita sobre os fumantes mas sobre os estabelecimentos, que, caso não mantenham o ambiente totalmente livre de tabaco, serão multados e poderão ser fechados.
Várias experiências em outros países inspiraram a lei paulista e elas mostram que a sociedade lucra com a medida. Os donos de bares, boates e restaurantes estão naturalmente apreensivos com a possível queda de faturamento e ela certamente ocorrerá mas será pequena e por pouco tempo, o que desmentirá os terroristas da fumaça, que pregam o risco de demissões em massa.
A classe dos fumantes se adaptará à lei, saindo pra fumar, passando a fumar menos ou até mesmo aproveitando o embalo pra largar o vício. Os funcionários não mais serão obrigados a trabalhar respirando o ar poluído dos estabelecimentos. E os estabelecimentos poderão ter problemas com fumantes fissurados mas isso fará parte das raras exceções pois nem esses desejarão que seja fechado o lugar que frequentam.
Inegavelmente, a turma dos não-fumantes tá muito feliz: a lei lhes soa como uma espécie de justiça tardia. Assim como fumar é uma opção, não fumar deveria também ser. Mas infelizmente nunca foi pois os não-fumantes sempre foram obrigados a fumar por causa de fumantes que acham que seu vício deve afetar não só a eles mas também a quem estiver por perto, o que, convenhamos, é um comportamento no mínimo deselegante, pra não dizer estúpido. Na verdade os fumantes, com sua deselegância, acabaram criando uma severa lei contra eles próprios. Não deixa de ser irônico.
Tenho ouvido queixas curiosas dos fumantes em relação à lei. Um amigo vegetariano, justificando sua discordância, me disse que a presença de pessoas comendo carne o incomodava bastante mas que isso não justificaria uma lei que as proibisse de comer carne. Uma outra, inconformadíssima, lembrou que os fumantes não podem pagar por terem sido ludibriados pela indústria do fumo, que os enganou ao vender cigarro com clima de status e glamur. Ainda teve outra que jogou uma praga: o governador terá de pagar o tratamento dos que, no inverno, vão se resfriar por terem de sair à rua pra fumar. São queixas que, de tão descabidas, nem merecem resposta.
A indústria tabagista? É claro que odeia a lei e já tentou derrubá-la várias vezes, patrocinando ações movidas por associações de bares, restaurantes e hotéis. Felizmente a lei continua de pé e pelo andar da fumaça, cada vez mais países a adotarão, fortalecendo a tendência mundial de se investir em qualidade de vida ainda que isso signifique contrariar fortes interesses comerciais.
Recordo agora, particularmente falando, de que, por conta dos ambientes poluídos de cigarro, precisei abandonar meus bares preferidos. Agora poderei voltar a eles, ô maravilha, e beber com os amigos sem o incômodo dos olhos irritados, da tontura e da dor de cabeça que a fumaça me traz. Assim como eu, muita gente se sentirá mais à vontade pra sair e isso trará novos clientes à noite da cidade. E todo mundo ficará aliviado por não ter mais de chegar em casa com pele, roupa e cabelo fedendo a cigarro.
Decerto nem todo não-fumante sofre como eu por causa do cigarro alheio. Eu sou desses que precisa beber pra anestesiar olfato e paladar e, assim, poder beijar com prazer uma mulher que fuma. Outro dia o suor da moça fedia tanto a nicotina, mas tanto, que bati o recorde mundial de sexo sem respirar. O que a gente não faz… Mas como eu dizia, nem todo não-fumante sofre como eu – mas todos eles a partir de agora não sofrerão mais os males do fumo passivo, o que lhes trará mais saúde, com exceção, é claro, dos que vivem com fumantes pois a lei não se aplica ao ambiente particular das residências. Bem, cada um sabe onde o pulmão lhe aperta.
Em breve as novas gerações comentarão com assombro de um tempo em que as pessoas discutiam a obviedade da proibição de se fumar em ambientes públicos. Tempo estranho. Que já vai tarde.
Lendo os comentários que recebeu minha crônica sobre proselitismo religioso no esporte (Religião no esporte é gol contra), comprovei o perigo que a religião representa pro mundo. Meu texto defende limites no comportamento de jogadores que usam o esporte pra divulgar ostensivamente crenças religiosas. A imensa maioria obviamente discordou pois a imensa maioria dos terráqueos é religiosa. O preocupante foi o tom de animosidade dos comentários. Em lugar de considerações racionais e equilibradas, esses religiosos cospem grosserias, xingamentos e até ameaças, dizem que tô dominado pelo demo, que eu defenderia a propaganda de drogas e que sou babaca, gay e fascista, insultam minha mãe e pedem minha saída do jornal. Quanto fanatismo…
Um assunto delicado e polêmico como esse poucos ousam abordar diretamente pois inventou-se que nunca se deve criticar a religião – um privilégio absurdo. No entanto, os problemas que o fanatismo religioso causam ao mundo trazem naturalmente à tona a necessidade de discutir o assunto com urgência.
A história da humanidade está encharcada de sangue por causa da religião. Mulheres e homossexuais já foram perseguidos demais pelo machismo das religiões. Atualmente a maioria dos conflitos no mundo tem causas religiosas. O terrorismo político, que nos assombrava até pouco tempo, hoje é brincadeira perto do terrorismo religioso. A fé fanática leva as pessoas a lutarem contra o que não segue seu livro sagrado e pra isso vale explodir clínicas de aborto, trens e edifícios.
Nenhum religioso se acha fanático, porém é sutil o fanatismo religioso. Crer que o ser supremo do Universo tá do meu lado e castigará quem discorda de mim e que o meu deus é real e os outros são mentira – isso não é fanatismo? Ah, mas não existem deuses, só existe um único deus, o monoteísta argumenta. Entretanto esse único deus sempre será exatamente como ele entende e jamais como os outros possam entender. Fanatismo. Então defender radicalmente um ponto de vista será sempre fanatismo? Claro que não. No entanto, querer impor a todos uma crença irracional que se resume a uma mera questão de fé íntima e que não se pode comprovar – o que é isso?
Insistem num ponto os favoráveis ao proselitismo religioso no esporte: que impor limites seria ir contra a liberdade de expressão. E disso me acusam, putz, logo eu que tenho a liberdade como bandeira de minha vida. Claro que a liberdade de expressão é sagrada e sem ela não há democracia. Mas há situações mais e menos convenientes pra se expressar. Se um torcedor aproveitasse uma cerimônia religiosa pra exibir a camisa e propagandear a paixão por seu clube, os fiéis da igreja protestariam. Seriam eles contra a liberdade de expressão?
Nada disso. É uma questão de conveniência social.
Haveremos de encontrar um meio de proteger o esporte das interferências da religião, até porque um evento esportivo não é um evento religioso. Evidentemente as religiões têm todo o direito de organizar eventos esportivos e, nesse caso, o esporte seria legitimamente usado a favor delas – mas as competições da Fifa são essencialmente laicas e ela tem todo o direito, em sua legítima preocupação por preservar o espírito esportivo, de proibir certos tipos de manifestações. Se os jogadores religiosos não fossem tão ostensivos em sua fé, nem haveria essa discussão.
Algumas religiões não se contentam em apenas ser: elas precisam do mal pra combater. E o mal está nos que não crêem em seu deus ou está no deus das outras religiões – ou na forma como elas entendem o deus único. Pra algumas religiões não haverá descanso enquanto houver infiéis. É óbvio que isso em nada contribui pro convívio harmonioso entre os diferentes e é aí que mora o perigo do proselitismo religioso no esporte: essas religiões não suportam a diferença. Se elas se unissem, vá lá, o esporte até ganharia com isso, mas não é o caso: as religiões se detestam.
Temos que defender a liberdade de expressão, sim. Devemos ser livres pra dizer o que pensamos, fazer humor politicamente incorreto, criticar governo e instituições, ridicularizar celebridades e até zombar das religiões. Se um jogador tem o direito de usar uma camiseta “Deus é fiel”, outro também poderia usar uma “Deus é assassino”. Se um jogador pode propagandear o cristianismo, por que outro não poderia divulgar o satanismo? A expressão religiosa deve ser livre, sim, mas o esporte não é o melhor lugar pra isso.
Eu falava da reação dos religiosos à minha crônica. Se me fizeram até ameaças, o que poderá acontecer se as religiões se encontrarem abertamente no esporte? Se o deus de uma for o diabo da outra, elas saberão ser gentis? O ódio que sentem umas pelas outras não contaminará a essência da camaradagem esportiva? Pro esporte, um jogo é só um jogo mas pras religiões o que está em jogo é a supremacia de seus deuses. E, é claro, a conquista de mais fiéis pois hoje templo é dinheiro.
Atualmente os ateístas somam 5% no mundo inteiro. Os teístas são esmagadora maioria, sim, mas a crença numa entidade criadora e gerenciadora do Universo, em vez de unir, só os divide, gerando animosidade e fanatismo, o que prova mais uma vez que valores morais independem de religião. O único antídoto contra o fanatismo é a relativização da fé religosa, ou seja, cada pessoa entender sua religiosidade ou a falta dela como apenas um modo particular de lidar com o imenso mistério da vida e que não faz sentido tentar impô-la aos demais. Porém, se isso anularia o fanatismo, também significaria o fim das religiões organizadas. Conclusão: a religiosidade é mais sadia que a religião pois a religião é fanática por natureza.
Minha conclusão não quer convencer ninguém da existência ou inexistência de deuses mas sim mostrar que a religião está diretamente ligada ao fanatismo. E se existir alguma religião que considere relativa a sua visão individual do divino? Uau, eu adoraria receber um comentário com essa boa notícia. Mas é bem mais provável que o fanatismo invista novamente contra meus argumentos com sua velha virulência. Ou com seu santo delírio de falar pela boca do ser supremo do Universo.
As crenças religiosas são uma questão pessoal e não deveriam deixar o âmbito da intimidade das pessoas pra se meterem no plano esportivo ou político. Aquele crucifixo na parede do Congresso Nacional, por exemplo, não poderia estar ali pois pela constituição o Brasil é um Estado laico. Se pode um crucifixo, então pode também uma estátua de Exu. Ou, se existisse a ISLUP, Igreja dos Seguidores de Luana Piovani, poderia também uma imagem dela lá – o Congresso continuaria o mesmo covil mas ao menos ficaria mais belo. A propósito, como o fanático vê o demo em tudo, é capaz de alguém achar uma mensagem cifrada nas iniciais dos parágrafos deste texto. Ô povo imaginoso.
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.wordpress.com
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> Obrigado, Luana, por ter emprestado vossa santíssima beleza pra embelezar este humilde texto.
> Entre pra ISLUP – Igreja dos Seguidores de Luana Piovani. O primeiro passo é saber pronunciar corretamente o nome da igreja, a língua em reverência, como se lambendo um sorvete: IsLLLLLLLup… Após isso, deixe sua inscrição num comentário cá embaixo.)
Obrigado a todos os leitores que comentam meu trabalho. Mesmo que discordemosem nossas opiniões, sua participação me deixa bastante honrado. Comentários enviados por e-mail ou importados de outros sites poderão ser reduzidos. Para garantir a reprodução total de seu texto, poste diretamente neste blog. Comentários postados em maiúsculas poderão ser recusados.
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001- Se LUANINHA ME AMA, que ela venha a mim pra me fazer feliz. Ô mulher bonita!!! Muito inteligente, Ricardo Kelmer. Parabéns!Giovanni, jul2009
002- Entre um homem pragado numa cruz de braços abertos sangrando e a Luana na sua frente com as pernas abertas, você escolhe o quê? Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu !!!!!!!!! – John Lock, jul2009
003-Excelente comentário, pena que contra religião, não há razão. Eduardo, jul2009 RK: É verdade. Mas se eu ficar lembrando disso, desistirei de escrever.
004- Concordo pelamente com seu ponto de vista, a religião acaba com as pessoas formão desunião uma rivalidade sem fim um fanatismo que eles não consequem ver eles são cegos e as igrejas fazem uma lavagem nas pessoas que elas não se dõa conta de tanto fanatismo…isso não considero fé!Ricardo Kelmer adoro vc!!! Jessyka, jul2009
005- Kelmer vc se supera!!!tudo nesssa vida tem que ter equilíbrio e bom senso, inclusive a fé!!!parabéns pela profundidade dos comentários, mas, sem ser despeitada, não acho que a Luana esteja com essa “bola” toda…kkk..!!!bjo. Irismar, jul2009 RK: Luana Santinha te perdoa, Irismar.
006- a verdade está somente em Cristo,Kilmer você não pode generalizar a tudo e a todos, a própria palavra de Deus diz que no final dos tempos apreceriam todo tipo de blasfêmias que muitos esfriariam na fé. Que Deus tenha misericórdia de mim e de você. Nazareno Germano Máximo, jul2009 RK: Putz, agora fiquei sem entender se eu faço parte dessas tais blasfêmias. Posso trocar por blasfêmeas?
007-Viiiiva o deus do KELMER: VIVA A MACONHA!!!Jogadores, exponham nas suas camisas: LIBERAÇÃO DA CANNABIS JAH!A FAVOR DA MACONHA SEM PRECONCEITO DAS MINORIAS!Ricardo Kelmer BASEADO NISSO aplaudirá e exaltará em seus artigos!Só assim vcs deixarão escritor maconheiro feliz! Paulo, ago2009 RK: Caramba, Paulo… Obrigado pela publicidade gratuita do meu livro Baseado Nisso. Em retribuição, deixarei a ponta pra você.
008- Concordo com o artigo de Ricardo em quase tudo, exceto que no Brasil o “DEMO”(PFL)é responsável por tudo que não presta no país, inclusive e principalmente no SENADO. Arlindo Pacheco, ago2009
009-Quanto ao fato de haver crucifixos e outros símbolos religiosos em prédios públicos no Brasil, isso é justificável, pois a grande maioria dos brasileiros é católica e a Igreja Católica tem parte fundamental na nossa formação cultural. Luigi Nocrato, ago2009 RK: Claro, claro. E certamente você continuaria com a mesma opinião se a maioria dos brasileiros fosse do candomblé.
010-Kelmericas, esse seu artigo mostra claramente que você não domina nenhum dos dois assuntos: Futebol e Religião. Existe coisas que só podemos comentar se conhecermos a sensação de vive-las. Antonio José, ago2009 RK: Eu conheço a sensação de viver a religião, Antonio José. Fui dirigente e palestrante de grupos de jovens católicose tentei converter muitas almas pra Deus Nosso Senhor. Frequentei outras religiões pra conhecê-las de dentro, inclusive escolas iniciáticas e grupos esotéricos. E também estudo mitologia comparada. Eu não me arriscaria a escrever sobre tema tão difícil e controverso se não soubesse do que falo. Fique à vontade pra ler o blog e saber mais sobre minha história e meu trabalho.
Atrizimodelo. Essa é atualmente a profissão dos sonhos de boa parte das adolescentes do planeta Terra. Atriz e modelo são duas coisas bem distintas mas na cabeça das meninas é tudo a mesma coisa. O que você quer ser quando crescer? Atrizemodelo.
No entanto, o reinado absoluto desta híbrida profissão pode estar com os dias contados. Com a repercussão dos recentes casos de garotas que leiloam sua virgindade por altíssimos valores, como a californiana Natalie Dylan (foto) e a italiana Raffaella Fico, surge no horizonte uma nova profissão da moda: a profissão de virgem. O que você é? Sou atrizemodelo. E você? Sou virgem.
Quem diria que a virgindade, uma coisa tão cafona, voltaria gloriosa às paradas de sucesso… Dessa vez, porém, ela não entra pura e angelical na igreja, de mãos dadas com o casamento – agora ela entra esperta e pragmática no mercado, abraçadinha com o dinheiro. No quesito anatomia as virgens profissionais não diferem em nada das antigas virgens, porém as profissionais fazem de seus himens intactos o seu meio de sustento e através deles pagam os estudos e compram uma casa bacana pra família.
Certamente algumas virgens preferirão gerenciar elas próprias o negócio mas a maioria contratará um assessor pra organizar os compromissos e marcar as participações nos programas de TV. O leilão da virgindade poderá ser organizado por uma empresa especializada ou por aquele bordel classe A. Os proponentes verão imagens da virgem em seu blog e, mediante pagamento antecipado de uma parte do valor oferecido, poderão marcar encontros pra conhecê-la pessoalmente, encontros esses devidamente acompanhados da mãe da moça, claro.
Uma das modalidades do negócio permitirá o parcelamento do pagamento em 12 vezes no cartão de crédito. Outra modalidade será o sistema de loteria: os proponentes pagam um valor estabelecido e ao final um deles é sorteado. Seja qual for a modalidade, o comprador da virgindade terá direito a uma porção do sangue pra guardar de lembrança e a transmissão ao vivo do evento poderá ser negociada com alguma TV. Evidentemente uma semana depois o dvd pirata estará à venda em qualquer esquina.
Como a virgindade exigida é a frontal, isso ressuscitará aquela antiga e estratégica prática de dar por trás antes de dar pela frente. Se no passado as meninas faziam sexo anal por medo de engravidar ou pra se manterem virgens até o casamento, agora elas o farão por consciência profissional. Ou seja: o que vai ter de virgem especialista em dar a bunda vai ser uma festa. Nada a reclamar, claro, a preferência nacional agradece.
É lógico que com tantos himens se oferecendo no mercado, o preço cairá e as virgens terão que oferecer algo mais pra se valorizarem. Será criado, por exemplo, um selo especial do InMetro pra atestar a originalidade do produto. Uma boa pedida será fazer sociedade com a irmã, oferecendo virgindade em família – já pensou que irresistível, As Gêmeas Virgens! Outra boa estratégia de marketing será a virgem anunciar o leilão quando ainda for menor de idade e que perderá a virgindade exatamente na noite de seu aniversário de 18 aninhos, ela fantasiada de paquita. E aquela crente que se manteve virgem por meras convições religiosas poderá tirar proveito disso e se transformar, tchan, tchan, tchan, tchaaaaan, na Virgem Evangélica. Uau!
Infelizmente só os muito ricos é que serão os clientes dessas virgens profissionais e certamente vários deles se especializarão no negócio, tornando-se exímios colecionadores de cabaços profissionais. Mas não serão apenas eles e as virgens que lucrarão. Como a grana dos caras será escoada pra milhares dessas garotas, isso significa que haverá mais dinheiro circulando na praça, olha que maravilha. A economia se aquecerá, surgirão mais vagas de trabalho e o país crescerá. E o que é mais importante: as virgens profissionais poderãosustentar seus namorados artistas e escritores.
Jamais imaginei que um dia eu fosse gritar isso mas as coisas mudam, fazeruquê? Virgindade já!!!! Pelo bem da arte e da literatura.
O Blog do Kelmer concorre ao Prêmio BlogBooks 2009!
categoria Universo Masculino
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O país inteiro ficou chocado com o caso da menina pernambucana de 9 anos que engravidou de gêmeos após ser violentada por seu padrasto. E com a confissão do padrasto veio o segundo choque: há 3 anos ele abusava da menina.
O padrasto foi preso e a menina teve que ser submetida a um aborto pois seu corpo infantil dificilmente suportaria uma gravidez, ainda mais de gêmeos. O procedimento foi realizado com sucesso num hospital de Recife e a menina agora está bem. Está bem é modo de dizer, claro, pois violência sexual, principalmente na infância, costuma deixar graves sequelas psicológicas.
Mas um terceiro choque aguardava na lista de espera. Dias depois o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, anunciou que a mãe da menina e toda a equipe médica que participou do procedimento estavam excomungados da Igreja Católica. O assunto, que já era complexo, tomou jeitão de polêmica nacional e o tema aborto voltou forte à ordem do dia, mostrando que felizmente as políticas de saúde pública não dependem da leis católicas.
Toda igreja tem suas leis e se você entra pra uma delas, precisa segui-las sob pena de ser expulso. Foi o que ocorreu em Recife. Praticar ou ser cúmplice num caso de aborto é um dos pecados que causam automaticamente a expulsão da Igreja Católica. Assim sendo, a mãe e a equipe médica foram automaticamente excomungados no momento em que participaram da interrupção da gravidez da menina e o arcebispo apenas expressou a posição oficial da Igreja.
A atitude do arcebispo possibilitou a muita gente, católicos inclusive, saber que pra Igreja o pecado de estuprar ou assassinar alguém é menor que o de praticar um aborto. Isso quer dizer que o padrasto da menina poderia estuprá-la durante a vida inteira, e até matá-la, que não seria excomungado e, assim, poderia continuar indo à missa todo lindão, e casar e receber os sacramentos normalmente como o mais santo dos católicos. O mesmo vale pros padres pedófilos que abusam de crianças e lhes traumatizam a vida – esse é um pecadinho bobo sem importância, que é ejaculado pela urina.
Como você reagiria se o caso envolvesse sua filha? Não faria nada e deixaria que a lógica de Deus decidisse? Ou autorizaria o aborto e depois procuraria outra igreja que o aceitasse? E agora, como os católicos brasileiros encaram a posição de sua religião em relação ao aborto? Seria interessante que, após esses acontecimentos, houvesse uma pesquisa de opinião sobre aborto e religião.
Quanto a mim, esse caso me fez ficar sabendo, com 25 anos de atraso, que eu também estou excomungado. Sim, pois um dia uma garota com quem eu tinha um caso engravidou e decidimos pelo aborto. Como eu já não mais me considerava católico, ter sabido àquela época que eu estava expulso da Igreja não faria qualquer diferença.
Mas hoje faz diferença. Eu me sinto bem por ter sido expulso de uma instituição cujos membros estariam dispostos a sacrificar aquela menina pernambucana – pelo simples fato de que essa é a lógica do deus deles.
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.wordpress.com
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>> Esta crônica também foi publicada em minha coluna no Jornal O Povo. Veja os comentários dos leitores:
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teste SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ EXCOMUNGADO E NÃO SABE?
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Pesquisei e encontrei outros pecados passíveis de excomunhão. Veja se você, que é católico ou foi batizado na Igreja Católica, não cometeu algum deles:
Cisma – É a dissidência religiosa, como fizeram os protestantes. Em outras palavras: se você recusar obediência ao Papa, tá excomungado.
Heresia – Significa desrespeitar os dogmas da Igreja. Em 1977 o genial Odair José os usou artisticamente em seu disco “O filho de José e Maria” e, crau!, levou uma excomungada na cabeça.
Profanação das espécies sagradas - Dizem que fumar e não tragar não vale, né? Com a hóstia é parecido: quem recebe e não engole, também a está profanando. Roubar aquele vaso das hóstias tá liberado mas roubar hóstia não pode, mesmo que seja oito da noite e você ainda não comeu nada. Violência física contra o Papa – Contra qualquer outra pessoa pode, até crianças de 9 anos. Contra o Papa não, viu, minha filha, por mais que ele diga que a máquina de lavar foi a invenção mais importante pra mulher no século 20. Violação direta do segredo da confissão – Como você não é padre, esse pecado não se aplica a você. Mas você tem certeza que deseja que o padre saiba que você e aquele seu colega do trabalho andam pecando contra o sexto mandamento? Sexo selvagem no convento – Esse não existe mas não resisti, me desculpe, é uma velha fantasia minha. Não dá excomunhão mas mesmo se desse, eu já tô excomungado mesmo…
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tá fora ALGUNS EXCOMUNGADOS
. - Fidel Castro – Ditador cubano, sec XX. Por proibir a fé católica em Cuba.
- Geraldo Ferreira Filho – Brasileiro, sec XX. Após ter sido desenganado de câncer em 1972, descrente da existência de um ser supremo ou mesmo de uma inteligência superior, encaminhou ofício ao Vaticano, pedindo sua excomunhão, no que foi atendido.
- Jesus Norberto Gomes – Farmacêutico brasileiro, criador do guaraná Jesus, sec XX. Por dar uma surra num padre. (Ué, mas em padre não pode?)
- Juan Domingo Perón – Presidente da Argentina, sec XX. Excomungado por assinar decreto de expulsão de dois bispos católicos.
- Martinho Lutero – Teólogo alemão, sec XVI. Excomungado por heresia.
- Miguel de Cervantes – Escritor espanhol, criador de Don Quixote, sec XVI. Sua excomunhão foi posteriormente revertida.
- Miguel Hidalgo – Mexicano, sec XIX. Por liderar a guerra de independência contra a Espanha.
- Odair José – Cantor e compositor brasileiro, sec XX. Excomungado por heresia.
- Sinéad O’Connor – Cantora irlandesa, sec XX. Excomungada por ter sido ordenada sacerdotisa de seita católica considerada cismática pelo Vaticano.
- Todos os cristãosda América do Sul que tomaram armas contra as monarquias da Espanha e de Portugal durante o papado de Leão XII, sec XIX.
001 – infelizmente certos dogmas são arrastados por séculos ainda permitindo que o ser humano continue, com a mente visivelmente travada, e por isso nós os “excomungados” temos que conviver infelizmente ainda por não se sabe quanto tempo, com esses e outros absurdos cometidos por pessoas doentes que são aceitas conforme a comodidade e a “ordem” imposta por uma parte da nossa própria sociedade. Parabéns pelo texto Ricardo. Hérika Vale – mar2009
002 – Essas inconsistências é que levam a população a descrença em relação a Igreja Católica. Muito bem levantada essa questão: o estuprador não foi ex-comungado, mas quem tentou salvar a vida da menina, e DEIXAR QUE ELA TENHA UMA INFANCIA MINIMAMENTE NORMAL, foi “punido” pela Igreja. Mais uma palhaçada católica! Os evangélicos, Bispo Macêdo inclusive, deve estar rindo a toa. José Cathos – mar2009
003 -Sou católico e defendo a vida sobre tudo. Não temos o direito de tirá-la de ninguém, muito menos de indefesos.. Não podemos mensurar o valor da vida, porque diante de Deus, todas elas tem o mesmo valor.. O Sr. Ricardo Kelmer infelizmente, não sabe que a sua vida tem o mesmo valor da criança que ele abortou quando tinha seus 20 anos, como também dos gêmeos citado nesta matéria. Só tem uma diferença, os pais do Sr. Ricardo Kelmer sabia disso. Jackson – mar2009
004 - utilizar essa polêmica para fazer campanha pró-aborto é ridículo. É preciso ter cuidado, o aborto não é somente uma questão de saúde pública, é também, uma questão de respeito à vida. Acredito não ser prudente deixar a decisão do aborto, qualquer que seja as circunstâncias, nas mãos dos pais. Lima – mar2009
005 – A lógica do Deus que a Biblia apresenta é proteção para aqueles que se sujeitam as suas orientações, a lógica da igreja pelo visto é proteção para sua classe clerical pedófila. Lili – mar2009
006 – o povo esta conseguindo ver que a igreja catolica nao passa d euma tremenda farça religiosa. Jorge Henrique da Silva – mar2009
007 – aqui, na França, os arcebispos agem de maneira diferente e o bispo de Nanterre escreveu uma Carta aberta au bispo de Olinda e Recife condenando a excomunhão. Deus é compaixão e misericordia diz ele e não se deve acrescentar uma dor onde ja existe tanta dor. As pessoas aqui estão horrorizadas com as palavras do arcebispo de Recife. Aqui ,o aborto é legalizado e não existe excomunhão. Mas a França é um pais de 1° mundo. Dois pesos e duas medidas da parte de igreja catolica! Lena O Alard – mar2009
008 – Parabéns, Ricardo! Seu artigo expressa a mais pura verdade. E põe em pauta uma discussão extramamente importante: Qual é o valor da vida? E quando me refiro à vida, não estou falando da vida biológica, que pode ser interrompida com um aborto, mas falo da vida que esta menina enfrentará pelo resto de seus dias. Miguel Arcanjo Zimmermann – mar2009
009 – Gostaria de parabenizá-lo pelo excelente texto! Está passando da hora de a igreja católica acabar com séculos de hipocrisias! E os padres pedófilos, foram excomungados? E com relação ao fato de toda a igreja católica ter se calado diante do holocausto, o que dizer disso? E o bispo que ainda hoje nega a existência do holocausto, foi excomungado? Vamos esperar por todos eles com uma grande faixa onde diz: “Bem-vindos ao Clube dos Excomungados!” Sândalo Costa Bezerra – mar2009
010 – Tão absurdo quanto o aborto, um crime silencioso e covarde, é o tom dessa notícia. O “colunista” é tb um criminoso, e o que é pior, se orgulha disso. Como tantos outros, aderiu ao secularismo. A igreja católica não é uma religião; é a Religião. Fundar uma igreja é fácil, difícil é morrer e ressuscitar no terceiro dia. Francisco – mar2009
011 – Sou totalmente contra o aborto, pois a coisa que mais desejo na vida é ser mãe, mas nesse caso sou totalmente a favor, em caso de estupro eu não seria contra, como fica uma mãe ao olhar todo dia para uma criança e lembrar de como ela foi gerada?! Principalmente uma criança de 9 anos. Como esse senhor pode exomungar alguem nesse caso. A igreja catolica só vem me decepcionando cada vez mais, acho que hj em dia não tenho mais religião, apenas fé. É facil para as pessoas falarem quando não estão vivendo a situação. Vamos deixar de hipocresia, pq se estivesse no lugar dessa criança e da mae dela, irião querer o aborto. Luisa – mar2009
012 – Realmente o escritor mostrou uma tremenda ignorância ao direito canônico. O mandamento é não matarás, ou seja, é terminantemente proibido pela Igreja Católica matar, seja por aborto ou qualquer outra forma. A criança poderia correr risco de vida, mas só DEUS teria a certeza da morte ou não da criança no caso da manutenção da gravidez. Preferiram tirar a vida dos gêmeos a não tentar manter a vida dos três. Só quem é realmente católico para entender a situação. Não cabe a nós, obviamente, julgar os médicos e a mãe da criança. A excomunhão é automática, consoante as regras da Igreja. Mas isso não quer dizer que as pessoas são expulsas, pois todo pecado tem seu perdão, se assim as vítimas desejarem. Particularmente, se fosse na minha familia, manteria a mesma opinião, pois sigo fielmente a minha religião e a minha consciência, respeitando é claro, a opinião de todos, pois vivemos numa democracia e ninguém é dono da verdade, só DEUS!! Deputado – mar2009
013 – Realmente é impossível esperar de quem, de uma maneira cínica, admite publicamente que cometeu aborto, um posicionamento diferente face ao triste fato ocorrido em Pernambuco. Com que autoridade o pretenso colunista pode emitir parecer sobre o assunto? Só existe uma explicação: buscar espaço para vender livros. Augusto Andrade – mar2009
014 – se a escomunhão nesse caso se dá pelo mandamento não mataras, creio que milhões de pessoas ja deveriam ter sido excomungados, sim todo pecado tem seu perdão, mas muitos desses assassinos não se arrependem nunca, eu como mulher repito, não iria querer o fruto de um crime, de um sofrimento, é facil falar quando não é com vc, ser hipocrita é enganar a si mesmo. Também não concordo com algumas das palavras do escritor, o seu caso realmente é lamentavel, no seu caso e da sua parceira foi realmente um crime, e se eu estivesse no lugar dessa sua parceira iria carregar remorso por essa monstruosidade a vida toda. Luisa – mar2009
015 – É por esta e outras que o jornal O Povo está perdendo seus assinantes. Também com um colunista deste! Leitor indignado – mar2009
016 – Para igreja catolica so´ mando uma resposta, va cuidar dos seus padres pedofilos, que esta igreja esetar cheia. eu nao preciso de religiao,acredito em Deus independente de religiao, e niguem e´salvo p/eou c/religiao. Eliane Maria Paz Chaves – mar2009
017 – é incrível, como uma pessoa(Inrresponsável), tem o prazer de dizer que teve participação em um aborto, e hoje fala que agradece por não ser mais católico, sobre a criança de 9 anos, o seu aborto é um caso a se pensar, pela causa que se fez, mais este criminoso que não sabe o que diz um dia vai pagar pelos seus atos, esse livro dele deve ser uma porcaria, porque o cara é fútil. Paulo André – mar2009
018 – Concordo com o Ricardo Kelmer sobre o artigo, mas não é a lógica de Deus a excomunhão, mas sim dos pseudos representantes de Cristo na terra. Por todo o mau que a igreja católica praticou, principalmente na idade média, ela mesmo já não deveria ter sido excomungada? E os padres pedófilos, o que dizer deles? São uns caras de pau, ignorando até o bem que a ciência proporciona ao mundo. Francisco Delmontier da Costa – mar2009
019 – Bem vindo ao clube vc, se depender de aborto para mim ser excomungada nunca serei, não sou contra a essa menina ter feito isso, mas no seu caso, ahh faça me o favor, vc ainda vem aqui e escreve isso com a maior naturalidade, como se tivesse matado uma galinha pra comer, poupe-me viu. Cris – mar2009
020 – Lamento ter lido esse tipo de reportagem/opinião. Um indivíduo se aproveita de um meio de comunicação para externar sua opinião sem se preocupar com o que fala. Aproveita o caso para fazer sensacionalismo, falar mal de uma Instituição séria e assumir que para ele é normal fazer um aborto (matar um ser inocente) caso a namoradinha engravide e eles não queiram assumir a responsabilidade pelos seus atos. É triste ver um jornal como O Povo dar espaço para esse tipo de manifestação irresponsável!!! Karla – mar2009
021 – Agora me vejo perdida. Sou ou, sei lá, era católica…nem sei mais!!! Tanta coisa absurda por baixo de uma batina. Concordo que o aborto deva ser a ultima saída, mas no caso desta CRIANÇA…era a ultima chance pra ela e um arcebispo vem e fala que ela deverá se sacrificar pra dar a vida a um ser que pra ela, com certeza, será sinônimo de algo que quer esquece, VIOLÊNCIA!!! Meu Deus, em que templo tu estais que eu possa entrar???Se o nosso corpo é templo do Espírito Santo, então quem invadiu e fez um estrago que jamais será consertado é que deveria ser excomungado, não???!!! Milla Lopes – mar2009
022 – A pergunta “Não faria nada e deixaria que a lógica de Deus decidisse?”, do meu ponto de vista deveria ser mais fundamentada e não apenas jogada para julgamento público. Como disse, quanto ao tal do Bispo nem me importo, aliás, nem sou católico, quanto ao aborto também achei prudente que fosse feito, porém seja mais prudente ao se referir ou questionar o que Deus faz ou deixa de fazer. Afinal um ¿escritor e roteirista¿ não passa de um ¿escritor e roteirista¿, agora, Deus dispensa os meus e os seus comentários. Adriano – mar2009
023 – como posso seguir o teu conselho contra a igreja catolica ser voce teve a coragem de matar o proprio filho com a arma do aborto , infeliz é a cidade que te acolher para te ouvi maldito todos aquele que te escuta. JUDAS SE ENFORCOU E TU ? é ricardo kelmer como posso seguir o teu conselho contra a igreja de cristo se voce teve a coragem de matar o proprio filho atraves do aborto ,voce devia esta na prissao e nao numa redançao de um jornal. Nazareno – mar2009
024 – Rapaz, vcs ainda dão ouvidos pra essa igreja. Era pra ter entrado num ouvido e saído pelo outro. Totalmente desprezível e insignificante. Renato – mar2009
025 – Eu sou e espírita e em teoria, contra o aborto. Fico muito triste que as crianças do Brasil estejam sendo tão desrespeitadas. Porque todo mundo fala desse aborto, da excomunhão e tudo mais, mas e a punição do padrasto? Sinceramente, se tivesse acontecido com uma filha minha, acho que eu não seria capaz de perdoar. Eu acho que esqueceria todos os princípios cristãos que supostamente tenho e cortaria o pênis desse desgraçado e depois o obrigaria a comê-lo e depois o amarraria numa árvore em praça pública pra ele ser estuprado e humilhado. Débora – mar2009
026 – sinto pena de você. um colunista deveria ter pelo menos sensibilidade antes de escrever tanta heresia e brincar com algo tão sério. você é um irresponsável, pois pessoas sem estudo vão ler essas suas idiotices e você, com tanta besteira, vai influenciar pessoas a terem ódio da igreja católica. você é um alienado, que só pensa nesse seu mundinho de artista. se depender do demônio, você venderá muito livro. quanta besteira foi escrita nesse seu artigo. quanto despropósito, além das brincadeirinhas sem graça. peço a Deus que o perdoe, pois o fim está próximo e, com certeza, você não gostará de se sentir expulso daqueles que irão se salvar, pois o fogo queima… Paulo – mar2009
027 – Religiosos, como o arcebispo de Olinda, são tão nocivos à sociedade quanto o padrasto estuprador, pois o padre, com suas idéias, defendeu que o estupro não é um crime tão grave assim. Talvez seja o corporativismo da organização, a que ele pertence, falando mais alto. É lógico que muitos valores cristãos devam ser preservados, mas acredito que a fé religiosa, hoje, se constitui em um grande entrave para o desenvolvimento sustentável da humanidade. O que dizer das fortes críticas do Vaticano a liberação de recursos oficiais americanos para as pesquisas com “células-tronco”, do posicionamento contrário ao planejamento familiar etc. Hélder Hamilton – mar2009
028 – Sou Bispo de nascimento ( sobrenome do meu Pai ). Esse bispo nao poderia estar em Olinda, D. Helder deve estar muito desapontado do lado de la. Quero ser excomungado!!!!!!!! José Valdo Bispo – mar2009
029 – quem diz que o estuprador está livre das penas eternas definidas pelo magistério da Igreja é o Sr. Kelmer, numa ironia própria dos maldosos, segundo nos ensina com propriedade de sábio o grande psicanalista Mira y Lopez. Enfim, o Sr. Kelmer, bem como muitos da sua estampa, deveriam recolher-se àquela condição do sapateiro da fábula de Esopo: sapateiro, não vá além dos seus sapatos. Barros Alves – mar2009
030 – Sou contra o aborto, mas a favor da legalização do aborto. Sou também a favor da liberdade de culto e do Estado totalmente Laico. A Igreja não poderia interferir nas leis – mas tem o direito de ter seus próprios postulados. O Direiro Canônico da Igreja Católica é elaboradíssimo. Para falar com propriedade, é preciso conhecê-lo, pelo menos superficialmente. Caso contrário, corre-se o risco de ser totalmente superficial, como o sr. Kelmer. John Lock – mar2009
031 – O estuprador era o patrão, o senhor de engenho que deflorava as mucamas. A Igreja até esta época ficava ao lado do patrão ou era patrão mesmo, senhora do mundo. Assim a vemos ao lado do poder, quando não era o próprio poder. Posteriormente perdeu força ficando subordinada ao poder civil instituído. Num avanço político conseguiu ficar independente separada do poder do estado. Mesmo separada do estado, optava para ficar ao seu lado disputando as regalias do poder, para isso tinha que ficar senhora do povo. O dilema surgido foi de que lado a Igreja deveria ficar, do poder ou do povo. Sob o comando do Papa João XXIII a igreja iniciou a guinada na direção do povo (continua) – Airton Barbosa Gondim – mar2009
032- Descobri, através de você, que também sou excomungado. Dei uma clicada no link da lista e o maior pecado que ví foram as asneiras escritas (e tão mal escritas, que pecado!), principalmente, pelos teus algozes. Meu Deus, quanta gente ignorante! Manda perguntar para um budista qual é a verdadeira religião. Ou a um muçulmano… Fui criado numa família profundamente católica, fui orientado a estudar para ser padre… e quanta decepção; é tudo uma grande farsa. Ah, quando estava no seminário, uma vez comi uma lata de hóstias e só não fui expulso porque ainda não estavam “consagradas”, mas meu pai teve que pagar o prejuizo. Enquanto isso, está mais do que comprovado que a maioria dos padres decidiu sê-lo, utilizando o celibato com o propósito de “servir” a Deus escondendo a sua sexualidade; mas, de vez em quando, tinham que dar vazão aos desejos carnais. João de Deus (eu?) – mar2009
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Ricardo Kelmer
Escritor, roteirista, compositor, produtor cultural. Coordena o projeto Letra de Bar. Está em cartaz em São Paulo com o espetáculo Viniciarte - Vida, música e poesia de Vinicius de Moraes. Faz palestras, mora em SP-SP e é não-fumante crônico.
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