Tchau, 2009

dezembro 28, 2009

Ricardo Kelmer 2009

E 2009 chega ao fim. Pra mim foi um ano de recomeço, mais um – putz, quando acabarão? O último recomeço havia sido em 2006, quando, por falta de perspectivas profissionais, fiz a mochila e me mudei do Rio pra São Paulo. Aluguei um quarto próximo a Congonhas e iniciei uma fase de caramujo onde pelos dois anos seguintes eu quase não sairia de casa, imerso em criações. Pari os livros Blues da Vida Crônica e Guia do Escritor Independente. Depois foi a vez do livro Vocês Terráqueas e, em paralelo, comecei a planejar e construir meu novo site, o Blog do Kelmer. E a grana? Vinha dos livros vendidos, de artigos pra revistas, de palestras e das aulas de roteiro de sitcom que eu dava pela internet.

Em ago2008 a situação financeira complicou de vez e não deu mais pra continuar em São Paulo. O jeito foi providenciar uma estratégica retirada pra Fortaleza, minha loirinha desmiolada de sol. Entreguei o quarto, fiz a mochila e lá fui eu de novo, cigano dos recomeços. O plano era lançar lá o Vocês Terráqueas, fazer umas palestas, produzir umas festas e voltar pra Pauliceia o mais rápido possível. Mas demorei pra juntar a grana e acabei ficando nove meses em Fortaleza. Nove meses, um parto.

Voltei pra São Paulo em maio e aluguei um quarto no Sumaré. Comprei um notebook e instalei uma internet 3G, o que me permitiria mais mobilidade pra enfrentar as viagens, as mudanças e, argh, os recomeços. Morando no Sumaré, mais próximo do miolo cultural da cidade, minha vida social ficou mais movimentada e em dois meses eu já conhecia mais gente que nos dois primeiros anos na cidade. Em meu cotidiano agora existiam a feirinha da Benedito Calixto, o espaço do Alberico Rodrigues, o boteco do Jeová, os saraus do Bar de Ontem, os filmes no HSBC Belas Artes, a Livraria Cultura, a Casa das Rosas, o Sesc, a Fenac, os bares da Vila Madalena…

O segundo semestre foi bem movimentado. Fiz o lançamento do Vocês Terráqueas em São Paulo e comecei a me apresentar em alguns saraus. Montei o espetáculo Viniciarte e passamos a apresentá-lo uma vez por mês no espaço do Alberico. Lá também comecei a fazer palestras. E lancei a revista Letra de Bar, sobre livros e boemia. E, pouco antes do ano findar, mais uma mudança: precisei entregar o quarto no Sumaré. Fiz a mochila e me mudei pra uma pensão em Pinheiros, onde moro agora.

Muita gente me ajudou nesse recomeço paulistano. Obrigado, Silvio Dolnikoff, Danielle Fernandes, Celia Terpins, Magna Mastroianni, Lu Pacheco, Moacir Bedê e Gabriel Sousa. Valeu, Alberico e Jeová. Obrigado demais, Bia Rocha, por acreditar em meu trabalho. E obrigado, Wanessa, por você ser real. E muito obrigado a você que me lê e dá sentido ao suor das minhas palavras.

Que 2010 não me venha com mais recomeços, esse negócio cansa as pernas da gente. E minha mochila, coitada, anda precisada de um bom descanso. Em São Paulo.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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A celebração da putchéuris (Intocáveis Putz Band)

dezembro 20, 2009

Ricardo Kelmer 2003

A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

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Boa noite. Nós somos a Intocáveis Putz Band e fazemos música com humor, humor com sexo e sexo sem amor. Com amor, preço a combinar…

Num belo dia de março de 1994 Toinho Martan, um pacato pai de famílias, me convidou pra montar uma banda. Eu, que não toco nada e canto menos ainda, mas que sempre sonhei ter uma banda, topei, afinal festa é o que nos resta. Estávamos excitadíssimos. O destino batia à nossa porta e nos acenava com possibilidades mis. Havíamos simplesmente encontrado… o gênio da lâmpada.

– Queremos ganhar um milhão de dólares!

– É isso aí. E ser mundialmente conhecidos!

– E comer muitas mulheres!

Mas gênio da lâmpada no Ceará é pobre, sabe como é. Tínhamos direito somente a um pedido. Dilema cruel. Que fazer? Muita calma nessa hora. Tratamos então de pesquisar as piadas e estudamos bem o comportamento dos gênios. Eles são sacanas, vivem deturpando os desejos alheios. Então, pra garantir, fomos logo ao que interessava e ficamos com as mulheres. Lembro que o gênio ainda perguntou se era isso mesmo, se não gostaríamos de pensar mais um pouco… Nós confirmamos, convictos. Ele então bateu as mãos e, puff!, sumiu no ar.

Nossa primeira cantora, Daniele Rogério, saiu da banda depois que o namorado viu os shortinhos que ela usaria nos shows. Decidimos então resgatar uma alma penada que cantava Tigresa aí pelos bares. Chamava-se Karine Alexandrino. Era insegura e dada a chiliques de artista mas cantava bem e tinha uma beleza exótica, além do talento performático. Devia estar muito louca quando decidiu ser cantora de uma banda de malucos tarados. Sorte nossa.

Faltavam as vocalistas. Publicamos anúncio procurando “modelos bonitas com boa voz, interessadas ligar à noite”. Lembro de uma que teve a péssima ideia de levar o namorado pra entrevista, pode? Namorado não entende dessas coisas, minha filha. Infelizmente o anúncio não funcionou mas tivemos sorte e pela banda passaram vocalistas maravilhosas como Valeska, Natasha, Fabiana e Luciana. A nata dos músicos também viajou na onda: Rian, Valdo, Claudinho, Nonô, Carlinhos, Vini, Denilson, Bedê, Ellis Mário, Pantico, Marcio, Vocal das Águas, Tim, Jabuti, Rossé… Era mais ou menos como filme dos Trapalhões: é ruim mas todo mundo quer participar. Os shows, sempre regados a muito uísque e improviso, eram uma molecagem só. As entrevistas então…

– Afinal, qual a proposta musical da banda? – perguntou o repórter, confuso.

– Divulgar os sagrados valores da putchéuris uêi ófi láifi cearense.

– Putchéuris?

– E também incentivar o bissexualismo feminino.

– Mas… o que significa isso?

– Você quer dizer: o que swingnifica isso?

Flávio Rangel, Toinho Martan, Karine Alexandrino e Emílio Sclaepfer (1999)

Música, teatro e humor. “Você prefere quiabo cozido ou quiabo cru? Questão de gosto, ô meu. Eu, por exemplo como cru e todo mundo come o seu.” Uísque, escracho e diversão. “Bem-aventurados enfim todos vós que atentais contra a moral e os bons costumes, vós que dais de comer à obscenidade e à alegria, vós que instigais a carícia e a polícia…” Tietes generosas, desbundes homéricos, ensaios que sempre terminavam em festa. “Pelo imprescindível direito de ver os gols da rodada inclusive no motel!” – eu gritava no Manifesto Neomaxista Liberal (com x mesmo), que criamos pra defender os direitos pós-modernos do pênis sexual masculino, é isso aí. Era o ponto alto do show. Os homens vibravam de euforia a cada item, as mulheres vaiavam e xingavam e o circo pegava fogo. Festa é o que nos resta.

No Anima Café Concerto botamos uma cama de casal no palco e fizemos o show deitados, patrocínio da Móveis Rústicos. O show foi ótimo mas divertido mesmo foi levar a cama num buggy, dá para imaginar? Bebi tanto nessa noite que agarrei até minha irmã. Na Concha Acústica me agarrei também mas foi com um bando de metaleiros que no meio do Manifesto subiram ao palco e arrancaram a Playboy cujo pôster central nos servia de partitura. Meu sangue ferveu quando vi a coitada da Marinara toda arreganhada voando de um lado pra outro na plateia. Fiz uma coisa inacreditável: larguei o microfone, saltei no meio dos caras e briguei até recuperá-la. Que coisa. Acho que naquele tempo eu era imortal… E assim, com shows como esse, a banda seguia, célere e predestinada, rumo ao glorioso… anonimato.

Faltava um clip pra MTV. Então juntamos o cachê de cinco shows, rifamos uma noite de amor com o baixista Emílio, deixamos de beber por um mês e, ufa!, contratamos a produtora do amigo Valdo Siqueira. Divulgamos no jornal e a boate Via Giulia ficou lotada. Como queríamos todo mundo no maior clima de alegria, liberamos a bebida. Não foi uma boa ideia. Depois, analisando as imagens, só o que se via era o garçom com a bandeja, passando na frente da câmera pra lá e pra cá. O clímax do fracasso foi quando nosso convidado especial, o músico Moacir Bedê, vestido de Chapolim e cheio de cerveja na cabeça, surtou no meio da música e desceu várias marretadas na cabeça do câmera, tôim, tôim, tôim! A marreta era de borracha, tudo bem, mas o câmera, coitado, estava trabalhando sério, concentrado. Resultado: o cara se aporrinhou, largou a câmera e foi embora. Lá se foram pelo ralo cinco cachês e um sonho de MTV.

Mas a verdadeira desgraça ainda estaria por vir. Um dia ela morreu. Alexandrino? Não, a loira Savannah. Então fizemos um show-tributo pra mais bela (e sempre bem disposta) das atrizes pornô, com um telão atrás do palco a exibir uma de suas melhores performances, sim senhor, aquela da poltrona. Um casal foi embora indignado: pagamos pra ver um show de música e não sexo explícito! Flávio e Emílio, é claro, tocaram o tempo todo de costas pra plateia. Outra vez montamos, junto com a Trupe Caba de Chegar, um divertido teatrinho com a música Libera a Pamonha, onde um policial de repente invade o palco e interrompe o show, alegando que tá todo mundo empamonhado. Uma crítica divertida à hipocrisia dos nossos costumes, que festejam drogas legais e marginalizam outras menos nocivas, que ridículo. Mas deixa esse papo pra lá que ele faz muita fumaça…

Em 95 mudei-me pro Rio de Janeiro. Larguei a banda pra seguir minha carreira de escritor. Mas minha participação prosseguiu via DDD: Alô?, Ricardo, o Martan e a Alexandrino brigaram de novo, a banda vai acabar, tá uma merda, você tem que falar com eles… Virei fonoterapeuta de banda, era o que faltava em meu currículo. Todo mês a banda acabava. Pra meu alívio, Alexandrino e Martan se entenderam, muito bem até, constituindo a união musical mais festejada desde Ayla Maria e Raimundo Arraes, uau. A banda foi deixando certos amadorismos, tocando melhor e ficando conhecida. A putchéuris continuava, claro, mas os shows agora caprichavam em efeitos e figurinos, Alexandrino desabrochava como a genial artista que é, cada vez mais Barbarela Pop-Star, e Martan se consolidava como a “glande cabeça pensante da música pop alencarina”. Vixe.

RK se esgoelando no Manifesto Neomaxista Liberal (1994)

Em 99, cinco anos depois, saiu o primeiro CD, A Arte Menor da Intocáveis Putz Band. Demorou tanto que quando saiu a banda já havia terminado. É um CD póstumo, portanto. Martan teve de chamar todos de volta e ensaiar pro show de lançamento no anfiteatro do Dragão do Mar. Bem, pelo menos o show foi inesquecível. Eu, Rian e João Netto tivemos participação fundamental: vestidos de mulher, corríamos alucinadas pela plateia agarrando os homens, olha que coisa linda. E a crítica especializada em putchéuris, o que achou? Bem, se o próprio Martan vomitava no palco, seria natural que os críticos fizessem o mesmo ao escutar o CD, né?

No CD estão, devidamente registradas pra posteridade, os gôudem rítis Rapariguinhas do Bairro, AA alcoólatra, Mulher, Sexy Sou e, é claro, Elizabeth & Flávia, o invejável menagiatruá que Martan viveu em Jericoacoara. Até seo Manel do Ferro Dentro, folclórico pastorador de carros da barraca Opção Futuro, participa com sua embolada Severina, que ele batuca no peito lá no estacionamento da barraca, pode pedir que ele faz. Tem também o tal do Manifesto, claro, mas em estúdio não tem graça. O erro imperdoável foi não terem gravado Particularmente Eu Prefiro Quiabo Cru, um sensível tratado sobre preferências sexuais.

Hoje, dez anos depois do primeiro ensaio, aquela ex-alma penada dos bares fortalezenses é uma consagrada atriz e cantora: Alexandrino é um sucesso. Dizem até que ficou melhor ainda depois da mudança de sexo. Martan tem três lindas filhas e um eterno caso com seu violão. Flávio e Emílio continuam fiéis à música e às mulheres. E quanto a mim há controvérsias. Alguns boatos dão conta que eu me mandei pra Campina Grande e fundei uma seita pagã cujo culto acontece no meio do mato, sob a lua cheia, com dezesseis virgens vestais correndo nuas ao redor da fogueira. Outros dizem que imitei Jim Morrison e morri na banheira de uma quitinete em Copacabana e que meu corpo está exposto pra visitação pública no banheiro do Roque Santeiro. Não nego nem confirmo.

Boas lembranças. Não me arrependo de nada. Talvez devesse ter bebido um pouco menos pra hoje lembrar de mais coisas. Porém, pensando bem, foi tudo perfeito do modo como foi. Bem, é verdade que às vezes, quando vejo minhas contas atrasadas, me pergunto se eu e Martan fizemos mesmo o pedido certo ao gênio. Talvez devêssemos ter seguido seu conselho e pensado um pouquinho mais e… Mas acho que fizemos o pedido certo sim. Não temos um milhão de dólares nem somos celebridades. Longe disso. Mas pelo menos teremos sempre boas histórias pra contar. No fim da festa, admitamos, é o que nos resta.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Ouça e baixe músicas da Intocáveis Putz Band

- AA Alcoólatra
- Canto bregoriano
Elizabeth & Flávia
Meu nome é Mário
Mulher
Mulher (remix)
- Ovo virado
Prefácio (apresentação do Manifesto)
- Manifesto neomaxista liberal
- Rapariguinhas do bairro
- Severina
Sexy sou

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Intocáveis. Putz Band, 1994 (foto: Ricardo Batista)
Embaixo: Karine Alexandrino, Ricardo Kelmer e Toinho Martan.
Encima: Flávio Rangel, Emílio Sclaepffer, Claudinho Nonô, Claudio Gurgel e Ana Valeska.

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CURIOSIDADES

- O CD tem quatro capas, à escolha do freguês. A capa vermelha, do bonequinho, é de Sávio Queiroz, mecenas intelectual da banda.

- No início a banda se chamava Intocáveis Funck Band. Num show da calourada da Biologia da UFC, a banda mudou o nome, só por uma noite, pra Intocáveis Mitocôndria Band.

- A revista Playboy era usada como partitura na música Marinara, de Fausto Fawcett.

- O primeiro show foi no bar Compasso (Praia de Iracema, em fev1994), que era administrado por Carlinhos Papai. E o show de reencontro (29dez2009) foi no Bar do Papai, também de Carlinhos Papai.

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Intocáveis procura modelos-vocalistas (1994). A melhor candidata que apareceu levou o namorado pra entrevista, pode uma coisa dessa? Claro que foi reprovada.

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Intocáveis. Putz Band, 1996 (foto: Ricardo Batista)
Da esq. p/ dir.: Emílio Sclaepffer, Valdo, Natasha Faria, Toinho Martan, Karine Alexandrino, Claudio Gurgel, Carlinhos Perdigão e Flávio Rangel.

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VÍDEOS

Há pouquíssimos registros em vídeo da banda. Estamos buscando todos os que podemos encontrar. Se você sabe de algum, comunique.

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Show em Fortaleza (Anima Café Concerto, jul94). A música é Corpo Vadio, da banda paulistana Nau. Quem canta é Daniele Rogério, que ainda estava na banda. A cama de casal no palco a gente levou num buggy, acredita? E tocamos uma das músicas todos deitados nela, aiai…

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Compilação de duas matérias de TV por ocasião da gravação do CD, que aconteceu entre 1997 e 1998, e foi lançado em 1999.

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LEIA NESTE BLOG

> A celebração da putchéuris - A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

> A volta da Intocáveis – Oh não! – Um show com os restos mortais da Intocáveis Putz Band

> Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

> A sociedade feladaputa de Geraldo Luz – Suas músicas são baladas de melodias simplórias, conduzidas por uma inacreditável verborragia que mistura crítica social, literatura, filosofia, anarquismo, sacrilégios explícitos e sodomismos irreparáveis

> Ser mulher não é pra qualquer umÉ dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

> Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

> O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários

> Todo mundo tem um lado cabaré – Toda vez eu tremo quando penso no desafio que é dirigir algo que, na verdade, é impossível de se controlar. Mas no fim sempre dá certo

> Galinha ao molho conjugal – Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?

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01- Tive o prazer de ver aquele besteirol inteligente e idiota ao mesmo tempo no Jokerman, numa noite de domingo escaldante regada a muita cerveja e panfletagem de Karine Alexandrino com o manifesto bissexual feminino, perfomances bestiais de RKelmer e Loving You desafinadíssima e falsete do Paraguai de Moacir Bedê. Foi demais. Pouco tempo depois criei Os Moi, não com a mesma proposta, mas com o sarcasmo e besteirol inteligente que vocês faziam, além da fusão de sons que fazíamos. Fomos de 1994 a 1999 (primeira fase) e de final de 2000 a 2004. Por falência e rumos diferentes (filhos, mulheres, dinheiro, faculdade, emprego, uns ricos, outros pobres e outras mazelas que você conhece). Tenho o CD de 4 capas. Abraço. Jofran Fonteles, Fortaleza-CE – dez2009

02- Como não lembrar dessa experiência auditiva,mas tinha seu valor, fala sério! Teca Baima, Fortaleza-CE – dez2009

03- cínicos…kkkkkk. Renata Regina, São Paulo-SP – fev2011

04- Bons tempos… Ronaldo Caldas, Fortaleza-CE – fev2011

05- Muito legal!! Bom ler e recordar! Grande abraço! Marcio Roger, Fortaleza-CE – ago2011

06- Uma de suas melhores crônicas. literatura libidinosa e humorística de primeira. esse comentário swingnifica que… queremos mais! cru ou cozido, tanto faz. rsrsrs. Erika Zaituni, Fortaleza-CE – set2011

07- Kelmer, Não teria o que nao curtir, eu lhe conheço, embora nao faça parte desta consequencia…. que pena, mas algum dia algéum bebe. Espero que não seja eu sozinho. Espero que John Lennon não se configure mais como aquele que não saiu com Elton John nem com Yoko Ono – que mancada? ( só gil pra não transformar em cilada o sexo dos ancients egipicians). TODO MUNDO TREPA – Já dizia Roberto Freire por palavas inapropriadas. Você É, e eu não posso discutir isso a nao ser com você). Estão me dizendo que as palavras não dizem. Abração sempre bem carinhoso…. é meu coração…. Érico Baymma, Fortaleza-CE – set2011

08- kkkk, Ricardo, lembra o trabalho que deu pra levar essa cama no meu bugre? kkkkkk, só hoje é que vejo que valeu a pena! Antonio Martins, Maceió-AL – jan2012

09- Como não lembrar… Muuuuuito bom!!!! Saudades… Michelle Ribeiro Espindola, Fortaleza-CE – jan2012

10- nuss…como eu queria ter ido a um show desses. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – jan2012

11- Banda boa demais! Mas, naquela época, Fortaleza não tinha, (ou se tinha era muito restrito), abertura para esse tipo de som. Junior Faheina, Fortaleza-CE – jan2012

12- Banda indendiária. Como as grandes, não durou. Valmir Maia Meneses Junior, Lisboa-Portugal – jan2012

13- Para os que viram, viveram, sentiram e para os que não tiveram essa impagável oportunidade: um vídeo dos Intocáveis Putz Band. Considerada pela crítica especializada. em música, teatro, poesia, perfomance, gatinhos e mulheres incríveis como a BANDA ++++ f…FENOMENAL que o Ceará já lançou. Espero que apreciem, a preciosidade, direto do túnel do tempo… :-)) Patricia Nottingham, Brasília-DF – jan2012

14- Putz!!!! KKkKk era o que havia de melhor em Fortaleza e no mundooooo. Só a galerinha the best!!! kkk. Regiane Rocha, Fortaleza-CE – fev2012

http://blogdokelmer.wordpress.com/2009/12/20/a-celebracao-da-putcheuris-intocaveis-putz-band


Como violentar crianças em 30 segundos

dezembro 20, 2009

Ricardo Kelmer 2009

É a máxima do Compre Baton: hipnotize desde cedo uma criança e você terá um zumbi-consumidor pro resto da vida

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Publicidade dirigida a crianças – taí uma das coisas mais abomináveis do nosso tempo. Tenha isso, tenha aquilo, peça esse brinquedo pro seu pai, inveje o tênis do coleguinha, morra se não ganhar o celular da moda… Como uma sociedade permite que suas crianças sejam violentadas diariamente, em suas próprias casas, por mensagens publicitárias que exploram covardemente a inocência infantil? É a máxima do Compre Baton: hipnotize desde cedo uma criança e você terá um zumbi-consumidor pro resto da vida.

Os pais sabem bem do que falo. Eles são as segundas vítimas dos terríveis monstrinhos consumidores. Sim, as segundas, pois as primeiras vítimas são as próprias crianças que, por causa da publicidade, tornam-se crianças sempre insatisfeitas e sofrem, entre outros males, de obesidade infantil e erotização e alcoolismo precoces e, no futuro, serão adultos condenados a buscar inutilmente a realização pessoal no consumo desenfreado. E os responsáveis por isso? Seguem impunes e vendendo cada vez mais.

Se você concorda comigo, convido-o a participar da campanha Publicidade Infantil Não. No site da campanha (publicidadeinfantilnao.org.br) há mais informações e você pode assinar o manifesto que pede mudanças na lei. E no YouTube você pode ver o documentário Criança, a Alma do Negócio (2008), da diretora Estela Renner, com quem tive a honra de trabalhar quando fui roteirista do sitcom Mano a Mano, exibido pela RedeTV em 2005. É claro que as tevês, as agências de propaganda e as empresas de produtos infantis não estão gostando muito dessa campanha. Mas elas sabem que os dias de moleza estão no fim.

Agora, quer saber de outra coisa igualmente revoltante? É o abuso religioso infantil. Assim como convencer uma criança a comprar e consumir é nojento, é uma violência impor uma religião a uma criança. Criança não tem que ser catequizada – criança tem é que curtir a infância. Não existe criança religiosa – existem pais religiosos. Educação religiosa infantil é mais que covardia ou chantagem: é lavagem cerebral que pode durar a vida inteira. Mas eu sei que essa questão é bem mais polêmica e que quem ousar levantá-la certamente será apedrejado.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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- Site da campanha Publicidade Infantil Não
Saiba mais e assine o manifesto

- ONG Instituto Alana
Pelo bem das crianças

- As crianças transexuais
Sim, elas existem. Leia a crônica e veja o documentário Meu eu secreto

- Carma de mãe pra filha
Quando os filhos pagam caro pelos pais. Crônica

- Documentário Consuming Kids – The commercialization of childhood
Em inglês

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Comercial de celular
(ou como a Claro violenta crianças)

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Criança, a alma do negócio
versão reduzida do documentário, 10 min. Assista na íntegra aqui

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01- Concordo e e’ Demaisssssssss!!!! Vera Lucia, Londres-Inglaterra – fev2001

02- ai, me dói ver isso. como em toda profissão, tem os éticos e os não! fim da feira! Ana Cristina Martins, São Paulo-SP – fev2011

03- O capitalismo selvagem não respeita faixa etária. Foda-se! Eu quero é vender! Nojentos. Fernando Veras, Camocim-CE – fev2011


Iassim vamos – Saraus e festas literárias

dezembro 17, 2009

Ricardo Kelmer 2009

Em novembro rolou em São Paulo a quarta edição da Balada Literária. Criada pelo escritor Marcelino Freire, o evento é uma festa da Literatura, reunindo escritores e artistas em espaços culturais e em bares da região de Pinheiros e Vila Madalena, na zona oeste paulistana. Apesar de morar em São Paulo desde outubro de 2006, somente este ano pude participar. E gostei bastante. Durante cinco dias (19 a 22nov, 25 e 29nov) a Literatura foi mostrada, conversada e discutida mas, antes de tudo, foi festejada – ô coisa boa de ver. A quase totalidade dos eventos foram gratuitos e o clima era sempre de descontração e amizade. Parabéns, cumpade Marcelino, você é um cabrarretado. Longa vida à Balada! E que, cada vez mais, outras cidades deem abrigo às festas literárias.

Também em novembro rolou outro evento muito interessante: a segunda edição do Vira Cultura. Da manhã do sábado 28nov até a noite do domingo, a Livraria Cultura realizou dezenas de eventos envolvendo sessões de autógrafos, saraus literários e encontros de fã-clubes de literatura fantástica, além de debates, shows musicais, apresentações circenses e de dança, atividades infantis, sessões de cinema, aulas de ioga, apresentação de DJs e shows de humor, tudo acontecendo simultaneamente durante 35 horas ininterruptas – e tudo grátis. Que ideia maravilhosa! O Conjunto Nacional, na avenida Paulista, ficou cheio de gente o tempo todo, inclusive de madrugada. Eu aproveitei pra ver duas mostras de curtas no Cine Bombril, com direito a pipoca e refrigerante de cortesia, ô diliça. Parabéns demais, Livraria Cultura! E tomara também que outras redes de livrarias, como a Saraiva e a Fenac, se motivem a também criar seus próprios mutirões culturais.

E tem os saraus que rolam pela cidade. São dezenas deles, espalhados pelos bairros, em bares, espaços culturais e até no metrô. Eu frequento três: o Sarau de Ontem (Bar de Ontem, em Pinheiros), o Politeama (Bar Fidalga 33, na Vila Madalena) e os saraus da Casa das Rosas (av. Paulista). Cada um tem suas próprias características, uns mais ou menos formais, outros mais ou menos ecléticos, mas todos são uma boa opção pra quem gosta de descobrir novos autores e artistas. No Politeama, por exemplo, conheci Tiago Rocha (myspace.com/tiagorochamusic), músico e poeta, autor de Sua canção preferida (com Mariano Portugal), uma música linda que faz dias que colou em meu ouvido e não quer mais sair. Outra dele que gosto muito é Uma canção (com Márcio Luiz), que é uma espécie de hino do sarau Politeama. Putz, me deu vontade de fazer música com esse cara.

Outra figura invocada é o Rui Mascarenhas, que mantém um blog onde divulga os saraus paulistanos e de outras cidades (pontosdepoesia.blogspot.com). Rui é poeta, fotógrafo e um bom exemplo do que chamamos agitador cultural.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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O último blues de Lily

dezembro 15, 2009

Ricardo Kelmer 2003

A Lua nascendo no mar e os blues na voz de uma Lily que se rebola e se rebela e não ouve ninguém chamar

É minha amiga Cristina Cabral quem me liga para dar a triste notícia. Lily Alcalay se foi. Falecera na noite anterior, 15 de fevereiro de 2003. A irmã morte veio buscá-la, ela que havia meses se hospedara em seu corpo. Desligo o telefone sentindo o peso da realidade que todos desconfiávamos mas não ousávamos admitir. Conto para Karine e choramos em silêncio, sentados sob o sapotizeiro do quintal.

Enquanto me visto para ir ao velório lembro de um fato curioso. Era 1995. Eu morava em São Paulo e soube de uma festa que aconteceria numa serra próxima. Entre as atrações lá estava: Lily Alcalay. Tomei um susto. “Ei, esta menina é lá de Fortaleza!” E mostrei o panfleto da festa aos amigos, empolgado ante a possibilidade de rever minha bluseira predileta. Saudoso das coisas da terrinha, falei de Lily, sua voz maravilhosa, os shows, como ela tão bem encarnava o espírito do blues. Dias depois estávamos na festa. A apresentadora anunciava a atração seguinte e eu na plateia aguardava ansiosamente que fosse Lily a próxima a subir ao palco, ela e sua rebeldia, a energia contagiante. Mas a danada não subiu. Sequer fora à festa. Voltei frustrado. Pô, Lily! A gente sobe a serra, paga ingresso caro e você não aparece?

Anos depois, morando de novo em Fortaleza, descubro que Lily também está de volta. Que boa notícia! Nossa querida venezuelana rasgando os blues pelos palcos da cidade felizarda, fazendo a noite mais saborosa e conquistando mais e mais admiradores. Por vários sábados, na barraca Opção Futuro, saciei meu desejo com Lily e a banda Marajazz, desfrutando daquele cartão postal: a Lua nascendo no mar e os blues na voz de uma Lily que se rebola e se rebela e não ouve ninguém chamar.

Uma noite, show terminado, fui até ela e entreguei um original de meu novo romance. Pedi que lesse e musicasse uma das letras que havia na história. Dias depois ela me disse que adorara o romance, que havia escolhido uma das letras e estava criando a melodia. Agradeci, superfeliz, e falei que a música estaria no CD que acompanharia o livro e que logo eu a chamaria ao estúdio para gravar.

Não deu tempo. Não resistindo mais às dores, Lily se internou para exames, o tumor já se alastrando por seu corpo. Fui visitá-la no hospital, ela se recuperando de uma cirurgia. Estava debilitada, sedada por medicamentos e falava com dificuldade. Mas demonstrava garra e confiança. E, impaciente com tantos soros e sondas, fazia planos de sair logo dali, retornar aos palcos, deixar de fumar, se cuidar mais…

Imóvel sobre a cama, Lily sorriu: “Não esqueci nosso blues…”. Vi quando virou o olhar para o teto e buscou a melodia na memória, fazendo-a escoar baixinho entre seus lábios. Cantou tão baixo que só pude distinguir uns poucos acordes. Deixei o hospital envolto numa tristeza resignada. Algo me dizia que eu jamais escutaria aquele blues. É preciso confiar sempre, eu sabia. Mas naquele momento a esperança era como a voz de Lily, um fiapo de melodia resistindo no meio de tanta dor.

Seu corpo retornou à mãe Terra num domingo de lua cheia, uma lua linda e brilhante feito um neon suspenso a iluminar seu último blues. O caixão desceu enquanto nossas vozes entoaram as belas canções de seu CD. Pô, Lily, você tinha que ir embora no auge? Não precisava seguir tão à risca a cartilha do blues!

Foi-se dona Doida, a artista, amiga, namorada, irmã, filha, mãe e avó. Fortaleza está mais pobre e mais careta. E com um cartão postal a menos.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Ouça e baixe as músicas do CD “Lily Alcalay” (2001)

Babe baby Blues for you
Child of the city

Lejos de miMar e Sol

Minha n
ossa dona Doida (Good Golly Miss Molly)
Orquídea negraQuero
SonhoSummertime

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Toc, toc, toc… Acorde, Neo

dezembro 13, 2009

Ricardo Kelmer 2009

 

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A palestra O Despertar do Herói é a que mais apresentei, umas cinquenta vezes, poraí. Criada em 2000, eu já a levei a empresas, escolas, faculdades e também a grupos particulares. Em Campina Grande, na Paraíba, apresentei-a pra uma plateia de quinhentas pessoas, olhaquiloco. Isso é uma prova do quanto os mitos nos tocam a alma e fazem reverberar dentro de nós a essência mágica de suas mensagens.

Se você mora em São Paulo, tá convidado pra próxima apresentação, em 17dez2009, no Esp Cult Alberico Rodrigues.

> Palestra “O despertar do herói – A jornada sagrada de autorrealização nos mitos, em Matrix e em nossas vidas”

RK fala de Mitologia, Psicologia, Autoconhecimento e Realização Pessoal em linguagem simples e descontraída para mostrar que o mito da Jornada do Herói, presente nas histórias de tantas culturas, é uma metáfora do processo de autorrealização, a jornada individual de todos nós rumo à nossa essência mais verdadeira e profunda.

Podemos ver esse mito em lendas, livros e filmes, como se fosse um precioso segredo - que muitos infelizmente esquecem e assim se perdem de sua essência mais legítima. Assim como os heróis dos mitos e do cinema, cada um de nós está predestinado a se realizar verdadeiramente e, com isso, tornar-se o grande Herói de sua própria vida. Mas antes é preciso, como o herói de Matrix, despertar, distinguir-se da massa, conhecer-se e assumir a tarefa que dará sentido à existência.

> HORÁRIOS
18h: exibição do filme – 20h15: intervalo para o café
20h30: palestra – 21h30: encerramento
Local:  Espaço Cultural Alberico Rodrigues. Praça Benedito Calixto, 159 – Pinheiros. Estacionamento na praça.  Inf.: 3064.3920 e 3064.9737. R$ 10.
> Mais palestras de RK

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Treiler da palestra

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Clipe: Viniciarte 2009

dezembro 9, 2009

Ricardo Kelmer 2009

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Tá no ar o vídeo-clipe do Viniciarte. As fotos foram feitas em apresentações no Esp Cult Alberico Rodrigues e as cenas numa apresentação no Acre Clube (out2009). Pra ver em tela maior e melhor definição, acesse o YouTube.

Próximas apresentações em São Paulo:
> 19dez
, sab, 20h – R$ 15
> 31jan, dom, 19h – R$ 20 (meia: R$ 10)
Esp Cult Alberico Rodrigues (Pça Benedito Calixto, 159 – Pinheiros)
RESERVAS: 11-3064.3920
Ver Agenda

VINICIARTE - Vida, música e poesia de Vinicius de Moraes

Três amigos ensaiam o espetáculo sobre Vinicius de Moraes que apresentarão em 2013, no ano de seu centenário, mostrando poemas, músicas e fatos curiosos sobre a vida do poeta. No clima descontraído do ensaio, entre erros e acertos, eles descobrem as variadas facetas de Vinicius e sua real dimensão na cultura brasileira. Com Ricardo Kelmer, Vanessa Moreno e Moacir Bedê.

TEXTOS E DIREÇÃO: Ricardo Kelmer
COM o escritor Ricardo Kelmer e os músicos Vanessa Moreno e Moacir Bedê
VENDAS: Celia Terpins, 11-9129.1530 (celiaterpins@gmail.com). Para empresas, escolas, clubes, hotéis, congressos e espaços culturais.
IMAGENS: Bia Rocha (cartaz), Ricardo Ravache (filmagem), Gilberto Vieira, Thais Polimeni, Marcio José March e Maíra Soares (fotos)
EDIÇÃO: Ricardo Kelmer
APOIO: Letra de Bar e Esp Cult Alberico Rodrigues

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> Agenda de apresentações do Viniciarte

> Vídeo-clipe do Viniciarte (2009)

> Câmara aprova promoção de Vinicius de Moraes, morto em 1980, a ministro de primeira classe (O Globo, 10.02.10)

VINICIUS DE MORAES – SITE OFICIAL: viniciusdemoraes.com.br

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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01- Traga o espetáculo para o sul!! Estevan Bombonatto, Passo Fundo-RS – nov2009

02- Viniciarte é show!!! Marcio José March, São Paulo-SP – dez2009

03- Algo inédito, íntimo, faz a gente se sentir parte do show. Pelo texto, interpretação do Ricardo, voz afinadíssima da Vanessa e o talento incrível do Bedê, nota 1000. Merece ir adiante em maiores plateias. Já recomendei e recomendo a meus amigos, porque vale muito assistir Viniciarte. Marcix, Grupo Uva Passa, São Paulo-SP – mar2010

04- Parabens pelo seu blog..è maravilhoso , adorei nunca tinha visto um blog tao lindo.Parabens pelo conteudo, pelo nosso V.morais. Rossana Koepf, Fortaleza-CE – mar2010

05- É um presente assistirmos ao Viniciarte,pois existe uma química muito forte entre os artistas,a platéia e à tudo o que representa Vinícius de Moraes. Bia Rocha, São Paulo-SP – mar2010

06- Bem que vc poderia trazer esse evento: VINICIARTE – Vida, música e poesia de Vinicius de Moraes pra Fortaleza! rsrsrs aguardo ansiosa! abraços!!!!! Bruna Barreto, Fortaleza-CE – mar2010

07- Sinto-me orgulhoso por ter na programação do Espaço Cultural Alberico Rodrigues o espetáculo VINICIARTE, um dos mais bonitos eventos que já se apresentaram na casa. A atuação dos artistas Ricardo Kelmer, Vanessa Moreno e Moacir Bedê encantam a todos. Alberico Rodrigues, São Paulo-SP – abr2010


Doe pro Kelmer, doe

dezembro 7, 2009

Ricardo Kelmer 2009

Se as igrejas, os políticos e até a Rede Globo pedem doações, por que não eu? Poisbem. Este blog aceita doações, viu, qualquer valor. Doando, você estará contribuindo:

a) Pra diminuição do efeito estufa. NÃO
b) Pra paz entre judeus e palestinos. NÃO
c) Pro Fortaleza deixar logo a terceira divisão. NÃO
d) Pra que um escritor viajandão-filosófico-pornográfico possa continuar se dedicando a escrever e, sendo generosa a doação, pra que ele possa finalmente trocar o Domecq pelo Jack Daniel´s, o que significa que você estará realmente contribuindo pra um mundo melhor, pelo menos na embriaguez. SIIIMMM!!!

Se você quiser manter o anonimato da doação, tudo bem. Mas caso deseje comunicá-la, você passará a ser um Leitor SuperMegaMasterVip e enviarei um livro de presente. Ientão, topas uma doação?

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Clipe: De volta pra casa

dezembro 6, 2009

Ricardo Kelmer 2000

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DE VOLTA PRA CASA
Ricardo Kelmer e Joaquim Ernesto
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Você me pergunta
Qual o melhor jeito de viajar
Aprenda com o rio
Que desce suave
Porque sabe do mar

Tudo que você precisa
É a coragem de partir
E não pergunte que direção seguir
Você está na estrada
Você já está

Reconheça as velhas paisagens da infância
Sinta o cheiro familiar dessa tarde
Pra quem parte não há nada a temer
Não há nada
Viver é uma longa viagem
Que louca viagem
A mais bela viagem
A eterna viagem
De volta pra casa

Algumas letras são meio esquizofrênicas, têm mais de uma personalidade musical.

Em 2000 fiz esta letra pra um blues e entreguei pro meu amigo e parceiro Toinho Martan, que a musicou quatro anos depois, mas sem gravar. Gostei razoavelmente. Acontece que Joaquim Ernesto, outro amigo e parceiro, gostou de várias letras que eu deixara com ele em 2004, antes de eu me mudar de Fortaleza pro Rio de Janeiro, e um belo dia, em 2005, ele me manda três músicas gravadas, todas musicadas a partir das tais letras. E uma delas era De volta pra casa. E ele compusera não um blues, pois não sabia de minha ideia original, mas um samba. No princípio, estranhei, mas depois gostei. Gostei da melodia, do arranjo e da interpretação do Ciribáh. Ficou um sambinha macio, muito singelo, que me passa uma sensação boa de paz e confiança na vida.

Mostrei pro Martan e ele também gostou, ainda bem. Aliás, gostou mais que a versão blues dele. E o clipe eu fiz em 2008, pra divulgar meu livro Vocês Terráqueas.

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Senha Arq Secretos 2008-2009

dezembro 1, 2009

Ricardo Kelmer 2009

Este blog tem uma seção chamada Arquivos Secretos, com textos mais apimentados protegidos por senha. Essas senhas são enviadas aos meus Leitores Vips, que são aqueles que se cadastraram no blog e mensalmente recebem as novidades, promoções e convites pra eventos.

Os textos dos Arquivos Secretos postados em 2008 têm uma senha, os de 2009 têm outra e assim vai. O Leitor Vip recebe as senhas do ano em questão e também as senhas dos outros anos.

Gostaria de ser Leitor Vip e ter acesso aos Arquivos Secretos? Basta enviar e-mail com o assunto “Leitor Vip” pra rkelmer(arroba)gmail.com, contando como conheceu o Blog do Kelmer. Não esqueça de dizer seu nome e cidade.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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001- Nossa, obrigada Ricardo!!!! Nossa, sempre tive MUITA vontade de acompanhar as séries até o final e agora vou poder fazer isso! Valeu, vc é show! Bjão. Fernanda Xavier, Rio de Janeiro-RJ – dez2009

002- Brigada pelo presentão de Natal, Kelmer! Libere, libere que a gte gosta! Cheiro! =* Rosa Emília, Fortaleza-CE – dez2009

003- brigadaaaaaaaaaaa Ricardooooooooooooooo. Celia Terpins, São Paulo-SP – dez2009

004- Obrigada,meu querido!!!!!!! Mônica Burkleward, Recife-PE – dez2009

005- Kelmer, De fato, grande presente! Obrigada pela senha, mas mais ainda pelos escritos! Tudo de bom! Abraços. Eliana Cruz, Fortaleza-CE – dez2009

006- amo muito tudo isso!!! bjs. Adriana Paiva, Fortaleza-CE – dez2009

007- Bacana demais seu presente. Adorei. Bjs e tudo de bom no natal e no ano que vem. Márcia P Alves, Belo Horizonte-MG – dez2009

008- Obrigada pelo presente!! Adorei, viu! Feliz Natal! Feliz 2010! Bjs da sua leitora. Karine Rangel, Rio de Janeiro-RJ – dez2009

009-Gostei da Tara ops, da Lara! Estou num corre corre daqueles, mas quero te dizer que na minha adolescencia que não foi nem um pouco transviada, conheci uma Lara, ela me fez pensar muito no que podemos descobrir!!! rs beijos e sucesso! Wilza Manzur, Rio de Janeiro-RJ – dez2009

010- Oba! Que legal!!! Obrigada. Conceição Araújo, Fortaleza-CE – dez2009

011- Grande HONRA… Você merece muito sucesso, não só em 2010. FELICIDADES. Ivana Carla, Fortaleza-CE – dez2009

Brigada pelo presentão de Natal, Kelmer!
Libere, libere que a gte gosta!
Cheiro! =*

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