TEATRO – Aldeotas

Maio 26, 2009

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Aldeotas

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VALOR PROMOCIONAL PARA GRUPOS
Sábado: R$ 30 – Domingo: R$25

Entre em contato: rkelmer(arroba)gmail.com
Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530

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Os atores Gero Camilo e Caco Ciocler interpretam a trajetória de Levi e Elias, dois amigos de infância, que se reencontram em fragmentos de memória na pequena cidade de Coti das Fuças.

Por sua força poética e memorialista, “Aldeotas” é um texto teatral que arranca o leitor contemporâneo do espaço e do tempo hostis da modernidade e o transporta à recordação daquelas experiências de vida mais sublimes que estão apenas adormecidas dentro de nós.

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Gero Camilo – Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, o ator e poeta- dramaturgo escreveu espetáculos como “A Procissão” e “Café com Torradas”, além de ter atuado em outras montagens como “Tartufo, ou o Impostor”, de Molière; “Aquele que diz sim, aquele que diz não”, de Bertold Brecht, entre outros. No cinema, atuou em produções recentes como “Carandiru”, “Cidade de Deus”, “Madame Satã”, “Abril Despedaçado”, “Cronicamente Inviável”, “Domésticas”, “Bicho de Sete Cabeças” (que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no 33º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no Festival de Cinema de Recife, ambos em 2001) e “Narradores de Javé”.  Em televisão, participou dos episódios “As aventuras de Chico Norato contra o boto vingativo” e “Hoje É Dia de Maria”, direção de Luis Fernando Carvalho na TV Globo.

Caco Ciocler- Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, o ator integrou o elenco dos espetáculos “Os 7 Afluentes do Rio Ota”, “Senhor das Flores”, “Rei Lear” (Prêmio Qualidade Brasil de melhor ator, em 2000), “Salomé”, “Mary Stuart” e “Píramo e Tisbe” (Prêmio Mambembe de ator coadjuvante). Na TV Globo, trabalhou em “Páginas da Vida”, “JK”, “América”, “O Quinto dos Infernos, “A Muralha” e “O Rei do Gado”. No cinema, atuou em “Olga”, “Sexo, Amor e Traição”, “Lara”, “Bicho de 7 Cabeças”, “A Paixão de Jacobina”, “O Xangô de Baker Street” e “Quase Dois Irmãos”.

Cristiane Paoli Quito – Trabalhando como atriz e produtora de montagens desde 1977, a partir de 1985 iniciou sua atuação como diretora. Desde de 1991 ministra treinamentos de “Clown”, “O Jogo Teatral”, “Máscara Neutra/Commedia dell’Arte” em que criou seu próprio método de preparação do ator aplicando sempre a improvisação. Em 1996, associou-se a Tica Lemos para pesquisar a improvisação cênica relacionando dois gêneros das artes cênicas: dança e teatro. Desta parceria, nasceu a Cia. Nova Dança 4. Em 1998 encenou “Miragens”, “SincrônicaCidade”; em 1999 “Águas de Março sobre Lina Bo Bardi”, “Poetas ao Pé d’Ouvido” e “Acordei pensando em bombas…”. No período de novembro de 2000 a março de 2001 realizou, no Centro Cultural São Paulo, a Mostra “Perspectiva Cristiane Paoli Quito – Um Olhar em Movimento”, em que remontou oito  trabalhos consagrados ao longo dos últimos 10 anos de sua carreira como diretora. Atualmente, é professora do Curso de Teatro da Escola de Artes Dramáticas/USP e do Estúdio Nova Dança.

FICHA TÉCNICA:

Autor: Gero Camilo
Direção: Cristiane Paoli-Quito
Elenco: Gero Camilo e Caco Ciocler
Espaço Cênico: Marisa Bentivegna
Luz: Marisa Bentivegna
Projeto Gráfico: Sato
Fotos: Edu Marin
Direção de Produção: Helena Weyne e Luiza Brasca
Produção: Macaúba Produções Artísticas
Realização: Macaúba Produções Artísticas

SERVIÇO:
Onde: TUCA – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Temporada: 02mai a 30ago de 2009
Horários: Sab 21h e dom 19h30
Recomendação: 12 anos
Duração: 1h40m.
Ingresso: Sábado – R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Domingo – R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)


VALOR PROMOCIONAL PARA GRUPOS
Sábado: R$ 30 – Domingo: R$25

Entre em contato: rkelmer(arroba)gmail.com
Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530


TEATRO – Cyrano

Maio 21, 2009

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Cyrano

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VALOR PROMOCIONAL PARA GRUPOS: R$ 25

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Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530


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Karen Acioly monta “Cyrano”, versão infantil divertida, inteligente e emocionante do clássico “Cyrano de Bergerac”, de Edmond Rostand,
com consultoria artística de Bibi Ferreira.

Com adaptação de Denise Crispun, a peça traz no elenco atores conhecidos do público: Mel Lisboa, Dudu Pelizzari, Tadeu Mello e Maurício Machado.

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Sinopse

Tudo começa quando uma pequena companhia de teatro dos dias de hoje decide encenar “Cyrano de Bergerac” com apenas quatro atores no elenco. A missão é difícil, uma vez que a trupe é pequena. Procurando contornar suas limitações, os atores lançam mão de um ator “coringa” (Tadeu Mello), que divertidamente dá vida a mais de 10 personagens e de muitos “truques” e “efeitos” teatrais.

A “peça dentro da peça”, que se passa em meados do século XVII, conta a história de Cyrano de Bergerac (Mauricio Machado), um poeta romântico que ama desde a infância a sua prima Roxanne (Mel Lisboa), mas nunca teve a coragem de lhe declarar essa paixão, por julgar-se desfigurado, devido ao seu longo nariz, e não merecedor do amor de uma mulher.

O jovem Cristiano (Dudu Pelizzari) também a ama, mas, despreparado e tímido, não sabe se expressar com brilhantismo, ao contrário de Cyrano, que tem o dom da palavra. Este, sem esperanças de conquistar a prima, resolve ajudar Cristiano a conquistá-la.

Cyrano escreve cartas a Roxanne em nome de Cristiano, ensina poesia ao rapaz e até fala por ele, às escondidas. As manobras acabam despertando a paixão de Roxanne por Cristiano, a quem julga ser o autor de todos os cortejos. Até que, com o passar do tempo, o segredo é revelado...

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Onde: TUCA – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Temporada: 18abr a 28jun de 2009
Horários: Sab e dom 16h
Recomendação: Livre (indicada p/ crianças a partir de 5 anos)
Duração: 55 min.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia p/ estudantes, idosos e aposentados).

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VALOR PROMOCIONAL PARA GRUPOS: R$ 25

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Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530

Meu futuro de popistar cristão

Maio 20, 2009

religiaopadrefabiodemelo01aVendo esses cantores e essas bandas cristãs lotando shows e vendendo zilhões sagrados de discos, lembrei que por um desses carrapichos do destino eu também quase enveredei por essa rota. É sério, juro por todos os deuses.

Foi na adolescência, em Fortaleza, quando eu participava de grupos de jovens católicos. Sim, eu fiz isso. Meu interesse pela religião e meu fervor místico eram genuínos e durante aquela época tentei conciliá-los com minhas vocações artísticas e profissionais. Após as reuniões do grupo, por exemplo, fazíamos rodas de violão e eu encenava esquetes de humor pros colegas. Já era metido a engraçadinho naquela época.

Depois tive a ideia de montar um jornalzinho do grupo e pedi ao pároco, o saudoso monsenhor Amarílio, que financiasse. Ele topou mas não gostou muito do nome que eu escolhera pro jornal: Sovaco de Cobra. Pra você ver como sempre fui sem-noção. Porém, monsenhor Amarílio sugeriu, com muito jeito, que eu deveria escolher outro nome. Mudei a contragosto pra um nominho mais careta: O Mensageiro. O jornal chegou a ter quinhentos exemplares, impressos em mimeógrafo, e era uma ótima maneira de divulgar as atividades do grupo e atrair outros jovens.

Mais tarde, empolgado com as músicas cristãs que cantávamos nas missas e reuniões, tive a ideia de montar uma banda, junto com meu chapa do grupo, o Jaqueta, e vibrava só de imaginar a banda se apresentando na missa e nos encontros, o público acompanhando… E as tietes, claro. Sim, mesmo sendo cristão eu nunca deixei de ser um tarado véi seboso.

Paralelamente aos meus interesses pessoais, eu realmente via a música como um excelente canal de aproximação entre a paróquia e a comunidade, principalmente os mais jovens. Dessa vez, porém, o pároco  não gostou da ideia e vetou, aquilo já era muita modernice demais. E assim, em 1983, minha sagrada carreira de popistar cristão se acabou antes mesmo de começar. Sninf.

O que teria acontecido caso o monsenhor aprovasse a ideia? Talvez hoje eu ainda fosse cristão. Talvez, em vez de escritor de sacanagem, eu hoje fosse um cantor de Deus, já pensou? Kelmer de Arimateia, quital? Evidente que eu não seria um cantor caretinha, aí também já seria querer demais. Kelmer de Arimateia faria um estilo mais assim tipo maluco do Senhor, paz e amor, podiscrer. E meus shows seriam superanimados, sempre acompanhados de meu time de ruivinhas cristãs de minissaia, as Paquitas de Arimateia. E o vinho seria liberado pra todo mundo, é claro. E tocaríamos no meio do mato, sob a lua cheia, as Paquitas de Arimateia saltitando descalças ao redor da fogueira e distribuindo uvas de boca em boca e…

Humm… Pensando melhor, monsenhor Amarílio, o senhor fez bem em vetar.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.wordpress.com


TEATRO – O Fingidor

Maio 20, 2009

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O Fingidor

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PROMOÇÃO: R$ 20 para grupos

Entre em contato: rkelmer(arroba)gmail.com
Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530

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Temporada comemorativa dos seus 10 anos em cartaz
(Prêmio Shell/99 de melhor autor)

No enredo, Fernando Pessoa, vivendo seus últimos dias, disfarçado como o datilógrafo Madeira, pretende conhecer José Américo, o crítico literário que, como incentivador do poeta, prepara uma conferência sobre sua obra. A partir daí, uma história de muitas surpresas; as situações se desenrolam com personagens reais e fictícios, tais como a governanta Amália, de quem Pessoa sente-se enamorado, a irmã do poeta, o editor de uma revista literária, um jovem estudante de literatura e os principais heterônimos de Pessoa, resultando numa parábola sobre papel do artista na sociedade contemporânea.

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SITE DO TUCA

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Ficha técnica:

Texto e direção: Samir Yazbek
Elenco: Álvaro Augusto Motta, Antônio Duran, Duda Mattos, Eduardo Semerjian, Helio Cicero, Laerte Mello, Regina Remencius, Rubia Reame e Wagner Mollina.
Dramaturgista: Maucir Campanholi
Direção original de movimento: Dani Hu
Cenário: Marisa Rebolo
Figurino: Elena Toscano
Concepção de luz: Celso Marques
Operação de luz: Henrique Zanoni
Sonoplastia: Raul Teixeira
Operação de som: João Blumenschein
Direção de Palco: Bernardo Perri Galegale
Design gráfico: Agência ATCK / Diego Spino
Fotografia: Arnaldo Torres
Produção executiva: Mecenato Moderno / Silvia Marcondes Machado
Logística de produção: Geondes Antônio
Assistente de produção: Larissa Orlow
Administração: Silvia Marcondes Machado
Realização: Companhia Teatral Arnesto nos Convidou
Apoio: Teatro TUCA

Onde: TUCA – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes – SP-SP
Temporada: abr a 28jun de 2009
Horários: Sex e sab 21h30; dom 19h
Recomendação: 14 anos
Duração: 1h40m
Ingresso: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia)
PUC-SP: R$ 10 (estudantes, professores e funcionários)
Televendas de Ingressos: (11) 2198-7726. Aceita todos os cartões de crédito.
Estacionamento conveniado: Riti Estacionamentos – Rua Monte Alegre, 835 – R$10,00 – 3167-7111

PROMOÇÃO: R$ 20 para grupos

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Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530


RK, o vendedor de teatro

Maio 19, 2009

teatroofingidor1Conheci Celia Terpins logo que cheguei em São Paulo, em out2006. Ela é professora numa escola na Chácara Santo Antonio, zona sul de São Paulo, e trabalha também vendendo peças de teatro pra escolas e empresas.

Logo ficamos amigos e ela, interessada por meu trabalho de palestrante, passou a incluir minhas palestras em seu catálogo de vendas, tornando-se minha agente. E eu, interessado em me aproximar do circuito artístico da cidade e precisando de grana pra me manter na cidade, passei a trabalhar com ela, ajudando-a na logística do negócio.teatrocyrano2

Recentemente ela me convidou pra ajudá-la na parte de vendas. Vendas?, eu pensei, coçando a cabeça, desconfiado de minha inaptidão pra coisa. Mas depois entendi que não custava tentar, né? Se eu vendo livros, festas malucas e até pen drives, por que não conseguiria vender teatro?

Então cá estou, em minha nova função: vendedor de teatro. Funciona assim: Celia fecha acordo diretamente com a produção dos espetáculos e nós oferecemos ingressos a preços especiais para grupos. Trabalharemos com espetáculos infantis e adultos. Usarei meu blog pra divulgar os espetáculos e os interessados podem entrar em contato diretamente pelo meu imeio rkelmer(arroba)gmail.com.

Iaí, vai um ingressinho aí? Aproveita que os preços são promocionais.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.wordpress.com


O chamado da Mulher Selvagem (2)

Maio 18, 2009

Criei este espaço pra prosseguir com o tema da Mulher Selvagem, o arquétipo da mulher livre e conectada à sabedoria natural. A crônica A Mulher Selvagem é um dos meus textos mais conhecidos, reproduzidos e comentados, o que indica que ele toca em algo muito precioso nas mulheres, no bom sentido  -  e também nos homens que não temem o Feminino.


A Mulher Selvagem sempre surpreendendo…

Encontrei uma versão da crônica num blog português chamado O Sentido da Palavra. Até aí nada demais, esta crônica é mesmo bastante reproduzida por aí. A novidade é que havia algumas alterações no texto. Bem, isso eu também já vi em alguns textos meus – parece ser o tipo da coisa com que escritores precisam aprender a conviver nesses tempos de internet, onde seus textos originais podem se transformar à medida em que são copiados, repassados e reproduzidos pela rede.

Neste caso específico, o que me chamou a atenção é que as alterações no texto parece que foram feitas com o objetivo de tornar o texto mais compreensível no português de portugal. Achei ótimo, claro, é o tipo de coisa que muito me gratifica.

Separei alguns trechos pra você ver.

É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha.

Ficou assim:

É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Praga, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para o Porto. E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem.

Catmandu virou Praga. Tiraram a mulher selvagem da Índia e a levaram pra República Tcheca. E Barroquinha virou Porto. Nesse caso, perdeu-se o sentido original da idéia, que era a de uma cidade pequena, longe e escondida, algo assim como “ela se mudou pro cu do mundo”. Mas, convenhamos, ficou mais chique, agora a mulher selvagem toma vinho do porto.

Em quase tudo ela é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. E também dá arrepios: você tem a impressão que viu uma loba na espreita. Você se assusta, olha de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim.

Ficou assim:

Em quase tudo ela é uma mulher comum: vai de metrô cheio, aproveita as promoções, coloca o lixo fora de casa e tem dias que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. E também dá arrepios: tu tens a impressão que viste uma loba na espreita. Tu ficas assustado, olhas de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo tu viste a loba, viste sim.

“Pega metrô lotado” virou “vai de metrô cheio”, o que alivia um pouquinho o aperto pra nossa mulher selvagem. O que mudou mesmo foi o uso do pronome, que passou de você, que os portugueses não costumam usar, pra tu.

Como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Riponga do mato, gabriela brejeira? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine.

Ficou assim:

Como todo a mulher selvagem ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Guerreira do mato, gabriela cravo e canela? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias gosta daquele pretinho da montra.

Minha riponga do mato virou guerreira do mato, o que lhe emprestou um tom mais valente. Quando li pela primeira vez, pensei que guerreira do mato fosse um termo usual em Portugal mas pesquisei e não encontrei nada que indicasse isso. Pode ter sido escolha puramente pessoal do tradutor. E “gabriela brejeira” virou “gabriela cravo e canela”, assim sem vírgula mesmo. Ficou interessante, embora a idéia original fosse referenciar a personagem amadiana de modo mais sutil. Talvez o tradutor tenha considerado redundante a junção de gabriela e brejeira. De fato, é. E “paquera aquele pretinho básico da vitrine” virou “gosta daquele pretinho da montra”. Saiu a paquera e entrou o gostar. Portuguesas não paqueram? E o básico do pretinho pulou fora. Seria “pretinho básico” uma expressão incompreensível pros portugueses? Ou as portuguesas é que não são chegadas no famoso vestidinho preto que funciona tanto na boate quanto no velório? E montra significa vitrine mesmo. Bem, de qualquer forma, felizmente a tradução de “paquera aquele pretinho básico da vitrine” não ficou “insinua-se para aquele negrinho ordinário que decora a montra”.

Na postagem em que li o texto traduzido, constava um parágrafo extra ao final, que não faz parte do texto original, este:

Esta é a mulher selvagem, a mulher que possuem o antagonismo da vida dentro e fora de si. A mulher selvagem existe e será eterna entre a sociedade mundana dos homens e nunca será extinta.

Terá sido outra pessoa quem inseriu o trecho enxerido? Não sei. Só sei que não gostei nadinha, claro. Além de conter um erro grosseiro de concordância verbal (a mulher que possuem), traz umas coisas esquisitas como “antagonismo dentro e fora de si” e “será eterna entre a sociedade mundana dos homens e nunca será extinta”. Espero que não reproduzam o texto com esse trecho.

Tô feliz. Minha mulher selvagem deixou a terra brasilis e agora corre livre e nua pelo velho mundo, que bom. Acho que de agora em diante pedirei que me apresentem como “escritor traduzido em Portugal”. Chique no último!

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.wordpress.com

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“Você se assusta, olha de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim.

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Ler a crônica/assistir o vídeo A Mulher Selvagem


A sociedade feladaputa de Geraldo Luz

Maio 11, 2009

Como definir o som de Geraldo Luz? Taí uma missão tenebrosa. A coisa mais razoável que consigo pensar é uma fusão antibiológica de Raul Seixas com Augusto dos Anjos e Tiririca. Genial, brega, bizarro, profundo e hilário. Ou seja: indefinível.

Suas músicas são baladas de melodias simplórias, conduzidas por uma inacreditável verborragia que mistura crítica social, literatura, filosofia, anarquismo, sacrilégios explícitos e sodomismos irreparáveis. Entendeu? Poizé. Você não sabe se o cara é um grande libertário culto e inconformista falando altamente sério, se ele é apenas um ingênuo bem intencionado, se ele tá é gozando com a cara de todo mundo ou se o cara é louco mesmo.

E aquela capa do disco, o que é aquilo? Uma cruz num morrinho e pregado nela o Geraldo Luz, só de fraldinha e sangrando, aquela barrigona e o bigodinho, todo o jeitão de dono de bodega de periferia. E o título: Decadence Express. Entendeu?

Uma música começa com o Pai-Nosso. Noutra música ele diz que só nos resta a droga e prega que o suicídio ainda é a melhor solução. Uau… Noutra ele diz que tem um certo desprezo pelas mulheres e explica: É que sou totalmente terceiro sexo. Entendeu? Mas a que fica na cabeça da gente no final é o refrão de “Animalismo mercantil”, putz, como faz bem pra alma cantar aquela parte que diz: Que sociedade mais fela-da-puta…

Sei pouco sobre a pessoa de Geraldo Luz. Sei que morava em Fortaleza nos anos 1990 e parece que foi policial rodoviário. Parece também que era chegado nos submundos da noite e que morreu em circunstâncias estranhas, uma briga, uma confusão, algo assim. Acho que o pessoal do estúdio em que ele gravou o disco poderia dar mais informações. Ou o baixista Haroldo Araújo, que fez milagre arranjando as músicas.

Seja quem realmente for Geraldo Luz, não dá mesmo pra discordar dele: Que sociedade mais fela-da-puta, que falsa moral, que moral mais escrota…

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.wordpress.com

Pra baixar o disco Decadence Express: http://sharebee.com/9ecb9b75


Tornozeleira neles!

Maio 6, 2009

figmetralhas01“Agi como se a cota fosse minha propriedade soberana. Confesso que caí na ilusão patrimonialista brasileira.” (Fernando Gabeira)

Quando um cara como Fernando Gabeira (PV-RJ) é pego com a mão na botija, é porque a coisa tá feia mesmo. Gabeira era um símbolo da nossa esperança de ética na política. Era. Até o momento em que descobrimos que ele usou o nosso suado dinheirinho pra dar de presente à sua filha uma viagem pro Havaí e, assim, juntou-se solenemente a toda a corja de deputados (e ex-deputados e senadores) que usaram desonestamente sua cota de passagens aéreas.

Mas sejamos justos: nessa famigerada farra das passagens Gabeira não pode ser comparado a sujeitos como o deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS) que aproveitou a farra pra comprar 40 (sim, quarenta) passagens pra Paris, Milão, Miami, Buenos Aires e Nova York. Detalhe: na época Dagoberto era membro do Conselho de Ética na Câmara. Avalie se não fosse. Também seria injusto botar Gabeira no mesmo saco de Ciro Gomes (PPS-CE), aquele finíssimo deputado que berra com repórteres e insinua que a imprensa trabalha contra a democracia. E ainda chama de caralho o Ministério Público. Ô deputado, deixe desses atos fálicos, homem!

Também não dá pra comparar Gabeira ao deputado Eugênio Rabello (PP-CE), que quando era presidente do Ceará Sporting Club usou sua cota distribuindo 77 (isso mesmo, setenta e sete) passagens aéreas entre jogadores, técnicos, dirigentes, parentes e amigos dos atletas e radialistas encarregados de narrar os jogos do seu time. Golaço do deputado. Pena que foi contra seus eleitores.

Esse pessoal parece desconhecer que o dinheiro público não pode ser usado em pró de seus interesses privados. Trata-se de algo tão lógico, tão básico, que a conclusão disso tudo é: nossos parlamentares são como crianças que devem sempre ser vigiados de pertinho – um minuto de desatenção e pronto, já estão fazendo o que não devem. E agora? Nós os elegemos, então nós também somos responsáveis por eles. Como já são bem grandinhos pra serem postos num cercado de bebê, uma opção a se considerar é a tornozeleira eletrônica, aquelas que os presos usam pra serem monitorados 24 horas. Bip, bip, deputado embarcando pra Paris. Bip, bip, deputado comprando voto.

Gabeira usou erroneamente duas passagens e veio logo a público assumir seu erro e dizer que caiu na velha ilusão de confundir o público com o privado. Confundiu mesmo. Mas ao contrário das Vossas Excrescências que pululam no Congresso, Gabeira tem saldo positivo. Deve estar envergonhado, eu imagino, ao contrário dos deputados que se sentem ofendidíssimos por serem flagrados usando o meu e o seu dinheiro pra botar a família e os amigos a viajar por aí.

Sua mea culpa pegou bem, Gabeira, mas agora você terá uma árdua missão pela frente: ajudar-nos a refazer nossa esperança de ética na política. Poderia muito bem começar liderando um movimento contra o absurdo aumento de salário que as Vossas Excrescências já estão planejando como forma de compensar a perda das passagens. Olhaí, já estão fazendo de novo o que não devem. Tornozeleira neles!

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.wordpress.com

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> Quem foi o deputado campeão de voos internacionais?
> Quem foi o senador que distribuiu 258 passagens?
>
Quais deputados já devolveram o dinheiro?
Saiba mais sobre a farra das passagens no Congresso em Foco


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“Até quando isso vai acontecer? Até a hora em que o povo acorde, reaja e tire do poder quem não devia estar representando o povo. Safados!” Comentário de Luiz Carlos Prates no Jornal do Almoço (RBS de Santa Catarina, 20abr2009)



Letra de Bar – Autores (Fortaleza)

Maio 1, 2009

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Conheça os autores que participam do Projeto Letra de Bar (Fortaleza)

> Saiba mais sobre o Letra de Bar Fortaleza

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autorcarmeliaaragao01Carmélia Aragão nasceu em Sobral-CE. Vive em Fortaleza-CE.

É mestre em Literatura Brasileira pela UFC e trabalha na Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – SECULT (Projeto Agentes de Leitura).

PUBLICOU: Eu vou esquecer você em Paris (contos, 2006). Os contos deste livro demonstram a necessidade que temos da Literatura como válvula de escape para enfrentarmos o cotidiano absurdo de nossas vidas. As personagens centrais do livro geralmente são mulheres perdidas no labirinto urbano, vivendo histórias cujo limiar está entre a loucura e a razão, porém tudo se faz possível ao se depararem com a Literatura.

CONTATO: carmelia.aragao@hotmail.com

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autorjeffpeixoto02aJeff Peixoto nasceu em Fortaleza-CE. Vive em Fortaleza-CE

É escritor, jornalista, redator e designer publicitário. É também professor de Português e Literatura. “O olhar inquieto que sempre insistiu em não querer enxergar as coisas como a simplicidade apresenta, a essência ansiosa, a necessidade de desmantelar o óbvio, a relação passional com as letras, com os livros… antes mesmo de qualquer formação acadêmica, a literatura já era uma grande motivação vital. Iniciei com um livrinho de poesias, depois resolvi passear por outros gêneros: romance, contos, crônicas e ensaio. Ganhei prêmio importante da Academia Brasileira de Letras, depois resolvi sossegar um pouco, em 2008 retornei ao mundo da Literatura e isso me trouxe de volta um brilho na alma há muito não sentido. Meus grandes livros ainda estão inacabados, talvez eu nunca os conclua, até mesmo porque as reticências sempre me foram mais charmosas que o ponto final…” (JP)

PUBLICOU: O melhor livro do ano (ensaio, 2008)

SAIBA MAIS: www.omelhorlivrodoano.blogspot.com

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autorjorgepieiro01Jorge Pieiro nasceu em Limoeiro do Norte-CE. Vive em Fortaleza-CE.

É professor e coordenador de Políticas do Livro e da Leitura da Secult. Crítico e ensaísta, Jorge Pieiro tem trabalhos editados em várias revistas e jornais do Brasil e exterior. Pesquisador e palestrante, ministra vários cursos na área da literatura brasileira. Cronista no sítio www.germinaliteratura.com.br, onde assina a coluna “no rasto de panaplo”. Co-edita – juntamente com Pedro Salgueiro – a revista Caos Portátil – Um almanaque de contos, da qual se formou o selo “Edição do Caos”.

PUBLICOU: A grande casca do S (contos); Bolha de osso (contemas); Os sonhos de Josafá (conto infantil); Caos portátil (contos); Galeria de Murmúrios (ensaio); Neverness (poema); O tange/dor (poemas); Fragmentos de Panaplo (contos breves); Ofícios de desdita (ficção).

CONTATO: jorgepieiro@secrel.com.br

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autorjoseleitenetto01aJosé Leite Netto nasceu em Fortaleza-CE. Vive em Fortaleza-CE. É web-designer.

PUBLICOU: O relojoeiro; Vermelho sol de Canudos; O olho de Tebas; O livro da chuva. Em seu novo livro de poemas, O livro da chuva (contemplado no edital de incentivo à literatura 2007 da SecultFor), “o poeta canta a liberdade: a liberdade da alma, do amor, da criação poética. A linguagem fragmentada dos poemas, facilmente demonstrada pela quebra sintática e semântica dos versos, pode ser entendida como a chuva a que se refere o título do livro: é como se as palavras e frases soltas fossem como gotas d’água sobre o papel, umedecendo o coração dos leitores. Chove poesia sobre a Fortaleza de Iracema.” (Urik Paiva)

SAIBA MAIS: joseleitenetto.110mb.com

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autorlucianomaia01Luciano Maia nasceu em Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, CE. Vive em Fortaleza-CE

É advogado, professor do curso de Direito Unifor, Cônsul Honorário da Romênia em Fortaleza e membro da Academia Cearense de Letras. Traduziu vários dos principais poetas da Romênia, como Mihai Eminescu, Mihail Sadoveanu, Marin Sorescu e Emil Cioran, além de outros da Suíça e da Itália.

PUBLICOU: Jaguaribe – Memória das águas (poema épico); Neruda – Canto Memorial (poemas); Rostro Hermoso (poemas); Autobiografia Lírica (poemas); Sol de Espavento (poemas); Almanaque Neolatino – Estudo das Línguas Românicas; Pátria dos Cataventos (poemas); Mar e Vento (poemas) entre outros.

CONTATO: terramaia@unifor.br

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autorniltomaciel2009-01aNilto Maciel nasceu em Baturité-CE, 1945. Vive em Fortaleza-CE.

Criou, em 1976, com outros escritores, a revista O Saco. Ganhou vários concursos literários estaduais e nacionais com destaque para o Concurso Brasília de Literatura, o Prêmio Graciliano Ramos e o Prêmio Literário Cidade de Fortaleza. Tem contos e poemas publicados em esperanto, italiano, espanhol e francês.

PUBLICOU: Contos: Itinerário; Tempos de mula preta; A guerra da donzela; As insolentes patas do cão; Pescoço de girafa na poeira; Babel; A leste da morte. Poemas: Navegador; Romance: Estaca Zero; Os guerreiros de Monte-mor; O cabra que virou bode; Os varões de Palma; A Rosa Gótica; A última noite de Helena; Os luzeiros do mundo. Crítica: Contistas do Ceará – D’A Quinzena ao Caos Portátil.

SAIBA MAIS: niltomaciel.blog.uol.com.br

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autorrk200904-04Ricardo Kelmer nasceu em Fortaleza-CE, 1964. Vive em São Paulo-SP.

É escritor, roteirista e letrista musical. Faz palestras sobre cinema, mitologia e psicologia e também sobre mercado literário e publicação de livros. Coordena a Oficina On-Line de Roteiro de Sitcom.

PUBLICOU: Quem apagou a luz? (ensaio, 1995); O irresistível charme da insanidade (romance, 1996); Guia prático de sobrevivência para o final dos tempos (contos, 1997;, Baseado nissoLiberando o bom humor da maconha (contos/glossário, 1998); A arte zen de tanger caranguejos (crônicas, 2003); Matrix e o despertar do herói (ensaio, 2005); Guia do escritor independente (dicas, 2007); Blues da vida crônica (crônicas, 2007) e Vocês terráqueas (contos/crônicas, 2008).

SAIBA MAIS: blogdokelmer.wordpress.com

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> Saiba mais sobre o Letra de Bar Fortaleza

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Letra de Bar (Fortaleza)

Maio 1, 2009

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LETRA DE BAR

Assim como o artista tem que ir aonde o povo está, os livros também precisam ganhar o mundo e encontrar seus leitores. Esta é a ideia que inspirou a criação do Letra de Bar, em Fortaleza, um projeto que tem como objetivo aproveitar o ambiente dos bares para homenagear os escritores e divulgar a produção literária local.

Para o autor, é uma ótima oportunidade de dar mais visibilidade a seu trabalho. Para o bar, o evento traz publicidade, associando seu nome à cultura e oferecendo uma atração especial a seu público. E o público, por sua vez, tem a oportunidade de conhecer melhor a produção literária de sua região e incentivar os autores locais.

O bar escolhido para a fase inicial do Letra de Bar é o Bar do Papai, (rua Torres Câmara esq c/ Monsenhor Bruno – Aldeota – 85-3264.3495) por ser um bar de sucesso na cidade, onde os artistas locais se sentem prestigiados e cujo proprietário, Carlinhos Papai, figura conhecida há muitos anos no cenário artístico da cidade, sempre esteve aberto para apoiar as novas ideias.

Toda quinta-feira, a partir das 20h, acontecerá no bar uma sessão de autógrafos de um autor, que terá sua obra exposta para que as pessoas possam conhecê-la, conversar com ele e adquirir os livros. No palco o apresentador conversará com o autor, que falará sobre seu trabalho, responderá perguntas do público e poderá ler trechos dos livros. O bar oferecerá ao autor um jantar de cortesia e ganhará dele um livro que servirá para compor a biblioteca da casa.

O criador do projeto é o escritor e roteirista Ricardo Kelmer, radicado em São Paulo. A produção do evento é de Cristina Cabral e Ricardo Black, que também é o apresentador.

SITE: letradebarfortaleza.wordpress.com

CONTATOS:
Ricardo Kelmer (São Paulo) – rkelmer(arroba)gmail.com
Ricardo Black (Fortaleza) – ricardoblackce(arroba)gmail.com
Cristina Cabral (Fortaleza) – kriscabral(arroba)yahoo.com.br

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Conheça os autores, os parceiros e a programação no blog Letra de Bar Fortaleza:
letradebarfortaleza.wordpress.com

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