Tchau, Fortaleza…

abril 29, 2009

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A turnê nordestina 2008/2009 chega ao fim. Volto pra São Paulo no dia 06 de maio. E já chego na cidade procurando lugar pra morar pois terei que entregar o quarto que eu aluguei no Sumaré. Mudanças, mudanças, sempre elas.

Mas a turnê foi maravilhosa: muitas palestras, lançamentos, viagens, novos amigos. Deixarei na cidade duas festas (Cabaré Soçaite e Sabadabadu, no Acervo Imaginário) e dois eventos literários: o Letras de Bar (toda quinta no Bar do Papai) e o Bordel Poesia (sarau mensal no Acervo Imaginário).

E a despedida de Fortaleza, a loirinha desmiolada de sol? Farei duas: a primeira será na véspera de feriado, quinta-feira 30abr, no Bar do Papai. O bar fica na Aldeota, rua Torres Câmara esquina com rua Mons. Bruno.

E a segunda será no próximo sábado 02mai, na festa Sabadabadu (2a edição). Uma noite com muita música boa pra dançar e com a participação de todos os amigos que quiserem mostrar um pouco de seu trabalho (música, dança, teatro ou humor). Se você tiver interesse em se apresentar, a gente combina. Até meia-noite a entrada é liberada pra quem disser que é meu amigo, eheheh… A partir de meia-noite custa R$ 10, com direito a companhante.

Ah! Caso alguém se interesse, estarei nas despedidas com meu novo livro, Vocês Terráqueas.

E se eu não puder agradecer pessoalmente, muito obrigado a todos pelo amor, carinho e incentivo. Obrigado ao apoio da Expressão Gráfica, Garin Cópias e Luce Galvão de Sá Arquitetura. Espero voltar em breve a esta cidade dengosa.

abração!

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SABADABADU
02mai, sábado, 22h

No Acervo Imaginário
Rua José Avelino, 226 – Praia de Iracema – Fortaleza-CE
3221.4894, 8603.0690
sabadabadu200904cartaz01a

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As crianças transexuais

abril 27, 2009

Ricardo Kelmer 2009

Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

sexualidadetransgenero02aCostumamos entender a infância como uma etapa idílica da vida, onde apenas brincamos e somos felizes, sem preocupações  é o paraíso. Na infância estamos protegidos das crises existenciais que assolam os adultos e não perdemos noites de sono matutando, por exemplo, sobre quem realmente somos ou não somos.

Eu pensava assim mas mudei de opinião após assistir a um incrível documentário chamado My secret self (Meu eu secreto). Ele conta a história de três famílias dos Estados Unidos que têm em comum casos de crianças que nasceram meninos mas se sentem verdadeiramente meninas ou o contrário  e sofrem bastante por isso. Elas são as crianças-transgênero ou transexuais. Para elas, infelizmente a infância será uma fase que elas não terão qualquer prazer em recordar.

O documentário mostra casos de crianças de três anos de idade (sim, três anos) que realmente se sentem meninos em corpos femininos ou meninas em corpos masculinos e por mais que os pais tentem convencê-las do contrário e considerem tudo uma fase que passará, essas crianças crescem infelizes e insatisfeitas com seus corpos, e algumas se mutilam e tentam se matar por não suportarem a incompreensão dos outros e o sofrimento por não poderem ser quem na verdade são.

Que coisa estranha, né? Parece mentira. A princípio eu achei que estava diante de um desses documentários bizarros e apelativos mas infelizmente o problema existe e o que vi me tocou profundamente. Para começar, eu jamais imaginei que crianças tão novas fossem capazes de tal consciência de si e que pudessem viver um drama tão terrível. Sempre achei que o transtorno de identidade de gênero, como o problema é chamado, ocorresse apenas mais tarde, na puberdade ou na adolescência. E, depois, conhecer essas crianças, escutá-las e saber o que elas vivem, e ver o drama da família e amigos, putz, isso muda qualquer conceito tolo que se possa ter em relação à questão da transexualidade.

O objetivo do documentário é justamente esse: fazer com que o mundo saiba da existência desses casos para que a desinformação e o preconceito diminuam. Os cientistas afirmam que o transtorno de identidade de gênero é um tipo de desentendimento entre mente e corpo que surge ainda no útero, durante a formação do feto, e que se manifestará no comportamento em algum momento após o surgimento da noção do eu. Certamente crianças transexuais devem ter existido sempre mas, por ser algo raro e constrangedor, os casos eram abafados. Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

Felizmente hoje o problema já é estudado e debatido por cientistas, psicólogos e educadores e existem grupos de apoio às crianças e suas famílias. Atualmente há tratamentos hormonais que modificam o corpo e em alguns casos há cirurgias eficazes para troca de sexo. Porém, até que essas crianças cresçam, façam o tratamento e consigam conviver melhor com o problema, muito sofrimento e preconceito e violência precisarão ser vividos, por elas e por suas famílias.

criancachora01Um estudo da Universidade de São Francisco mostra que em crianças transexuais rejeitadas pela família, são quatro vezes maior as chances de suicídio e abuso de drogas. E duas vezes maior o risco de contrair HIV. É aqui que mora a questão principal desse problema: o apoio a essas crianças. Não será fácil lidar com um filho que na verdade se sente uma filha. Não será fácil ver sua filha vestir-se e comportar-se como o homem que ela se sente. Mas bem pior é ter que encarar todos os dias o sofrimento nos olhos de uma criança que, apesar da idade, sente que está condenada à infelicidade pelo resto de sua vida. Se isso acontecesse em sua família, você apoiaria seu filho? Rejeitaria sua filha?

Não há pior sofrimento que não podermos ser quem de fato somos. Viver uma vida falsa é mais que uma prisão, é um pesadelo, é uma tortura diária. Talvez seja isso mesmo o mais importante de tudo: a liberdade de sermos quem realmente somos. Infelizmente a Natureza escolhe algumas pessoas e as obriga a viver o drama da transgeneridade. Isso parece uma crueldade sem sentido mas fica ainda mais sem sentido quando é uma criança que sofre esse drama. Vê-las tão novinhas perguntando a seus pais por que a vida fez isso com elas é de partir o coração e infelizmente não há resposta para esta pergunta.

Há, porém, o amor e a solidariedade. Há o respeito ao diferente. Não resolverá o problema, claro, mas é o que podemos oferecer, nós que fomos poupados de tal sofrimento.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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sexualidadetransgenero03a> Veja o documentário
(5 partes, tempo total: 40min)

> Transexualidade na Wikipedia

> Como violentar crianças em 30 segundos

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LEIA NESTE BLOG

> A diversidade sexual pede passagemA luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros

> As crianças transexuais – Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

> A travesti anã e sua irmã sapata – Passeando pelas minhas comunidades no Orkut, ela encontrou uma chamada “Já dei pra um travesti” e aí, coitada, ficou apavorada

> Abalou Sobral em chamas – Abram as portas da esperança! Que entrem as candidatas a Cinderela!

> Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite.

> Religião certa e sexualidade errada – Com exceção daquelas mais ligadas à Natureza, as religiões atuais foram criadas por homens e refletem a mentalidade patriarcal dominadora

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CRIANÇAS TRANSEXUAIS NA TV

A série policial de TV Law & Order: Special Victims Unit tem um episódio chamado Transitions (Transições) que trata do tema da transexualidade infantil. O roteiro soube driblar o perigo de didatismo que envolve um assunto como esse e a história ficou excelente, dinâmica, com boas viradas e, ao final, humana, demasiado humana. O episódio foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos e no Brasil em 2009 e depois foi reprisado.

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TEXTOS AFINS

> Entrevista: Fundador de grupo de ‘cura de homossexuais’ que se assumiu gay – Entrevista com Sergio Viula para o Jornal da Paraíba, 25.10.11

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001- Essa história foi de lascar o cano, seu Ricardo Kelmer! E ainda existem pessoas q acham q já viram de tudo de bom e de ruim nessa vida… Pois então q tentem ver novamente, nas próximas encarnações… Perdeu-se o mundo ou perdemo-nos uns aos outros? Vale! Wander Nunes Frota, Fortaleza – abr2009

002- Realmente meu amigo a sexualidade já nsce com o ser humano e vemos crianças que já nos primeiros meses de vida ,manifestam uma sexualidade forte.Tambem a afetividade vem do desejo sexual primario com os pais ,agora algumas crianças ou trazem em suas mentes sensações de personalidades ligadas a encarnações anteriores recentes, ou os pais passam idêntidades que distorcem o processo de aceitação da condição homem, mulher. Suas crônicas são interessantes e extrapolam o campo da sexualidade ,levando ao campo da vida após a morte ou seja reminiscências de vidas passadas.Bjssssssssssssssssss. Léa Simonetti, São Paulo-SP – abr2009

003- Incrível!!!! Bj. Monica Burkle Ward, Recife-PE – abr2009

004- Voce traz reflexoes interessantes sobre a nova forma de ver a infancia. Isso me lembra o tempo em que nascer canhota era um problema que tinha de ser trabalhado. O que fazer entao, dessa nova situacao posta por esse documentario? Vou baixa-lo na internet. Valeu pela beleza do texto e pelo alerta a esse dilema atual. Estou copiando para a Patricia, com quem conversei agora a pouco e pro Naspolini, um expert em primeira infancia. José Paulo Araújo, UNICEF Botswana – abr2009

005- Caro amigo Ricardo Kelmer, boa tarde, tudo bem? É com grande satisfação que respondo e agradeço pela bela reportagem em que “As Crianças Transexuais” ainda é um grande mito para a Nossa Sociedade Atual do Século XXI. Bruno Schuler, Fortaleza-CE – abr2009

006- Muito boa essa informação Kelmer. Acho de extrema importância que as pessoas tenham noção desse tipo de acontecimento, e principalmente que possam se preparar para um caso desses em suas vidas. E como você fala no texto: não resolve o problema, mas a aceitação, o amor e o respeito melhoraria bem mais a vida dessas crianças. Vânia Vieira, Fortaleza-CE – nov2010

007- puta kelmer,boa sacada essa publicação conheço um caso desses e a pessoa sofreu e sofre ate hoje com a ignorância do ser humano por algo que se quer foi uma escolha. houve rejeição dentro de sua própria familia, hoje já é adulto e uma pessoa incrivel e lida muito bem com o assunto por que descobriu que ele é o que é e não tem que se envergonhar de algo que emana de si mesmo é a individualidade do ser que deve se deve respeito e realmente ,o que ainda haverá para descobrir sobre nós? Elton Liel, São Paulo-SP – nov2010



Sonhos urbanos

abril 27, 2009

Ricardo Kelmer 2005

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SONHOS URBANOS
ricardo kelmer

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O sonho nasce na esquina
Sob a sina do sobreviver
O nome do sonho é desafio
Ele tem frio e quer comer

O sonho cresce no concreto
É discreto e ninguém vê
O nome do sonho é paciência
É ardência, é tesão, é viver

Sonhos urbanos
Escreve-se com dor neon
Leva cano mas não perde o tom
Sonhos urbanos
Suba no palco e diga sim
Mas não baixe o pano antes do fim

O sonho vive no futuro
No escuro do que vai haver
Ele só quer seu direito
Só um jeito de acontecer

O sonho morre de madrugada
Na estrada que não pôde ser
Mas de manhã acorda com fome
Porque seu nome é renascer

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Esta é a letra da música Sonhos Urbanos, que compus com Flávia Cavaca pro seriado Sonhos Urbanos, que começou a ser produzido no Rio de Janeiro em 2005 mas não chegou a ser exibido. Quem sabe em São Paulo os Sonhos Urbanos se tornem realidade…  Clique pra escutar.

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Um mito a 300 km por hora

abril 21, 2009

Ricardo Kelmer 1999

UM MITO A 300 KM POR HORA
O arquétipo do herói na trajetória de Ayrton Senna
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Há os heróis que morrem anônimos, sim, e são a maioria. Mas há os que atingem celebridade. A humanidade precisa desses para conhecer seu exemplo e por ele se guiar. São modelos de vida. A história pessoal do piloto brasileiro Ayrton Senna é mais uma reedição do velho mito da jornada do herói.

Sua infância foi tranquila mas desde cedo uma inquietação especial lhe tomava o espírito e se fazia clara em seus olhos. Nas redações do primário já se via como um piloto. Era o sonho de sua vida tomando forma. A mãe conta que de tão veloz, o menino era atrapalhado. Velocidade: era essa a delícia de sua vida. Delícia e desafio.

Foi campeão desde o começo da carreira, no kart. Subiu cada degrau armado da convicção que só possui quem enfrenta seu próprio destino de peito aberto. Abandonou família, namoradas, amigos, o seu país e foi viver sozinho na Europa. Foi preparado para todas as adversidades. Ele só queria uma oportunidade para provar que podia realizar seu grande sonho. Sim, sua família possuía dinheiro e condições de ajudá-lo mas a solidão física não tem preço. E a solidão da alma, que Ayrton parece ter vivido a vida inteira, é insuportável − mas o herói que segue seu destino precisa passar por seu deserto.

De fato, no Brasil ele certamente teria uma vida muito fácil, teria tudo que quisesse. Mas na Europa ele não era ninguém − aliás, era um brasileiro, o que muitas vezes é ainda pior. Por mais dinheiro que sua família tivesse, nada pagava a dor de só poder contar consigo mesmo para atingir o grande sonho de sua vida. Ele, porém, suportou tudo em nome desse sonho: ser o maior piloto de todos os tempos. Bastava só uma oportunidade. E ela surgiu. E ele não a largou mais.

Introspectivo, místico e passional, Ayrton fazia das corridas metáforas e aprendizados para sua vida. Contra muitos perigos ele precisou lutar: sua própria obstinação excessiva que muitas vezes atrapalhava, a inveja, a mesquinhez e a rivalidade explosiva do mundo da Fórmula Um, arquirrivais talentosos… Lutou também contra as incessantes investidas da mídia que buscavam tirar dele a privacidade que tanto prezava. Mas ele conseguiu. A bandeira que Ayrton fazia tremular nas manhãs de domingo devolvia ao seu povo o orgulho perdido e a esperança de que, sim, da mesma forma que aquele abusado Silva de capacete verde-amarelo, outros Silvas também podiam vencer na vida. Ayrton Senna da Silva tornou-se o maior piloto de todos os tempos e tudo indica que ninguém o superará. Não somente seu país mas seus colegas de profissão e o planeta inteiro reconhece seu valor e seus feitos inesquecíveis.

Muito antes de morrer, naquela fatídica curva para a esquerda do circuito italiano de Ímola, já fixara morada definitiva em seu olhar uma expressão incomum, uma angústia indefinida, uma dor da alma. Ayrton parecia sempre sozinho. Por quê? Ninguém sabia responder e ele não se manifestava a respeito. Seria alguma mulher? Algum problema na família? Talvez nada disso. Talvez ele já intuísse sobre o que o aguardava. Talvez vivesse um dilema: em que exatamente a sua vida e suas vitórias e seu dinheiro estariam contribuindo positivamente para a humanidade? Certamente ele pensou nisso algumas vezes pois antes daquele trágico domingo de 1994 já havia manifestado à sua irmã seu outro sonho secreto: usar o dinheiro e o prestígio que ganhara para mudar o destino das crianças do Brasil. Ele já pensava que quando parasse de correr poderia se dedicar a esse novo desafio − ainda maior que o primeiro. Hoje é sua irmã Viviane quem administra esse sonho, com competência. O Instituto Ayrton Senna é uma referência mundial no trato com a infância carente. Que maravilha seria se outros ídolos fizessem o mesmo!

É isso o que aquela crônica (O Herói e a Princesa) insinua e condensa em imagens metaforizadas: a trajetória da vida de Ayrton possui o tal esqueleto que sustenta o mito da jornada do herói. Há outros detalhes significativos em sua vida mas deixemos para lá. O importante, ao meu ver, é que ele foi um sujeito que vislumbrou seu destino, apostou todas as fichas em seus sonhos, encarou os perigos, lutou contra todas as dificuldades e por fim atingiu a sua máxima realização pessoal que era ser o piloto maior, o insuperável. Enfrentou terríveis monstros internos, destronou outros reis das pistas, envolveu-se com princesas e plebeias e sua morte, a princesa maior, ironicamente, apressou a realização de seu outro sonho: cuidar das crianças de seu país. Nesse ponto sua história deixa o âmbito pessoal, as glórias esportivas e se mistura ao universo do social. Pronto, é o mito que se completa: o herói morre mas sua morte traz benefícios ao seu povo.

É inquietante pensar assim mas tudo soa como uma… predestinação. Quando lembramos que Ayrton era um dos que mais lutavam pela segurança dos pilotos, que ele morreu numa cidade de nome Ímola, no dia do trabalhador e ao vivo para o mundo inteiro, tudo isso reveste sua morte de um significado mitológico de sacrifício, uma autoimolação. Na véspera de seu acidente, o piloto austríaco Roland Ratzenberger falecera durante os treinos e Ayrton, bastante abalado, chegou a pensar em não correr. Em seu carro foi encontrada uma bandeira austríaca que Ayrton, caso chegasse ao pódio, empunharia em homenagem ao colega. Após o acidente de Ayrton, medidas severas de segurança foram enfim tomadas e a partir daí não haveria mais nenhum acidente fatal na Fórmula 1. Isso faz com que a imagem de Ayrton, morrendo tragicamente no chão daquele autódromo, se vista ainda mais de um manto simbólico, como se sua morte tivesse a força de deter as futuras mortes que certamente continuariam acontecendo caso não fossem tomadas as medidas de segurança pelas quais ele tanto lutava. Infelizmente ele não pôde usufruí-las.

Ayrton Senna é um ídolo nacional e mundial, sim. Mas é muito mais que isso: ele é um herói. Primeiro porque aceitou, lutou e realizou seu destino, sua lenda pessoal, sua missão − coisa que poucos têm a coragem de fazer. E é um herói também porque transformou e continua transformando, para melhor, a vida de milhares de crianças neste país tão grande quanto injusto, oferecendo-lhes algo precioso que elas certamente jamais teriam, algo que ele teve: uma oportunidade. Só isso. Uma oportunidade. Para essas crianças, jamais haverá um herói maior.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

> O herói e a princesa – O destino estava marcado em sua alma, sim, mas ele sabia que teria de suar e sangrar bastante para realizá-lo
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> Ayrton Senna na Wikipedia
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LIVRO

Matrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
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PALESTRA

O Despertar do Herói
A jornada sagrada de autorrealização nos mitos, no cinema e em nossas vidas

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Nasce o Letra de Bar

abril 11, 2009

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Após oito meses de turnê nordestina (putz, esta foi bem longuinha), tô voltando pra São Paulo em maio. A agenda foi bem movimentada: palestras e lançamento do Vocês Terráqueas em Fortaleza, Crato, Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande e Sousa (PB), além de uma série de 28 palestras pra funcionários das unidades da Cagece (CE). Além disso, produzi edições das festas Cabaré Soçaite e Farra no Cabaré Alheio e estreei uma nova festa (Sabadabadu), que espero que o Acervo Imaginário prossiga realizando mensalmente.

E criei dois eventos literários, que deixarei em Fortaleza como uma espécie de contribuição à vida cultural da cidade. Um é o Bordel Poesia, um sarau que se realizará mensalmente no Acervo Imaginário e cujos temas são o erotismo e a paixão. Mas depois eu falo dele. Agora eu quero falar do outro evento, o Letra de Bar. Aliás, deixarei que o texto de divulgação do projeto fale por mim.

LETRA DE BAR

Assim como o artista tem que ir aonde o povo está, os livros também precisam ganhar o mundo e encontrar seus leitores. Esta é a ideia que inspirou a criação do Letra de Bar, um projeto que tem como objetivo aproveitar o ambiente dos bares para divulgar a produção literária local, promovendo os autores e suas obras.

Para o autor, é uma ótima oportunidade de dar mais visibilidade a seu trabalho. Para o bar, o evento traz publicidade, associando seu nome à cultura e oferecendo uma atração especial a seu público. E o público, por sua vez, tem a oportunidade de conhecer melhor a produção literária de sua região e incentivar os autores locais.

O bar escolhido para a fase inicial do Letra de Bar é o Bar do Papai, (rua Torres Câmara esq c/ Monsenhor Bruno – Aldeota – 85-3264.3495) por ser um bar de sucesso na cidade, onde os artistas locais se sentem prestigiados e cujo proprietário, Carlinhos Papai, figura conhecida há muitos anos no cenário artístico da cidade, sempre esteve aberto para apoiar as novas ideias.

Toda quinta-feira, a partir das 20h, acontecerá no bar uma sessão de autógrafos de um autor, que terá sua obra exposta para que as pessoas possam conhecê-la, conversar com ele e adquirir os livros. No palco o apresentador conversará com o autor, que falará sobre seu trabalho, responderá perguntas do público e poderá ler trechos dos livros. O bar oferecerá ao autor um jantar de cortesia e ganhará dele um livro que servirá para compor a biblioteca da casa.

O criador do projeto é o escritor e roteirista Ricardo Kelmer, radicado em São Paulo. A produção do evento é de Cristina Cabral e Ricardo Black, que também é o apresentador.

SITE: letradebarfortaleza.wordpress.com

CONTATOS:
Ricardo Kelmer (São Paulo) – rkelmer(arroba)gmail.com
Ricardo Black (Fortaleza) – ricardoblackce(arroba)gmail.com
Cristina Cabral (Fortaleza) – kriscabral(arroba)yahoo.com.br

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figlivros1bPoizé. O Letra de Bar é isso aí. O evento teve início em mar/2009 e espero que tenha vida longa. Quem sabe ele não se espalha por outros bares, outros bairros, outras cidades? Quem sabe não ganha o apoio das secretarias de cultura?

A produção desse tipo de evento é barata e combina bem com bares que trabalham com música ao vivo pois o palco e o som são aproveitados. E todos lucram, o autor, o bar e seu público.

Em Fortaleza o Letra de Bar tem o apoio cultural da Expressão Gráfica e da Garin Cópias. Livrarias e outras empresas estão convidadas a participar.

Agora um novo desafio me aguarda: implantar esse projeto em São Paulo. Algum bar se habilita?

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Agenda abril/maio

abril 5, 2009

 

Ricardo Kelmer 2009

escritordoseculo21cartaz01

ABRIL

Palestra O Despertar do Herói
FORTALEZA-CE. P/ funcionários das unidades da Cagece, Semana da Saúde, 02mar a 24abr

08abr (4a feira)
Cabaré Soçaite

cabaresocaite200904-01bFORTALEZA-CE. 4a edição da festa mais sensual da cidade. Pra repetir o sucesso de 2008, acontecerá na véspera do feriado da Semana Santa. DJs: Evison e RK Baré. Local: Acervo Imaginário (Rua José Avelino, 226, vizinho ao Centro Cultural Dragão do Mar – 85-3221.4894) Sorteio de ingressos + consumo no bar. Ingresso: R$ 10.

09abr (5a feira), 20h
Noite de Autógrafos
FORTALEZA-CE. Participação no projeto Letras de Bar, no Bar do Papai (rua Torres Câmara esq. rua Mons. Bruno – Aldeota – 85-3264.3495). Toda 5a feira um autor é convidado, autografa seus livros e fala de seu trabalho. Música ao vivo: Ciribah Soares, Mimi Rocha e Denilson Lopes. Apresentador: Ricardo Black. Produção: Cristina Cabral.

figlivrovocesterraqueas0115abr (4a feira)
CRATO-CE: Lançamento do livro Vocês Terráqueas, 20h (Olhar Casa das Artes, Praça da Sé, 91 – 88-3521.1590)

16abr (5a feira)
JUAZEIRO DO NORTE-CE – Palestra Escritor do Século 21 – Livros e mercado literário na era da internet. CCBNB, 19h.

17abr (6a feira)
JUAZEIRO DO NORTE-CE – Noite de autógrafos, 18h, Barzinho do Zé – Rua Padre Cícero, 498 – 88-3511.1000

17abr (6a feira)
SOUSA-PB: Palestra Escritor do Século 21 – Livros e mercado literário na era da internet (CCBNB, 18abr, 20h30). Noite de autógrafos: 18abr, 22h, após a palestra (local a confirmar).

22abr (4a feira)
bordelpoesiaanuncio02aBordel Poesia – O sarau do erotismo e da sensualidade
FORTALEZA-CE. Local: Acervo Imaginário (Rua José Avelino, 226, vizinho ao Centro Cultural Dragão do Mar – 85-3221.4894) . Ingresso: R$ 5.

25abr (sábado)
FORTALEZA-CE. Palestra Escritor do Século 21 – Livros e mercado literário na era da internet. 17h. CCBNB – Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – 85-3464.3108).

MAIO

02maio (sábado)
Sabadabadu
FORTALEZA-CE. 2a edição da festa que bota você pra dançar pela música dos anos 60 até hoje. Apresentação de grupos performáticos fazendo teatrinho de músicas. Local: Acervo Imaginário (Rua José Avelino, 226, vizinho ao Centro Cultural Dragão do Mar – 85-3221.4894). Ingresso: R$ 10.

06maio (4a feira)
Fim da turnê. Retorno para São Paulo

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rk200902-102b.

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CONHEÇA AS PALESTRAS

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A TURNÊ KELMÉRICA CONTA COM A PARCERIA DE
Kingston – Expressão Gráfica – Garin Cópias
Luce Galvão de Sá ArquiteturaRossana Romcy

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LIVRO: O Diário de Marise

abril 2, 2009

O Diário de Marise – A vida real de uma garota de programa

Vanessa de Oliveira – Matrix Editora

odiariodemarise01Marise é o nome de trabalho de Vanessa. Em casa, uma mãe dedicada. Na faculdade de enfermagem, uma aluna esforçada. Nos hotéis e motéis onde atende, uma garota de programa muito requisitada por conta dos anúncios de jornal, nos quais vende com criatividade sua beleza e seus atributos, sozinha ou em dupla. Neste diário, ela fala sem censura de seus programas, das taras de seus clientes, da cafetinagem, das orgias, das casas de swing, da vida nas ruas e nas boates. Vanessa também mostra a relação com a família e as amigas, as frustrações com os homens que amou, como entrou nessa vida. E fala de vários dos 5 mil programas que já calcula ter feito.

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PROGRAMAS ONTEM, AUTOPROMOÇÃO HOJE

Ricardo Kelmer 2009

Comprei este livro primeiramente porque eu sou safado mesmo e me atrai o universo da prostituição, apesar de eu nunca ter sido seu frequentador habitual, e também porque na época, 2007, eu estava escrevendo o Vocês Terráqueas e nele há dois contos sobre prostitutas, esse arquétipo tão fascinante quanto apedrejado.

Gostei do livro da Vanessa, mais do que o da Bruna Surfistinha. Não glorifico a profissão mas sempre senti um natural carinho e respeito por prostitutas. Por ter sido escrito por ela mesma, ao contrário do da Bruna, o livro de Vanessa soa mais espontâneo. É um relato bem elucidativo sobre as engrenagens do clandestino mundo da prostituição: boates, motéis, casas de suingue, taxistas amigos, gerentes de hotéis comissionados, abortos, técnicas de enganar o cliente etc. Segundo a autora, foram cinco mil programas feitos em Balneário Camboriú (SC) entre 2002 e 2006. Na alta temporada Vanessa chegava a fazer negócio com dez ou mais clientes por dia, o que significava no fim do mês uma renda de R$ 20 mil. Hummm… Tomara que Vanessa não esteja pensando que vai faturar isso com livros.

Pausa pro tarado véi seboso se manifestar. É, gostei do livro, mas achei uma pena a moça não curtir sexo anal. Que péssimo exemplo pra prostituição nacional! Nesse ponto, fico com a Bruna Surfistinha, assumidamente mais eclética. Ah, que falta faz um homem jeitoso e paciente na vida traseira de certas donzelas…

A gaúcha Vanessa, que hoje tem 32 anos, formou-se em enfermagem em 2005, durante sua labuta na prostituição. Uma declaração dada numa entrevista em 2008 à Folha de São Paulo revela seu senso profissional:

”Meus métodos são comparáveis aos de um empresário. Passei a desenvolver técnicas para ganhar mais na profissão e criei outras duas personagens para equilibrar meus negócios. A Marise era sofisticada e cara, por isso eu precisava ganhar na quantidade, então criei a Mari, que cobrava R$ 80 por programa. Depois inventei a Ana, que também cobrava R$ 80 mas atendia homens que gostavam de vibradores. Cada uma utilizava uma peruca diferente para que ninguém percebesse a ‘tripla personalidade’. Assim, atingi diversos públicos, do magnata ao presidiário recém liberto; do médico ao matador de aluguel.”

Com seu livro, lançado em 2006 (35 mil exemplares vendidos, um grande sucesso pros padrões brasileiros) e com versões em italiano e inglês, a bela ruiva baixinha ganhou notoriedade, apareceu em programas de TV, deu palestras e até lançou uma linha de lingerie com seu nome. Em 2007 ela lançou outro livro, 100 Segredos de uma Garota de Programa – Tudo o que você queria saber sobre homens, sexo e a profissão. Algo me diz que este não será sucesso como o primeiro. E em 2008 lançou seu terceiro livro, Seduzir Clientes – O que todo profissional pode aprender com uma garota de programa e um homem de marketing, escrito por ela e Reinaldo Bim Toigo. Este parece interessante mas não será forçação de barra? E o próximo? Pelo jeito, As Histórias que Marise Não Contou.

vanessadeoliveira19Em seu blog, Vanessa dá lições de vida, escreve sobre anjos da guarda e até comenta sobre literatura brasileira. Sim, por que não? Onde tá escrito que uma ex-puta não deve falar de literatura? Pois ela fala. E baixa o cacete em Machado de Assis, coitado. E diz que a literatura brasileira começa mesmo é com Nelson Rodrigues.

Chamei Vanessa de ex-puta pra frase pegar mais efeito mas ela prefere ser tratada por “profissional do sexo” ou “garota de programa” pois pra ela o termo puta é ofensivo e indigno. Ah, Vanessa, eu gosto de puta, acho bonitinho… E minha namorada também, ela adora que eu a chame de putinha safada. Bem, é verdade que não em público.

Palestras, livros e lingerie – Vanessa me dá a impressão de agir sempre focada em capitalizar de todas as maneiras possíveis seu passado de prostituta de sucesso. Profissional do sexo no passado, profissional da autopromoção no presente. Marqueteira, pra usar termo da moda. E daí? A moça tá no direito dela, até porque sabe que não vai dar pra viver eternamente da pensão de ex-prostituta.

Porém… por mais que Vanessa escreva, comente, palestre e lance suas novas coleções, e espero que ela não leve a mal minha franqueza, confesso que minha mente de tarado véi seboso sempre escorrega pra sacanagem e aí eu fico imaginando uma praia deserta em Santa Catarina, lá no céu uma lua brilhando discreta e cá na areia a ruivinha linda e nua, de quatro, finalmente aprendendo a gostar daquilo que sua colega escritora Toni Bentley, que nem brasileira é, já descobriu como é bom…

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Vanessa de Oliveira no programa OverDrive da MTV (2008)
> Meninas ensinam sobre sexo anal no Big Brother 9 (2009) Dica da leitora Kdela

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DICAS DE LIVROS E FILMES

> A entrega – memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e submissão através do sexo anal

> O diário de Marise – A vida real de uma garota de programa (Vanessa de Oliveira, Matrix Editora/2006) – Em casa, uma mãe dedicada. Na faculdade de enfermagem, uma aluna esforçada. Nos hotéis e motéis onde atende, uma garota de programa muito requisitada.

> A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbett, Editora Paulus/1990) – Este livro mostra como nossa vitalidade e alegria de viver dependem de restaurarmos a alma da prostituta sagrada, a fim de nos proporcionar uma nova compreensão da vida.

> A prostituição na sala de estar – Quem resiste ao fetiche de acompanhar o cotidiano de uma lolita que vende sexo?

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CASOS DO INVESTIGADOR ERRI KELMER

> O mistério da morena turbinadaAí um dia ela, inocentemente, leva o computador numa loja pra consertar. Algum tempo depois dezenas de fotos suas estão na rede, inclusive fotos íntimas

> O mistério da cearense pornô da CaliforniaUma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e entre uma orgia e outra luta pela liberação das mulheres?

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

> As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada.

> As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.

> Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

> O último homem do mundoO sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

> Por trás do sexo anal (1) – Se esotérico significa a parte mais oculta de uma tradição ou ensinamento, aquilo que somente iniciados alcançam após muito estudo e dedicação, então o sexo anal é o lado esotérico do sexo

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

> Cabaré Soçaite – Uma festa de sensualidade – Se você medo do desejo feminino, é melhor não ir…

> O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

> Lolita, Lolita – Ela é uma garotinha encantadora. E eu poderia ser seu pai. Mas não sou…

> A gota dágua – A tarde chuvosa e a força urgente do desejo. Ela deveria resistir mas…

> A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

> Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

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