Um Ano na Seca – Marília (4)

Setembro 27, 2008

Entramos no quarto. Marília fechou a porta, acendeu a luz e disse que eu ficasse à vontade pois ela iria ao banheiro. O quarto era bacana, cama de casal, poltrona, abajur, cortina na janela, um quadro bonito na parede, frigobar, controle de som e tevê na cama. Aproveitei pra olhar dentro do guarda-roupa: nada de roupas masculinas, que estranho. Será que o marido estava hospedado em outro quarto?

O Jeitoso tava como eu, confuso, mas perguntou se eu tinha levado camisinha, ele sempre pergunta, menino atento, foi bem ensinado. Sim, eu tinha. Aliás, nos últimos tempos camisinha comigo sempre perdia a validade, que horror.

Marília voltou do banheiro e sentou na cama. E pediu pra eu sentar também. Sentei. Ela pediu que eu lhe mostrasse os livros. Abri a mochila, tirei e pus sobre a cama. Enquanto ela selecionava um exemplar de cada, eu tentava não olhar pro decote dela, parecia até que os peitos haviam crescido depois da ida ao banheiro. Marília perguntou quanto era, eu disse que era tanto mas daria um desconto, mas ela disse que não aceitava o desconto, tirou o dinheiro da bolsa e me entregou. Agora eu quero uma dedicatória bem especial, primeiro neste aqui – e me estendeu o primeiro livro.

- Quer tomar algo pra se inspirar? Um uisquinho?

Um uisquinho? Hummm, o que realmente aquela mulher tinha em mente? Bem, seriam seis dedicatórias especiais, eu precisaria de inspiração mesmo. Aceitei. Ela então levantou, abriu o armário e tirou de lá… uma garrafa de Jack Daniel´s! Lacrada. Eu não acreditei quando vi. Acho que ela percebeu minha cara de idiota:

- Eu sabia que você ia gostar…

Putz. Minha bebida predileta. Ela certamente lera em meu site ou no Orkut. Será que ela comprara minha bebida predileta só pra que eu escrevesse umas dedicatórias nos livros dela? Ou havia algo mais? Será que ela havia bolado tudo aquilo, todos aqueles detalhes, o encontro no bar, o decotão assassino, o convite pra subir ao quarto, o Jack Daniel´s, tudo foi pra me seduzir? Ou aquele era o jeito dela mesmo, simpática e espontânea, e a minha mente pérfida, junto com o Jeitoso, claro, é que imaginava besteira? Mas… e o marido? Onde ele estaria naquele momento?

Tirei o lacre e devolvi a garrafa. Ela serviu dois copos, eu disse que queria sem gelo, ela disse que preferia com, pôs três pedras no dela e brindamos. Ao escritor, ela disse. Qual escritor? Você, seu bobo. Ah, claro… eu… a mim, claro… não, a mim e a você, à leitoa, quer dizer, à leitora do escritor.

Putz, leitoa é foda. Será possível que eu não consigo falar nada que preste nesses momentos? Pelo menos uma vez na vida eu bem que poderia fazer como aqueles caras do cinema, que mesmo nas situações mais inesperadas sempre dizem a frase perfeita que a mulher quer ouvir.

Brindamos e bebemos. Só o cheiro do Jack já me leva às nuvens, é sério. E o primeiro gole, hummm, o líquido descendo a garganta feito um fogo gostoso queimando por dentro, a saliva que ato contínuo inunda a boca, o calor no estômago… e um acorde de blues soando em algum lugar de minha alma, sempre, sempre toca um blues quando bebo Jack Daniel´s. Ah, leitorinha, beber esse uísque não é apenas beber um bom bourbon – é beber junto a história do blues, é beber com Muddy, Buddy, Billie, Eric, Jim, Janis e todos os outros.

E tem outra coisa. Jack Daniel´s é um poderoso excitante pra mim. No sentido sexual, inclusive. Não sei bem o porquê mas é uma bebida que me deixa com tesão, que coisa louca, né? E se Marília sabia que eu gostava tanto do Jack, devia saber também desse complemento. Aiai. Que mulher era aquela?

Sentei-me na poltrona pra escrever as dedicatórias. Marília perguntou se eu não preferia escrever com música e antes que eu pudesse responder ela ligou o rádio e Tim Maia preencheu o quarto com seu vozeirão, acho que era Azul da cor do mar. Achei ótimo. Mas quem disse que consegui escrever alguma coisa? Travei total, não consegui me concentrar. Aquela situação, eu e Marília naquele quarto, o lance do marido dela…

- Acho que preciso de outra dose… – pedi, após entornar o resto da primeira. E precisava mesmo, juro, meu coração estava aos pulos. Ah, se eu pudesse decifrar o que ela tencionava com tudo aquilo… Ou ela não queria nada, queria apenas brincar comigo e na verdade estava se deliciando com meu sofrimento? Gente, isso não se faz com o cidadão trabalhador. O que vocês ganham com isso, meninas, heim? Será uma espécie de necessidade atávica de vingança sobre os homens? Putz, logo comigo que defendo tanto vocês, que sacanagem.

Marília pegou a garrafa e enquanto me servia novamente, comentou que gostava muito daquela música. Então tomei coragem pra fazer a pergunta.

- Marília… ahn… você… aquele senhor…

- Depois você escreve – ela disse, me interrompendo e puxando delicadamente a caneta da minha mão. – Vamos dançar?

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(continua no próximo capítulo)

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.wordpress.com

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Pen drive Kingston

Setembro 23, 2008

A partir de agora o Blog do Kelmer conta com a parceria cultural da Kingston, marca mundialmente conhecida quando o assunto é pen drive. Esta é a primeira das promoções pros leitores do blog. Outras virão!

Escritor, roteirista, palestrante, produtor de festinhas malucas… e agora vendedor de pen drive. Sujeitim eclético.

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O modelo à venda é o DataTraveler 100, retrátil (dispensa a tampinha, que a gente vive perdendo), de cor preta, USB 2.0. A parceria cultural me permite revendê-lo a um preço bem baixo. Confira:

4gb = R$ 45 (esgotado, 29.09.08)
8gb = R$ 80

Pra 1 peça, o frete custa R$ 5. A partir de 2 peças, o frete é grátis.

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SOBRE A KINGSTON
(do site kingston.com.br)

Com sede na Califórnia, USA, a Kingston Technology Company, Inc. é o maior fabricante independente do mundo de produtos de memória para computadores desktop, notebooks, servidores, estações de trabalho, impressoras laser, câmeras digitais e computadores portáteis. A Kingston fabrica memória sob contrato para a maioria dos fabricantes mais importantes de semicondutores e sistemas originais (OEMs), além de fornecer serviços de suporte de gerenciamento de rede de fornecedores aos grandes OEMs. A Kingston também conta com empresas coligadas na área de packaging de componentes (Payton Technology) e nos setores de testes e laboratórios de validação de testes (Advanced Validation Labs).

A Kingston oferece os produtos e serviços de memória necessários para atender a demanda pelos produtos atuais e de próxima geração. Para os clientes que precisam de memórias antigas – as memórias que não são mais fornecidas pelo fabricante original – a Kingston com freqüência é a única fonte. Ela opera com o modelo “just-in-time” que se baseia nas necessidades dos clientes. Os produtos da Kingston são feitos sob encomenda, o que minimiza o risco de estoque inativo para a Kingston e seus clientes.

A Kingston é uma empresa global com uma linha de mais de 2.000 produtos e atende tanto a rede internacional de distribuidores quanto os clientes OEM dos Estados Unidos, Europa, Ásia, África, Austrália e América Latina, resultando em mais de 3.000 localidades em todo o mundo.


Tá precisando de pen drive?

Setembro 23, 2008

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Viva! A partir de agora o Blog do Kelmer conta com a parceria cultural da Kingston, marca mundialmente conhecida quando o assunto é pen drive. Esta é a primeira das promoções do blog aos leitores do Blog do Kelmer. Mais informações aqui.

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O último homem do mundo (5)

Setembro 21, 2008
O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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CAP. 5

Primeiro foi o Chico da Magnólia, velho amigo. Era domingo e tomavam uma cachacinha à beira da lagoa quando Chico, já bêbado, confidenciou a Agenor, sem jeito, que estava acontecendo com ele uma coisa terrível, terrível. E a muito custo foi que conseguiu dizer que ficara broxa, já não conseguia fazer nada com as mulheres, o dito cujo não funcionava mais, uma desgraça. Na noite anterior, por sinal, fora ter com as raparigas lá do Siribó, elas que sabiam como ninguém alegrar o cidadão. Mas que nada, não teve jeito que desse jeito. Tentou com a Paizinha, com a Chiquinha Piassaba e a Neide Peixeirão. Nenhuma delas conseguiu levantar-lhe o moral um centímetro que fosse. Tentou até umas pilulazinhas que um primo trouxera da cidade grande, diziam que levantava até bigorna. Mas nem elas deram jeito. No desespero chamou a Paloma, a espanhola dos peitões, a mais cara daquelas bandas do sertão, disposto a gastar cinquenta contos, o salário da semana inteira. Pois nem a Paloma, veja você, nem ela.

Agenor consolou o amigo, dizendo que procurasse um médico, não devia ser coisa muito séria. Mas Chico disse que já havia ido ao médico e este, sem detectar nada de anormal, falou que algum problema devia estar preocupando-o. Mas não tinha problema algum, explicou Chico, a não ser esse, esse era o problema, o pinto não queria mais trabalhar e pronto. Uma vergonha que o cidadão trabalhador e pagador dos seus impostos não merecia passar.

Agenor, sensibilizado, encheu um copo e tomou. Que uma desgraceira daquela nunca se abatesse sobre ele, jamais.

Depois foi a vez do seo Ribamar da bodega, que se chegou para perguntar se ele, Agenor, não conhecia um pai de santo bom, bom mesmo, que entendesse de mandinga de mulher malamada pois ele tinha certeza: foi mulher sim que lhe jogara aquele trabalho desgostoso, foi mulher sim.

Agenor ficou impressionado. Seo Ribamar era homem forte, de saúde, viúvo e namorador. Difícil crer que tão cedo deixasse de dar nos couros. Pois deixara. Sim, ele sabia de um pai de santo muito bom, lá para as bandas do Paredão, fosse lá que ele com certeza anularia aquele encosto de mulher ruim. Seo Ribamar agradeceu e saiu. Agenor viu o homem se afastar e bateu três vezes na madeira.

Então começaram a chegar as notícias. O atendente da farmácia, rapaz novo, não tinha vinte anos, também andava com o mesmo problema, como podia? E o cabo Nonato, famoso pela ruma de namorada que tinha, também havia ido ao Paredão se consultar com o pai de santo para se curar de uma desgraceira repentina que o deixara inutilizado para as artes da agarração.

De repente boa parte dos homens de Jubá estava broxa e o assunto era o preferido nas rodas de conversa. As beatas nas janelas invocavam Esaú aos Filisteus, capítulo 2, versículo 14: “E o peso da descrença pesará sobre a virilidade dos ímpios, e estes serão marcados pelo Anjo com o castigo de não poderem mais dar filhos às suas mulheres e a Terra os amaldiçoará.” Benza Deus.

Autoridades evitavam se pronunciar sobre o assunto porque o fato provocava risinhos e constrangimentos. O que estava acontecendo afinal? Ninguém possuía explicação convincente para o fato e os médicos da cidade se debatiam entre teorias diversas, sem chegar a conclusão alguma.

A cada notícia, Agenor se assustava e corria para o banheiro para se investigar, munido de alguma revistinha. Não, com ele não, felizmente. Com ele tudo corria normalmente, conforme a natureza estabelecera. E com as mulheres, tudo normal também: elas continuavam distantes como sempre.

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(continua)

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> Este conto integra o livro Baseado nisso – Liberando o bom humor da maconha


Protegido: Arq Secretos – O primeiro Viagra a gente não esquece

Setembro 16, 2008

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Amar duas mulheres

Setembro 15, 2008

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05/08/2008 - Viciado em sexo, guitarrista dos Rolling Stones é internadoRonnie Wood, 61, guitarrista dos Rolling Stones, está atualmente internado em uma clínica de reabilitação no sul da Inglaterra, informou hoje (5) o tablóide britânico “The Sun”. Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones, deixou mulher por uma russa de 18 anos. Wood está internado por uma tripla dependência: ao álcool, às drogas e, segundo o jornal, também ao sexo.

Fazer sucesso, perder o prumo, enfiar o pé na jaca, queimar o filme e se internar em clínica de reabilitação. Esse roteiro das celebridades tá ficando tão previsível… Quem será a próxima?

Mas agora inventaram também esse negócio de dependência de sexo. O cara é pego pulando a cerca e, sem ter mais como justificar, explica pra mulher: Ok, querida, eu assumo, eu assumo. Assume o quê, seo calhorda, que gosta dela, que tem um filho com a ordinária? Não, querida, assumo que preciso me tratar, sou um sexo-dependente.

Muito bem bolado, como diria Silvio Santos. De bandido passa a ser vítima, muito bem bolado. O chato é se a mulher perguntar: E por que você só não é sexo-dependente comigo, seo fuleragem?

Mas eu tô do seu lado, viu, Ronnie? Melhor você se tratar numa clínica do que numa dessas igrejas especialistas em lavagem cerebral que ficam catando famosos na lama pra botar em suas vitrines da salvação. Você não precisa de lavagem cerebral, Ronnie. Até porque você talvez nem tenha mais cérebro – sabe lá o que é passar quarenta anos tocando Satisfaction… E essa camisetinha da russinha, heim, Ronnie, heim, heim, falaí. Eheheheh… Não se preocupe, eu te entendo, bode velho, eu também sempre tive essa fantasia de comer a Hello Kitty. A diferença é que te pegaram e eu continuo solto…

Sua mulher há 23 anos, Jo se nega a visitá-lo no centro onde está internado, na localidade de Old Woking, no condado de Surrey, por causa de um relacionamento extraconjugal do músico. Segundo o jornal, Ronnie Wood iniciou um relacionamento com a jovem russa Ekaterina Ivanova, 18, com a qual esteve no mês passado na Irlanda e que agora está hospedada em um hotel próximo à clínica. No fim de julho, Wood disse em entrevista que ama “duas mulheres”, referindo-se a sua mulher Jo e à garçonete russa Ivanova. O guitarrista afirmou pretender salvar o seu casamento, mas que, ao mesmo tempo, gostaria de continuar a ver a jovem russa.

Você amar duas mulheres não me surpreende, meu chapa. Eu também faço parte dessa gente evoluída que sabe que é perfeitamente possível e viável e honroso amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. O que me surpreende é você afirmar isso assim em público, pro mundo inteiro ouvir, inclusive suas duas mulheres. Putz! Você ganhou 10 pontos por sua franqueza. A russinha talvez até tope te dividir com outra mulher, sacomué, desse povo que bebe vodca no gargalo a gente espera tudo. Mas a Jo, humm, sei não. Ela não quer nem te visitar na clínica! Seja compreensivo com a Jo, cumpade Ronnie. Imagine se fosse você quem tivesse de dividi-la com um surfista de 18 anos… argentino. Já pensou?

Hummm… Sei que isso não é hora de te confundir a cuca, coitado, você aí internado. Mas e se isso rolasse mesmo, a Jo te propor direitos iguais: Tudo bem, Ron, você fica com nós duas mas eu também fico com você e outro cara, combinado? E aí, parceiro, você toparia? Calma, eu já disse que tô do teu lado. É que as leitoras do Kelmer Para Mulheres são muito, como dizer, opinativas, e elas certamente devem estar doidinhas pra te fazer essa pergunta. Então eu fiz por elas. Mas não precisa responder agora, meu chapa. Primeiro toma teus remédios e volta pra casa. Pra casa da russinha, claro, pois a Jo é capaz de te mandar imediatamente de volta, não pra clínica mas pro pronto-socorro.

O “The Sun” também flagrou Ekaterina concentrada na leitura de uma carta enviada por Wood, que escreveu frases como “Sabe que eu sempre penso em você com carinho”. O guitarrista também desenhou, na mesma carta, um rosto sorridente na forma de coração. “A garota sorria, como todas as jovens quando estão com as cartas de amor dos seus namorados. É estranho pensar que tenha sido escrita por um homem 40 anos mais velho que ela”, disse o jornal, citando uma fonte.

Quarenta anos de diferença… Ronnie, e quando você tiver 90 e ela 50, já pensou nisso? Ela estará com a idade aproximada da Jo. Como? Ah, tá, você vai trocá-la por outra garçonete Hello Kitty. Entendi. Sim, claro que sei que com o Viagra a coisa agora é diferente (ler O primeiro Viagra a gente não esquece). Mas será algo interessante de se ver: você aos 120 trocando de mulher e elas trocando tua fralda.

Ronnie, meu chapa, eu sou um gozador, você sabe. Não posso perder a oportunidade de chafurdar encima dessa história. Mas, brincadeiras à parte, sabe o que eu acho de verdade dessa coisa toda, cara? Eu acho que você, assim como todos os outros Stones, já fizeram tanto pela música, pelo roquenrôu e por nós todos, que vocês estão noutro patamar, vocês são semideuses, é sério, e nem sempre devem ser julgados pela mesma lógica dos simples mortais. Você merece tudibom, meu cumpade, até mesmo duas mulheres. Aliás, duas é pouco, a Jo que me perdoe, você merece quantas puder aguentar.

Mas manera na birita, véi. Senão as mulheres que você ama não terão satisfaction e, você sabe, não tem quem aguente uma mulher sem satisfaction, argh!

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.wordpress.com

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O Blog do Kelmer concorre ao Prêmio BlogBooks 2009!

categoria Universo Masculino

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O blog vencedor será transformado em livro. A votação vai até 17set. Pra fazer o Blog do Kelmer virar livro, é só clicar neste banner aí de cima e votar. O processo é bem simples e rápido.
Se preferir, também pode clicar aqui:
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E se quiser fazer campanha pro meu blog, não vou achar ruim de jeito nenhum.

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E clique aqui caso deseje conferir as postagens neste blog sobre o universo masculino.


Quer participar de meu novo livro?

Setembro 4, 2008

Meu novo livro, Você Terráqueas, trará uma seção chamada Galeria de Leitores Especiais. Nela constarão os nomes dos leitores que adquiriram o livro antecipadamente e, dessa forma, me ajudaram a viabilizá-lo.

Esses leitores também ganham a versão integral do livro-blog Vocês Terráqueas, (vocesterraqueas1.blogspot.com) pra ler em primeira mão e comentar. E todos se tornam, automaticamente, Leitores Vips deste blog. Foi a melhor maneira que encontrei de retribuir o apoio dessas pessoas e homenageá-las.

Eis a Galeria de Leitores Especiais de meu novo livro. Graças à atitude dessas pessoas é que sei que esse caminho tem um coração. Obrigado!

Alessandra Pereira, Brasília-DF
Ana Claudia Domene, Albuquerque-EUA
Ana Valeska Maia, Fortaleza-CE
Arlene Amorim, Novo Hamburgo-RS
Bia, São Paulo-SP
Christina Alecrim, Rio de Janeiro-RJ
Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE
Daniela Ramos, Rio de Janeiro
Danilo Carvalho, Fortaleza-CE
Ed Porto, João Pessoa-PB
Gisela Symanski, Porto Alegre-RS
Isabel Belém, Rio de Janeiro-RJ
Jayme Akstein, Rio de Janeiro-RJ
Ilana Nahm Akstein, Rio de Janeiro-RJ
Kátia Regis Albuquerque, João Pessoa-PB
Kelma Nunes, Fortaleza-CE
Kenya Costta, Rio de Janeiro-RJ
Liano Veríssimo, Fortaleza-CE
Luciano Junqueira, Rio Verde-GO
Luiz Olímpio Ferraz Melo
, Fortaleza-CE
Márcia Morozoff, Luziânia-GO
Marcos André Borges, Fortaleza-CE
Mariucha Madureira, Brasília-DF
Mônica Burkle Ward, Recife-PE
Nilbio Portela, Fortaleza-CE
Patrícia Meireles, Fortaleza-CE
Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE
Paulo Sacaldassy, Santos-SP
Raquel Araújo, Upland-EUA
Raquel Brasil Lima, Fortaleza-CE
Sâmara Paula, Fortaleza-CE
Sidnei Castro, São Paulo-SP
Suely Andrade, Brasília-DF
Vera Perdigão, Florianópolis-SC
Virgínia Lígia, Lisboa-Portugal

Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ

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Saiba mais sobre o livro Vocês Terráqueas


O Irresistível Charme da Insanidade 1-3

Setembro 3, 2008

O amor insano. O amor desafiador do tempo. O amor que descortina as mais absurdas possibilidades do ser.

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CAPÍTULO 1
3a parte

No dia seguinte Luca levantou com a primeira claridade. Fazia um pouco de frio. Ferveu água, tomou café com biscoito, comeu uma tangerina. Botou boné, óculos escuro e saiu pela trilha da encosta, subindo pela margem do rio na direção da rodovia, respirando o cheiro do mato verdinho e curtindo a trilha sonora dos pássaros. E, é claro, queimando umas gordurinhas.

Retornou perto do meio-dia, as pernas já implorando descanso. Desceu a encosta, tomou banho no rio e depois voltou à barraca para trocar de roupa. Era uma manhã ensolarada, bela e radiante. Como todas as manhãs bem que podiam ser, pensou ele enquanto pendurava a toalha num galho.

- Oi!

Ele se virou rápido.

- Desculpa, não quis assustar.

Uma garota. Sozinha.

- Eu sou a Isadora.

- Oi…

- Não diga! Não diga!

- Como?

- Não diga seu nome. Deixa adivinhar. Posso?

- Tá bom. – Ele sorriu por trás do óculos escuro. Ela era uma morena bonita. Sorridente. E queria adivinhar seu nome, que meigo.

- Você se chama… Tchan, tchan, tchan, tchan! Lucas!

Ele ficou surpreso.

- Nossa… Errou por um S.

- Como assim?

- Não é Lucas, é Luca.

- Ah, é Luca? – Ela parecia desapontada. – Tem certeza?

- Claro que eu tenho certeza do meu nome. Mas… você já me conhece?

- Tenho a impressão que sim… – Ela sorriu, insinuante. – Você também não tem?

- Impressão? Ahn… sim. Quer dizer… – Ele coçou a cicatriz, desconcertado. Conheciam-se mesmo? Mas de onde?

- Não lembra? Ah, faz um esforço…

- Captei! Algum show da Bluz Neon.

- O que é isso?

- Minha banda.

- Acho que não é daí.

- Então de onde?

- Você por acaso nunca esteve na Espanha?

- Espanha?! Que eu saiba não.

- Olha que sim…

Ele estava intrigado. Ela o confundia com outro, devia ser isso.

- Estava indo pra algum lugar?

- Vou comer. Tá sozinha?

- Com uns amigos. Foram pra Pipa mas voltam hoje. A gente tá naquela barraca azul.

- Quer almoçar comigo?

- É o que eu ia sugerir. Lucas sem S.

Luca sorriu em pensamento, felicitando-se. Segundo dia e um almoço com uma morena daquele naipe… Ela tinha os cabelos negros, lisos, caindo nos ombros, os olhos também negros, meio puxadinhos, lembrava um pouco uma índia amazônica. E tinham um brilho estranho os olhos dela… Ele desviou o olhar.

- Este rio me lembra Belém.

- Você é paraense? – Ele perguntou e ela fez que sim com a cabeça. – Um pouco longe de casa, não?

- Minha casa é isso aqui! – Ela abriu os braços e girou o corpo num quase passo de dança.

Ele riu do jeito dela. Reparou no short jeans e na camiseta branca. Era um pouco mais baixa, talvez a mesma idade. E continuava agindo como se o conhecesse.

- Por que não tira esse óculos só um pouquinho?

Impossível desobedecer àquele sorriso.

- Castanhos? – ela observava seus olhos, confusa. – Pensei que continuassem negros.

- Como assim, “continuassem”?

Mas ela mudou de assunto.

(continua)

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