O mundo é uma mentira

Rejane, uma leitorinha querida de Brasília, me recomendou um documentário recente chamado Zeitgeist, produzido nos Estazunidos. Obrigado, Rejane. Zeitgeist é um termo da língua alemã que significa o espírito de uma época, a mentalidade reinante num determinado período de tempo.

Muito interessante o filme. Trata basicamente de duas coisas: religião e dinheiro. Mostra o quanto a história é manipulada pelas elites religiosas e econômicas, que “criam” os fatos e nos fazem todos acreditarmos neles, lutarmos por eles, matarmos por eles.

Religiões copiadas umas das outras, guerras forjadas e mantidas em nome de interesses econômicos, crises financeiras proposital e estrategicamente criadas, falsos ataques terroristas, chips implantados pra controlar as pessoas feito boiada… O filme é um festival de denúncias, algumas tão incríveis que parecem sair de um fabuloso catálogo de teorias conspiracionistas.

Que religiões institucionalizadas como o cristianismo, judaísmo e islamismo são deturpações da busca natural do sagrado, feitas pra amedrontar e dominar os povos, isso não é novidade. Que os poderosos do dinheiro são incrivelmente engenhosos em matéria de deturpar a realidade e lucrar com a ignorância do povo, isso é óbvio. Mas é sempre surpreendente e revoltante quando os fatos são ligados e, pufff, transparece a absoluta falta de respeito pela verdade, pela liberdade, pela justiça, pela vida.

Eu, particularmente, não duvido de nada e desconfio de tudo que se mexa ou fique parado. Porque sei do que são capazes os loucos de poder, seja poder econômico ou religioso. Mesmo que haja qualquer exagero em uma ou outra denúncia, obras desse tipo são úteis nesse momento em que a mídia, a cultura de massa e os modismos nos mantêm bem ocupadinhos pra que não percebamos o que rola nos bastidores.

Por essas e outras é que continuo achando que a melhor coisa que podemos fazer uns pelos outros não é nos darmos emprego ou comida, nem tentarmos salvar a alma uns dos outros, tampouco dar de presente às nossas mães 5 mil minutos pra falar todo mês. A melhor contribuição que podemos dar à humanidade é individual: conhecer-se, aprender a pensar por si próprio e libertar-se, inclusive dos condicionamentos culturais e religiosos.

Veja o filme Zeitgeist. Direção: Peter Joseph. EUA/2007.

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Ricardo Kelmer, jul2008 – blogdokelmer.wordpress.com

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